Guia de Antimicrobianos Cobertura Fonte: Wikipedia Aciclovir Guia completo do Aciclovir : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Antiviral Nomes comerciais: Zovirax Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 250 mg Comprimidos 200 mg, 400 mg e 800 mg Pomada tópica 5% (sem benefício clínico comprovado) Indicações: Herpes simples (primoinfecção ou recorrência) Herpes zóster Varicella zoster Meningoencefalite herpética Herpes genital Profilaxia de infecções pelo vírus CMV em pacientes transplantados de medula óssea Supressão em pacientes imunocompetentes Profilaxia em indivíduos imunocomprometidos Herpes zóster oftálmico Disseminação visceral ou cutânea em paciente imunossuprimido Herpes neonatal Paralisia de Bell (uso adjuvante) Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 250 mg conforme instruções do fabricante. Diluir em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% por frasco-ampola (para AVP ou CVC). Administrar por infusão EV lenta (1 hora) — infusão rápida pode causar nefrotoxicidade aguda . Manter hidratação adequada durante o tratamento EV. Prescrição prática: (adulto 60kg) Herpes simples (oral): Aciclovir 200mg – Tomar 01 comprimido, VO, 5x/dia (exceto dose da madrugada), por 5 a 10 dias. Horários sugeridos: 6h, 10h, 14h, 18h, 22h Aciclovir 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 5 a 10 dias Herpes zóster (oral): Aciclovir 400mg – Tomar 02 comprimidos, VO, 5x/dia (exceto dose da madrugada), por 7 a 10 dias. Horários sugeridos: 6h, 10h, 14h, 18h, 22h Aciclovir 800mg – Tomar 01 comprimido, VO, 5x/dia (exceto dose da madrugada), por 7 a 10 dias. Horários sugeridos: 6h, 10h, 14h, 18h, 22h Herpes genital (oral): Aciclovir 200mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 4/4h (exceto dose da madrugada), por 10 dias. Horários sugeridos: 6h, 10h, 14h, 18h, 22h Profilaxia herpes genital: Aciclovir 200mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (indicado se > 6 episódios/ano) Paralisia de Bell: Aciclovir 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 4/4h, por 10 dias (não tomar dose da madrugada). Horários sugeridos: 6h, 10h, 14h, 18h, 22h Meningoencefalite herpética ou herpes neonatal: Aciclovir 250mg – Reconstituir 01 FA, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 1 hora. Dose: 10mg/kg/dose (duração de 14 a 21 dias) Herpes zóster oftálmico ou disseminação em imunossuprimido: Aciclovir 250mg – Reconstituir 01 FA, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 1 hora. Dose: 10 a 15mg/kg/dose, por 7 dias Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (EV) 25–50 5–10 mg/kg (ou 500 mg/m²) a cada 12h 10–25 5–10 mg/kg (ou 500 mg/m²) 1x/dia < 10 2,5–5 mg/kg (ou 250 mg/m²) 1x/dia Hemodiálise 2,5–5 mg/kg (ou 250 mg/m²) 1x/dia, após a diálise Contraindicações Hipersensibilidade ao aciclovir ou a qualquer componente da fórmula. Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Cefaleia, tremores, sintomas extrapiramidais Exantema, diaforese Nefrotoxicidade (principalmente se infusão rápida ou desidratação) Cuidados e Observações Administrar EV em 1 hora para prevenir lesão renal. Manter hidratação adequada durante o uso EV. Iniciar o tratamento nas primeiras 72 horas do aparecimento das lesões para melhor eficácia (exceto em herpes zóster oftálmico, onde pode ser iniciado após esse período). O tratamento não é curativo , apenas suprime a replicação viral — recidivas são comuns. Pacientes com herpes zóster devem ser orientados sobre isolamento de contato devido ao risco de disseminação. Pomada tópica de aciclovir não é recomendada , por ausência de benefício clínico comprovado. Categoria de risco na gravidez: B Uso na lactação: liberado Idade mínima: qualquer idade Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Amicacina Guia completo da Amicacina : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Aminoglicosídeo Nomes comerciais: Novamin, Iamicin Apresentações: Ampola 100 mg/2 mL (50 mg/mL) Ampola 500 mg/2 mL (250 mg/mL) Indicações: Sepse Nocardiose Infecções do trato urinário (incluindo germes MDR) Infecções intra-abdominais Endocardites Pneumonias hospitalares por germes multirresistentes Infecções causadas por bactérias gram-negativas: Pseudomonas sp , Escherichia coli , Proteus sp , Providencia sp , Klebsiella sp , Enterobacter sp , Serratia sp , Acinetobacter sp Infecções causadas por bactérias gram-positivas: Staphylococcus Reconstituição, diluição e administração: Diluir em 100 a 200 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer Lactato . Concentração final: 5 mg/mL . Administrar por infusão EV lenta (30 a 60 minutos) ou IM . Pode ser administrada em dose única diária ou fracionada de 8/8h. Monitorar níveis séricos quando possível, especialmente em uso prolongado. Prescrição prática: (adulto 60kg) Dose única diária (preferencial): Amicacina 500mg/2mL (250mg/mL) – 02 ampolas + SF 0,9% 100mL, EV, 24/24h, correr em 60 minutos. Dose: 15mg/kg/dose (900mg) Dose fracionada (alternativa): Amicacina 100mg/2mL (50mg/mL) – 03 ampolas + SF 0,9% 100mL, EV, de 8/8h, correr em 30 minutos. Dose: 5mg/kg/dose (300mg) Via intramuscular: Amicacina 500mg/2mL (250mg/mL) – 02 ampolas, IM, 24/24h. Dose: 15mg/kg/dose (900mg) Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada ≥ 50 15 mg/kg 24/24h (dose única) ou 5 mg/kg 8/8h 10–50 7,5 mg/kg 12/12h ou 18/18h < 10 7,5 mg/kg 24/24h a 48/48h Hemodiálise 5–7,5 mg/kg a cada 48–72h, após a diálise . Monitorar nível sérico Diálise contínua Dose de ataque: 10 mg/kg, seguido de 7,5 mg/kg 24/24h a 48/48h Contraindicações Hipersensibilidade à amicacina ou a outros aminoglicosídeos. Uso concomitante com outros fármacos nefrotóxicos ou ototóxicos (quando possível evitar). Efeitos Adversos Nefrotoxicidade (principal efeito adverso – reversível na maioria dos casos) Ototoxicidade (vestibular e auditiva – pode ser irreversível) Bloqueio neuromuscular (raro) Náuseas, vômitos Exantema, febre medicamentosa Hipocalemia, hipomagnesemia Cuidados e Observações Monitorar função renal (ureia e creatinina) durante o tratamento. Monitorar níveis séricos quando disponível: nível de pico (30–60 min após infusão) e vale (antes da próxima dose). Hidratação adequada é essencial para reduzir nefrotoxicidade. Evitar uso prolongado (preferir tratamentos curtos de 7 a 10 dias). Não misturar na mesma infusão com penicilinas ou cefalosporinas (inativação química). Atenção especial em idosos, recém-nascidos e pacientes desidratados (maior risco de toxicidade). A dose única diária (15 mg/kg/dia) é preferencial por ter melhor eficácia e menor toxicidade comparada ao esquema fracionado. Aminoglicosídeos têm efeito pós-antibiótico prolongado, justificando o uso em dose única diária. Quando utilizados para tratamento de infecções por gram-positivos, atuam como sinergistas e devem ser associados a outros antibióticos (beta-lactâmicos ou glicopeptídeos). Em infecções graves por Pseudomonas ou outros gram-negativos multirresistentes, a amicacina deve ser associada a beta-lactâmico anti-pseudomonas para terapia combinada. Categoria de risco na gravidez: D Uso na lactação: contraindicado Idade mínima: qualquer idade Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Amoxicilina Guia completo da Amoxicilina : indicações, apresentações, posologia oral, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Antimicrobiano - Penicilina (aminopenicilina semissintética) Nomes comerciais: Amoxil®, Novocilin®, Amoximed®, Ocylin®, Sinot®, FURP-Amoxicilina®, Polimoxil®, Velamox BD®, Velamox®, Amox-EMS®, Iguego-Amoxicilina® Apresentações: Cápsula 500 mg Comprimido simples 875 mg Comprimido revestido 875 mg Suspensão oral 250 mg/5 mL, 400 mg/5 mL e 500 mg/5 mL Indicações: Celulite Erisipela Faringoamigdalite estreptocócica Otite média aguda Rinossinusite aguda bacteriana Pneumonia bacteriana comunitária Infecção pelo Helicobacter pylori Endocardite infecciosa Profilaxia de endocardite Infecção do trato urinário Gonorreia Outras infecções bacterianas causadas por micro-organismos sensíveis Prescrição prática: (adulto ≥ 40 kg) Infecções leves a moderadas: Amoxicilina 500mg – Tomar 01 cápsula, VO, de 8/8h, por 7 a 10 dias Amoxicilina 875mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 a 10 dias Faringoamigdalite estreptocócica: Amoxicilina 500mg – Tomar 01 cápsula, VO, de 8/8h, por 10 dias Otite média aguda ou rinossinusite bacteriana: Amoxicilina 500mg – Tomar 01 cápsula, VO, de 8/8h, por 7 a 10 dias Amoxicilina 875mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 a 10 dias Pneumonia comunitária ou infecção grave do trato respiratório: Amoxicilina 875mg – Tomar 02 comprimidos, VO, de 12/12h, por 7 a 10 dias Infecção do trato urinário aguda simples: Amoxicilina 875mg – Tomar 07 comprimidos, VO, dose única, repetir 1 vez após 10 a 12 horas (2 doses de 3g com intervalo de 10-12h) Gonorreia: Amoxicilina 875mg – Tomar 07 comprimidos, VO, dose única Erradicação do Helicobacter pylori: Amoxicilina 500mg – Tomar 02 cápsulas, VO, de 12/12h, por 7 dias (em combinação com IBP e outro antimicrobiano) Pediatria (< 40 kg): Amoxicilina suspensão 250mg/5mL – Administrar __mL, VO, de 8/8h, por 7 a 10 dias. Dose: 20-50mg/kg/dia divididos em 3 doses (máximo 150mg/kg/dia) Ajuste de Dose na Insuficiência Renal Adultos e crianças > 40 kg: ClCr (mL/min) Dose recomendada > 30 Sem ajuste (500mg de 8/8h ou 875mg de 12/12h) 10-30 500mg de 12/12h < 10 500mg de 24/24h Hemodiálise 500mg de 24/24h + dose adicional pós-hemodiálise Diálise peritoneal 500mg de 24/24h Crianças < 40 kg: ClCr (mL/min) Dose recomendada > 30 Sem ajuste 10-30 15mg/kg de 12/12h (máximo 500mg de 12/12h) < 10 15mg/kg de 24/24h (máximo 500mg de 24/24h) Contraindicações Hipersensibilidade à amoxicilina ou a qualquer componente da fórmula Hipersensibilidade a antibióticos betalactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Rash cutâneo (exantema) Reações de hipersensibilidade (anafilaxia em casos raros) Colite pseudomembranosa Cristalúria (rara) Prolongamento do tempo de protrombina (raro) Cuidados e Observações Realizar investigação detalhada sobre reações de hipersensibilidade prévias a penicilinas ou cefalosporinas antes de iniciar o tratamento (sensibilidade cruzada). Reações de hipersensibilidade graves (incluindo anafilaxia e síndrome de Kounis) podem ocorrer em pacientes com histórico de alergia a betalactâmicos. Evitar o uso em casos suspeitos de mononucleose infecciosa — rash eritematoso mobiliforme está associado a essa condição. Considerar colite pseudomembranosa em pacientes que desenvolverem diarreia durante ou após a antibioticoterapia. Administrar preferencialmente no início das refeições para minimizar intolerância gastrointestinal. Manter hidratação adequada , especialmente em doses elevadas, para prevenir cristalúria. Comprimidos revestidos e cápsulas não devem ser partidos . Em tratamento prolongado, monitorar funções renal, hepática e hematológica periodicamente. Monitorar sinais de anafilaxia durante a primeira dose . Atenção: Novocilin® pó para suspensão oral contém corante amarelo de tartrazina (pode causar reações alérgicas) e fenilalanina. Em pacientes que recebem anticoagulantes orais, monitorar cuidadosamente o tempo de protrombina (INR). Categoria de risco na gravidez: B Uso na lactação: Liberado Idade mínima: 2 meses Atualizado em 09 de outubro de 2025 por Dr Heric Santos Amoxicilina + Clavulanato Guia completo da Amoxicilina + Clavulanato : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Penicilina + Inibidor de Beta-Lactamase Nomes comerciais: Clavulin Apresentações: Comprimido 875 mg + 125 mg Comprimido 500 mg + 125 mg Frasco-ampola (pó) 1000 mg + 200 mg Frasco-ampola (pó) 500 mg + 100 mg Indicações: Otite média aguda Sinusite aguda bacteriana (rinossinusite bacteriana) Faringite/amigdalite bacteriana Pneumonia comunitária (ambulatorial e hospitalar) Infecções do trato respiratório inferior Infecções de pele e estrutura da pele Infecções do trato urinário Pielonefrite Infecções causadas por organismos produtores de beta-lactamase Cobertura para B. catarrhalis, H. influenzae, N. gonorrhoeae e S. aureus (não MRSA) Alternativa útil quando há resistência à amoxicilina Infecções em pacientes com comorbidades (diabetes, insuficiência cardíaca, DPOC) Doença inflamatória pélvica Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola em 20 mL de ABD conforme instruções do fabricante. Diluir em 50 a 100 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer-Lactato (para AVP ou CVC). Administrar por EV direto em 3 a 4 minutos ou infusão lenta em 30 a 40 minutos . Prescrição prática: (adulto 60kg) Via oral – dose habitual: Amoxicilina/Clavulanato (875+125mg) – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias Via oral – dose alternativa: Amoxicilina/Clavulanato (500+125mg) – Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 7 dias Via EV – dose habitual: Amoxicilina/Clavulanato 1000mg/200mg – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), diluir em 100mL SF 0,9%, EV, de 6/6h, correr em 30 min Via EV – dose alternativa: Amoxicilina/Clavulanato 500mg/100mg – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), diluir em 100mL SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 30 min Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (VO) Dose recomendada (EV) > 30 Não ajusta Não ajusta 10–29 500/125 mg de 12/12h Dose de ataque 1–2g EV, seguido de 500mg de 12/12h < 10 500/125 mg de 24/24h Dose de ataque 1–2g EV, seguido de 500mg de 24/24h Contraindicações Hipersensibilidade às penicilinas ou ao clavulanato. Histórico de icterícia/disfunção hepática associada ao uso prévio de amoxicilina/clavulanato. Efeitos Adversos Alterações gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia) Hepatotoxicidade (elevação de transaminases, icterícia colestática) Candidíase (oral ou vaginal) Reações de hipersensibilidade (rash, urticária, prurido) Cuidados e Observações Administrar com alimentos para reduzir intolerância gastrointestinal. O clavulanato confere cobertura adicional para organismos produtores de beta-lactamase . Associação com macrolídeos (azitromicina ou claritromicina) indicada em pneumonia comunitária com comorbidades ou doença grave. Metabolização hepática e excreção renal. Monitorar função hepática em tratamentos prolongados ou em pacientes com histórico de hepatopatia. Cobertura efetiva contra S. aureus sensível à meticilina (não MRSA), H. influenzae e anaeróbios. Categoria de risco na gravidez: B Uso na lactação: liberado Idade mínima: 2 meses Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Ampicilina Guia completo da Ampicilina : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Penicilina (Aminopenicilina - 2ª Geração) Nomes comerciais: Diversos genéricos disponíveis Apresentações: Frasco-ampola (pó) 1g Comprimidos 500mg Indicações: Endocardite por enterococos Meningoencefalites por Listeria monocytogenes e Streptococcus agalactiae Sepse neonatal Infecções do trato urinário por enterococo Infecções por bactérias sensíveis não produtoras de beta-lactamase (trato urinário, respiratório, digestivo e biliar) Tratamento ou profilaxia de endocardite infecciosa Infecções bacterianas causadas por estreptococos, pneumococos, estafilococos não produtores de penicilinase, Listeria, meningococos, algumas cepas de H. influenzae, Salmonella, Shigella, E. coli, Enterobacter e Klebsiella Organismos do grupo HACEK (em associação com gentamicina) Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 1g conforme instruções do fabricante. Diluir em 50 a 100mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer-Lactato (para AVP ou CVC). Administração EV direto: 125-500mg em 3-5 minutos; 1-2g em 10-15 minutos. Administração por infusão: correr em 30 minutos. Prescrição prática: (adulto 60kg) Dose habitual EV: Ampicilina 1g – Reconstituir 01 FA, diluir em 100mL SF 0,9%, EV, de 6/6h, correr em 30 minutos Dose alternativa EV: Ampicilina 2g – Reconstituir 02 FA, diluir em 100mL SF 0,9%, EV, de 4/4h a 6/6h, correr em 30 minutos Dose oral: Ampicilina 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, em jejum (1 hora antes ou 2 horas após as refeições), por X dias Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (EV) > 50 1–2g de 4/4h a 6/6h (não ajusta) 30–50 1–2g de 6/6h a 8/8h 10–30 1–2g de 12/12h < 10 1–2g de 12/12h Hemodiálise 1–2g de 12/12h a 24/24h, administrar após a diálise (dialisável 20-50%) Contraindicações Hipersensibilidade às penicilinas ou a qualquer componente da fórmula. Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia, desconforto abdominal Exantema, prurido, eosinofilia, anafilaxia Hepatotoxicidade (aumento de TGO/TGP, hepatite colestática) Leucopenia transitória Cuidados e Observações Não apresenta atividade contra Staphylococcus spp, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis (bactérias produtoras de β-lactamases). Administrar via oral em jejum (1 hora antes ou 2 horas após as refeições) — a absorção é reduzida com alimentos. Boa distribuição na maioria dos tecidos (fígado, rins, pele, pulmão) e líquidos orgânicos. Baixa penetração: próstata e osso. Excreção predominantemente renal — ajustar dose na insuficiência renal. Dialisável (20% a 50% removido durante hemodiálise) — administrar dose após diálise. Classe na gestação: B Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Ampicilina + Sulbactam Guia completo de Ampicilina + Sulbactam : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Penicilina + Inibidor de Beta-Lactamase Nomes comerciais: Unasyn Apresentações: Frasco-ampola (pó) 3g (2g ampicilina + 1g sulbactam) Frasco-ampola (pó) 1,5g (1g ampicilina + 0,5g sulbactam) Indicações: Infecções do trato respiratório superior e inferior (sinusite, otite média, epiglotite) Pneumonias bacterianas Infecções do trato urinário e pielonefrite Infecções intra-abdominais (peritonite, colecistite, endometrite, celulite pélvica) Septicemia bacteriana Infecções de pele e tecidos moles Infecções de osso e articulações Infecções gonocócicas Infecções nosocomiais Cobertura para Acinetobacter baumannii (ação bactericida) Profilaxia em cirurgias pélvicas e abdominais Derrame pleural parapneumônico Cobertura para Staphylococcus spp, bacilos Gram-negativos produtores de beta-lactamases e anaeróbicos Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir frasco-ampola em 3 mL de ABD (água bidestilada). Diluir em 50 a 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% (para AVP ou CVC). Administração: EV direto em 3 minutos ou infusão (1,5g em 15 min; 3g em 30 min). Prescrição prática: (adulto 60kg) Dose habitual (infecções moderadas a graves): Ampicilina/Sulbactam 3g (2g + 1g) – Reconstituir 01 FA em ABD (3mL), diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 6/6h, correr em 30 min Dose alternativa (infecções leves a moderadas): Ampicilina/Sulbactam 1,5g (1g + 0,5g) – Reconstituir 01 FA em ABD (3mL), diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 6/6h, correr em 15 min Profilaxia cirúrgica: Ampicilina/Sulbactam 3g (2g + 1g) – Reconstituir 01 FA em ABD (3mL), diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, dose única 30 a 60 min antes da incisão, correr em 30 min Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 50 3g de 6/6h (sem ajuste) 15–50 3g de 8/8h a 12/12h 5–14 3g de 24/24h < 10 3g de 24/24h Hemodiálise intermitente 1,5 a 3g de 12/12h a 24/24h, após a diálise Contraindicações Hipersensibilidade às penicilinas ou a qualquer componente da fórmula. Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia, desconforto abdominal Hepatotoxicidade (elevação de transaminases) Neutropenia, plaquetopenia, anemia (temporários) Reações de hipersensibilidade: febre, prurido, erupção cutânea, eosinofilia Cuidados e Observações Boa penetração na maioria dos tecidos. Pode ser utilizado para infecções no SNC — exceção entre os inibidores de beta-lactamases. Metabolização hepática e excreção renal. Monitorar função hepática e renal durante o tratamento prolongado. Classe na gestação: B Investigar história de reações alérgicas a penicilinas e cefalosporinas antes da administração. A combinação ampicilina + sulbactam amplia o espectro de cobertura contra microorganismos produtores de beta-lactamases. Ajustar dose em pacientes com clearance de creatinina reduzido para evitar acúmulo. Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Anfotericina B Lipossomal Guia completo da Anfotericina B Lipossomal : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos essenciais para infecções fúngicas invasivas. Classe: Antifúngico Nomes comerciais: AmBisome Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 50 mg Indicações: Terapia empírica para infecção fúngica em paciente neutropênico febril Tratamento de infecções fúngicas invasivas graves ou potencialmente fatais Aspergilose invasiva Candidíase disseminada Criptococose e meningite criptocócica (especialmente em pacientes HIV-positivos) Histoplasmose Blastomicose norte-americana Coccidioidomicose Mucormicose Infecções causadas por fungos suscetíveis à anfotericina B Terapia primária de leishmaniose visceral em adultos e crianças imunocompetentes Tratamento de leishmaniose mucocutânea americana Infecções refratárias ou em pacientes com insuficiência renal Infecções fúngicas em pacientes que não toleraram anfotericina B convencional (desoxicolato) Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 50 mg conforme instruções do fabricante: adicionar 12 mL de água para injeção (ABD) , resultando em concentração de 4 mg/mL . Diluir em SG 5% na concentração final de 0,2 a 2 mg/mL (geralmente 1-2 mg/mL). NUNCA usar SF 0,9% — usar exclusivamente SG 5%. ATENÇÃO CRÍTICA: Retirar 20 mL de SG 5% da bolsa para lavar o acesso antes e após a infusão devido à incompatibilidade do lipossoma com SF 0,9%. Infundir em 2 horas ; se bem tolerado, pode reduzir para 1 hora . Se dose maior que 5 mg/kg/dia , manter infusão em 2 horas . Lavar o acesso venoso com SG 5% antes e depois da administração. Prescrição prática: (adulto 60 kg) Terapia empírica ou infecções fúngicas invasivas (dose de 3 mg/kg): Anfotericina B Lipossomal 180 mg – Reconstituir 04 FA em ABD (12 mL cada), diluir em 200 mL de SG 5% (retirar 20 mL antes para lavar acesso), EV, 1x/dia, correr em 2 horas. Lavar acesso com SG 5% antes e após a infusão Infecções fúngicas graves — dose alternativa (5 mg/kg): Anfotericina B Lipossomal 300 mg – Reconstituir 06 FA em ABD (12 mL cada), diluir em 250 mL de SG 5% (retirar 20 mL antes para lavar acesso), EV, 1x/dia, correr em 2 horas. Lavar acesso com SG 5% antes e após a infusão Meningite criptocócica em pacientes HIV-positivos (6 mg/kg): Anfotericina B Lipossomal 360 mg – Reconstituir 08 FA em ABD (12 mL cada), diluir em 300 mL de SG 5% (retirar 20 mL antes para lavar acesso), EV, 1x/dia, correr em 2 horas. Lavar acesso com SG 5% antes e após a infusão Mucormicose (dose elevada — até 10 mg/kg): Anfotericina B Lipossomal 600 mg – Reconstituir 12 FA em ABD (12 mL cada), diluir em 400 mL de SG 5% (retirar 20 mL antes para lavar acesso), EV, 1x/dia, correr em 2 horas. Lavar acesso com SG 5% antes e após a infusão Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Ajuste de dose Qualquer valor Não é necessário ajuste de dose Hemodiálise Não é necessário ajuste de dose — não é removida por hemodiálise ou diálise peritoneal Contraindicações Hipersensibilidade à anfotericina B ou a qualquer componente da formulação lipossomal. Efeitos Adversos Febre, calafrios, tremores Rash cutâneo Náuseas, vômitos, anorexia, diaforese Cefaleia Tromboflebite Anemia Nefrotoxicidade (menor que anfotericina B convencional, mas ainda possível) Hipocalemia, hipomagnesemia, hipocalcemia Azotemia, acidose tubular renal, hipostenúria, nefrocalcinose Elevação de enzimas hepáticas e bilirrubinas Elevação de ureia e creatinina Cuidados e Observações A formulação lipossomal tem menor toxicidade renal comparada à anfotericina B convencional (desoxicolato). Preferir formulações lipídicas quando: insuficiência renal , efeitos graves durante a infusão, ausência de melhora ou progressão da doença após > 500 mg de dose cumulativa de anfotericina B convencional. Monitorar rigorosamente: função renal, eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+), hemograma e função hepática durante todo o tratamento. Considerar pré-medicação com antitérmicos (paracetamol ou dipirona) e/ou anti-histamínicos para prevenir ou reduzir reações infusionais. Classe na gestação: B Incompatível com soluções contendo SF 0,9% ou eletrólitos — usar exclusivamente SG 5%. Não é removida por hemodiálise ou diálise peritoneal — não necessita ajuste ou reposição após procedimentos dialíticos. A anfotericina B lipossomal é indicada especialmente em pacientes com risco aumentado de nefrotoxicidade ou que já apresentaram efeitos adversos graves com anfotericina B convencional. Manter hidratação adequada durante o tratamento para minimizar riscos de nefrotoxicidade. Lavar o acesso venoso com SG 5% antes e após cada administração é obrigatório para evitar incompatibilidade. Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Azitromicina Guia completo da Azitromicina : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Macrolídeo Nomes comerciais: Astro, Zitromax Apresentações: Comprimidos 500 mg e 1 g Pó para suspensão oral com diluentes (600 mg, 900 mg ou 1.500 mg) Frasco-ampola (pó liofilizado) 500 mg Indicações: Otite média aguda (H. influenzae, M. catarrhalis, S. pneumoniae) Faringite e amigdalite (S. pyogenes) Sinusite bacteriana aguda Pneumonia comunitária (Chlamydia pneumoniae, H. influenzae, S. pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae) Exacerbações agudas bacterianas da DPOC (H. influenzae, M. catarrhalis, S. pneumoniae) Infecções de pele e tecidos moles Doença inflamatória pélvica (DIP) Doenças sexualmente transmissíveis (úlcera genital/cancróide, uretrite e cervicite por Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae) Infecções por bactérias atípicas (Chlamydia, Mycoplasma, Legionella) Cobertura para bactérias gram-positivas, gram-negativas e alguns anaeróbicos Gastroenterites agudas Micobacterioses Doença da arranhadura do gato Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 500 mg em 4,8 mL de ABD . Diluir em 250-500 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer Lactato a uma concentração de 1-2 mg/mL (para AVP ou CVC). Administração: 1 mg/mL durante 3 horas ou 2 mg/mL durante 1 hora . Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções leves a moderadas (VO): Azitromicina 500mg – Tomar 01 comprimido (500mg no 1º dia, 250mg do 2º ao 5º dia), VO, 24/24h, por 5 dias DST (cancróide/clamídia): Azitromicina 500mg – Tomar 02 comprimidos (1g), VO, dose única Pneumonia comunitária ou infecções graves (EV): Azitromicina 500mg – Reconstituir 01 FA em ABD (4,8mL), diluir em 250mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, 24/24h, correr em 3 horas Uso EV alternativo (concentração 2mg/mL): Azitromicina 500mg – Reconstituir 01 FA em ABD (4,8mL), diluir em 250mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, 24/24h, correr em 1 hora Otite média aguda (VO): Azitromicina 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, 24/24h, por 5 dias Ajuste de Dose na Insuficiência Renal Não é necessário ajuste de dose na insuficiência renal, incluindo pacientes em hemodiálise ou diálise peritoneal. Contraindicações Hipersensibilidade aos macrolídeos (eritromicina, claritromicina, azitromicina) ou a qualquer componente da fórmula. Efeitos Adversos Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia (mais comuns) Sistema nervoso central: Cefaleia, tonturas Cardíacos: Prolongamento do intervalo QT (risco de arritmias cardíacas, especialmente torsades de pointes) Hepáticos: Elevação transitória de enzimas hepáticas Cuidados e Observações Administrar EV em 1 a 3 horas conforme a concentração da solução para prevenir irritação venosa. Evitar em neonatos com menos de 15 dias de vida pelo risco de estenose hipertrófica do piloro (efeito mais comum com eritromicina, mas precaução com todos os macrolídeos). Monitorização cardíaca: Atenção ao prolongamento do intervalo QT, especialmente em pacientes com fatores de risco (idosos, hipocalemia, hipomagnesemia, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT). Boa penetração na maioria dos tecidos corporais. Baixa penetração no sistema nervoso central - não é indicada para meningites. Pouco metabolizada pelo fígado, sendo a maior parte excretada como forma ativa pelas fezes. Não requer ajuste de dose em pacientes com doença renal. Boa opção para pacientes alérgicos às penicilinas. Possui efeito pós-antibiótico prolongado , permitindo administração em dose única diária. Possui meia-vida longa (68 horas), o que permite esquemas de curta duração. Categoria de risco na gravidez: B Uso na lactação: contraindicado Idade mínima: 6 meses Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Cefalotina Guia completo da Cefalotina : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Cefalosporina de 1ª Geração Nomes comerciais: Keflin Apresentação: Frasco-ampola (pó) de 1g Indicações: Infecções por Staphylococcus aureus sensível (exceto MRSA) Infecções por bacilos Gram-negativos: Escherichia coli, Proteus spp, Klebsiella spp Infecções de pele e tecidos moles Infecções do trato respiratório Infecções do trato urinário Infecções ósseas e articulares Septicemia Endocardite Profilaxia cirúrgica Espectro de ação: Cocos Gram-positivos: boa atividade contra S. aureus sensível, Streptococcus spp (exceto MRSA e Enterococcus) Bacilos Gram-negativos: E. coli, Proteus spp, Klebsiella spp Sem atividade: Pseudomonas aeruginosa, anaeróbios (Bacteroides fragilis), bactérias atípicas, MRSA, Enterococcus Reconstituição, diluição e administração: Reconstituição: Adicionar 5mL de ABD (água bidestilada) em cada frasco-ampola de 1g → concentração de 200mg/mL Diluição para infusão: Diluir a solução reconstituída em 50-100mL de SF 0,9% ou SG 5% (para AVP ou CVC) Administração: EV direto: Administrar em 3-5 minutos EV infusão: Correr em 30-60 minutos Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções leves a moderadas: Cefalotina 1g – Reconstituir 01 FA em 5mL de ABD, diluir em 50-100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 6/6h, correr em 30-60 minutos Infecções graves: Cefalotina 2g – Reconstituir 02 FA em 5mL de ABD cada, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 4/4h ou 6/6h, correr em 30-60 minutos Profilaxia cirúrgica: Cefalotina 1g – Reconstituir 01 FA em 5mL de ABD, diluir em 50-100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, dose única 30-60 minutos antes da incisão cirúrgica, correr em 30 minutos Posologia: Adultos: 4-12g/dia divididos em 4-6 doses (dose habitual: 1-2g de 4/4h ou 6/6h) Dose máxima: 12g/dia Pediatria: 80-160mg/kg/dia (padrão 100mg/kg/dia), divididos de 6/6h Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 50 Dose usual – não ajusta 25–50 Até 1,5g de 6/6h 10–25 Até 1g de 6/6h < 10 Até 500mg de 6/6h Hemodiálise 500mg após cada sessão de diálise Contraindicações Hipersensibilidade à cefalotina ou a qualquer cefalosporina Hipersensibilidade às penicilinas com história de reação grave (reação cruzada em 5-10% dos casos) Efeitos Adversos Reações alérgicas: rash cutâneo, urticária, prurido, anafilaxia (rara) Hematológicos: granulocitopenia, trombocitopenia, neutropenia (reversíveis), anemia hemolítica com teste de Coombs positivo Gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia Locais: flebite no local de infusão Hepáticos: elevação transitória de transaminases Renais: nefrotoxicidade (rara) Cuidados e Observações Reação cruzada com penicilinas: Realizar teste de sensibilidade em pacientes com história de alergia às penicilinas. A taxa de reação cruzada é de 5-10%. Flebite: A administração EV pode causar flebite. Alternar os locais de infusão e considerar diluição adequada. Monitoramento: Em tratamentos prolongados, monitorar função renal, hemograma e provas de função hepática. Idosos: Ajustar conforme função renal, pois há maior risco de acúmulo. Penetração no SNC: Baixa penetração no sistema nervoso central, mesmo com meninges inflamadas. Não usar para meningite. Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular e secreção tubular). Espectro limitado: Não cobre Pseudomonas, MRSA, Enterococcus ou anaeróbios (Bacteroides fragilis). Avaliar necessidade de cobertura adicional. Teste de Coombs: Pode causar positividade do teste de Coombs sem hemólise. Gravidez: Categoria B – uso permitido quando necessário Lactação: Liberado - muito baixo risco Idade mínima: Qualquer idade Atualizado em Outubro de 2025 por Dr Heric Santos Cefazolina Guia completo da Cefazolina : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Cefalosporina de 1ª Geração Nomes comerciais: Kefazol, Cefamezin, Ancef Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 1g Frasco-ampola (pó liofilizado) 2g Indicações: Infecções por Gram-positivos (com exceção de Enterococo) Infecções por alguns Gram-negativos sensíveis (E.coli, Klebsiella - ação limitada) Infecções de pele e partes moles (celulite, erisipela, foliculite, furunculose) Infecções do trato urinário não complicadas (E.coli e Klebsiella) Profilaxias cirúrgicas (cardiovascular, ortopédica, abdominal) Alternativa à oxacilina para infecções por MSSA (S. aureus sensível à meticilina) Celulite e erisipela (graus II, III e IV) Endocardite infecciosa (valva nativa ou protética > 12 meses) Cobertura para Staphylococcus spp e Streptococcus spp (exceto Enterococcus) Faringoamigdalite (alternativa em alergia à penicilina) Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola em água destilada (AD): FA 1g: adicionar 2 a 10mL de AD FA 2g: adicionar 10mL de AD Diluir em 50 a 100mL de SF 0,9% ou SG 5% (para AVP ou CVC) Administrar por: EV direto : em 3 a 5 minutos Infusão EV : em 30 a 60 minutos Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções de pele e partes moles / ITU não complicada: Cefazolina 1g – Reconstituir 01 FA em AD (10mL), diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30-60 minutos Cefazolina 1g – Reconstituir 01 FA em AD (10mL), EV direto, de 8/8h, correr em 3-5 minutos Infecções graves / Endocardite: Cefazolina 2g – Reconstituir 01 FA em AD (10mL), diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30-60 minutos Profilaxia cirúrgica: Cefazolina 1g a 2g – Reconstituir 01 FA em AD (10mL), diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, dose única 30-60 minutos antes da incisão cirúrgica, correr em 30 minutos Dose usual: 3 a 6g/dia divididos em 8/8h Dose máxima: até 12g/dia em infecções graves Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 50 Sem ajuste (8/8h) 25-50 Dose usual de 12/12h 10-25 Metade da dose usual de 12/12h < 10 Metade da dose usual de 24/24h ou 48/48h Hemodiálise Metade da dose usual após a diálise Contraindicações Hipersensibilidade às cefalosporinas Hipersensibilidade às penicilinas (risco de reação cruzada de 7-10%) Efeitos Adversos Locais: Dor, enduração, abscessos, flebite no local da aplicação (frequentes) Sistêmicos: Urticária, prurido, exantema, febre, eosinofilia, edema de Quincke, eritema nodoso Hematológicos (raros): Neutropenia, leucopenia, trombocitopenia Outros: Anemia hemolítica com Coombs positivo (raro) Cuidados e Observações Administrar por infusão EV lenta (30-60 minutos) para reduzir flebite e dor local Atenção à reação cruzada: 7-10% dos pacientes alérgicos à penicilina podem apresentar reação alérgica às cefalosporinas Boa penetração na maioria dos tecidos , exceto Sistema Nervoso Central (SNC) Metabolização hepática com excreção renal (necessita ajuste em disfunção renal) Preferir oxacilina para infecções estafilocócicas graves; a cefazolina é alternativa aceitável em infecções por MSSA Monitorar sinais de superinfecção por uso prolongado Em endocardite por estafilococo sensível à oxacilina em valva nativa: cefazolina 2g EV 8/8h por 4 a 6 semanas Não possui ação contra Enterococcus spp e Pseudomonas aeruginosa Eficácia limitada contra Gram-negativos (cobertura apenas para E.coli e Klebsiella sensíveis) Pode ser utilizada como alternativa em pacientes com histórico de reações alérgicas leves à penicilina, mas deve ser evitada em reações graves (anafilaxia) Categoria de risco na gravidez: B Uso na lactação: liberado Idade mínima: 3 meses Atualizado em 09 de outubro de 2025 por Dr Heric Santos Cefepima Guia completo do Cefepime : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Cefalosporina de 4ª geração Nomes comerciais: Maxcef, Cefepime Apresentações: Frasco-ampola (pó) 1g Frasco-ampola (pó) 2g Indicações: Monoterapia para neutropenia febril Sepse no contexto hospitalar Pneumonia moderada a grave (S. pneumoniae, P. aeruginosa, K. pneumoniae, Enterobacter spp) Pneumonia associada à assistência de saúde (PAH) e pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) Infecções do trato urinário complicadas e não complicadas, incluindo pielonefrite (E. coli, K. pneumoniae, P. mirabilis) Infecções de pele e estruturas da pele não complicadas (S. pyogenes, S. aureus sensível à meticilina) Infecções intra-abdominais complicadas (em combinação com metronidazol) - E. coli, P. aeruginosa, K. pneumoniae, Enterobacter spp, B. fragilis Meningite bacteriana Cobertura ampla: S. aureus sensível à meticilina, Enterobacter spp e bacilos Gram-negativos Excelente espectro contra P. aeruginosa Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola em 20 mL de ABD (água bidestilada). Diluir 1g em 50 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato (para AVP ou CVC). Diluir 2g em 100 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato (para AVP ou CVC). Administrar por infusão EV em 30 minutos . Prescrição prática: (adulto 60kg) Dose habitual: Cefepime 2g – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 30min Dose alternativa: Cefepime 1g – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), diluir em 50mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30min Infecções graves: Cefepime 2g – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30min Pediatria (< 40 kg): Cefepime 1000mg (reconstituído) – Administrar __mL, EV, de 8/8h, correr em 30min. Dose: 50mg/kg/dose (máximo 2g/dose) Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 50 2g de 8/8h ou 12/12h (conforme indicação) 30–60 2g de 12/12h 10–30 2g de 24/24h < 10 1g de 24/24h Hemodiálise 1–2g de 24/24h, após a diálise Contraindicações Hipersensibilidade às cefalosporinas ou penicilinas. Efeitos Adversos Locais: Dor no local da injeção, enduração, flebite Hipersensibilidade: Reações alérgicas cutâneas (urticária, prurido, exantema, febre) Hematológicos: Anemia hemolítica com Coombs positivo, granulocitopenia, trombocitopenia Neurotoxicidade: Confusão mental, mioclonias, parestesias, rebaixamento do nível de consciência, convulsões, encefalopatia (especialmente em pacientes com insuficiência renal, doses elevadas ou administração rápida) Cuidados e Observações Administrar sempre em 30 minutos para prevenir neurotoxicidade. Monitorar sinais de neurotoxicidade especialmente em pacientes com insuficiência renal, idosos ou com doenças neurológicas prévias. Forte indutor de resistência bacteriana — uso deve ser criterioso e racional. Boa atividade contra Pseudomonas aeruginosa e amplo espectro contra Gram-negativos e Gram-positivos. Pode ocorrer reação alérgica cruzada com penicilinas (até 10% dos casos). Excreção: Predominantemente renal (cerca de 85% inalterada na urina). Necessita de ajuste na insuficiência renal. Uso na gestação: Categoria B – uso permitido quando necessário, mas com cautela. Uso na lactação: Liberado. Uso pediátrico: A partir de 2 meses de idade. Uso em idosos: Ajustar conforme função renal. Maior risco de neurotoxicidade e acúmulo. Monitorar rigorosamente função renal e sinais neurológicos. Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Cefotaxima Guia completo da Cefotaxima : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Antimicrobiano - Cefalosporina de 3ª geração Nomes comerciais: Clafordil, Cetazima Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 500 mg Frasco-ampola (pó liofilizado) 1.000 mg Frasco-ampola (pó liofilizado) 2.000 mg Genérico disponível no SUS (disponibilidade variável conforme município) Indicações: Meningite bacteriana (suspeita ou documentada) Meningoencefalite em adultos e crianças Pneumonia bacteriana comunitária Infecções do trato respiratório inferior Infecções de pele e estruturas da pele Infecções de ossos e articulações (osteomielite, artrite séptica) Infecções do trato urinário e pielonefrite Infecções intra-abdominais Infecções ginecológicas Septicemia e bacteremia Infecções por bacilos Gram-negativos (exceto Pseudomonas spp) Infecções por cocos Gram-positivos (exceto Enterococcus) Pneumococo resistente à penicilina Profilaxia cirúrgica Gonorreia Tratamento de infecções causadas por microrganismos sensíveis à Cefotaxima Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola conforme instruções: 500 mg em 2 mL de água para injetáveis 1.000 mg em 4 mL de água para injetáveis 2.000 mg em 8 mL de água para injetáveis Para administração IM, pode ser diluída em Lidocaína 1% Para administração EV: diluir em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% (AVP ou CVC) Administrar por infusão EV em 30 minutos Alternativas de infusão: EV direta: 3-5 minutos Infusão curta: 2 g em 40 mL (correr em 20 minutos) Gotejamento contínuo: 2 g em 100 mL (correr em 50-60 minutos) Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecção típica com patógeno suscetível conhecido ou suspeito: Cefotaxima 1g – Reconstituir 01 FA em 4mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 30 minutos Infecção com múltiplos patógenos de alta a média suscetibilidade: Cefotaxima 1g – Reconstituir 01 FA em 4mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30 minutos Cefotaxima 2g – Reconstituir 01 FA em 8mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 30 minutos Infecção grave não identificada com risco de vida: Cefotaxima 2g – Reconstituir 01 FA em 8mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 6/6h, correr em 30 minutos Cefotaxima 2g – Reconstituir 01 FA em 8mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30 minutos Meningite bacteriana: Cefotaxima 2g – Reconstituir 01 FA em 8mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 4/4h, correr em 30 minutos Profilaxia cirúrgica: Cefotaxima 1g – Reconstituir 01 FA em 4mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, dose única 30-60 minutos antes do início da cirurgia, correr em 30 minutos Cefotaxima 2g – Reconstituir 01 FA em 8mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, dose única 30-60 minutos antes do início da cirurgia, correr em 30 minutos Gonorreia: Cefotaxima 500mg – Reconstituir 01 FA em 2mL de ABD (pode diluir em Lidocaína 1%), IM, dose única Pediatria: Prematuros e recém-nascidos até 1 semana: Cefotaxima 1g – Reconstituir 01 FA em 4mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 30 minutos. Dose: 50-100mg/kg/dia divididos de 12/12h Prematuros e recém-nascidos de 1-4 semanas: Cefotaxima 1g – Reconstituir 01 FA em 4mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30 minutos. Dose: 75-150mg/kg/dia divididos de 8/8h Crianças ≤ 12 anos e < 50 kg: Cefotaxima 1g – Reconstituir 01 FA em 4mL de ABD, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h a 12/12h, correr em 30 minutos. Dose usual: 50-100mg/kg/dia (infecções graves: 150-200mg/kg/dia) Crianças > 12 anos ou peso ≥ 50 kg: seguir posologia de adultos Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 20 Sem ajuste necessário ≤ 20 Reduzir dose para metade (1g de 12/12h ou 2g de 24/24h) Hemodiálise 1-2g a cada 24 horas (administrar após a diálise ) Contraindicações Hipersensibilidade à cefotaxima ou a qualquer componente da fórmula Hipersensibilidade conhecida às cefalosporinas Reação alérgica grave prévia às penicilinas (risco de reação cruzada de 7-10%) Efeitos Adversos Reações alérgicas cutâneas: urticária, prurido, exantema, febre, eosinofilia Gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia Hematológicos: granulocitopenia, trombocitopenia, leucopenia (raros), anemia hemolítica com Coombs positivo Hepatotoxicidade transitória (aumento de enzimas hepáticas) Pseudolitíase biliar (menos frequente que ceftriaxona, mas descrita com cefalosporinas de 3ª geração) Flebite no local de infusão Dor e enduração no local da aplicação IM Superinfecção por fungos ou bactérias resistentes Cuidados e Observações Administrar por infusão EV lenta (30 minutos) para reduzir risco de flebite Duração do tratamento deve ser prolongada por 48-72 horas após cessação da febre ou erradicação bacteriana Monitorizar função renal, especialmente quando uso concomitante de aminoglicosídeos Monitorização sanguínea em tratamentos superiores a 10 dias Cautela em pacientes com histórico de alergia às penicilinas devido ao risco de reação cruzada (7-10%) Forte indutor de resistência bacteriana — importância do uso racional Opção preferencial em neonatos em relação à ceftriaxona (evitar risco de kernicterus e pseudolitíase biliar) Não possui atividade contra Pseudomonas spp — considerar ceftazidima ou cefepime se suspeita Não possui atividade contra Enterococcus — considerar ampicilina ou vancomicina se suspeita Boa distribuição na maioria dos tecidos (fígado, rins, pele, pulmão) e líquidos orgânicos, incluindo SNC (útil em meningites) Se esquecimento de dose: administrar tão logo se lembre, exceto se próximo à dose seguinte Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular e secreção tubular) Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário Uso na lactação: Uso não recomendado Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Sem restrições Atualizado em 09 de outubro de 2025 por Dr Heric Santos Ceftazidima Guia completo da Ceftazidima : indicações, apresentações, posologia intravenosa e intramuscular, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Cefalosporina de Terceira Geração com Ação Antipseudomonas Nomes comerciais: Fortaz, Tazidime, Cefazima, Ceftazidon, Kefadim Apresentações: Frasco-ampola (pó) 1g Frasco-ampola (pó) 2g Indicações: Tratamento de infecção provocada por Pseudomonas aeruginosa Infecções aeróbicas por bacilos Gram-negativos Tratamento empírico de neutropenia febril Infecções do trato respiratório inferior Pneumonias Exacerbação aguda de fibrose cística Bronquiectasias Infecções de pele e estruturas da pele Infecções de ossos e articulações Infecções do trato urinário (incluindo abscesso perinéfrico/renal) Infecções intra-abdominais Infecções ginecológicas Septicemia Infecção do sistema nervoso central (meningite) suspeita ou documentada Otite média aguda e otite externa Rinossinusite aguda Ativo contra a maioria dos bacilos Gram-negativos, incluindo Pseudomonas aeruginosa Ativo contra cocos Gram-positivos (não Enterococcus) Ativo contra muitos Pneumococcus resistentes à penicilina Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola em 20mL de água bidestilada (ABD) ou água para injetáveis. Para uso EV direto: Após reconstituição em 10mL de ABD, administrar lentamente. Para infusão EV: Diluir em 10-50mL (padrão 50-100mL) de SF 0,9%, SG 5%, SG 10% ou Ringer Lactato (para AVP ou CVC). Para uso IM: Reconstituir 1g em 3mL de ABD ou lidocaína 0,5% ou 1%. Administrar por infusão EV direta em 3-5 minutos ou infusão em 15-30 minutos . Não misturar com outras medicações na mesma solução. Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções do trato urinário e de menor gravidade: Ceftazidima 1g – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), 01 FA + 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 30min Maioria das infecções: Ceftazidima 1g – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), 01 FA + 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30min Infecções graves, imunossuprimidos, neutropênicos: Ceftazidima 2g – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), 01 FA + 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30min Ceftazidima 2g – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), 01 FA + 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 30min Mucoviscidose (fibrose cística) com infecção pulmonar por Pseudomonas: Ceftazidima 2g – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), 01 FA + 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30min. Dose: 100-150mg/kg/dia (máximo 9g/dia) Uso intramuscular: Ceftazidima 1g – Reconstituir 01 FA em ABD (3mL) ou lidocaína 0,5% ou 1%, 01 FA, IM, de 8/8h ou 12/12h Pediatria (< 40 kg): Ceftazidima 1g – Reconstituir 01 FA em ABD (10mL), diluir para 40mg/mL em SF 0,9%, administrar __mL, EV, de 8/8h, correr em 20min. Dose: 30-100mg/kg/dia divididos em 2-3 doses Dose em fibrose cística, imunossuprimidos ou meningite: 100-150mg/kg/dia (máximo 6g/dia) divididos em 3 doses Recém-nascidos e lactentes até 2 meses: 25-60mg/kg/dia em 2 doses Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (EV) > 50 1-2g de 8/8h (não ajusta) 31-50 1g de 12/12h 16-30 1g de 24/24h 6-15 500mg de 24/24h < 5 500mg de 48/48h Hemodiálise Dialisável (50-100%). Administrar dose após diálise: 0,5-1g a cada 24h ou 1-2g a cada 48-72h Ajuste pediátrico: ClCr 30-50 mL/min: 50mg/kg a cada 12h ClCr 10-29 mL/min: 50mg/kg a cada 24h ClCr < 10 mL/min: 50mg/kg a cada 48h Contraindicações Hipersensibilidade à ceftazidima, outras cefalosporinas ou penicilinas. Efeitos Adversos Reações alérgicas cutâneas (semelhantes às penicilinas) Pseudolitíase biliar (descrita com cefalosporinas de terceira geração) Efeitos hematológicos: granulocitopenia, trombocitopenia Anemia hemolítica com Coombs positivo Dor no local da aplicação Flebite Náuseas, vômitos, diarreia Candidíase Cuidados e Observações Monitorar função renal durante o tratamento, especialmente em idosos e pacientes com insuficiência renal. Baixa penetração em SNC (concentração não se mantém ativa pelo tempo necessário), portanto preferir ceftriaxona ou cefotaxima para infecções de SNC (meningite). Boa penetração em pulmão e osso , sendo opção para infecções respiratórias e osteoarticulares. Forte indutor de resistência bacteriana – importância do uso racional e restrito a indicações precisas. Não usar em monoterapia para infecções graves em pacientes imunocomprometidos – considerar terapia combinada. Pacientes com história de reações alérgicas a penicilinas têm risco aumentado de reações às cefalosporinas (reatividade cruzada de 5-10%). Dose máxima diária: 9g em adultos e 6g em crianças. Em idosos, especialmente acima de 80 anos, a dose diária não deve exceder 3g. Coordenar o manejo no período perioperatório com cirurgião e anestesista. Pode ser administrada por via EV e IM. Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular). Necessita ajuste na insuficiência renal. Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Não foram realizados estudos adequados em grávidas. Uso na lactação: Muito baixo risco – uso liberado na lactação. Uso pediátrico: A partir de 6 meses. Usar com cautela em recém-nascidos e lactentes até 2 meses. Uso em idosos: Usar com cautela. Monitorar função renal. Não exceder 3g/dia em pacientes acima de 80 anos. Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Ceftazidima + Avibactam Guia completo da Ceftazidima + Avibactam : indicações, apresentações, posologia intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Cefalosporina de 3ª Geração + Inibidor de Beta-Lactamase Nomes comerciais: Zavicefta, Torgena Apresentações: Frasco-ampola (pó) com 2.000 mg de ceftazidima + 500 mg de avibactam (total: 2,5g) Indicações: Infecções hospitalares por bacilos Gram-negativos multirresistentes (BGN MDR), com foco em bactérias produtoras de carbapenemases tipo KPC Infecções do trato urinário complicadas, incluindo pielonefrite Infecções intra-abdominais complicadas (evitar monoterapia — associar com metronidazol ou outro antibiótico com cobertura anaeróbica) Pneumonia adquirida no hospital (PAH) Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) Sepse/septicemia por BGN MDR Cobertura para Enterobacteriaceae produtoras de ESBL e KPC Cobertura para Pseudomonas aeruginosa multirresistente Cobertura para Klebsiella pneumoniae, E. coli, Proteus, Burkholderia e outros BGN resistentes Neutropenia febril por BGN MDR Mecanismo de Ação: Ceftazidima: Inibe a síntese do peptidoglicano na parede celular bacteriana ao se ligar às proteínas ligadoras de penicilina (PBPs), resultando em lise e morte da célula bacteriana. Avibactam: Inibidor de β-lactamase não β-lactâmico, forma uma ligação covalente estável com a enzima, resistente à hidrólise. Inibe β-lactamases das classes A e C de Ambler, incluindo enzimas de espectro estendido (ESBLs), carbapenemases do tipo KPC e enzimas AmpC. Também apresenta atividade contra a carbapenemase OXA-48, da classe D. Espectro de Ação: Primeira linha (++): E. coli (ESBL, KPC), Klebsiella sp. (ESBL, KPC), Pseudomonas aeruginosa Alternativa (+): C. freundii, C. koseri, E. cloacae, Klebsiella aerogenes, Klebsiella oxytoca, M. morganii, P. mirabilis, P. vulgaris, Providencia rettgeri, S. marcescens, H. influenzae, Streptococcus agalactiae grupo B, Streptococcus pyogenes grupo A, Salmonella sp., Shigella sp., Streptococcus grupos C, F e G, Streptococcus pneumoniae Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 2,5g com 10 mL de ABD (água bidestilada) ou SF 0,9% . Diluir em 100 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato (para AVP ou CVC). Concentração final: 8-40 mg/mL. Administrar por infusão EV lenta (2 horas / 120 minutos) . Manter hidratação adequada durante o tratamento EV. Prescrição prática: (adulto 60kg) Dose padrão para infecções por BGN MDR: Ceftazidima/Avibactam 2,5g – Reconstituir 01 FA em ABD 10mL, diluir 01 FA + 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 2 horas. Duração: 5 a 14 dias conforme gravidade Infecções intra-abdominais complicadas (associar com cobertura anaeróbica): Ceftazidima/Avibactam 2,5g – Reconstituir 01 FA em ABD 10mL, diluir 01 FA + 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 2 horas + Metronidazol 500mg, EV, de 8/8h Pediatria (> 3 meses): 3 meses a < 6 meses: Ceftazidima/Avibactam – Reconstituir 01 FA em ABD 10mL, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 2 horas. Dose: 40mg/kg de Ceftazidima + 10mg/kg de Avibactam por dose (dose máxima: 2g de Ceftazidima + 0,5g de Avibactam) 6 meses a < 18 anos: Ceftazidima/Avibactam – Reconstituir 01 FA em ABD 10mL, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 2 horas. Dose: 50mg/kg de Ceftazidima + 12,5mg/kg de Avibactam por dose (dose máxima: 2g de Ceftazidima + 0,5g de Avibactam) Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (EV) Intervalo > 50 2,5g (2g + 0,5g) 8/8h 31–50 1,25g (1g + 0,25g) 8/8h 16–30 940mg (0,75g + 0,19g) 12/12h 6–15 940mg (0,75g + 0,19g) 24/24h < 6 940mg (0,75g + 0,19g) 48/48h Hemodiálise 940mg (0,75g + 0,19g) Após a diálise Observação: O medicamento é dialisável. Administrar a dose após a sessão de hemodiálise. Contraindicações Hipersensibilidade à ceftazidima, avibactam ou outras cefalosporinas Lactentes com menos de 3 meses de idade Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Reações de hipersensibilidade (rash, prurido, febre) Elevação de transaminases hepáticas Trombocitopenia Candidíase (superinfecção fúngica) Teste de Coombs positivo Cefaleia, tontura Cuidados e Observações Administrar EV em 2 horas (120 minutos) para prevenir reações adversas. Manter hidratação adequada durante o uso EV. Uso deste antimicrobiano deve ser SEMPRE guiado por cultura e antibiograma — uso empírico apenas em situações de suspeita forte de BGN MDR. Não possui penetração no sistema nervoso central (SNC) — não utilizar para meningites ou outras infecções do SNC. Não possui ação contra bactérias produtoras de metalocarbapenemases (Ex.: NDM, VIM, IMP). Nestes casos, avaliar associação com Aztreonam se houver teste de sinergismo positivo. Boa penetração na maioria dos tecidos (pulmão, trato urinário, abdome), porém sem penetração em SNC. Forte indutor de resistência bacteriana — importância do uso racional e restrito. Duração do tratamento: 5 a 14 dias , dependendo do tipo e gravidade da infecção. Para infecções intra-abdominais, evitar monoterapia — sempre associar com antimicrobiano com cobertura anaeróbica (metronidazol, clindamicina). Monitorar função renal, sinais/sintomas de anafilaxia (especialmente durante a primeira dose), e sinais de toxicidade neurológica (sobretudo se houver insuficiência renal). Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular). Ajustar dose conforme clearance de creatinina. Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Uso não recomendado. Uso pediátrico: Contraindicado em lactentes < 3 meses. Liberado a partir de 3 meses de idade. Uso em idosos: Medicamento deve ser utilizado com cautela em idosos, com atenção especial à função renal. Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Ceftolozana + Tazobactam Guia completo da Ceftolozana + Tazobactam : indicações, apresentações, posologia intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Classe: Cefalosporina de 5ª geração + Inibidor de Beta-lactamase Nomes comerciais: Zerbaxa Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 1,5g (1g ceftolozana + 0,5g tazobactam) Frasco-ampola (pó liofilizado) 3g (2g ceftolozana + 1g tazobactam) Indicações: Infecções intra-abdominais complicadas (em combinação com metronidazol) Diverticulite aguda complicada Sepse intra-abdominal Infecções do trato urinário complicadas, incluindo pielonefrite (com ou sem bacteremia) Pneumonia adquirida no hospital (PAH) Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) Infecções por Pseudomonas aeruginosa (primeira linha) Infecções por bactérias produtoras de ESBL (Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Klebsiella oxytoca) Cobertura para gram-negativos: Enterobacter cloacae, Citrobacter spp., Proteus mirabilis, Proteus vulgaris, Providencia sp., Serratia marcescens, Morganella morganii Cobertura para gram-positivos: Streptococcus anginosus, Streptococcus constellatus, Streptococcus intermedius, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes Cobertura para anaeróbicos: Bacteroides fragilis, Prevotella melaninogenica, Cutibacterium acnes, Peptostreptococci Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola com 10 mL de água estéril para injeção ou SF 0,9% , obtendo volume final aproximado de 11,4 mL por frasco . Diluir em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% (AVP ou CVC). Administrar por infusão EV lenta : Dose habitual (1,5g): 60 minutos PAH/PAV (3g): 180 minutos (3 horas) Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções intra-abdominais complicadas (combinar com metronidazol): Ceftolozana/Tazobactam 1,5g (1g + 0,5g) – Reconstituir 01 FA em 10mL ABD ou SF 0,9%, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 60 minutos, por 4 a 14 dias Metronidazol 500mg – 01 FA + SF 0,9% ou SG 5% 100mL, EV, de 8/8h, correr em 60 minutos Infecções do trato urinário complicadas, incluindo pielonefrite: Ceftolozana/Tazobactam 1,5g (1g + 0,5g) – Reconstituir 01 FA em 10mL ABD ou SF 0,9%, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 60 minutos, por 7 dias Pneumonia adquirida no hospital (PAH) ou pneumonia associada à ventilação (PAV): Ceftolozana/Tazobactam 3g (2g + 1g) – Reconstituir 01 FA em 10mL ABD ou SF 0,9%, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 3 horas, por 8 a 14 dias Pediatria: Ceftolozana/Tazobactam – CONTRAINDICADO em crianças. Segurança e eficácia não estabelecidas em população pediátrica Ajuste de Dose na Insuficiência Renal Para dose habitual (1,5g de 8/8h): ClCr (mL/min) Dose recomendada (EV) Intervalo > 50 1,5g (1g + 0,5g) 8/8h 30-50 750mg (500mg + 250mg) 8/8h 15-29 375mg (250mg + 125mg) 8/8h < 15 Ataque: 750mg, manutenção: 150mg (100mg + 50mg) 8/8h Hemodiálise Ataque: 750mg, manutenção: 150mg (100mg + 50mg), após diálise 8/8h Para PAH/PAV (3g de 8/8h): triplicar as doses de ajuste acima Contraindicações Hipersensibilidade à ceftolozana, tazobactam, cefalosporinas ou a qualquer componente da fórmula Hipersensibilidade a betalactâmicos Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Cefaleia Febre Hipocalemia Elevação de transaminases (TGO, TGP) Erupção cutânea, exantema Reações de hipersensibilidade Colite por Clostridioides difficile Nefrotoxicidade (rara) Cuidados e Observações Combinação com metronidazol: obrigatória em infecções intra-abdominais para adequada cobertura anaeróbica. Não possui ação contra carbapenemases (KPC) ou metalocarbapenemases (NDM). Cuidado no uso empírico em situações de resistência a carbapenêmicos. Em infecções pulmonares (PAH/PAV): a dose deve ser dobrada (3g ao invés de 1,5g) e o tempo de infusão prolongado para 3 horas. Monitoramento: clearance de creatinina no início do tratamento e com frequência em pacientes com alteração da função renal. Penetração tissular: boa penetração na maioria dos tecidos, porém sem penetração em SNC (não usar para meningite). Uso guiado por cultura: recomendado para otimização terapêutica e deescalonamento quando possível. Duração do tratamento: 4 a 14 dias, dependendo do tipo e gravidade da infecção. Primeira linha para Pseudomonas aeruginosa: especialmente em infecções do trato urinário e pneumonias nosocomiais. Atividade contra ESBL: excelente cobertura para enterobactérias produtoras de beta-lactamases de espectro estendido. Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular e secreção tubular). Não sofre metabolização hepática significativa. Ajuste obrigatório na insuficiência renal. Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Não recomendado Uso pediátrico: Segurança e eficácia não estabelecidas em população pediátrica. Não recomendado para pacientes pediátricos com TFGe ≤ 50 mL/minuto/1,73m². Uso em idosos: Medicamento deve ser utilizado com cautela em idosos devido possível redução da função renal. Monitorar clearance de creatinina. Atualizado em 09 de outubro de 2025 por Dr Heric Santos Ceftriaxona Guia completo da Ceftriaxona : indicações, apresentações, posologia endovenosa e intramuscular, diluição, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Cefalosporina de 3ª geração Nomes comerciais: Rocefin®, Triaxton®, Triaxin®, Ceftriona®, Amplospec®, Keftron®, Genéricos Apresentações: Pó para solução injetável EV: 500 mg, 1.000 mg, 2.000 mg Pó para solução injetável IM: 500 mg + Lidocaína 1% (2 mL), 1.000 mg + Lidocaína 1% (3,5 mL) Pó para solução injetável EV/IM: 1.000 mg Indicações: Pneumonia comunitária Pneumonia hospitalar Meningite bacteriana Otite média aguda Infecções sexualmente transmissíveis (Gonorreia, Uretrite) Pielonefrite aguda Infecções intra-abdominais Sepse/Septicemia Celulite e Erisipela Infecções ósseas e articulares (Pioartrite, Osteomielite, Artrite séptica) Reconstituição, diluição e administração: Reconstituição: EV: 500 mg em 5 mL de água para injetáveis; 1.000 mg em 10 mL de água para injetáveis IM: 500 mg em 2 mL de Lidocaína 1%; 1.000 mg em 3,5 mL de Lidocaína 1% Diluição para infusão EV: Diluir em 100 mL de SF 0,9%, SG 5% ou SG 10% Até 1 g pode ser administrado sem diluição adicional (EV direto) Administração: EV direto: 3-5 minutos Infusão EV: 30 minutos (padrão) Infusão EV prolongada: 3 horas (em pacientes críticos, considerando perfil tempo-dependente) IM: profundamente na região glútea ou outro músculo de grande volume Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções habituais (celulite, erisipela, pneumonia comunitária, pielonefrite): Ceftriaxona 1.000 mg – Reconstituir 01 FA em 10 mL de água para injetáveis e diluir em SF 0,9% 100 mL, EV, de 24/24h, correr em 30 minutos Ceftriaxona 2.000 mg – Reconstituir 02 FA em 10 mL de água para injetáveis cada e diluir em SF 0,9% 100 mL, EV, de 24/24h, correr em 30 minutos Infecções graves ou de sistema nervoso central (meningite bacteriana): Ceftriaxona 2.000 mg – Reconstituir 02 FA em 10 mL de água para injetáveis cada e diluir em SF 0,9% 100 mL, EV, de 12/12h, correr em 30 minutos (dose total: 4 g/dia) Gonorreia não complicada: Ceftriaxona 500 mg – Reconstituir 01 FA em 2 mL de Lidocaína 1%, IM, dose única Ceftriaxona 250 mg – Reconstituir 01 FA em Lidocaína 1%, IM, dose única Profilaxia cirúrgica: Ceftriaxona 1.000 mg ou 2.000 mg – Reconstituir FA(s) em água para injetáveis e diluir em SF 0,9% 100 mL, EV, dose única 30-90 minutos antes da cirurgia, correr em 30 minutos Doença de Lyme (Borreliose): Ceftriaxona 2.000 mg – Reconstituir 02 FA em 10 mL de água para injetáveis cada e diluir em SF 0,9% 100 mL, EV, de 24/24h, correr em 30 minutos, por 14 dias Pediatria (peso < 50 kg): Ceftriaxona 100 mg/mL (solução reconstituída) – Administrar __mL, EV, de 24/24h, correr em 30 minutos. Dose: 20-80 mg/kg/dia em dose única (máximo 2 g/dia para infecções habituais e 4 g/dia para meningite) Meningite pediátrica: Dose: 100 mg/kg/dia EV em dose única diária (máximo 4 g/dia). Duração: N. meningitidis (4 dias), H. influenzae (6 dias), S. pneumoniae (7 dias) Ajuste de Dose na Insuficiência Renal Não é necessário ajuste de dose na insuficiência renal ou diálise , pois a ceftriaxona possui eliminação renal e biliar. Contraindicações Hipersensibilidade à ceftriaxona, outras cefalosporinas ou qualquer componente da fórmula Hipersensibilidade cruzada com penicilinas (reação alérgica prévia grave) Neonatos com hiperbilirrubinemia (risco de kernicterus) Não administrar com soluções ou medicações contendo cálcio (risco de precipitação e formação de sais de ceftriaxona-cálcio) Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Seguro (muito baixo risco) Uso pediátrico: A partir de 3 meses Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Locais: Dor no local da injeção, enduração, flebite Sistêmicos: Urticária, prurido, exantema, febre Gastrintestinais: Náuseas, vômitos, diarreia Hepatotoxicidade: Elevação transitória de enzimas hepáticas (TGO, TGP) Pseudolitíase biliar: Precipitação na vesícula biliar com formação de cálculos/lama biliar (20-40% dos casos) Ocorre principalmente com uso concomitante de soluções/medicações contendo cálcio ou nutrição parenteral total Surge entre o 2º e 22º dia de tratamento Mais comum em neonatos Transitório, geralmente resolve com suspensão da medicação Hematológicos: Granulocitopenia, trombocitopenia (raros), anemia hemolítica com Coombs positivo Cuidados e Observações Administração EV lenta: Infusão recomendada em 30 minutos para reduzir reações locais. Atenção a soluções com cálcio: Nunca administrar simultaneamente com soluções contendo cálcio (risco de precipitação fatal). Aguardar pelo menos 48 horas entre as infusões. Evitar em neonatos: Preferir cefotaxima em neonatos, especialmente se hiperbilirrubinemia. Ceftriaxona compete com bilirrubina pela ligação à albumina, aumentando risco de kernicterus. Forte indutor de resistência bacteriana: Usar de forma racional e criteriosa. Espectro de ação: Ativo contra bacilos Gram-negativos (E. coli, Klebsiella spp, Proteus, Haemophilus, Moraxella) e cocos Gram-positivos sensíveis à oxacilina (MSSA, Streptococcus spp). Sem ação contra Enterococcus e Pseudomonas. Distribuição: Boa penetração na maioria dos tecidos (fígado, rins, pele, pulmão, ossos, articulações) e líquidos orgânicos, incluindo líquor. Para infecções graves ou de SNC: Recomendado uso de 12/12h (dose total 4 g/dia). Para infecções leves/moderadas: Pode-se utilizar dose única diária. Excreção: Eliminação renal (50-60%) e biliar (40-50%). Monitoramento: Histórico de reações de hipersensibilidade antes de iniciar tratamento; hemograma completo durante tratamento prolongado. Infusão prolongada (3h): Pode ser considerada em pacientes críticos, aproveitando perfil farmacocinético tempo-dependente. Uso concomitante de lidocaína (IM): Avaliar contraindicações à lidocaína antes da administração intramuscular. Atualizado em 09/10/2025 por Dr Heric Santos Cefuroxima Guia completo da Cefuroxima : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Cefalosporina de segunda geração Nomes comerciais: Zinnat Apresentações: Frasco-ampola (pó) 750 mg Comprimidos 500 mg (Acetilcefuroxima) Indicações: Infecções comunitárias por bactérias Gram-positivas e Gram-negativas Amigdalites bacterianas Sinusites bacterianas Otite média aguda Infecções de pele e partes moles Pneumonia comunitária Infecções de vias aéreas superiores (IVAS) Infecções de vias aéreas inferiores Infecções do trato urinário (ITU) não complicadas Cistite Pielonefrite aguda (alternativa oral) Infecções ósseas e articulares Infecções ginecológicas Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 750 mg em 20 mL de água bidestilada (ABD) . Diluir em 50-100 mL de SF 0,9% ou SG 5% (para AVP ou CVC). Administrar por infusão EV em 30 minutos . Via oral disponível como Acetilcefuroxima (500 mg). Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções leves a moderadas (EV): Cefuroxima 750mg – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), diluir em 50-100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 8/8h, correr em 30 minutos Infecções leves a moderadas - alternativa (EV): Cefuroxima 750mg – Reconstituir 01 FA em ABD (20mL), diluir em 50-100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 30 minutos Infecções leves a moderadas (VO): Acetilcefuroxima 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias Pneumonia comunitária (VO): Acetilcefuroxima 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 a 10 dias Sinusite/Otite (VO): Acetilcefuroxima 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 5 a 7 dias Infecção do trato urinário (VO): Acetilcefuroxima 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias Pediatria: Cefuroxima suspensão 125mg/5mL – Administrar __mL, VO, de 12/12h, por 7 a 10 dias. Dose: 20-30mg/kg/dia divididos em 2 doses (máximo 500mg/dose) Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (EV) > 50 750 mg de 8/8h (sem ajuste) < 50 750 mg de 8/8h ou 12/12h < 10 750 mg de 24/24h Hemodiálise 750 mg após cada sessão de diálise Contraindicações Hipersensibilidade à Cefuroxima ou a qualquer cefalosporina. Reação alérgica grave prévia a penicilinas (7-10% de reação cruzada). Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Uso com cautela Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Locais: Dor, enduração, abscessos estéreis e flebites no local da administração Sistêmicos: Urticária, prurido, exantema, febre, eosinofilia, eritema nodoso Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia, dispepsia Hematológicos: Neutropenia e plaquetopenia (raros) Hepatobiliares: Pseudolitíase biliar (descrita com cefalosporinas) Hematológicos: Anemia hemolítica com Coombs positivo (raro) Cuidados e Observações Administrar EV em 30 minutos para prevenir irritação venosa. Boa penetração na maioria dos tecidos (fígado, rins, pele, pulmão) e líquidos orgânicos. Baixa penetração no Sistema Nervoso Central (SNC) — não indicado para meningite. Excreção: Predominantemente renal — necessita ajuste de dose na insuficiência renal. Cautela em pacientes com histórico de alergia às penicilinas devido à possibilidade de reação cruzada (7-10%). Monitorar função renal, especialmente em idosos e pacientes com comprometimento renal prévio. Monitorar hemograma em tratamentos prolongados. Ação semelhante às cefalosporinas de primeira geração contra Gram-positivos, com maior ação para cocos Gram-negativos, Haemophilus influenzae e enterobactérias . Cobertura para S. aureus (MSSA) e alguns bacilos Gram-negativos (E. coli, Proteus, Klebsiella). Atualizado em outubro de 2025 por Dr Heric Santos Ciprofloxacino Guia completo do Ciprofloxacino : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Quinolona (2ª geração) Nomes comerciais: Cipro, Ciprix, Ciprobiot, Ciproflonax, Cypcino, Foritus, Hifloxan, Quinoflox, Urcip, Ciprobacter, Fresoflox, Kinof, Ciclatry, Ciprocilin, Ciprofar, Ciprofloxatrin, Proflox, Teuciprox, Hypoflox Apresentações: Comprimido revestido 500mg Solução injetável 2mg/mL – bolsa com 100mL ou 200mL Indicações: Infecção do trato urinário (cistite e pielonefrite – segunda linha) Infecções de pele e partes moles (IPPMs) Infecções do trato gastrointestinal (diarreia por Shigella, Salmonella) Infecções osteoarticulares (artrite séptica, osteomielite) Infecções pulmonares guiadas por culturas (não usar empiricamente para pneumonia) Infecções sexualmente transmissíveis (gonorreia, cancroide) Prostatite bacteriana Peritonite bacteriana Colecistite aguda Mordedura humana e de animais (casos graves) Antrax (cutâneo e inalatório) Reconstituição, diluição e administração: Não é necessária diluição – a solução já vem pronta para uso. Administrar por infusão EV lenta em 60 minutos . Evitar infusão rápida para prevenir reações adversas. Prescrição prática: (adulto 60kg) Cistite aguda não complicada (VO): Ciprofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 7 dias Ciprofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 3 dias Pielonefrite não complicada (VO): Ciprofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias Pielonefrite não complicada (EV): Ciprofloxacino 400mg (200mg/100mL) – Administrar 01 bolsa, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 7 a 10 dias Pielonefrite complicada com sepse (EV): Ciprofloxacino 400mg (200mg/100mL) – Administrar 01 bolsa, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 10 a 14 dias Infecções do trato respiratório (VO): Ciprofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 a 14 dias Infecções do trato respiratório (EV): Ciprofloxacino 400mg (200mg/100mL) – Administrar 01 bolsa, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 7 a 14 dias Diarreia, otite média, sinusite (VO): Ciprofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 a 14 dias Gonorreia não complicada (VO): Ciprofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, em dose única Infecções graves com risco de vida (Pseudomonas, Staphylococcus, Streptococcus) – VO: Ciprofloxacino 750mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por no mínimo 10 dias Infecções graves com risco de vida – EV: Ciprofloxacino 400mg (200mg/100mL) – Administrar 01 bolsa, EV, de 8/8h, correr em 60 minutos, por no mínimo 10 dias Antrax pós-exposição (VO): Ciprofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 60 dias Antrax pós-exposição (EV): Ciprofloxacino 400mg (200mg/100mL) – Administrar 01 bolsa, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 60 dias Pediatria (5 a 17 anos) – Exacerbação pulmonar aguda de fibrose cística: Ciprofloxacino suspensão oral – Administrar __mL, VO, de 12/12h, por 10 a 14 dias. Dose: 20mg/kg/dose (dose máxima 1.500mg/dia) Pediatria (5 a 17 anos) – Exacerbação pulmonar aguda de fibrose cística (EV): Ciprofloxacino 400mg (200mg/100mL) – Administrar __mL, EV, de 8/8h, correr em 60 minutos, por 10 a 14 dias. Dose: 10mg/kg/dose (dose máxima 1.200mg/dia) Pediatria – Antrax pós-exposição (VO): Ciprofloxacino suspensão oral – Administrar __mL, VO, de 12/12h, por 60 dias. Dose: 15mg/kg/dose (dose máxima 1.000mg/dia) Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (VO) Dose recomendada (EV) > 50 Sem ajuste Sem ajuste 30-50 250-500mg de 12/12h 200mg de 12/12h 10-29 250-500mg de 18/18h 200mg de 18/18h < 10 250-500mg de 24/24h (após diálise) 200mg de 24/24h (após diálise) Contraindicações Hipersensibilidade ao ciprofloxacino ou a outras quinolonas Uso concomitante com tizanidina Crianças e adolescentes em fase de crescimento (exceto fibrose cística e antrax, quando o benefício supera o risco) Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Uso só se o benefício justificar o risco. Uso na lactação: Uso não recomendado Uso pediátrico: A partir de 5 anos (exceto fibrose cística e antrax) Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, dispepsia, diarreia Cefaleia, tonturas, insônia, alterações do sono Tendinite e ruptura de tendão (especialmente tendão de Aquiles) Artralgia, mialgia Prolongamento do intervalo QT Fotossensibilidade Aumento de transaminases Neuropatia periférica (rara) Hipoglicemia ou hiperglicemia (em pacientes diabéticos) Cuidados e Observações Não usar empiricamente para pneumonia – não tem ação contra pneumococo ( Streptococcus pneumoniae ). Não é primeira linha para ITU – preferir nitrofurantoína ou fosfomicina. Sem ação contra: Staphylococcus aureus , Streptococcus spp. e anaeróbicos. Tomar em jejum ou 2 horas após refeições para melhor absorção. Evitar antiácidos, suplementos de cálcio, ferro e zinco nas 2 horas antes ou 6 horas após a administração (reduzem absorção). Evitar exposição solar durante o tratamento (risco de fotossensibilidade). Interromper imediatamente se houver sinais de tendinite (dor, edema, inflamação no tendão). Monitorar glicemia em pacientes diabéticos. Monitorar função renal e hepática durante o tratamento prolongado. Risco de exacerbação de miastenia gravis . Não partir ou triturar o comprimido revestido. Manter hidratação adequada durante o tratamento. Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular e secreção tubular). Boa penetração tissular: pulmão, osso, próstata, trato urinário e trato gastrointestinal. Penetração em SNC: apesar de ter boa penetração, não atinge níveis terapêuticos adequados para a maioria das infecções do sistema nervoso central. Atualizado em 10 de outubro de 2025 por Dr Heric Santos Claritromicina Guia completo da Claritromicina : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano - Macrolídeo Nomes comerciais: Klaricid, Clarilib, Clabat, Klaricid UD, Clinbacter Apresentações: Comprimido de liberação prolongada 500 mg (Klaricid UD) Comprimido revestido 500 mg (Clabat, genérico) Grânulos para suspensão oral 25 mg/mL e 50 mg/mL (Klaricid, Clabat, genérico) Pó para solução injetável 500 mg (Klaricid, Clarilib, Clinbacter, genérico) Indicações: Faringoamigdalites Pneumonia comunitária Sinusite bacteriana Exacerbação infecciosa de DPOC Erisipela Impetigo Infecção por Helicobacter pylori Micobacterioses (Mycobacterium avium complex - MAC) Otite média aguda Profilaxia de endocardite infecciosa (em pacientes alérgicos à penicilina) Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 500 mg em 10 mL de água para injetáveis . Diluir em 250 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato (para AVP ou CVC). Administrar por infusão EV em 60 minutos . Comprimido de liberação prolongada : administrar junto com alimentos e não partir. Grânulos para suspensão oral : reconstituir conforme instruções do fabricante. Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções de vias aéreas (oral - liberação prolongada): Claritromicina 500mg (liberação prolongada) – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, com alimentos, por 7 a 14 dias Infecções de vias aéreas (oral - comprimido revestido): Claritromicina 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 a 14 dias Faringite e tonsilite: Claritromicina 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 10 dias Sinusite maxilar aguda: Claritromicina 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 14 dias Helicobacter pylori (terapia tripla): Claritromicina 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, 3x/dia, por 14 dias (associado a IBP e amoxicilina ou metronidazol) Mycobacterium avium complex (MAC): Claritromicina 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h. Se não houver resposta em 3-4 semanas, aumentar para 02 comprimidos de 12/12h. Continuar enquanto houver benefício clínico Infecções graves (EV): Claritromicina 500mg – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em 250mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 2 a 5 dias. Converter para via oral o mais breve possível Pediatria (> 6 meses): Claritromicina suspensão oral 25mg/5mL – Administrar __mL, VO, de 12/12h, por 7 a 10 dias. Dose: 7,5mg/kg/dose (máximo 500mg/dose). Volume: 0,3mL/kg da suspensão de 25mg/mL ou 0,15mL/kg da suspensão de 50mg/mL Ajuste de Dose na Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (VO) Dose recomendada (EV) > 30 Não ajustar Não ajustar < 30 500 mg 1x/dia ou 250 mg 12/12h Reduzir dose em 50% Hemodiálise Administrar após diálise Administrar após diálise Contraindicações Hipersensibilidade à claritromicina ou a qualquer macrolídeo Uso concomitante com cisaprida, pimozida, terfenadina ou astemizol (risco de prolongamento do intervalo QT e arritmias graves) Histórico de prolongamento do intervalo QT ou arritmias ventriculares Gestação Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria D. Contraindicado na gestação Uso na lactação: Uso não recomendado Uso pediátrico: A partir de 6 meses Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, dores abdominais, dispepsia, diarreia Cefaleia, tonturas Alteração do paladar (gosto metálico) Prolongamento do intervalo QT (risco de arritmias cardíacas) Elevação de enzimas hepáticas Nefrotoxicidade (rara) Colite pseudomembranosa (rara) Miopatia (em uso concomitante com estatinas) Cuidados e Observações Administração EV: infundir em 60 minutos. Não administrar em bolus. Monitoramento: realizar cultura e teste de sensibilidade antes de iniciar terapia, quando indicado. ECG: monitorar em pacientes com risco de prolongamento do intervalo QT. Função renal: monitorar níveis de creatinina e ureia, especialmente em pacientes com insuficiência renal. Função hepática: monitorar enzimas hepáticas, especialmente em pacientes com insuficiência hepática. Interações medicamentosas importantes: pode aumentar níveis séricos de estatinas, varfarina, digoxina, teofilina, carbamazepina, colchicina. Monitorar INR quando em uso com anticoagulantes orais. Hipoglicemia: monitorar glicemia em pacientes diabéticos em uso de hipoglicemiantes orais ou insulina. Estenose hipertrófica do piloro: evitar em neonatos < 15 dias (risco maior com eritromicina). Conversão EV para VO: realizar tão logo possível (2 a 5 dias de terapia EV). Boa penetração: maioria dos tecidos corporais. Baixa penetração: Sistema Nervoso Central. Metabolização: hepática (via citocromo P450 3A4). Excreção: predominantemente renal - necessário ajuste em insuficiência renal. Mecanismo: bacteriostático (pode ser bactericida em doses altas, dependendo do patógeno). Sem ação contra: Pseudomonas, Klebsiella spp, enterobactérias, H. ducreyi (preferir azitromicina para úlceras genitais). Sonda nasogástrica/nasoenteral: comprimidos de liberação prolongada e revestidos não devem ser triturados. Para grânulos de suspensão oral, dissolver em 10 mL de água, pausar dieta, lavar sonda, administrar e lavar novamente antes de religar dieta. Atualizado em outubro de 2025 por Dr Heric Santos Clindamicina Guia completo da Clindamicina : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Lincosamida (Bacteriostático - inibe subunidade 50S do ribossomo) Nomes comerciais: Dalacin, Dalacin C, Clindamin-C, Genérico Rede SUS Apresentações: Cápsulas 150mg e 300mg (VO) Frasco-ampola (solução injetável) 300mg/2mL e 600mg/4mL Solução injetável 150mg/mL Indicações: Faringoamigdalite estreptocócica (alternativa em alergia à penicilina) Otite média aguda Rinossinusite aguda Bronquite Pneumonia Celulite Erisipela Abscessos cutâneos Furúnculo e carbúnculo Impetigo Panarício Infecção em ferida operatória Abscesso peritonsilar Periodontite Abscessos periapicais Estomatogengivite Osteomielite Artrite séptica Endometrite Abscessos tubo-ovarianos não gonocócicos Celulite pélvica Salpingite Doença inflamatória pélvica (DIP) Cervicite Infecções bacterianas anaeróbicas (Bacteroides, Clostridium spp, Peptostreptococcus) Neurotoxoplasmose em pacientes com AIDS Profilaxia cirúrgica em procedimentos odontológicos (alergia à penicilina) Infecções polimicrobianas com anaeróbios Reconstituição, diluição e administração: Não requer reconstituição (solução injetável pronta) Diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5% (para AVP ou CVC) Administrar por infusão EV lenta em 60 minutos — NUNCA em bolus direto — risco de arritmias graves e hipotensão Via IM: pode ser administrado sem diluição (máximo 600mg por aplicação) Prescrição prática: (adulto 60kg) Dose habitual (EV): Clindamicina 600mg/4mL – 01 ampola + 100mL SF 0,9%, EV, de 6/6h, correr em 60 minutos Dose alternativa (EV): Clindamicina 600mg/4mL – 01 ampola + 100mL SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 60 minutos Dose elevada (EV): Clindamicina 300mg/2mL – 01 ampola (300mg) + Clindamicina 600mg/4mL – 01 ampola (600mg) + 100mL SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 60 minutos. Dose total: 900mg/dose Via intramuscular: Clindamicina 600mg/4mL – 01 ampola, IM, de 8/8h Via oral: Clindamicina 300mg – Tomar 01 cápsula, VO, de 6/6h Clindamicina 300mg – Tomar 01 cápsula, VO, de 8/8h Via oral dose elevada: Clindamicina 300mg – Tomar 02 cápsulas, VO, de 8/8h Doença inflamatória pélvica: Iniciar com Clindamicina EV 600-900mg de 8/8h associado a aminoglicosídeo (Gentamicina) por pelo menos 4 dias e no mínimo 48h após melhora clínica Continuar com Clindamicina 450-600mg VO de 6/6h até completar 10-14 dias de tratamento total Pediatria (< 40kg): Clindamicina 150mg/mL – Administrar __mL, VO ou EV, de 6/6h ou 8/8h. Dose: 25-40mg/kg/dia divididos em 3 ou 4 doses (dose mínima 300mg/dia, máximo 1.800mg/dia) Ajuste de Dose: Insuficiência Renal: Não é necessário ajuste de dose para insuficiência renal Diálise: Não é necessário ajuste de dose para pacientes em diálise Insuficiência Hepática: Pacientes com doença hepática moderada a grave devem realizar redução de 50% da dose ou aumentar o intervalo entre doses Contraindicações: Hipersensibilidade à clindamicina ou lincomicina História de colite pseudomembranosa ou colite associada a antibióticos (contraindicação relativa) Grupos Especiais: Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Uso com cautela Uso pediátrico: A partir de 1 mês Uso em idosos: Sem restrições documentadas Efeitos Adversos: Gastrointestinais (comum): Náuseas, vômitos e diarreia ATENÇÃO ESPECIAL: Clindamicina é um dos antimicrobianos mais relacionados à infecção por Clostridioides difficile e colite pseudomembranosa (risco de 2-10%) Suspender imediatamente se diarreia grave ou sanguinolenta Anorexia e desconforto abdominal Cardiovasculares: Arritmias e hipotensão (se infusão rápida da medicação) Hipersensibilidade: Urticária, prurido, exantema, reações anafiláticas Hepatotoxicidade: Aumento de enzimas hepáticas (TGO/TGP), icterícia Hematológicos (raros): Granulocitopenia, leucopenia, trombocitopenia Reações cutâneas graves (raros): Eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson Cuidados e Observações: Administrar EV sempre em 60 minutos para prevenir arritmias e hipotensão Boa distribuição na maioria dos tecidos e fluidos corporais Baixa penetração no Sistema Nervoso Central (SNC) , porém atinge concentração adequada no combate à neurotoxoplasmose em meninges inflamadas Metabolização e eliminação: Metabolizada pelo fígado e excretada por via biliar (60-70%) e renal (10-20%) Não administrar em conjunto com bloqueadores neuromusculares (pode potencializar o bloqueio) Espectro de ação similar aos macrolídeos (atua no mesmo sítio ribossomal - resistência cruzada possível ) Monitorar função hepática em tratamentos prolongados Interações medicamentosas: Antagonismo com eritromicina (competição pelo mesmo sítio de ligação) Considerar associação com aminoglicosídeo ou cefalosporina para cobertura de Gram-negativos quando necessário Coberturas: Anaeróbios (Bacteroides, Clostridium, Peptostreptococci, Prevotella) e cocos Gram-positivos aeróbios (Streptococcus spp, Pneumococcus, Staphylococcus spp incluindo MSSA) Primeira linha para: Actinomyces sp., Arcanobacter sp., Capnocytophagia Alternativa para: C. diphtheriae, S. aureus MSSA, S. epidermidis (MS), S. lugdunensis, S. saprophyticus, Strep. agalactiae, Strep. anginosos, Strep. pyogenes, Strep. pneumoniae Atualizado em 10 de outubro de 2025 por Dr Heric Santos Daptomicina Guia completo da Daptomicina : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Lipopeptídeo Cíclico Nomes comerciais: Cubicin, Exfuno, Reldaptos, Trisk Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 500 mg Indicações: Infecções complicadas de pele e estrutura da pele (causadas por bactérias aeróbias Gram-positivas susceptíveis) Bacteremia por Staphylococcus aureus (incluindo MRSA e MSSA) Endocardite infecciosa (causada por S. aureus - MRSA ou MSSA) Infecção de corrente sanguínea Aneurisma micótico Infecção de CDI ou marca-passo Tromboflebite séptica de seio cavernoso Tromboflebite séptica de veia jugular Erisipela Fasciíte necrosante Furúnculo e carbúnculo Infecção em ferida operatória Infecção em grande queimado Enterococo resistente à vancomicina (VRE) Alternativa à vancomicina para MRSA não pulmonar, MRSA refratário ou virulento Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 500 mg em 10 mL de SF 0,9% , obtendo concentração final de 50 mg/mL . Diluir em 50 mL de SF 0,9% (para AVP ou CVC). Administrar por infusão EV lenta (30 minutos para adultos; 60 minutos para crianças ≤ 6 anos; 30 minutos para crianças ≥ 7 anos) . Compatível com SF 0,9% ; evitar SG 5%. Velocidade de infusão: 1,67 mL/minuto (infusão de 30 min) ou 0,42 mL/minuto (infusão de 60 min). Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções de pele e partes moles: Daptomicina 500mg – Reconstituir 01 FA em 10mL SF 0,9%, diluir em 50mL SF 0,9%, EV, 24/24h, correr em 30 minutos. Dose: 4-6 mg/kg/dia (duração de 7 a 14 dias) Bacteremia ou endocardite por Staphylococcus aureus: Daptomicina 500mg – Reconstituir 02 FA em 10mL SF 0,9% cada, diluir em 50mL SF 0,9%, EV, 24/24h, correr em 30 minutos. Dose: 6-10 mg/kg/dia (duração de 14 a 42 dias) Pediatria (peso < 40kg): Infecções complicadas da pele e partes moles: 1 a < 2 anos: Daptomicina 500mg – Reconstituir __ FA em 10mL SF 0,9%, diluir em 25mL SF 0,9%, EV, 24/24h, correr em 60 minutos. Dose: 10 mg/kg/dia (duração até 14 dias) 2-6 anos: Daptomicina 500mg – Reconstituir __ FA em 10mL SF 0,9%, diluir em 25mL SF 0,9%, EV, 24/24h, correr em 60 minutos. Dose: 9 mg/kg/dia (duração até 14 dias) 7-11 anos: Daptomicina 500mg – Reconstituir __ FA em 10mL SF 0,9%, diluir em 50mL SF 0,9%, EV, 24/24h, correr em 30 minutos. Dose: 7 mg/kg/dia (duração até 14 dias) 12-17 anos: Daptomicina 500mg – Reconstituir __ FA em 10mL SF 0,9%, diluir em 50mL SF 0,9%, EV, 24/24h, correr em 30 minutos. Dose: 5 mg/kg/dia (duração até 14 dias) Bacteremia por Staphylococcus aureus: 1-6 anos: Daptomicina 500mg – Reconstituir __ FA em 10mL SF 0,9%, diluir em 25mL SF 0,9%, EV, 24/24h, correr em 60 minutos. Dose: 12 mg/kg/dia (duração até 42 dias) 7-11 anos: Daptomicina 500mg – Reconstituir __ FA em 10mL SF 0,9%, diluir em 50mL SF 0,9%, EV, 24/24h, correr em 30 minutos. Dose: 9 mg/kg/dia (duração até 42 dias) 12-17 anos: Daptomicina 500mg – Reconstituir __ FA em 10mL SF 0,9%, diluir em 50mL SF 0,9%, EV, 24/24h, correr em 30 minutos. Dose: 7 mg/kg/dia (duração até 42 dias) Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (EV) ≥ 30 Sem ajuste necessário < 30 4-6 mg/kg de 48/48h Hemodiálise 4-6 mg/kg de 48/48h, após a sessão de diálise Diálise peritoneal 4-6 mg/kg de 48/48h Contraindicações Hipersensibilidade à daptomicina ou a qualquer componente da fórmula. Pneumonia (ineficaz devido à inativação pelo surfactante pulmonar). Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Uso não recomendado Uso pediátrico: A partir de 1 ano Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Miopatia e rabdomiólise (elevação de CPK) Náuseas, vômitos, diarreia, constipação Exantema, prurido Neuropatia periférica Eosinofilia pulmonar (pneumonia eosinofílica) Síndrome DRESS (reação cutânea grave com eosinofilia e sintomas sistêmicos) Resultados falso-positivos em testes de coagulação (prolongamento de TP/INR) Cuidados e Observações Monitorar CPK (creatinoquinase) semanalmente durante o tratamento — monitoramento mais frequente se houver uso atual ou anterior de estatinas. Suspender daptomicina se CPK > 5x o limite superior normal ou se houver sinais/sintomas de miopatia. Suspender estatinas durante o tratamento com daptomicina devido ao risco aumentado de miopatia. Monitorar função renal em pacientes com insuficiência renal. Monitorar sinais/sintomas de infecção. Monitorar dor muscular ou fraqueza, especialmente nas extremidades distais. Monitorar novos sintomas ou agravamento de neuropatia periférica. Monitorar sinais/sintomas de pneumonia eosinofílica. Monitorar reações de hipersensibilidade, incluindo síndrome DRESS. Não utilizar para pneumonias — a daptomicina é inativada pelo surfactante pulmonar. Não utilizar para infecções do SNC devido à baixa penetração. Administrar suplementação de cálcio se hipocalcemia — cálcio é cofator essencial para atividade da daptomicina. Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular). Pode causar resultados falso-positivos em testes de coagulação (prolongamento de TP/INR). Recomenda-se coordenar o manejo da medicação no período perioperatório com cirurgião, anestesista e médico prescritor. Tipo de receituário: Receituário Simples, em duas vias. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Doxiciclina Guia completo da Doxiciclina : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, reconstituição, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano: Tetraciclina Nomes comerciais: Vibramicina®, Doxiclin®, Clordox®, IQUEGO-Doxiciclina®, Doxy 100®, Doxy 200® Apresentações: Comprimido solúvel: 100 mg Comprimido revestido: 100 mg Pó para solução injetável: 100 mg e 200 mg Indicações: Febre maculosa brasileira (riquetsioses) Sífilis (primária, secundária, terciária e latente) Doença de Lyme Leptospirose Febre Q Infecções por Chlamydia trachomatis (uretrite, cervicite, linfogranuloma venéreo, doença inflamatória pélvica) Pneumonia comunitária Rinossinusite aguda Prostatite bacteriana Bartonelose Brucelose Tularemia Cólera Antraz (carbúnculo) Malária (tratamento adjuvante) Reconstituição, diluição e administração: Reconstituição: Doxy 100®: Diluir 100 mg em 10 mL de água para injetáveis (concentração: 10 mg/mL) Doxy 200®: Diluir 200 mg em 20 mL de água para injetáveis (concentração: 10 mg/mL) Diluição: Diluir a dose calculada em SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato, obtendo uma solução com concentração final de 0,1-1,0 mg/mL Administração: Infusão EV por, no mínimo, 1 hora O tratamento EV é indicado apenas quando a via oral não for viável (inconsciência, vômitos incoercíveis), devendo ser substituído pela via oral assim que possível Prescrição prática: Uso Oral: Dose usual (infecções leves a moderadas): Doxiciclina 100mg – Tomar 02 comprimidos no 1º dia, depois tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, até completar o tratamento conforme orientação médica Infecções graves (pneumonia, infecções sistêmicas): Doxiciclina 100mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, durante o tempo recomendado. Horários sugeridos: 08h, 20h Sífilis recente (primária e secundária): Doxiciclina 100mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 15 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Sífilis tardia (duração ignorada, terciária ou latente): Doxiciclina 100mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 30 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Doença de Lyme (estágios 1 e 2): Doxiciclina 100mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 14 a 60 dias conforme indicação médica. Horários sugeridos: 08h, 20h Linfogranuloma venéreo: Doxiciclina 100mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por no mínimo 21 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Uretrite não gonocócica ou infecção por Chlamydia: Doxiciclina 100mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Leptospirose: Doxiciclina 100mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Profilaxia de malária: Doxiciclina 100mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, iniciando 1-2 dias antes da viagem, mantendo durante a permanência na área endêmica e por 4 semanas após retornar Antraz inalatória (pós-exposição): Doxiciclina 100mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 60 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Uso Intravenoso: Dose usual EV: Doxiciclina 100mg (ou 200mg) – Reconstituir conforme bula, diluir em 100-200mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, correr em 1 hora. Dose: 200mg no 1º dia (divididos em 1-2 doses), depois 100-200mg/dia (dose única ou dividida em 2 tomadas) Sífilis primária e secundária EV: Doxiciclina 100mg – Reconstituir 03 FA, diluir em 300mL de SF 0,9%, EV, 1x/dia, correr em 1 hora. Dose total: 300mg/dia, por no mínimo 10 dias Infecções graves EV: Doxiciclina 100mg – Reconstituir 01 FA, diluir em 100mL de SF 0,9%, EV, de 12/12h, correr em 1 hora. Dose: 100mg de 12/12h Uso Pediátrico (> 8 anos): < 45 kg: Doxiciclina suspensão ou comprimidos – Administrar __mg (ou __mL), VO, no 1º dia, depois __mg (ou __mL), VO, 1x/dia ou dividido em 2 doses. Dose: 4,4mg/kg no 1º dia, depois 2,2-4,4mg/kg/dia > 45 kg: Seguir dose de adultos Contraindicações: Hipersensibilidade à doxiciclina ou a qualquer componente da fórmula Crianças < 8 anos (exceto quando ausente alternativa eficaz) Grupos Especiais: Uso na gestação: Categoria D. Uso aceito apenas em situações graves ou sem alternativas seguras Uso na lactação: Contraindicado Uso pediátrico: A partir de 8 anos (exceto quando ausente alternativa eficaz) Uso em idosos: Seguro Efeitos Adversos: Náuseas, vômitos, diarreia, dispepsia, dor abdominal Fotossensibilidade cutânea Alterações hepáticas (aumento de transaminases, hepatite, icterícia) Retardo no desenvolvimento ósseo e manchamento dentário em crianças Pancreatite (raro) Cefaleia, vertigens Reações cutâneas (exantema, prurido) Aumento de ureia e creatinina Cuidados e Observações: Administrar EV em 1 hora para prevenir flebite Evitar exposição solar durante o tratamento devido ao risco de fotossensibilidade Não usar em crianças < 8 anos , exceto quando não há alternativa eficaz (ex: febre maculosa) Contraindicado na gestação e lactação O comprimido solúvel pode ser deglutido diretamente ou dissolvido em 50 mL de água antes da administração O comprimido revestido não deve ser partido ou triturado Não usar por sonda nasogástrica/nasoenteral (comprimidos revestidos): A trituração leva à perda do revestimento, inativação do princípio ativo e obstrução da sonda Realizar monitoramento laboratorial periódico em tratamentos prolongados: hemograma completo, funções renal e hepática Em infecções causadas por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, manter tratamento por mínimo de 10 dias Mecanismo de ação: Inibe a síntese de proteínas ao se ligar à subunidade ribossomal 30S e, possivelmente, à subunidade 50S de bactérias suscetíveis Excreção: Predominantemente renal Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Ertapenem Guia completo do Ertapenem : indicações, apresentações, posologia intravenosa e intramuscular, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Carbapenêmico Nomes comerciais: Invanz Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 1g Indicações: Abscesso perirretal Colangite Colecistite aguda Peritonite bacteriana Infecção em ferida pós-trauma Infecção em pé diabético Pneumonia adquirida na comunidade Amnionite Aborto séptico Infecções pélvicas agudas (incluindo endomiometrite pós-parto e infecções ginecológicas pós-cirúrgicas) Infecções intra-abdominais complicadas Infecções complicadas de pele e anexos Infecções complicadas do trato urinário (incluindo pielonefrite) Sepse bacteriana Profilaxia de infecções no sítio cirúrgico após cirurgia colorretal eletiva (em pacientes > 18 anos) Reconstituição, diluição e administração: Via EV: Reconstituir cada frasco-ampola de 1g em 10 mL de água para injeção, SF 0,9% ou água bacteriostática para injeção. Diluir 10 mL do medicamento reconstituído em 40 mL de SF 0,9% (volume final de 50 mL). Administrar por infusão EV em 30 minutos . Via IM: Reconstituir 1g em 3,2 mL de Cloridrato de lidocaína sem epinefrina 1% ou 2%. Administrar por injeção IM profunda. Prescrição prática: Adultos (60kg): Infecções intra-abdominais complicadas: Ertapenem 1g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9% ou ABD, diluir em 40mL de SF 0,9%, EV, 1x/dia, correr em 30 minutos, por 5 a 14 dias Ertapenem 1g – Reconstituir 01 FA em 3,2mL de lidocaína 1% ou 2% sem epinefrina, 01 dose, IM, 1x/dia, por 5 a 14 dias Infecções complicadas de pele e anexos (incluindo pé diabético): Ertapenem 1g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9% ou ABD, diluir em 40mL de SF 0,9%, EV, 1x/dia, correr em 30 minutos, por 7 a 14 dias Pneumonia adquirida na comunidade: Ertapenem 1g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9% ou ABD, diluir em 40mL de SF 0,9%, EV, 1x/dia, correr em 30 minutos, por 10 a 14 dias Infecções complicadas do trato urinário (incluindo pielonefrite): Ertapenem 1g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9% ou ABD, diluir em 40mL de SF 0,9%, EV, 1x/dia, correr em 30 minutos, por 10 a 14 dias Infecções pélvicas agudas: Ertapenem 1g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9% ou ABD, diluir em 40mL de SF 0,9%, EV, 1x/dia, correr em 30 minutos, por 3 a 10 dias Profilaxia cirúrgica (cirurgia colorretal eletiva): Ertapenem 1g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9% ou ABD, diluir em 40mL de SF 0,9%, EV, dose única, correr em 30 minutos, 1 hora antes da incisão cirúrgica Pediatria (> 3 meses e < 13 anos): Infecções intra-abdominais complicadas: Ertapenem solução injetável – Administrar 15mg/kg/dose, EV, de 12/12h, por 5 a 14 dias. Dose máxima: 1g/dia. Reconstituir 01 FA de 1g em 10mL de SF 0,9%, diluir a dose em SF 0,9% até concentração ≤ 20mg/mL, correr em 30 minutos Infecções complicadas de pele e anexos: Ertapenem solução injetável – Administrar 15mg/kg/dose, EV, de 12/12h, por 7 a 14 dias. Dose máxima: 1g/dia. Reconstituir 01 FA de 1g em 10mL de SF 0,9%, diluir a dose em SF 0,9% até concentração ≤ 20mg/mL, correr em 30 minutos Pneumonia adquirida na comunidade: Ertapenem solução injetável – Administrar 15mg/kg/dose, EV, de 12/12h, por 10 a 14 dias. Dose máxima: 1g/dia. Reconstituir 01 FA de 1g em 10mL de SF 0,9%, diluir a dose em SF 0,9% até concentração ≤ 20mg/mL, correr em 30 minutos Infecções complicadas do trato urinário: Ertapenem solução injetável – Administrar 15mg/kg/dose, EV, de 12/12h, por 10 a 14 dias. Dose máxima: 1g/dia. Reconstituir 01 FA de 1g em 10mL de SF 0,9%, diluir a dose em SF 0,9% até concentração ≤ 20mg/mL, correr em 30 minutos Infecções pélvicas agudas: Ertapenem solução injetável – Administrar 15mg/kg/dose, EV, de 12/12h, por 3 a 10 dias. Dose máxima: 1g/dia. Reconstituir 01 FA de 1g em 10mL de SF 0,9%, diluir a dose em SF 0,9% até concentração ≤ 20mg/mL, correr em 30 minutos Adolescentes (≥ 13 anos): Seguir posologia de adultos: 1g EV/IM 1x/dia Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 30 Sem ajuste: 1g/dia ≤ 30 500mg/dia < 10 500mg/dia Hemodiálise 500mg/dia. Se a dose diária for administrada dentro de 6 horas antes da hemodiálise, administrar dose suplementar de 150mg após a diálise Contraindicações Hipersensibilidade ao ertapenem ou a qualquer componente da fórmula Hipersensibilidade a outros carbapenêmicos Hipersensibilidade à lidocaína ou outros anestésicos locais tipo amida (para administração IM) Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Uso com cautela Uso pediátrico: A partir de 3 meses Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Cefaleia Exantema, prurido, eosinofilia Tromboflebite (no local da infusão EV) Dor no local da injeção IM Hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP) Leucopenia, trombocitopenia Neurotoxicidade (convulsões, principalmente em pacientes com lesão do SNC ou insuficiência renal) Reações de hipersensibilidade (incluindo anafilaxia) Cuidados e Observações Não possui cobertura para Pseudomonas aeruginosa – não deve ser usado em infecções com risco de Pseudomonas. Preferir meropenem ou imipenem nestes casos. Não possui cobertura adequada para MRSA, Stenotrophomonas e Burkholderia – não usar como monoterapia em infecções com estes agentes. Menor risco de convulsões quando comparado ao imipenem, mas ainda assim requer cautela em pacientes com história de convulsões ou lesões do SNC. Boa opção para infecções comunitárias e nosocomiais moderadas sem risco de Pseudomonas. Vantagem de dose única diária (1x/dia) em relação a outros carbapenêmicos. Manter hidratação adequada durante o tratamento. Monitorar funções renal, hepática e hematopoiética periodicamente. Realizar avaliação neurológica em pacientes com fatores de risco para convulsões. Excreção: Predominantemente renal (80% excretado inalterado na urina). Via IM deve ser evitada em pacientes com distúrbios de coagulação ou trombocitopenia. Em pacientes com instabilidade hemodinâmica, preferir meropenem ou imipenem pelo espectro mais amplo. Excelente opção para desescalonamento terapêutico após estabilização clínica de infecções por germes sensíveis. _Atualizado em 10/10/2025 por [Dr Heric Santos](https://heric.com.b Espiramicina Guia completo da Espiramicina : indicações, apresentações, posologia oral, ajustes, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano – Macrolídeo Nomes comerciais: Rovamicina®, Rede SUS (disponibilidade variável conforme o município) Apresentações: Comprimido revestido: 1,5 milhão de unidades (não pode ser partido) Indicações: Profilaxia da meningite meningocócica Toxoplasmose (especialmente toxoplasmose aguda na gestante para prevenir infecção fetal) Quimioprofilaxia de recaída de reumatismo articular agudo em pacientes alérgicos à penicilina Infecções otorrinolaringológicas por microrganismos sensíveis à espiramicina Infecções broncopulmonares Infecções cutâneas Infecções genitais (particularmente prostáticas) Infecções ósseas Infecções estomatológicas Reconstituição, diluição e administração: Medicamento de uso exclusivamente oral. Administrar comprimidos inteiros com água (não partir, mastigar ou triturar). Não administrar por sonda nasogástrica ou nasoenteral. Prescrição prática: Infecções por microrganismos sensíveis (dose usual): Espiramicina (Rovamicina) 1,5 milhões UI – Tomar 02 comprimidos, VO, de 12/12h Espiramicina (Rovamicina) 1,5 milhões UI – Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h Dose total diária: 4 a 6 comprimidos/dia Profilaxia da meningite meningocócica: Espiramicina (Rovamicina) 1,5 milhões UI – Tomar 02 comprimidos, VO, de 12/12h, por 5 dias Toxoplasmose aguda na gestante: Espiramicina (Rovamicina) 1,5 milhões UI – Tomar 02 comprimidos, VO, de 8/8h, até o final da gestação ou até documentação de infecção fetal Dose total: 6 comprimidos/dia (9 milhões UI/dia) Quimioprofilaxia de reumatismo articular agudo (pacientes alérgicos à penicilina): Espiramicina (Rovamicina) 1,5 milhões UI – Tomar 02 comprimidos, VO, de 12/12h, uso contínuo conforme orientação médica Pediatria: Este medicamento não é indicado para crianças . Contraindicações Hipersensibilidade à espiramicina ou a outros macrolídeos. Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula. Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Uso só se o benefício justificar o risco. Uso na lactação: Uso não recomendado Uso pediátrico: Não indicado para crianças Uso em idosos: Uso permitido, com cautela. Idosos são mais suscetíveis ao prolongamento do intervalo QT. Efeitos Adversos Reações cutâneas (exantema, prurido, urticária) Náuseas, vômitos Diarreia Dor abdominal Prolongamento do intervalo QT (especialmente em idosos) Raramente: hepatotoxicidade, alterações hematológicas Cuidados e Observações Mecanismo de ação: Liga-se reversivelmente às subunidades ribossômicas 50S, impedindo a formação de ligações peptídicas e inibindo a síntese de proteínas bacterianas. Perfil de ação: Eficaz contra Toxoplasma gondii e microrganismos sensíveis. Comprimidos revestidos não devem ser partidos, mastigados ou triturados. Não administrar por sonda nasogástrica/nasoenteral. Monitoramento: Reações cutâneas durante o tratamento. Eletrocardiograma (ECG): Considerar monitorização em idosos e pacientes com fatores de risco para prolongamento do intervalo QT. Na toxoplasmose gestacional: Espiramicina previne a transmissão fetal , mas não trata o feto infectado . Se infecção fetal for documentada (por amniocentese/PCR), deve-se trocar para sulfadiazina + pirimetamina + ácido folínico (após o primeiro trimestre). Iniciar espiramicina assim que diagnosticada toxoplasmose aguda na gestante (IgM positivo com baixa avidez de IgG ou soroconversão documentada). Receituário: Receituário Simples, em duas vias. Não precisa ser suspenso antes de procedimentos cirúrgicos. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Fluconazol Guia completo do Fluconazol : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antifúngico, Azol Nomes comerciais: Zoltec®, Flucomed®, Flucanil®, Flucolcid®, Flucol®, Zelix®, Genérico Rede SUS* Apresentações: Cápsula: 100 mg, 150 mg Solução injetável: 2 mg/mL - frasco/bolsa plástica com 100 mL *Disponibilidade variável conforme o município Indicações: Criptococose Meningite criptocócica Candidíase vaginal Candidíase orofaríngea Candidíase esofagiana Candidíase sistêmica Candidemia e candidíase disseminada Candidúria Coccidioidomicose Profilaxia de infecções fúngicas em pacientes oncológicos Reconstituição, diluição e administração: Solução injetável: Apresentação em bolsa pronta para uso (2 mg/mL em 100 mL) Administração EV: Infusão lenta a 10 mL/minuto (máximo) Tempo de infusão: Preferencialmente 200 mg em 1 hora (devido ao risco de prolongamento do intervalo QT) Via oral: Administrar independente das refeições Cápsula: Não deve ser partida Prescrição prática: (adulto 60kg) Candidíase vaginal: Fluconazol 150mg – Tomar 01 cápsula, VO, dose única Candidíase orofaríngea: Fluconazol 100mg – Tomar 01 cápsula, VO, 1x/dia, por 7 a 14 dias. Dose de ataque: 200mg no primeiro dia Candidíase esofagiana: Fluconazol 100mg – Tomar 01 cápsula, VO, 1x/dia, por no mínimo 3 semanas e 2 semanas após resolução dos sintomas. Dose de ataque: 200mg no primeiro dia. Pode-se usar até 400mg/dia a critério clínico Meningite criptocócica: Fluconazol 200mg – Tomar 02 cápsulas, VO, 1x/dia, por 10 a 12 semanas após negativação da cultura do líquor. Dose de ataque: 400mg no primeiro dia Candidemia e candidíase disseminada: Fluconazol 2mg/mL 100mL – 01 bolsa, EV, 1x/dia, correr em 1 hora. Dose de ataque: 400mg no primeiro dia. Dose: 200mg/dia (pode-se aumentar para 400mg/dia conforme resposta clínica) Profilaxia de recidiva em HIV (candidíase orofaríngea): Fluconazol 150mg – Tomar 01 cápsula, VO, 1x/semana Terapia de manutenção em HIV (criptococose): Fluconazol 200mg – Tomar 01 cápsula, VO, 1x/dia, por período indefinido Pediatria: Candidíase de mucosa: Fluconazol 2mg/mL 100mL – Administrar __mL, EV ou VO, 1x/dia, correr em 1 hora. Dose: 3mg/kg/dia (dose de ataque de 6mg/kg pode ser utilizada no primeiro dia) Candidíase sistêmica e infecções criptocócicas: Fluconazol 2mg/mL 100mL – Administrar __mL, EV ou VO, 1x/dia, correr em 1 hora. Dose: 6-12mg/kg/dia Neonatos: Primeiras 2 semanas de vida: mesma dose em mg/kg utilizada para crianças mais velhas, administrada a cada 72 horas 3ª e 4ª semanas de vida: mesma dose administrada a cada 48 horas Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 50 Sem ajuste necessário < 50 Reduzir dose em 50% Contraindicações Hipersensibilidade ao fluconazol ou a qualquer componente da fórmula Uso concomitante com medicamentos que prolongam o intervalo QT e são metabolizados pela CYP3A4 (terfenadina, astemizol, cisaprida, pimozida, quinidina) Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Uso só se o benefício justificar o risco Uso na lactação: Seguro (Muito Baixo Risco) Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Sem restrições Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia Cefaleia, tonturas Elevação de enzimas hepáticas (AST, ALT, fosfatase alcalina) Hepatotoxicidade (raro) Exantema, erupção cutânea Prolongamento do intervalo QT Reações de hipersensibilidade Cuidados e Observações Monitoramento obrigatório: Função hepática (AST, ALT, fosfatase alcalina), função renal, erupções cutâneas Interações medicamentosas: Cuidado com fármacos metabolizados pela CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4 com janela terapêutica estreita Infusão EV: Nunca exceder velocidade de 10 mL/minuto devido ao risco de prolongamento do intervalo QT Mecanismo de ação: Inibe a síntese do ergosterol fúngico por desmetilação da 14-alfa-lanosterol, impedindo a formação da membrana celular Excreção: Predominantemente renal - ajustar dose em insuficiência renal Metabolização: Metabolizada pelo fígado - ajustar dose em doença hepática moderada a grave Uso por sonda nasogástrica/nasoenteral: Permitido. Abrir a cápsula e aguardar dissolução dos grânulos sem macerar. Administrar após completa solubilização Cápsula de 150 mg: Não recomendada para menores de 18 anos Duração do tratamento: Depende da resposta clínica e do local da infecção. Para candidemia, manter por no mínimo 14 dias após a última cultura positiva Penetração no SNC: Boa, atingindo concentração adequada no combate à meningite criptocócica Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Ganciclovir Guia completo do Ganciclovir : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antiviral Nomes comerciais: Ganvirax®, Cymevir®, Ganciclotrat® Apresentações: Cápsula 250 mg (Ganvirax®) Pó liofilizado para solução injetável 500 mg + ampola diluente com 10 mL de água para injetáveis (Ganciclotrat®, genérico) Solução injetável 1 mg/mL - bolsa com 100 mL, 250 mL ou 500 mL (Cymevir®) Indicações: Citomegalovirose (CMV) Retinite por citomegalovírus Esofagite por CMV Pneumonite por CMV Citomegalovirose congênita Profilaxia da doença por CMV em receptores de transplante Manejo de coinfecções e infecções oportunistas no HIV Tratamento de infecções por CMV sintomática em imunossuprimidos Profilaxia secundária em pacientes HIV positivos Doença disseminada por CMV Reconstituição, diluição e administração: Reconstituição (Ganciclotrat®, genérico): Reconstituir cada frasco-ampola de 500 mg com 10 mL de água para injetáveis, alcançando uma concentração de 50 mg/mL. Diluição (Ganciclotrat®, genérico): Diluir em SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato a uma concentração de, no máximo, 10 mg/mL. Bolsa pronta (Cymevir®): Não necessita diluição ou reconstituição. Administrar por infusão EV lenta em 1 hora — infusão rápida pode causar toxicidade. Manter hidratação adequada durante o tratamento EV. Prescrição prática: (adulto 60kg) Retinite por CMV estável (oral): Ganciclovir 250mg – Tomar 04 cápsulas, VO, de 8/8h, por tempo indeterminado Ganciclovir 250mg – Tomar 02 cápsulas, VO, de 4/4h, por tempo indeterminado Este medicamento deve ser ingerido junto com a alimentação Prevenção da doença por CMV (oral): Ganciclovir 250mg – Tomar 04 cápsulas, VO, de 8/8h Este medicamento deve ser ingerido junto com a alimentação Esofagite por CMV (EV): Ganciclovir 500mg – Reconstituir 01 FA, diluir em 100mL SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato, EV, de 12/12h, correr em 1 hora. Dose: 5mg/kg/dose, por 14 a 21 dias Retinite por CMV - terapia de indução (EV): Ganciclovir 500mg – Reconstituir 01 FA, diluir em 100mL SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato, EV, de 12/12h, correr em 1 hora. Dose: 5mg/kg/dose, por 14 a 21 dias Retinite por CMV - terapia de manutenção (EV): Ganciclovir 500mg – Reconstituir 01 FA, diluir em 100mL SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato, EV, de 24/24h, correr em 1 hora. Dose: 5mg/kg/dose, por 7 dias OU Ganciclovir 500mg – Reconstituir 01 FA, diluir em 100mL SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato, EV, por 5 dias na semana, correr em 1 hora. Dose: 6mg/kg/dose Prevenção em receptores de transplante (EV): Ganciclovir 500mg – Reconstituir 01 FA, diluir em 100mL SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato, EV, de 12/12h, correr em 1 hora. Dose: 5mg/kg/dose, por 7 a 14 dias CMV congênito (Pediatria - neonatos e lactentes): Ganciclovir solução injetável 1mg/mL – Administrar __mL, EV, de 12/12h, correr em 1 hora, por 6 semanas. Dose: 6mg/kg/dose Infecção por CMV sintomática (Pediatria): Indução: Ganciclovir solução injetável 1mg/mL – Administrar __mL, EV, de 12/12h, correr em 1 hora, por 2 a 3 semanas (até resolução da viremia e dos sintomas). Dose: 5mg/kg/dose (pode ser aumentada para 7,5mg/kg/dose se necessário) Manutenção crônica: Ganciclovir solução injetável 1mg/mL – Administrar __mL, EV, de 24/24h, 5 a 7 dias por semana, duração indeterminada. Dose: 5mg/kg/dia Ajuste de Dose Insuficiência Renal Via Oral: ClCr (mL/min) Dose recomendada ≥ 70 1.000 mg (4 cápsulas) 3x/dia OU 500 mg (2 cápsulas) 6x/dia 50-69 1.500 mg 1x/dia OU 500 mg 3x/dia 25-49 1.000 mg 1x/dia OU 500 mg 2x/dia 10-24 500 mg 1x/dia < 10 500 mg 3x/semana após hemodiálise Via Intravenosa (Indução): ClCr (mL/min) Dose recomendada ≥ 70 5 mg/kg a cada 12h 50-69 2,5 mg/kg a cada 12h 25-49 2,5 mg/kg a cada 24h 10-24 1,25 mg/kg a cada 24h < 10 1,25 mg/kg 3x/semana após hemodiálise Via Intravenosa (Manutenção): ClCr (mL/min) Dose recomendada ≥ 70 5 mg/kg a cada 24h 50-69 2,5 mg/kg a cada 24h 25-49 1,25 mg/kg a cada 24h 10-24 0,625 mg/kg a cada 24h < 10 0,625 mg/kg 3x/semana após hemodiálise Contraindicações Hipersensibilidade ao ganciclovir, valganciclovir ou a qualquer componente da fórmula Neutropenia absoluta (contagem absoluta de neutrófilos < 500 céls./mm³) Trombocitopenia (contagem de plaquetas < 25.000 céls./mm³) Uso concomitante com imipenem-cilastatina (risco de convulsões) Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Uso só se o benefício justificar o risco. Uso na lactação: Uso com cautela Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Uso permitido, com cautela (ajustar dose conforme função renal) Efeitos Adversos Hematológicos: Neutropenia, anemia, trombocitopenia, pancitopenia Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia, anorexia, dor abdominal Neurológicos: Cefaleia, alterações comportamentais, confusão, psicose, convulsões, tremores, neuropatia periférica Renais: Nefrotoxicidade, aumento de creatinina Outros: Febre, exantema, prurido, flebite no local da infusão, alterações de transaminases Cuidados e Observações Administrar EV em 1 hora para prevenir toxicidade e flebite. Monitoramento obrigatório: Hemograma completo, incluindo contagem de plaquetas, em todos os pacientes (durante o tratamento) Função renal (creatinina sérica ou clearance de creatinina), especialmente em pacientes com alteração da função renal Monitoramento mais frequente em portadores de disfunção renal Manter hidratação adequada durante o uso EV. A via oral é indicada apenas para terapia de manutenção em pacientes com retinite por CMV estável ou para prevenção da doença por CMV. Cápsulas não devem ser partidas e devem ser ingeridas junto com a alimentação. O medicamento é teratogênico e carcinogênico em estudos animais — orientar contracepção durante e após o tratamento. Evitar uso concomitante com imipenem-cilastatina (risco de convulsões) e outros medicamentos mielossupressores. Em pacientes HIV positivos com coinfecção por CMV, a terapia de manutenção deve ser mantida até paciente estar em uso de TARV por pelo menos 6 meses, com CD4 adequado para a idade por pelo menos 6 meses. Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular e secreção tubular ativa). Não administrar por via intramuscular ou subcutânea devido ao pH alcalino da solução (pH 11). Isolamento de contato pode ser necessário em casos de infecção ativa por CMV. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Gentamicina Guia completo da Gentamicina : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano aminoglicosídeo Nomes comerciais: Hytamicina®, Gentamisan®, Gentamicin® Apresentações: Solução injetável 10 mg/mL – frasco-ampola com 1 mL Solução injetável 20 mg/mL – frasco-ampola com 1 mL Solução injetável 40 mg/mL – frasco-ampola com 1 mL Solução injetável 40 mg/mL (80 mg/2mL) – frasco-ampola com 2 mL Indicações: Sepse neonatal e pediátrica Septicemia Meningoencefalite Infecções do trato urinário (cistite, uretrite, pielonefrite) Corioamnionite Doença inflamatória pélvica Peritonite bacteriana Infecções respiratórias Infecções de pele, ossos e tecidos moles (incluindo queimaduras e feridas infectadas) Endocardite bacteriana (associada a outros antibióticos) Reconstituição, diluição e administração: Não requer reconstituição – solução pronta para uso. Diluição (AVP/CVC): Diluir a dose em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% . Tempo de infusão: 60 minutos (30 minutos a 2 horas, dependendo da condição clínica). Via IM: Administração IM profunda na região glútea (dividir dose em cada nádega se necessário). Uso inalatório: 20-40 mg 2-3x/dia, diluídos em SF 0,9% para volume aproximado de 2 mL. Uso subconjuntival: 10-20 mg por via subconjuntival ou dentro da cápsula de Tenon. Prescrição prática: Infecções moderadas (adulto 60kg): Gentamicina 40mg/mL (80mg/2mL) – 01 ampola + SF 0,9% 100mL, EV, de 24/24h, correr em 1 hora. Dose: 5-7mg/kg/dia Infecções graves (adulto 60kg): Gentamicina 40mg/mL (80mg/2mL) – 02 ampolas + SF 0,9% 100mL, EV, de 8/8h, correr em 1 hora. Dose: até 5mg/kg/dia Uretrite gonocócica: Gentamicina 40mg/mL – 240-280mg, IM profunda (dividir em cada nádega), dose única Endocardite bacteriana (adjuvante): Gentamicina 40mg/mL (80mg/2mL) – 01 ampola + SF 0,9% 100mL, EV, de 8/8h, correr em 1 hora. Associar com antibiótico beta-lactâmico Uso inalatório (adulto): Gentamicina 40mg/mL – 20-40mg + SF 0,9% qsp 2mL, inalação, 2-3x/dia Pediatria: Prematuros ou RN ≤ 1 semana: Gentamicina 20mg/mL – Administrar __mL, IM ou EV, de 12/12h. Dose: 2,5-3mg/kg/dose Lactentes e RN > 1 semana: Gentamicina 20mg/mL – Administrar __mL, IM ou EV, de 8/8h. Dose: 2,5mg/kg/dose Crianças e adolescentes: Gentamicina 40mg/mL – Administrar __mL + SF 0,9% 100mL, EV, de 8/8h, correr em 1 hora. Dose: 2-2,5mg/kg/dose Uso inalatório (pediátrico): Gentamicina 40mg/mL – 15-30mg + SF 0,9% qsp 2mL, inalação, 2-3x/dia Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 60 5-7 mg/kg a cada 24h (sem ajuste) 40-59 5-7 mg/kg a cada 36h 20-39 5-7 mg/kg a cada 48h < 20 Dose inicial completa; doses subsequentes conforme dosagem sérica Hemodiálise: Administrar dose após a diálise e monitorar níveis séricos. Contraindicações Hipersensibilidade à gentamicina ou outros aminoglicosídeos. Miastenia gravis (risco de bloqueio neuromuscular). Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C: Uso só se o benefício justificar o risco. Uso na lactação: Não recomendado Uso pediátrico: Uso a partir de qualquer idade Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Nefrotoxicidade: Lesão renal aguda (relacionada ao tempo de uso e doses cumulativas). Reversível com a suspensão da droga. Ototoxicidade: Perda auditiva e alterações vestibulares (pode ser irreversível). Mais frequente após 10 dias de uso. Bloqueio neuromuscular: Principalmente em pacientes com miastenia gravis ou uso de bloqueadores neuromusculares. Hipersensibilidade: Exantema, prurido, eosinofilia, anafilaxia. Outros: Náuseas, vômitos, neurite periférica, febre. Cuidados e Observações Monitoramento obrigatório: Níveis séricos de gentamicina (ideal: 2-12 mcg/mL); vale < 2 mcg/mL; pico 5-10 mcg/mL. Função renal (creatinina, BUN, depuração de creatinina) antes do início e periodicamente. Urinálise (proteinúria, cilindros, células). Função auditiva (audiogramas em pacientes de alto risco ou uso prolongado). Eletrólitos séricos. Características farmacológicas: Antibiótico concentração-dependente (ação ótima depende de atingir alta concentração). Efeito pós-antibiótico prolongado (ação residual mesmo abaixo da MIC). Essas características justificam a dosagem única diária , que reduz nefrotoxicidade. Penetração tecidual: Boa penetração na maioria dos tecidos. Baixa penetração em: SNC, próstata e pulmão. Contraindicações de uso: Não utilizar em abscessos ou coleções purulentas (aminoglicosídeos dependem de oxigênio para penetrar nas células bacterianas). Administração EV: Preferível em septicemia, choque e quando via IM não for praticável. Idosos: Ajustar dose conforme função renal. Maior risco de nefrotoxicidade e ototoxicidade. Terapia inalatória: Auxiliar da terapia sistêmica em infecções pulmonares graves. Uso sinérgico: Em infecções por gram-positivos, a gentamicina age como sinergista, potencializando a ação de beta-lactâmicos. Excreção: Predominantemente renal (praticamente não metabolizada). Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Levofloxacino Guia completo do Levofloxacino : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano - Quinolona Nomes comerciais: Levaquin, Tamiram, Alevo, Citanic, Lemiflox, Levaflox, Levotac, Levoxin, Livepax, Tavaflox, Tavagran, Tavok, Turf, Genérico (disponível na Rede SUS - variável conforme município) Apresentações: Comprimidos 250 mg, 500 mg, 750 mg Solução injetável 5 mg/mL - bolsa com 100 mL e 150 mL Indicações: Rinossinusite aguda Bronquiectasias Pneumonia comunitária Pneumonia hospitalar Celulite Pielonefrite aguda Osteomielite Infecções do trato respiratório superior e inferior Infecções de pele e tecido subcutâneo Infecções complicadas do trato urinário Reconstituição, diluição e administração: A solução injetável já vem pronta em bolsa de 100 mL ou 150 mL (5 mg/mL). Não requer diluição adicional . Administrar por infusão EV lenta (60 a 90 minutos) . Infusão rápida aumenta risco de hipotensão e reações adversas. Prescrição prática: Pneumonia comunitária (oral): Levofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 7 a 14 dias Levofloxacino 750mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 5 dias (regime curto) Rinossinusite aguda (oral): Levofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 10 a 14 dias Levofloxacino 750mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 5 dias Infecção de pele e tecido subcutâneo não complicada (oral): Levofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 7 a 10 dias Infecção de pele e tecido subcutâneo complicada (oral): Levofloxacino 750mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 7 a 14 dias Pielonefrite aguda (oral): Levofloxacino 250mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 10 dias Levofloxacino 750mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 5 dias (alternativa) Infecção do trato urinário não complicada (oral): Levofloxacino 250mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 3 dias Osteomielite (oral): Levofloxacino 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 6 semanas Levofloxacino 750mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, no mesmo horário, por 6 semanas (alternativa) Pneumonia comunitária (EV): Levofloxacino 5mg/mL (bolsa 100mL) – 01 bolsa, EV, correr em 60 a 90 minutos, 1x/dia, por 7 a 14 dias. Dose: 500mg/dia Levofloxacino 5mg/mL (bolsa 150mL) – 01 bolsa, EV, correr em 60 a 90 minutos, 1x/dia, por 5 dias. Dose: 750mg/dia (regime curto) Pneumonia hospitalar ou infecção complicada de pele (EV): Levofloxacino 5mg/mL (bolsa 150mL) – 01 bolsa, EV, correr em 60 a 90 minutos, 1x/dia, por 7 a 14 dias. Dose: 750mg/dia Rinossinusite aguda (EV): Levofloxacino 5mg/mL (bolsa 100mL) – 01 bolsa, EV, correr em 60 a 90 minutos, 1x/dia, por 10 a 14 dias. Dose: 500mg/dia Pielonefrite aguda (EV): Levofloxacino 5mg/mL (bolsa 50mL) – 01 bolsa, EV, correr em 60 minutos, 1x/dia, por 10 dias. Dose: 250mg/dia Osteomielite (EV): Levofloxacino 5mg/mL (bolsa 100mL) – 01 bolsa, EV, correr em 60 a 90 minutos, 1x/dia, por 6 a 12 semanas. Dose: 500mg/dia Pediatria: Não há estudos de segurança estabelecidos em população pediátrica. Uso não recomendado. Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose 500mg Dose 750mg > 50 500 mg 1x/dia 750 mg 1x/dia 20–50 500 mg 1x/dia (dose inicial), depois 250 mg 1x/dia 750 mg 1x/dia (dose inicial), depois 750 mg 48/48h 10–19 250 mg 1x/dia (dose inicial 500 mg) 500 mg 48/48h (dose inicial 750 mg) < 10 250 mg 48/48h (dose inicial 500 mg) 500 mg 48/48h (dose inicial 750 mg) Hemodiálise 500 mg 48/48h (administrar em dias de diálise) 500 mg 48/48h (administrar em dias de diálise) Contraindicações Hipersensibilidade ao levofloxacino, outras quinolonas ou a qualquer componente da fórmula. Histórico de tendinopatia associada ao uso de quinolonas. Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Uso só se o benefício justificar o risco. Uso na lactação: Uso não recomendado Uso pediátrico: Não há estudos de segurança estabelecidos (uso não recomendado) Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Musculoesqueléticos: Tendinite, ruptura de tendão (especialmente tendão de Aquiles), artralgia, mialgia Neurológicos: Cefaleia, tontura, insônia, confusão mental, delirium (especialmente em idosos), neuropatia periférica, convulsões (redução do limiar convulsivo) Cardiovasculares: Prolongamento do intervalo QT, arritmias, hipotensão Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, infecção por Clostridioides difficile Renais: Cristalúria (rara), insuficiência renal aguda Metabólicos: Hiperglicemia, hipoglicemia (especialmente em diabéticos) Dermatológicos: Fotossensibilidade, rash cutâneo Hepáticos: Elevação de transaminases Hematológicos: Leucopenia, trombocitopenia, eosinofilia Cuidados e Observações Administrar EV em 60 a 90 minutos para prevenir hipotensão e reações adversas. Manter hidratação adequada durante o tratamento para prevenir cristalúria. Suspender imediatamente se sinais de tendinite (dor, edema, inflamação em tendões) ou neuropatia periférica (parestesias, queimação, formigamento). Evitar exposição solar e uso de câmaras de bronzeamento devido ao risco de fotossensibilidade. Usar com extrema cautela em idosos devido ao risco aumentado de tendinopatias, delirium e alterações do estado mental. Monitorar ECG em pacientes com fatores de risco para prolongamento do intervalo QT (uso concomitante de antiarrítmicos, hipocalemia, bradicardia). Monitorar glicemia em pacientes diabéticos (risco de hiper ou hipoglicemia). Monitorar função renal durante o tratamento. Evitar em pacientes com histórico de convulsões ou fatores que reduzam o limiar convulsivo. Pode mascarar tuberculose : reduz carga bacilar em baciloscopias sem tratar adequadamente a infecção, aumentando resistência. Quinolonas respiratórias são alternativa à terapia dupla (betalactâmico + macrolídeo) em pneumonias, mas avaliar riscos individuais. Não associar com corticosteroides devido ao aumento significativo do risco de ruptura de tendão. Interações medicamentosas: Antiácidos contendo magnésio ou alumínio, suplementos de ferro, sucralfato (reduzem absorção - administrar com intervalo mínimo de 2 horas). Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular e secreção tubular). Informar ao paciente sobre necessidade de suspender o medicamento e procurar atendimento médico imediatamente se desenvolver dor, edema ou inflamação em tendões. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Linezolida Guia completo da Linezolida : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, grupos especiais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano - Oxazolidinona Nomes comerciais: Zyvox®, Adiloz®, Lizbi®, Lynoz®, Genérico (Rede SUS*) Apresentações: Comprimido revestido 600mg Solução para infusão 2mg/mL - bolsa com 300mL (pronta para uso) Indicações: Pneumonia hospitalar Pneumonia comunitária Infecção de pele e tecidos moles complicadas e não complicadas Infecção em pé diabético Erisipela Fasciíte necrosante Furúnculo e carbúnculo Mastite Osteomielite Infecções enterocócicas resistentes à vancomicina (VRE) Infecções por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) Infecções por gram-positivos multirresistentes Reconstituição, diluição e administração: A solução para infusão já vem pronta para uso em bolsa de 300mL (2mg/mL). Não é necessário reconstituir ou diluir . Administrar por infusão EV em 30 a 120 minutos . NÃO MISTURAR com outras medicações na mesma linha. Lavar a linha antes e depois da infusão com SF 0,9%. Prescrição prática: Adulto: Pneumonia hospitalar ou comunitária: Linezolida 600mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 10 a 14 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Linezolida 2mg/mL (bolsa 300mL) – Infundir 01 bolsa, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 10 a 14 dias Infecções de pele e tecidos moles (complicadas ou não): Linezolida 600mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 10 a 14 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Linezolida 2mg/mL (bolsa 300mL) – Infundir 01 bolsa, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 10 a 14 dias Infecções enterocócicas resistentes à vancomicina (VRE): Linezolida 600mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 14 a 28 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Linezolida 2mg/mL (bolsa 300mL) – Infundir 01 bolsa, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 14 a 28 dias Pediatria: < 5 anos (infecções não complicadas de pele): Linezolida 2mg/mL – Infundir __mL, EV, de 8/8h, correr em 60 minutos, por 10 a 14 dias. Dose: 10mg/kg/dose 5 a 11 anos (infecções não complicadas de pele): Linezolida 2mg/mL – Infundir __mL, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 10 a 14 dias. Dose: 10mg/kg/dose ≤ 11 anos (infecções complicadas, pneumonia, VRE): Linezolida 2mg/mL – Infundir __mL, EV, de 8/8h, correr em 60 minutos, por 10 a 14 dias. Dose: 10mg/kg/dose (máximo 600mg/dose) ≥ 12 anos: Linezolida 600mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 10 a 14 dias. Horários sugeridos: 08h, 20h Linezolida 2mg/mL (bolsa 300mL) – Infundir 01 bolsa, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos, por 10 a 14 dias Neonatos pré-termo (idade gestacional < 34 semanas): Linezolida 2mg/mL – Infundir __mL, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos. Dose: 10mg/kg/dose. A partir do 7º dia de vida, aumentar para de 8/8h, por 10 a 14 dias Ajuste de Dose Insuficiência Renal Não é necessário ajuste de dose na insuficiência renal. Hemodiálise Não é necessário ajuste de dose para pacientes em hemodiálise. Insuficiência Hepática Não é necessário ajuste de dose na insuficiência hepática. Contraindicações Hipersensibilidade à linezolida ou a qualquer componente da fórmula. Uso concomitante com inibidores da monoamina oxidase (IMAO) ou dentro de 2 semanas após descontinuação de IMAO. Pacientes com hipertensão arterial não controlada, feocromocitoma, tireotoxicose. Pacientes em uso de medicamentos serotoninérgicos (risco de síndrome serotoninérgica). Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Uso só se o benefício justificar o risco. Uso na lactação: Uso com cautela Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Cefaleia Descoloração da língua Exantema, prurido Mielossupressão: anemia, leucopenia, trombocitopenia (mais comum em terapia prolongada) Neuropatia periférica (mais comum em uso > 28 dias) Neuropatia óptica (mais comum em uso > 3 meses) Acidose láctica (raro, em terapia prolongada) Cuidados e Observações Linezolida é bacteriostática , portanto deve ser usada com cautela em infecções graves como endocardite, sepse e bacteremia. Evitar uso em infecções de corrente sanguínea quando possível, preferindo alternativas bactericidas. Realizar hemograma completo semanal , principalmente em: Pacientes com risco de sangramento Mielossupressão preexistente Uso > 2 semanas Uso concomitante de medicamentos que causam supressão medular Monitorar função visual e sensorial periférica em: Terapia estendida (≥ 3 meses) Novos sintomas neuropáticos ou visuais Considerar monitorar bicarbonato sérico e ácido lático em terapia prolongada ou disfunção renal. A plaquetopenia é reversível após descontinuação (recuperação em 1 a 2 semanas). A neuropatia pode ser irreversível em alguns casos, especialmente a neuropatia periférica. O comprimido não deve ser partido ou triturado . Não administrar por sonda nasogástrica/nasoenteral devido à perda do revestimento e alteração farmacocinética. Boa penetração tecidual, incluindo sistema nervoso central. Evitar alimentos ricos em tiramina durante o tratamento (queijos envelhecidos, vinho tinto, carnes processadas) pelo risco de crise hipertensiva. Disponível no SUS em alguns municípios como Componente Estratégico. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Meropenem Guia completo do Meropenem : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajuste renal, infusão estendida, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano - Carbapenêmico Nomes comerciais: Meronem®, Mepenox®, Meromax® Apresentações: Pó para solução injetável 500 mg Pó para solução injetável 1 g Pó para solução injetável 2 g (Meromax® - contraindicado < 18 anos) Indicações: Pneumonia hospitalar Antrax inalatório Abscesso perirrenal Cistite e pielonefrite Abscesso pancreático e perirretal Colangite e colecistite aguda Diverticulite Enterocolite neutropênica Pancreatite necrosante Peritonite bacteriana Aborto séptico e amnionite Fasciíte necrosante Infecção em ferida operatória e pós-trauma Infecção em grande queimado e pé diabético Meningoencefalite bacteriana Fibrose cística Neutropenia febril Septicemia Infecções complicadas de pele e estrutura da pele Infecções intra-abdominais (peritonite, apendicite complicada) Reconstituição, diluição e administração: Reconstituição: Injeção em bólus: Reconstituir cada 500 mg em 10 mL de água estéril para injeção Infusão EV: Reconstituir cada 500 mg em 10 mL de SF 0,9% ou SG 5% Diluição: Diluir a dose desejada em SF 0,9% ou SG 5%, obtendo concentração final de 1-20 mg/mL Administração: Bólus EV: Aproximadamente 5 minutos Infusão EV padrão: 15-30 minutos Infusão estendida (recomendada): 3-4 horas (33-25 mL/h em bomba de infusão) para manter concentração sérica acima do MIC por maior período, aumentando eficácia Prescrição prática: (adulto 60kg) Dose usual: Meropenem 500mg – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9%, diluir em 90mL de SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 3 horas Meropenem 1g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9%, diluir em 90mL de SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 3 horas Neutropenia febril: Meropenem 1g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9%, diluir em 90mL de SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 3 horas Meningite ou fibrose cística: Meropenem 2g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9%, diluir em 190mL de SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 3 horas Infecções por Pseudomonas aeruginosa: Meropenem 1g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9%, diluir em 90mL de SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 3 horas. Dose máxima: 6g/dia Infecções por multirresistentes (Acinetobacter, Pseudomonas, Burkholderia) em pacientes > 50kg: Meropenem 2g – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9%, diluir em 190mL de SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 3 horas Pediatria (3 meses a 12 anos): Meropenem 500mg – Reconstituir 01 FA em 10mL de SF 0,9%, diluir em __mL de SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 15 a 30 minutos. Dose: 10-40mg/kg/dose (máximo 120mg/kg/dia) Neutropenia febril pediátrica: 20mg/kg de 8/8h Meningite/fibrose cística pediátrica: 40mg/kg de 8/8h Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (EV) > 50 Dose usual sem ajuste 26-50 Dose usual a cada 12h 10-25 Metade da dose a cada 12h < 10 Metade da dose a cada 24h Hemodiálise intermitente 500mg a cada 24h, após a diálise CVVH (Hemofiltração) Dose de ataque de 1g, seguida de 500mg a cada 8h Contraindicações Hipersensibilidade ao meropenem, outros carbapenêmicos ou a qualquer componente da fórmula Meromax® 2g: contraindicado para menores de 18 anos Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B: Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Uso não recomendado Uso pediátrico: A partir de 3 meses (Meromax contraindicado < 18 anos) Uso em idosos: Uso permitido, com cautela (ajuste necessário devido ao comprometimento renal) Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Alteração do estado mental Crises convulsivas (risco menor comparado ao imipenem/cilastatina) Cefaleia Exantema Nefrotoxicidade Alterações hematológicas: granulocitopenia, trombocitopenia Hipersensibilidade Cuidados e Observações Infusão estendida recomendada: Realizar infusão de 3-4 horas para manutenção da concentração sérica acima do MIC por maior período, aumentando eficácia terapêutica Risco de convulsões: Meropenem apresenta menor risco neurológico comparado ao imipenem, especialmente em infecções do SNC, mas atenção em pacientes com lesão estrutural de sistema nervoso central Monitoramento: Funções renal e hepática devem ser monitoradas durante o tratamento Esquecimento de dose: Administrar tão logo se lembre, não administrar duas doses ao mesmo tempo Dados limitados: Os dados sobre segurança da administração de bólus de 2g (adultos) e 40mg/kg (pediátricos) são limitados Meningite: Excelente penetração no SNC com meninges inflamadas, sendo opção preferencial entre os carbapenêmicos Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular) Compatibilidade: Verificar incompatibilidades antes de administrar com outras medicações Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Metronidazol Guia completo do Metronidazol : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes hepáticos, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano (Derivado imidazólico) Nomes comerciais: Flagyl, Canderm, Endonidazol, Helmizol, Hidazol, Meflagin, Metronack, Metroniflex, Neo Metrodazol, Nidazofarma Apresentações: Comprimido simples: 250 mg, 400 mg Comprimido revestido: 250 mg, 400 mg Solução injetável: 5 mg/mL - bolsa ou frasco com 100 mL (500 mg/100 mL) Solução injetável: 5 mg/mL - frasco-ampola com 300 mL Indicações: Giardíase Amebíase intestinal Abcesso hepático amebiano Tricomoníase urogenital Vaginose bacteriana Sepse intra-abdominal Infecções por bactérias anaeróbias (Bacteroides fragilis, Fusobacterium sp., Clostridium sp., Eubacterium sp., cocos anaeróbios) Profilaxia cirúrgica em cirurgias abdominais Infecção por Clostridioides difficile Tétano (adjuvante) Reconstituição, diluição e administração: Apresentação em bolsa ou frasco pronto (500 mg em 100 mL de solução a 5 mg/mL). Não requer reconstituição ou diluição adicional . Administrar por infusão EV em 30 a 60 minutos . Velocidade de infusão: 5 mL/minuto . Compatível com AVP (Acesso Venoso Periférico) e CVC (Cateter Venoso Central). Prescrição prática: Giardíase: Metronidazol 250mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 5 dias Amebíase intestinal: Metronidazol 400mg – Tomar 01 comprimido (ou 250mg - 02 comprimidos), VO, de 6/6h, por 5 a 7 dias Abcesso hepático amebiano: Metronidazol 400mg – Tomar 01 comprimido (ou 250mg - 02 comprimidos), VO, de 6/6h, por 7 a 10 dias Tricomoníase: Metronidazol 400mg – Tomar 05 comprimidos, VO, dose única (total de 2g) Alternativa: Metronidazol 250mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias Alternativa: Metronidazol 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias Vaginose bacteriana: Metronidazol 400mg – Tomar 05 comprimidos, VO, em dose única no 1º e 3º dias Alternativa: Metronidazol 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias Infecções por bactérias anaeróbias (uso EV): Metronidazol 500mg/100mL (5mg/mL) – 01 bolsa/frasco, EV, de 8/8h, correr em 30 a 60 minutos Alternativa (dose única diária): Metronidazol 500mg/100mL (5mg/mL) – 03 bolsas/frascos (1.500 mg), EV, 1x/dia, correr em 60 minutos Profilaxia cirúrgica: Metronidazol 500mg/100mL (5mg/mL) – 03 bolsas/frascos (1.500 mg), EV, dose única 1 hora antes da cirurgia, correr em 60 minutos Infecção por Clostridioides difficile: Metronidazol 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 10 a 14 dias Pediatria (> 12 anos): Metronidazol suspensão 250mg/5mL – Administrar __mL, VO, de 8/8h, por 5 a 7 dias. Dose: 20-30mg/kg/dia divididos em 3 doses (máximo 2g/dia) Uso EV (< 12 anos): Metronidazol 500mg/100mL (5mg/mL) – Administrar __mL, EV, de 8/8h, correr em 30 a 60 minutos. Dose: 7,5mg/kg/dose (ou 22,5mg/kg/dia em dose única) Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Recomendação > 10 Não é necessário ajuste < 10 (sem diálise) Considerar redução de 50% da dose a cada 24h Hemodiálise Não é necessário ajuste de dose Insuficiência Hepática Hepatopatia grave: Reduzir a dose em 50% (administrar metade da dose habitual). Contraindicações Hipersensibilidade ao metronidazol ou outros derivados imidazólicos. Primeiro trimestre de gestação (uso controverso). Uso concomitante com álcool (risco de reação dissulfiram-like). Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Uso com cautela Uso pediátrico: A partir de 1 ano. Uso em idosos: Uso permitido, com cautela. Efeitos Adversos Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia, dor epigástrica, gosto metálico, anorexia. Neurológicos: Neuropatia periférica (uso prolongado), tontura, ataxia, cefaleia, parestesias, zumbido, convulsões. Hematológicos: Leucopenia, trombocitopenia, eosinofilia. Renais: Urina com coloração vermelho-escura (sem significado clínico). Dermatológicos: Rash cutâneo, prurido, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica (raro). Psiquiátricos: Confusão mental, alucinações, ideação suicida (raro). Hepáticos: Aumento de transaminases, hepatotoxicidade. Reação dissulfiram-like: Rubor facial, vômitos, taquicardia, cefaleia (quando associado ao álcool). Cuidados e Observações Reação dissulfiram-like: Orientar o paciente a evitar consumo de álcool durante o tratamento e até 1 dia após o término da medicação. Neuropatia periférica: Monitorar sinais de neuropatia (parestesias, ataxia, tontura). Descontinuar o uso se houver sinais de neurotoxicidade. Monitoramento hepático: Avaliar função hepática em pacientes com síndrome de Cockayne ou hepatopatia grave. Descontinuar se houver elevação significativa das enzimas hepáticas. Monitoramento hematológico: Hemograma completo em cursos prolongados ou repetidos de terapia. Cor da urina: Informar o paciente sobre a possibilidade de escurecimento da urina (sem significado clínico). Administração oral: Administrar após as refeições para melhor tolerância gastrointestinal. Comprimido revestido: Não partir ou triturar (perda do revestimento pode diminuir eficácia). Uso por sonda: Comprimido simples pode ser triturado; comprimido revestido não deve ser triturado. Boa penetração no SNC: Adequado para infecções do sistema nervoso central. Excreção: Predominantemente renal e biliar (metabolização hepática). Cobertura: Excelente contra anaeróbios, mas não cobre Gram-positivos aeróbios nem Gram-negativos aeróbios . Considerar associação com outro antimicrobiano em infecções polimicrobianas. Tratamento de parceiros: Em tricomoníase e vaginose bacteriana, tratar parceiros sexuais para prevenir reinfecção. Sinais vitais: Monitorar desidratação em uso prolongado. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Moxifloxacino Guia completo do Moxifloxacino : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano - Quinolona respiratória Nomes comerciais: Avalox®, Praiva®, Moxicris®, Neumosin® Apresentações: Comprimido revestido 400 mg Solução injetável 1,6 mg/mL – bolsa com 250 mL Solução oftálmica 5 mg/mL – frasco 5 mL Indicações: Exacerbação de bronquiectasia Exacerbação infecciosa de DPOC Pneumonia comunitária Otite média aguda Bronquite crônica Sinusite aguda Rinossinusite Infecção em pé diabético Infecção em úlcera vascular Doença inflamatória pélvica Abscesso pancreático Abscesso perirretal Pancreatite necrosante Peritonite bacteriana Infecções complicadas da pele e anexos Infecções intra-abdominais complicadas Reconstituição, diluição e administração: Apresentação EV: Bolsa pronta (não necessita reconstituição ou diluição). Administração EV: Infusão em 60 minutos . Administração VO: Tomar com ou sem alimentos. Comprimido: Não deve ser partido ou triturado. Prescrição prática: Pneumonia comunitária, exacerbação de DPOC, bronquite crônica (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 5 a 10 dias Sinusite aguda, rinossinusite (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 7 dias Infecções de pele não complicadas (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 7 dias Doença inflamatória pélvica não complicada (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 14 dias Infecções complicadas da pele e anexos (sequencial EV → VO): Moxifloxacino 250mL (400mg) – 01 bolsa, EV, 1x/dia, correr em 60 minutos, por 7 a 21 dias (duração total do tratamento sequencial) Infecções intra-abdominais complicadas (sequencial EV → VO): Moxifloxacino 250mL (400mg) – 01 bolsa, EV, 1x/dia, correr em 60 minutos, por 5 a 14 dias (duração total do tratamento sequencial) Pé diabético, úlcera vascular (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 7 a 21 dias Conjuntivite bacteriana (oftálmico): Moxifloxacino colírio 5mg/mL – Instilar 01 gota no(s) olho(s) afetado(s), 3x/dia, por 7 dias Pediatria: Não há estudos de segurança em população pediátrica para uso sistêmico. Uso sistêmico contraindicado. Ajuste de Dose Insuficiência Renal Não é necessário ajuste de dose para insuficiência renal. Hemodiálise Não é necessário ajuste de dose para pacientes em hemodiálise. Insuficiência Hepática Não é necessário ajuste de dose para insuficiência hepática leve a moderada. Contraindicações Hipersensibilidade ao moxifloxacino ou a outras quinolonas Gestação Lactação (uso sistêmico) Pacientes pediátricos (uso sistêmico) Prolongamento do intervalo QT congênito ou adquirido História de tendinopatia relacionada ao uso de quinolonas Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Contraindicado na gestação. Uso na lactação: Contraindicado (uso sistêmico). Muito Baixo Risco (uso oftálmico). Uso pediátrico: Contraindicado (uso sistêmico). A partir de 1 ano (uso oftálmico). Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Neurotoxicidade: vertigens, confusão mental, convulsões, redução do limiar convulsivo Articulares: ruptura de tendão, tendinopatias (especialmente tendão de Aquiles) Cardiovasculares: prolongamento do intervalo QT, ruptura de aneurisma de aorta Disglicemias: hipoglicemia e hiperglicemia Gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia, colite por Clostridium difficile Hipersensibilidade: exantema, prurido, eosinofilia, anafilaxia Hepatotoxicidade: elevação de transaminases Neuropsiquiátricos: delirium (especialmente em idosos) Cuidados e Observações Administrar EV em 60 minutos – não acelerar a infusão. Monitorar glicemia em pacientes diabéticos durante o tratamento. Reduz limiar convulsivo – usar com cautela em pacientes com epilepsia ou distúrbios do SNC. Aumenta risco de tendinopatia – orientar paciente a suspender o medicamento e procurar atendimento se houver dor, inchaço ou inflamação em tendões. Risco de ruptura de aneurisma de aorta – avaliar risco-benefício em pacientes idosos, hipertensos ou com história de aneurisma. Prolongamento do intervalo QT – evitar uso concomitante com outros medicamentos que prolongam QT; realizar ECG se necessário. Infecção por Clostridium difficile – considerar este diagnóstico se o paciente desenvolver diarreia durante ou após o tratamento. Pode reduzir carga bacilar em pacientes com tuberculose – importante diagnóstico diferencial em pneumonias; pode mascarar tuberculose e gerar resistência. Evitar exposição solar excessiva – risco de fotossensibilidade. Biodisponibilidade oral similar à venosa – facilita transição do tratamento hospitalar para ambulatorial. Considerar alternativas em pacientes com miastenia gravis (pode exacerbar sintomas). Excreção: Renal (20%) e hepatobiliar (25%); metabolização hepática (52%). Para uso oftálmico: manter a ponta do frasco longe do contato com qualquer superfície para evitar contaminação. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Oseltamivir Guia completo do Oseltamivir : indicações, apresentações, posologia oral, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antiviral (inibidor da neuraminidase viral dos tipos A e B de influenza) Nomes comerciais: Tamiflu®, Oselflu®, Uniflu®, Farmanguinhos Oseltamivir®, Globoflu®, Oselguard®, Genérico (disponibilidade variável na Rede SUS) Apresentações: Cápsulas 30 mg, 45 mg e 75 mg Indicações: Influenza A e B (gripe) Influenza na gestação Influenza em pacientes com fatores de risco para complicações Influenza em pacientes hospitalizados Profilaxia pós-exposição ao vírus influenza Influenza H1N1 Reconstituição, diluição e administração: Uso por sonda nasogástrica/nasoenteral: Permitido. Abrir a cápsula, diluir em 15 mL de água filtrada e administrar. Dificuldade de deglutição (crianças): A cápsula pode ser aberta e diluída em água para administração (procedimento permitido pela bula). Prescrição prática: Tratamento da gripe (adulto): Oseltamivir 75mg – Tomar 01 cápsula, VO, de 12/12h, por 5 dias Profilaxia da gripe (adulto): Oseltamivir 75mg – Tomar 01 cápsula, VO, 1x/dia, por 10 dias Pediatria (1-12 anos): Oseltamivir 30mg – Tomar 01 cápsula, VO, de 12/12h, por 5 dias. Indicado para crianças ≤ 15 kg Oseltamivir 45mg – Tomar 01 cápsula, VO, de 12/12h, por 5 dias. Indicado para crianças > 15 a 23 kg Oseltamivir cápsulas 75mg – Tomar __cápsulas, VO, de 12/12h, por 5 dias. Dose: > 23 a 40 kg: 60 mg/dose (usar cápsulas fracionadas ou diluídas); > 40 kg: 75 mg/dose Pediatria (< 1 ano): Oseltamivir 30mg – Abrir cápsula e diluir. Administrar __mL, VO, de 12/12h, por 5 dias. Dose: < 3 meses: 12 mg/dose; 3-5 meses: 20 mg/dose; 6-11 meses: 25 mg/dose. Preparar solução de 15 mg/mL Profilaxia da gripe (pediátrica): Doses conforme peso (metade da dose de tratamento), 1x/dia, por 10 dias Ajuste de Dose Insuficiência Renal (Adultos) Clearance de Creatinina Tratamento Profilaxia > 60 mL/min 75 mg VO 12/12h 75 mg VO 1x/dia 30-60 mL/min 30 mg VO 12/12h 30 mg VO 1x/dia 10-30 mL/min 30 mg VO 1x/dia 30 mg VO em dias alternados < 10 mL/min Não recomendado Não recomendado Hemodiálise 30 mg após cada sessão 30 mg após cada sessão alternada Insuficiência Hepática Não necessita ajuste de dose. Contraindicações Hipersensibilidade ao oseltamivir ou a qualquer componente da fórmula. Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B: Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Uso com cautela Uso pediátrico: A partir de qualquer idade (< 1 ano com doses específicas) Uso em idosos: Seguro Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Insônia, vertigens, cefaleia Alterações comportamentais (principalmente em crianças e adolescentes) Piora do controle glicêmico em diabéticos (< 1% dos casos) Raramente: psicose, convulsões Cuidados e Observações Monitoramento obrigatório: Sinais de comportamento anormal, especialmente em crianças e adolescentes. Melhor eficácia: Iniciar o tratamento no 1º ou 2º dia de aparecimento dos sintomas. Pacientes graves/hospitalizados: Iniciar o tratamento o mais rápido possível, mesmo após 48 horas do início dos sintomas. Profilaxia pós-exposição: Iniciar dentro de até 2 dias após a exposição. Disponibilidade no SUS: Medicamento disponível na Rede SUS (variável conforme município) - orientar o paciente sobre esse direito. Mecanismo de ação: Pró-fármaco que inibe a neuraminidase viral, impedindo a liberação e disseminação de partículas virais. Excreção: Predominantemente renal. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Oxacilina Guia completo da Oxacilina : indicações, apresentações, posologia endovenosa e intramuscular, reconstituição, diluição, cuidados clínicos e efeitos adversos. Informações: Classe: Penicilina antiestafilocócica (1ª geração) Nomes comerciais: Oxanon, Oxacilil Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 500 mg Indicações: Endocardite infecciosa por Staphylococcus aureus sensível à meticilina (MSSA) Infecção de cateter de dispositivo implantável (CDI) ou marca-passo Tromboflebite séptica de veia jugular Infecção em prótese ortopédica Piomiosite Erisipela Celulite e infecções de pele e partes moles Mastite Empiema pleural Pneumonia comunitária Pneumonia hospitalar Osteomielite Pioartrite Sepse por MSSA Meningite bacteriana por MSSA Reconstituição, diluição e administração: Reconstituição: Via IM: Reconstituir 500 mg em 2,7 mL de água para injetáveis Via EV: Reconstituir 500 mg em 5,0 mL de água para injetáveis ou SF 0,9% Diluição (infusão EV): Diluir o medicamento reconstituído em 50 a 100 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato Administração: Via IM: Aplicar profundamente em músculo grande (glúteo maior) Via EV direta: Administrar lentamente por cerca de 10 minutos Infusão EV: Administrar em 15 a 30 minutos, antes que o fármaco perca sua estabilidade na solução Prescrição prática: Infecções leves a moderadas (vias aéreas superiores, pele e tecidos moles): Oxacilina 500mg – Reconstituir 01 FA em 5mL de água para injetáveis ou SF 0,9%, EV direto em 10 min, de 4/4h ou de 6/6h Oxacilina 500mg – Reconstituir 01 FA em 5mL de água para injetáveis ou SF 0,9%, diluir em 50-100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV em 15-30 min, de 4/4h ou de 6/6h Infecções graves (vias aéreas inferiores, disseminadas, endocardite, osteomielite): Oxacilina 500mg – Reconstituir 02 FA em 5mL de água para injetáveis ou SF 0,9% cada, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV em 15-30 min, de 4/4h. Dose total: 2g/dose Endocardite infecciosa (válvula nativa): Oxacilina 500mg – Reconstituir 04 FA em 5mL de água para injetáveis ou SF 0,9% cada, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV em 15-30 min, de 4/4h, por 4 a 6 semanas. Dose total: 2g/dose Endocardite infecciosa (válvula prostética) - terapia tripla: Oxacilina 500mg – Reconstituir 04 FA em 5mL de água para injetáveis ou SF 0,9% cada, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV em 15-30 min, de 4/4h, por 6 a 8 semanas. Dose total: 2g/dose Associar: Gentamicina 1 mg/kg/dose EV de 8/8h por 2 semanas + Rifampicina 300 mg VO de 8/8h por 6 a 8 semanas Osteomielite: Oxacilina 500mg – Reconstituir 04 FA em 5mL de água para injetáveis ou SF 0,9% cada, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV em 15-30 min, de 4/4h, por 8 semanas. Dose total: 2g/dose Celulite ou erisipela: Oxacilina 500mg – Reconstituir 04 FA em 5mL de água para injetáveis ou SF 0,9% cada, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV em 15-30 min, de 4/4h, por 7 a 10 dias. Dose total: 2g/dose Pioartrite: Oxacilina 500mg – Reconstituir 04 FA em 5mL de água para injetáveis ou SF 0,9% cada, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV em 15-30 min, de 4/4h, por 4 semanas. Dose total: 2g/dose Pediatria (< 40 kg): Infecções leves a moderadas: Oxacilina 500mg – Reconstituir FA e administrar __mL, EV ou IM, de 6/6h. Dose: 50 mg/kg/dia divididos em 4 doses iguais Infecções graves: Oxacilina 500mg – Reconstituir FA, diluir em SF 0,9% ou SG 5%, EV em 15-30 min, de 4/4h ou de 6/6h. Dose: 100 mg/kg/dia (ou mais) divididos em 4 a 6 doses iguais Pediatria (≥ 40 kg): Seguir doses de adultos Ajuste de Dose Insuficiência Renal Não é necessário ajuste de dose Insuficiência Hepática Não é necessário ajuste de dose Contraindicações Hipersensibilidade à oxacilina, penicilinas ou a qualquer componente da fórmula História de reações alérgicas graves a betalactâmicos Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Seguro Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Seguro Efeitos Adversos Rash cutâneo (efeito adverso mais comum em crianças e adolescentes) Hepatotoxicidade (elevação de transaminases - TGO/TGP, hepatite colestática) Náuseas, vômitos, diarreia e desconforto abdominal Reações de hipersensibilidade (exantema, prurido, eosinofilia, anafilaxia) Leucopenia transitória Nefrite intersticial (raro) Tromboflebite no local da infusão Cuidados e Observações Monitorar função hepática: Realizar dosagens de TGO, TGP e bilirrubinas regularmente durante tratamento prolongado, especialmente em crianças e adolescentes Monitorar função renal e hematopoiética: Ureia, creatinina, hemograma completo (mínimo 1x/semana durante a terapia) Culturas e antibiograma: Colher hemoculturas e culturas apropriadas antes do início do tratamento e durante a terapia para guiar a antibioticoterapia Reações de hipersensibilidade: Vigiar sinais e sintomas de reações anafiláticas, principalmente na primeira dose Colite pseudomembranosa: Monitorar sinais e sintomas de diarreia associada a antibióticos Infusão EV: Administrar antes que o fármaco perca sua estabilidade na solução em uso Via IM: Reservada para situações em que a via EV não está disponível, devido à dor no local da aplicação Atividade apenas contra MSSA: A oxacilina é ineficaz contra Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Em caso de suspeita ou confirmação de MRSA, considerar vancomicina, daptomicina ou linezolida Mecanismo de resistência: A oxacilina inibe as penicilinases, responsáveis pela resistência à penicilina G Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular e secreção tubular) Recém-nascidos: Monitorar evidências clínico-laboratoriais de efeitos tóxicos ou adversos Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Penicilina G Benzatina Guia completo da Penicilina G Benzatina : indicações, apresentações, posologia, reconstituição, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano - Penicilina Nomes comerciais: Benzetacil, Bepeben, FURP-Benzilpenicilina Benzatina Apresentações: Pó para suspensão injetável: 600.000 UI e 1.200.000 UI Suspensão injetável: 300.000 UI/mL (frasco-ampola com 4 mL) Indicações: Sífilis primária, secundária e latente Sífilis congênita (pacientes assintomáticos) Faringoamigdalite estreptocócica (grupo A) Profilaxia de febre reumática Profilaxia de recorrências da coreia de Sydenham Glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica Bouba (infecção por Treponema) Pinta (infecção por Treponema) Bejel (sífilis endêmica) Infecções estreptocócicas de pele e tecidos moles (apenas quando apropriado) Reconstituição, diluição e administração: Bepeben: Reconstituir 600.000 UI em 3,6 mL de água para injetáveis Reconstituir 1.200.000 UI em 3,2 mL de água para injetáveis FURP-Benzilpenicilina Benzatina: Reconstituir 600.000 UI ou 1.200.000 UI em 5 mL de água para injetáveis Via: Intramuscular profunda no quadrante superior lateral da nádega Pediatria: Em lactentes e crianças pequenas, pode ser preferível a face lateral da coxa Redução da dor: Em crianças > 27 kg, pode-se adicionar 0,5 mL de lidocaína 2% sem vasoconstritor à solução final Prescrição prática: (adulto 60kg) Sífilis primária, secundária ou latente precoce: Penicilina G Benzatina 1.200.000 UI – Reconstituir 02 FA, aplicar 01 FA em cada nádega, IM, dose única (total 2.400.000 UI) Sífilis latente tardia ou terciária (exceto neurossífilis): Penicilina G Benzatina 1.200.000 UI – Reconstituir 02 FA, aplicar 01 FA em cada nádega, IM, 1x/semana, por 3 semanas (total 7.200.000 UI) Faringoamigdalite estreptocócica: Penicilina G Benzatina 1.200.000 UI – Reconstituir 01 FA, aplicar IM, dose única Profilaxia de febre reumática: Penicilina G Benzatina 1.200.000 UI – Reconstituir 01 FA, aplicar IM, a cada 4 semanas (considerar a cada 3 semanas em casos de múltiplas recorrências ou lesão valvar grave) Bouba, pinta ou bejel: Penicilina G Benzatina 1.200.000 UI – Reconstituir 01 FA, aplicar IM, dose única Pediatria (< 27 kg): Penicilina G Benzatina 600.000 UI – Reconstituir 01 FA, aplicar IM, dose única. Dose: 300.000-600.000 UI Pediatria (> 27 kg): Penicilina G Benzatina 1.200.000 UI – Reconstituir 01 FA, aplicar IM, dose única. Dose: 900.000 UI Sífilis congênita (< 2 anos, assintomáticos): Penicilina G Benzatina 600.000 UI – Reconstituir 01 FA, aplicar IM, dose única. Dose: 50.000 UI/kg Ajuste de Dose Insuficiência Renal Não é necessário ajuste de dose. Insuficiência Hepática Não é necessário ajuste de dose. Contraindicações Hipersensibilidade à penicilina ou a qualquer componente da fórmula Não usar via endovenosa - pode causar reações graves, incluindo parada cardiorrespiratória e morte Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Seguro Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Sem restrições Efeitos Adversos Locais: Dor no local da aplicação, enduração, abscessos estéreis, flebites Sistêmicos: Reações de hipersensibilidade: urticária, prurido, exantema, febre, eosinofilia, edema de Quincke, eritema nodoso, asma, rinite Anafilaxia e choque anafilático (raro, mas grave) Reação de Jarisch-Herxheimer: febre, cefaleia, mialgia, taquicardia, calafrios, hipotensão (geralmente nas primeiras 24h após administração em tratamento de infecções por espiroquetas) Cuidados e Observações NUNCA administrar por via endovenosa - pode causar embolia e morte Aplicar IM profunda em local adequado (quadrante superior lateral da nádega) Aspirar antes de injetar para garantir que não está em vaso sanguíneo Espectro limitado: A penicilina benzatina tem ação apenas contra espiroquetas e bactérias gram-positivas. Não é indicada como primeira escolha para infecções cutâneas comuns , apesar do uso frequente na prática Níveis séricos baixos: Mantém concentrações séricas baixas, porém prolongadas (até 4 semanas), sendo inadequada para infecções graves ou que necessitem altas concentrações do antibiótico Reação de Jarisch-Herxheimer: Orientar o paciente sobre possível febre e sintomas sistêmicos nas primeiras 24h após o tratamento de sífilis Pacientes com histórico de alergia à penicilina necessitam avaliação criteriosa ou dessensibilização quando o uso for absolutamente necessário Monitoramento: Em tratamentos prolongados, monitorar funções renal e hematopoiética regularmente Excreção: Predominantemente renal (90% em 4 horas) Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Penicilina G Cristalina Guia completo da Penicilina G Cristalina : indicações, apresentações, posologia intravenosa, reconstituição e diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano (Penicilina Natural) Nomes comerciais: Aricilina, Megapen Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 5.000.000 UI Frasco-ampola (pó liofilizado) 550.000 UI Frasco-ampola (pó liofilizado) 5.400.000 UI Frasco-ampola (pó liofilizado) 1.000.000 UI Indicações: Meningite por Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae Sífilis (neurossífilis e sífilis congênita) Endocardite por Streptococcus viridans e Erysipelotrix Infecções estreptocócicas graves (septicemia, empiema, pneumonia, pericardite) Difteria (terapia adjuvante à antitoxina) Leptospirose Actinomicose Infecções por Clostridium sp. (gangrena gasosa, tétano, botulismo) Infecções por Listeria monocytogenes Infecções por Pasteurella multocida Reconstituição, diluição e administração: Reconstituição: Aricilina: Reconstituir 5.000.000 UI em 10 mL de água para injetáveis Megapen: Reconstituir 550.000 UI em 2 mL de água para injetáveis OU 5.400.000 UI em 8,8 mL de água para injetáveis Diluição: Aricilina: Diluir a dose desejada em SF 0,9% ou SG 5%, obtendo concentração final de 50.000 UI/mL Megapen: Diluir a dose desejada em SF 0,9% ou SG 5%, obtendo volume final de 100 mL Administração: Infusão EV em 30-60 minutos (Aricilina) ou 60 minutos (Megapen) Via IM: Possível, mas menos utilizada em urgências Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções leves a moderadas: Penicilina G Cristalina 5.000.000 UI – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 4/4h, em 1 hora. Dose: 1.000.000-5.000.000 UI a cada 4-6h Meningite meningocócica ou pneumocócica: Penicilina G Cristalina 5.000.000 UI – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 2/2h, em 1 hora. Dose: 2.000.000 UI a cada 2h (total 24.000.000 UI/dia) Neurossífilis: Penicilina G Cristalina 5.000.000 UI – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 4/4h, em 1 hora. Dose: 3.000.000-4.000.000 UI a cada 4h (total 18.000.000-24.000.000 UI/dia), por 10-14 dias Endocardite por Erysipelotrix: Penicilina G Cristalina 5.000.000 UI – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 4/4h, em 1 hora. Dose: 2.000.000-3.400.000 UI a cada 4h (total 12.000.000-20.000.000 UI/dia), por 4-6 semanas Actinomicose (doença torácica ou abdominal): Penicilina G Cristalina 5.000.000 UI – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 6/6h, em 1 hora. Dose: 2.500.000-5.000.000 UI a cada 6h (total 10.000.000-20.000.000 UI/dia) Difteria: Penicilina G Cristalina 5.000.000 UI – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, em 1 hora. Dose: 1.000.000-1.500.000 UI a cada 12h (total 2.000.000-3.000.000 UI/dia), por 10-12 dias Tétano (terapia adjuvante): Penicilina G Cristalina 5.000.000 UI – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 6/6h, em 1 hora. Dose: 5.000.000 UI a cada 6h (total 20.000.000 UI/dia) Pediatria: Penicilina G Cristalina 5.000.000 UI – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em __mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 4/4h a 6/6h, em 1 hora. Dose: 100.000-250.000 UI/kg/dia dividida em 4-6 doses (dose máxima 24.000.000 UI/dia) Meningite em crianças: Dose: 250.000 UI/kg/dia dividida de 4/4h a 6/6h (máximo 24.000.000 UI/dia) Recém-nascidos (<7 dias, <2kg): Dose: 50.000 UI/kg/dia dividida de 12/12h Recém-nascidos (<7 dias, >2kg): Dose: 75.000 UI/kg/dia dividida de 8/8h Recém-nascidos (>7 dias, <2kg): Dose: 75.000 UI/kg/dia dividida de 8/8h Recém-nascidos (>7 dias, >2kg): Dose: 100.000 UI/kg/dia dividida de 6/6h Sífilis congênita: Dose: 200.000-300.000 UI/kg/dia (50.000 UI/kg a cada 4-6h), por 10-14 dias Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 50 Sem ajuste necessário 30-50 75% da dose habitual 10-29 1-4 milhões UI a cada 8-12h < 10 1-4 milhões UI a cada 12h Hemodiálise Administrar após a hemodiálise Contraindicações Hipersensibilidade à penicilina ou a qualquer componente da fórmula Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Seguro Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Sem restrições Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Reações de hipersensibilidade (urticária, prurido, exantema, febre) Eosinofilia, edema de Quincke, eritema nodoso Asma, rinite alérgica Anafilaxia (raro, mas potencialmente fatal) Reações locais: dor, enduração, flebite Anemia hemolítica (raro) Hipocalemia com alcalose metabólica (altas doses) Nefrite intersticial (raro) Reação de Jarisch-Herxheimer (nas primeiras 24h do tratamento de espiroquetoses) Cuidados e Observações Velocidade máxima de infusão do potássio: 0,25 mEq/kg/hora Monitorar concentração sérica de potássio e realizar ECG quando necessário Acompanhar funções hepática, renal e hematopoiética durante tratamento prolongado Pacientes com hipersensibilidade: Realizar dessensibilização quando uso de penicilina for absolutamente necessário (testes cutâneos de sensibilidade) Infecções estreptocócicas grupo A: Manter tratamento por no mínimo 10 dias para prevenir febre reumática Neurossífilis: Considerar terapia complementar com Penicilina Benzatina 2.400.000 UI semanal por 3 semanas após término da terapia EV Reação de Jarisch-Herxheimer: Possível nas primeiras 24h do tratamento de sífilis e outras espiroquetoses (febre, cefaleia, mialgia, taquicardia, hipotensão) Penetração no SNC: Excelente, especialmente útil em neurossífilis (macete: "Líquor é Cristalino") Excreção: Predominantemente renal (90% em 4h), necessário ajuste em insuficiência renal Sem ação contra: Staphylococcus aureus (usar oxacilina para MSSA) Evitar administração concomitante com aminoglicosídeos na mesma via Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Piperaciclina + Tazobactam Guia completo da Piperacilina + Tazobactam : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, infusão estendida, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano – Penicilina + Inibidor de beta-lactamase Nomes comerciais: Tazocin, Piperazam, Tazomaz, Pype, Pipta Apresentações: Frasco-ampola (pó) 2 g + 250 mg (2,25 g) Frasco-ampola (pó) 4 g + 500 mg (4,5 g) Indicações: Pneumonia comunitária Pneumonia hospitalar Empiema pleural Exacerbação aguda da fibrose cística Peritonite bacteriana Diverticulite Colecistite Colangite Pancreatite necrosante Abscesso perirretal Abscesso pancreático Abscesso hepático Abscesso pilonidal Fasciíte necrosante Infecção em ferida operatória Pielonefrite aguda Cistite Orquiepididimite Doença inflamatória pélvica (DIP) Aborto séptico Amnionite Endometrite pós-parto Abscesso esplênico Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 2,25 g em 10 mL de SF 0,9% ou SG 5% Reconstituir cada frasco-ampola de 4,5 g em 20 mL de SF 0,9% ou SG 5% Diluir em 50-150 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer Lactato Administrar por infusão EV lenta em 20-30 minutos (infusão convencional) ou 3-4 horas (infusão estendida) Infusão estendida recomendada: 3 a 4 horas (33 a 25 mL/hora em bomba de infusão) para melhor eficácia ao manter concentração sérica acima do MIC por maior período Prescrição prática: Adultos (peso 60 kg): Dose usual: Piperacilina + Tazobactam 4,5 g – Reconstituir 01 FA em 20 mL de SF 0,9%, diluir em 100 mL de SF 0,9%, EV, de 6/6h, correr em 3 horas Piperacilina + Tazobactam 4,5 g – Reconstituir 01 FA em 20 mL de SF 0,9%, diluir em 100 mL de SF 0,9%, EV, de 8/8h, correr em 3 horas Infecções graves ou Pseudomonas: Piperacilina + Tazobactam 4,5 g – Reconstituir 01 FA em 20 mL de SF 0,9%, diluir em 100 mL de SF 0,9%, EV, de 6/6h, correr em 3 horas. Dose total: 18 g/dia Pediatria: 2-12 anos com ≤ 40 kg: Piperacilina + Tazobactam suspensão – Administrar __mL, EV, de 8/8h. Dose: 112,5 mg/kg/dose (100 mg de Piperacilina + 12,5 mg de Tazobactam), correr em 30 minutos 2-12 anos com > 40 kg: Piperacilina + Tazobactam 4,5 g – Reconstituir 01 FA em 20 mL de SF 0,9%, diluir em 100 mL de SF 0,9%, EV, de 6/6h ou de 8/8h, correr em 30 minutos. Tratamento mínimo de 5 dias e máximo de 14 dias Neutropenia pediátrica (< 50 kg): Piperacilina + Tazobactam – Administrar __mL, EV, de 6/6h. Dose: 80 mg de Piperacilina + 10 mg de Tazobactam por kg/dose. Associar aminoglicosídeo Neutropenia pediátrica (> 50 kg): Piperacilina + Tazobactam 4,5 g – Reconstituir 01 FA em 20 mL de SF 0,9%, diluir em 100 mL de SF 0,9%, EV, de 6/6h, correr em 30 minutos Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada (EV) > 50 4,5 g a cada 6h ou 8h (sem ajuste) 40–50 4,5 g a cada 6h 20–40 4,5 g a cada 8h ou 3,375 g a cada 6h < 20 4,5 g a cada 12h ou 2,25 g a cada 6h Hemodiálise 2,25 g a cada 12h (ou 2,25 g a cada 8h para pneumonia nosocomial). Dose suplementar de 0,75 g após a diálise, se a dose normal não for programada logo após Contraindicações Hipersensibilidade à piperacilina, tazobactam, outras penicilinas ou a qualquer componente da fórmula Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B. Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Seguro Uso pediátrico: A partir de 3 meses Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Náuseas, vômitos, diarreia Cefaleia Exantema Mielossupressão (anemia, leucopenia, plaquetopenia) Neutropenia (reversível após descontinuação em 1-2 semanas) Hipopotassemia com alcalose metabólica Reações de hipersensibilidade Anemia hemolítica Trombocitopenia Cuidados e Observações Monitorar função renal, eletrólitos séricos e função hematopoiética durante o tratamento prolongado Atenção para ocorrência de superinfecção Se ocorrer erupção cutânea, monitorar efeitos no SNC A neutropenia é mais frequente em pacientes com terapêutica prolongada ou com alteração da função renal Infusão estendida (3-4 horas) é recomendada para melhor eficácia, mantendo concentração sérica acima do MIC por período prolongado Coordenar manejo perioperatório com cirurgião, anestesista e médico prescritor Perfil de ação: Primeira linha contra B. fragilis, E. coli (S), Klebsiella sp (S), M. morganii e P. aeruginosa Tem ação contra Pseudomonas aeruginosa e enterobactérias Não possui ação contra carbapenemases Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Polimixina B Guia completo da Polimixina B : indicações, apresentações, posologia intravenosa, intramuscular e intratecal, reconstituição, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano polipeptídico Nomes comerciais: Polixil B®, Bedfordpoly B®, Polytek B®, Polycid®, Spox® Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 500.000 unidades (50 mg) Indicações: Infecções do trato urinário por bacilos gram-negativos multirresistentes Meningite por bacilos gram-negativos (H. influenzae) Bacteremia por Aerobacter aerogenes Bacteremia por Klebsiella pneumoniae Infecções graves por Pseudomonas aeruginosa Infecções por Escherichia coli multirresistente Infecções por bactérias gram-negativas MDR, XDR e PDR Infecções hospitalares graves quando antimicrobianos de menor toxicidade são ineficazes ou contraindicados Infecções do trato respiratório inferior por gram-negativos multirresistentes Sepse por bacilos gram-negativos multirresistentes Reconstituição, diluição e administração: Via endovenosa (preferencial): Reconstituir cada frasco-ampola de 500.000 unidades conforme fabricante: Bedfordpoly B®, Polycid®, Spox®, Polixil B®: Adicionar 2 mL de água para injetáveis, SF 0,9% ou SG 5% Polytek B®: Adicionar 10 mL de SG 5% Polixil B®: Adicionar 10 mL de SF 0,9% Diluir em 300-500 mL de SG 5% ou SF 0,9% (Bedfordpoly B®, Polycid®, Polytek B®, Spox®) Diluir em 250-500 mL de SG 5% ou SF 0,9% (Polixil B®) Administrar por infusão EV contínua em 60-120 minutos Não infundir junto com aminoglicosídeos (risco de incompatibilidade) Via intramuscular: Reconstituir 500.000 unidades em 2 mL de água para injetáveis, SF 0,9%, hidrocloridrato de procaína 1% ou cloridrato de lidocaína 1% Administrar IM profundo, lentamente Via intratecal: Reconstituir 500.000 unidades em 2 mL de SF 0,9% e transferir para seringa com 8 mL de SF 0,9% (concentração final: 50.000 UI/10mL) Alternativamente (Polytek B®, Polixil B®): Reconstituir em 10 mL de SF 0,9% Administrar lentamente via intratecal Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções graves por gram-negativos MDR (EV): Polimixina B 500.000 UI – Reconstituir 01 FA, diluir em 300-500mL de SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 60-120 minutos. Dose de ataque: 25.000 UI/kg (1.500.000 UI). Dose de manutenção: 15.000-25.000 UI/kg/dia divididos de 12/12h (total: 900.000-1.500.000 UI/dia) Bacteremia, pneumonia ou ITU por gram-negativos MDR (EV): Polimixina B 500.000 UI – Reconstituir 02 FA, diluir em 400mL de SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 120 minutos. Dose: 750.000 UI de 12/12h (total: 1.500.000 UI/dia = 25.000 UI/kg/dia) Infecções graves por gram-negativos (IM): Polimixina B 500.000 UI – Reconstituir 01 FA em 2mL de procaína 1%, aplicar 01 FA IM, de 4/4h ou 6/6h. Dose: 25.000-30.000 UI/kg/dia (total: 1.500.000-1.800.000 UI/dia) Meningite bacteriana por gram-negativos (via intratecal): Polimixina B 500.000 UI – Reconstituir 01 FA em 2mL de SF 0,9%, transferir para seringa com 8mL de SF 0,9%, administrar 1mL (50.000 UI) via intratecal, 1x/dia, por 3-4 dias. Após: 50.000 UI 1x/dia por pelo menos 2 semanas após negativação das culturas do LCR e normalização da glicose Pediatria (< 40 kg): Polimixina B 500.000 UI – Reconstituir 01 FA, diluir em 300mL de SG 5%, EV, de 12/12h, correr em 60-90 minutos. Dose: 15.000-25.000 UI/kg/dia divididos de 12/12h Neonatos: Podem receber > 40.000 UI/kg/dia sem efeitos adversos significativos Via intratecal pediátrica: 2 anos: 50.000 UI 1x/dia por 3-4 dias, seguido de 50.000 UI 1x/dia por pelo menos 2 semanas após negativação das culturas < 2 anos: 20.000 UI 1x/dia por 3-4 dias OU 25.000 UI em dias alternados, seguido de 25.000 UI 1x/dia por pelo menos 2 semanas após negativação Ajuste de Dose Insuficiência Renal Não é necessário ajuste de dose para insuficiência renal segundo a maioria das referências. Porém, recomenda-se: Monitorar rigorosamente a função renal durante o tratamento Avaliar níveis plasmáticos do fármaco quando disponível Considerar uso de dose mínima (15.000 UI/kg/dia) em insuficiência renal grave Diálise Não é necessário ajuste para hemodiálise ou diálise peritoneal Contraindicações Hipersensibilidade à polimixina B ou qualquer componente da fórmula Miastenia gravis (contraindicação relativa - risco de bloqueio neuromuscular) Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Uso só se o benefício justificar o risco Uso na lactação: Risco não determinado Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Uso permitido, com cautela. Monitorar função renal rigorosamente e evitar em pacientes com comprometimento renal prévio Efeitos Adversos Nefrotoxicidade (efeito adverso mais importante) Bloqueio neuromuscular Neurotoxicidade (parestesias periorais, tontura, ataxia, confusão mental) Flebite no local da infusão Dor no local da aplicação intramuscular Reações de hipersensibilidade (rash cutâneo, febre medicamentosa) Broncoespasmo (raro) Cuidados e Observações Determinar função renal antes do início do tratamento e monitorar regularmente durante a terapia (creatinina, ureia, ClCr) Avaliar com cuidado pacientes com problemas renais e retenção de compostos nitrogenados Monitorar níveis plasmáticos do fármaco quando disponível Administrar EV em 60-120 minutos para reduzir toxicidade Manter hidratação adequada durante o tratamento Não misturar com aminoglicosídeos na mesma solução (incompatibilidade física e química) Observar sinais de bloqueio neuromuscular, especialmente em pacientes com miastenia gravis ou em uso de bloqueadores neuromusculares Via intramuscular é dolorosa - considerar uso de anestésico local na reconstituição Espectro de ação: Ativo contra bacilos gram-negativos, exceto Proteus sp. Bactérias gram-positivas são resistentes Ação bactericida por aumento da permeabilidade da membrana celular bacteriana Excreção: Predominantemente renal Uso reservado para infecções graves por gram-negativos multirresistentes quando outros antimicrobianos falharam ou são contraindicados Tipo de receituário: Receituário simples, em duas vias Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Sulfametoxazol + Trimetoprima Guia completo do Sulfametoxazol + Trimetoprima : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano antifolato (sulfonamida + diaminopirimidina) Nomes comerciais: Bactrim, Bacteracin, Bacfar, Bactropin, Espectroprima, Bactrim F, Bac-sulfitrin, Benectrin, Subtrax, Belfactrim, Taxbac, Sipul Apresentações: Comprimidos: 400mg + 80mg e 800mg + 160mg Suspensão oral: 40mg/mL + 8mg/mL (frascos de 50mL, 60mL e 100mL) e 80mg/mL + 16mg/mL (frasco de 100mL) Solução injetável: 80mg/mL + 16mg/mL (ampola com 5mL) Indicações: Infecção do trato urinário (cistite, bacteriúria assintomática, pielonefrite aguda) Prostatite bacteriana Pneumonia por Pneumocystis jirovecii (pneumocistose) Nocardiose Toxoplasmose cerebral (encefalite por Toxoplasma) Infecções de pele e partes moles (furúnculo, carbúnculo, abscessos) Exacerbação infecciosa de DPOC Coqueluche (Bordetella pertussis) Gastroenterite (Cyclospora, Isospora belli, Shigella) Infecções causadas por Stenotrophomonas maltophilia Reconstituição, diluição e administração: Via EV: Cada ampola de 5mL (400mg + 80mg) deve ser diluída em 75 a 125mL de SF 0,9%, SG 5%, SG 10% ou Ringer Lactato. Administração: Infusão EV lenta em 60 a 90 minutos. Proporção de diluição: 25 a 30mL de solução de infusão para cada 1mL do medicamento. Exemplo: 10mL (2 ampolas) + 250mL de SF 0,9% Prescrição prática: Cistite não complicada: Sulfametoxazol + Trimetoprima 400mg + 80mg – Tomar 02 comprimidos, VO, de 12/12h, por 3 a 5 dias. Horário sugerido: 08:00 / 20:00 Sulfametoxazol + Trimetoprima 800mg + 160mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 3 a 5 dias. Horário sugerido: 08:00 / 20:00 Pielonefrite aguda ou infecção urinária complicada: Sulfametoxazol + Trimetoprima 800mg + 160mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 a 14 dias. Horário sugerido: 08:00 / 20:00 Prostatite bacteriana: Sulfametoxazol + Trimetoprima 800mg + 160mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 14 dias. Horário sugerido: 08:00 / 20:00 Pneumonia por Pneumocystis jirovecii (tratamento): Sulfametoxazol + Trimetoprima 800mg + 160mg – Tomar 02 comprimidos, VO, de 6/6h, por 14 a 21 dias. Dose: 100mg/kg/dia (de SMX) + 20mg/kg/dia (de TMP) divididos de 6/6h. Horário sugerido: 06:00 / 12:00 / 18:00 / 00:00 Pneumocistose (tratamento EV - casos graves): Sulfametoxazol + Trimetoprima 80mg/mL + 16mg/mL – Administrar 10mL (02 ampolas) diluídos em 250mL de SF 0,9%, EV, de 6/6h, correr em 60-90 minutos. Dose: 100mg/kg/dia (de SMX) + 20mg/kg/dia (de TMP) divididos de 6/6h, por 14 a 21 dias Profilaxia de pneumocistose (em pacientes imunocomprometidos): Sulfametoxazol + Trimetoprima 400mg + 80mg – Tomar 02 comprimidos, VO, 3 vezes por semana (ex: segunda, quarta, sexta) ou 01 comprimido ao dia Nocardiose: Sulfametoxazol + Trimetoprima 800mg + 160mg – Tomar 02 a 03 comprimidos, VO, de 12/12h, por no mínimo 3 meses (pode chegar a 18 meses). Dose: 2.400-3.200mg/dia (de SMX) + 480-640mg/dia (de TMP) divididos de 12/12h Toxoplasmose cerebral (tratamento): Sulfametoxazol + Trimetoprima 800mg + 160mg – Tomar 02 comprimidos, VO, de 12/12h, por 6 semanas. Horário sugerido: 08:00 / 20:00 Diarreia por Cyclospora ou Isospora belli: Sulfametoxazol + Trimetoprima 400mg + 80mg – Tomar 02 comprimidos, VO, de 12/12h, por 7 a 14 dias. Horário sugerido: 08:00 / 20:00 Cancroide (Haemophilus ducreyi): Sulfametoxazol + Trimetoprima 800mg + 160mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 a 14 dias. Horário sugerido: 08:00 / 20:00 Gonorreia (alternativa em alergia): Sulfametoxazol + Trimetoprima 800mg + 160mg – Tomar 02 comprimidos + meio comprimido, VO, de 12/12h, por 1 único dia. Dose: 2.000mg + 400mg de 12/12h Exacerbação de DPOC: Sulfametoxazol + Trimetoprima 800mg + 160mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 5 a 7 dias. Horário sugerido: 08:00 / 20:00 Pediatria (≥ 2 meses): Sulfametoxazol + Trimetoprima suspensão oral 40mg/mL + 8mg/mL – Administrar __mL, VO, de 12/12h. Dose: 30mg/kg/dia (de SMX) + 6mg/kg/dia (de TMP) divididos de 12/12h. Dose máxima: 1.600mg + 320mg/dia Pneumocistose pediátrica (tratamento): 100mg/kg/dia (de SMX) + 20mg/kg/dia (de TMP) divididos de 6/6h, por 14 a 21 dias Profilaxia de pneumocistose pediátrica: 750mg/m²/dia (de SMX) + 150mg/m²/dia (de TMP) divididos de 12/12h, 3 dias consecutivos por semana Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Dose recomendada > 30 Dose usual (sem ajuste) 15–30 50% da dose usual < 15 Uso não recomendado Hemodiálise Administrar dose após a diálise. Considerar dose suplementar de 0,75g se a dose normal não estiver programada para após a hemodiálise Contraindicações Hipersensibilidade ao sulfametoxazol, trimetoprima, sulfonamidas ou a qualquer componente da fórmula Neonatos com menos de 6 semanas (risco de kernicterus) Anemia megaloblástica por deficiência de folato Insuficiência hepática grave Insuficiência renal grave (ClCr < 15 mL/min) Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Uso só se o benefício justificar o risco. Deve-se evitar o uso durante o último estágio da gravidez. Uso na lactação: Uso com cautela Uso pediátrico: A partir de 2 meses (contraindicado em < 6 semanas) Uso em idosos: Uso permitido, com cautela. Deve ser usado pelo menor tempo possível. Maior risco de efeitos adversos graves (hipercalemia, hiponatremia, trombocitopenia). Efeitos Adversos Comuns: Náuseas, vômitos, diarreia, anorexia, exantema cutâneo Hematológicos: Anemia, leucopenia, trombocitopenia, anemia megaloblástica Distúrbios hidroeletrolíticos: Hipercalemia (especialmente em idosos), hiponatremia, hipoglicemia Renais: Cristalúria, nefrotoxicidade, insuficiência renal aguda Graves: Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, reação de hipersensibilidade, hepatotoxicidade Cuidados e Observações Monitoramento obrigatório: Hemograma completo, potássio sérico, função renal, sinais de cristalúria, ingestão hídrica e diurese. Administrar com hidratação adequada para prevenir cristalúria. Kernicterus: Neonatos e prematuros apresentam alto risco de desenvolvimento de hiperbilirrubinemia e kernicterus quando expostos durante o período neonatal. Contraindicado em < 6 semanas. Distúrbios hidroeletrolíticos: Risco aumentado de hipercalemia, hiponatremia e hipoglicemia, especialmente em idosos e em terapêuticas prolongadas. Ajuste renal obrigatório: Para pacientes com ClCr < 30 mL/min. Ajuste hepático: Não é necessário ajuste específico, mas usar com cautela em insuficiência hepática. Uso no perioperatório: Recomenda-se coordenar o manejo do medicamento com cirurgião, anestesista e médico prescritor. Uso por sonda nasoenteral: Comprimido não deve ser triturado (causa obstrução da sonda). Usar suspensão oral, pausando a dieta antes e lavando a sonda após administração. Interações importantes: Pode aumentar níveis de warfarina, fenitoína, metotrexato e sulfoniluréias. Risco de hipercalemia com inibidores da ECA, diuréticos poupadores de potássio e AINEs. Excreção: Predominantemente renal (filtração glomerular e secreção tubular ativa). Duração mínima: Em infecções agudas, administrar por pelo menos 5 dias, ou até que o paciente esteja assintomático por no mínimo 2 dias. Reavaliação: Se a melhora clínica não for evidente após 7 dias de tratamento, o paciente deve ser reavaliado. Espectro de ação: Primeira linha para Nocardia sp., K. granulomatis, S. maltophilia. Alternativa para MRSA comunitário, enterobactérias, H. influenzae, entre outros. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Tigeciclina Guia completo da Tigeciclina : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Glicilciclina (derivado das tetraciclinas) Nomes comerciais: Tygacil®, Dugar®, Tyg®, Sengecil®, Kalyme® Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 50 mg Indicações: Infecções complicadas de pele e partes moles Infecções intra-abdominais complicadas Pneumonia adquirida na comunidade Infecções por bactérias gram-positivas multirresistentes (MRSA, VRE) Infecções por bactérias gram-negativas produtoras de ESBL Infecções por Enterobactérias produtoras de KPC Infecções por Enterobactérias produtoras de MBL (metalo-beta-lactamase) Infecções polimicrobianas complexas Infecções em pacientes com múltiplas comorbidades e falha terapêutica prévia Reconstituição, diluição e administração: Reconstituir cada frasco-ampola de 50 mg em 5,3 mL de SF 0,9% ou SG 5% (concentração final de 10 mg/mL). Diluir a dose calculada em SF 0,9% ou SG 5% para um volume final de 100 mL . Administrar por infusão EV lenta de 30 a 60 minutos . Infusão rápida aumenta risco de flebite e náuseas. Prescrição prática: Dose de ataque: Tigeciclina 50mg – Reconstituir 02 FA em 5,3mL de SF 0,9% cada, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, dose única. Correr em 30 a 60 minutos. Dose: 100mg Dose de manutenção: Tigeciclina 50mg – Reconstituir 01 FA em 5,3mL de SF 0,9%, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, por 5 a 14 dias. Correr em 30 a 60 minutos. Dose: 50mg Infecções graves (insuficiência hepática Child-Pugh C): Tigeciclina 50mg – Reconstituir 01 FA em 5,3mL de SF 0,9%, diluir em 100mL SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h. Correr em 30 a 60 minutos. Dose: 25mg (redução de 50%) Pediatria: Não há estudos de segurança em população pediátrica. Uso não recomendado em menores de 18 anos . Ajuste de Dose Insuficiência Renal Não é necessário ajuste de dose para insuficiência renal. Não é necessário ajuste de dose para pacientes em hemodiálise ou diálise peritoneal. Insuficiência Hepática Classificação Child-Pugh Dose recomendada Child-Pugh A ou B Sem ajuste necessário Child-Pugh C Dose de ataque: 100 mg; Manutenção: 25 mg EV de 12/12h Contraindicações Hipersensibilidade à tigeciclina ou a qualquer componente da fórmula. Hipersensibilidade conhecida às tetraciclinas. Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria D. Uso aceito apenas em situações graves ou sem alternativas seguras. Uso na lactação: Uso não recomendado Uso pediátrico: Contraindicado em menores de 18 anos (risco de alteração dentária e retardo no desenvolvimento ósseo) Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Náuseas (26-29%), vômitos (18-20%), diarreia (12-15%) Flebite no local da infusão (correr lentamente em 30-60 minutos) Hiponatremia (2% dos casos) Aumento de transaminases hepáticas (ALT, AST) Aumento de amilase e lipase sérica Pancreatite aguda (rara, mas potencialmente grave) Reações de hipersensibilidade (rash, prurido) Colite pseudomembranosa por Clostridioides difficile Redução de plaquetas, eritrócitos, leucócitos (uso prolongado) Alteração do esmalte dentário e retardo no desenvolvimento ósseo em crianças Aumento da mortalidade em estudos (especialmente em pacientes graves e ventilados) Cuidados e Observações Administrar EV em 30 a 60 minutos para prevenir flebite e náuseas. Atenção: Estudos demonstraram aumento da mortalidade com tigeciclina em pacientes graves, especialmente com pneumonia associada à ventilação mecânica. Deve ser reservada para situações em que não há alternativas terapêuticas. Monitorar testes de função hepática regularmente, sobretudo em pacientes com disfunção hepática preexistente ou sob uso prolongado. Monitorar parâmetros de coagulação sanguínea , incluindo fibrinogênio, antes do início e durante a terapia. Avaliar sinais e sintomas de pancreatite aguda (dor abdominal intensa, náuseas, vômitos, aumento de amilase e lipase). Realizar antibiograma para avaliar sensibilidade e guiar tratamento, especialmente em infecções graves. Avaliar estado gestacional antes do início do tratamento. Monitorar sinais de reações de hipersensibilidade , especialmente em pacientes com histórico de alergia a tetraciclinas. Observar evolução de microrganismos resistentes durante o tratamento. Investigar presença de diarreia como indicativo de possível colite pseudomembranosa. Monitorar função renal apesar de não necessitar ajuste. Avaliar efeitos adversos hematológicos (redução de plaquetas, eritrócitos, leucócitos), especialmente se uso prolongado. Sem ação contra: Pseudomonas spp., Proteus spp. e Chlamydia spp. Espectro de ação amplo: Inclui MRSA, MRSE, VRE (sensíveis à vancomicina), enterobactérias produtoras de ESBL, KPC e MBL, anaeróbios, atípicos. Excreção: Predominantemente biliar/fecal (59%), renal (33%). Duração do tratamento: 5 a 14 dias , conforme resposta clínica e gravidade da infecção. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Teicoplanina Guia completo da Teicoplanina : indicações, apresentações, posologia, diluição, ajustes renais, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Glicopeptídeo Nomes comerciais: Targocid®, Bactomax®, Teiconin®, Toplanina®, Teiplan®, Genérico Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 200 mg + ampola diluente 3 mL (Targocid®, Bactomax®, Teiplan®) Frasco-ampola (pó liofilizado) 200 mg (Teiconin®, Genérico) Frasco-ampola (pó liofilizado) 400 mg + ampola diluente 3 mL (Targocid®, Bactomax®, Teiplan®) Frasco-ampola (pó liofilizado) 400 mg (Teiconin®, Toplanina®, Genérico) Indicações: Erisipela Fasciíte necrosante Furúnculo e carbúnculo Infecção em ferida operatória Infecção em pé diabético Infecção em grande queimado Mastite Septicemia Empiema pleural Exacerbação aguda de fibrose cística Pneumonia comunitária Pneumonia hospitalar Artrite séptica Bursite séptica Infecção em prótese ortopédica Osteomielite Piomiosite Colite pseudomembranosa (via oral) Infecções urinárias Peritonite associada à diálise peritoneal crônica Profilaxia em cirurgias dental e ortopédica Uropatia obstrutiva pós-transplante renal Infecções de pele e partes moles (IPPMS) por MRSA Neutropenia febril Reconstituição, diluição e administração: Reconstituição: Reconstituir 200 mg ou 400 mg em 3 mL de diluente próprio ou água para injetáveis Diluição para infusão EV intermitente: Diluir 200 mg ou 400 mg em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5% Concentração final: 10 mg/mL (200 mg em 100 mL) ou 4 mg/mL (400 mg em 100 mL) Administração: EV direta: 3-5 minutos EV intermitente: 30-60 minutos IM: Administração direta após reconstituição Prescrição prática: (adulto 60kg) Infecções por gram-positivos (leves a moderadas): Teicoplanina 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, por 3 doses (dose de ataque). Correr em 30-60min Teicoplanina 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 24/24h (dose de manutenção). Correr em 30-60min Teicoplanina 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, aplicar 01 ampola, IM, de 24/24h (dose de manutenção) Septicemia, infecções osteoarticulares, endocardite, pneumonias graves: Teicoplanina 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, por 3 a 8 doses (dose de ataque, prolongar conforme gravidade). Correr em 30-60min Teicoplanina 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 24/24h (dose de manutenção). Correr em 30-60min Profilaxia de endocardite (cirurgia dental com doença valvular): Teicoplanina 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, dose única no momento da indução anestésica. Correr em 30-60min Profilaxia em cirurgia ortopédica e vascular: Teicoplanina 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, dose única no momento da indução anestésica. Correr em 30-60min Diarreia por Clostridium difficile: Teicoplanina 200mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, tomar __mL, VO, de 12/12h, por 7 a 14 dias Pacientes > 85 kg: Calcular 6 mg/kg por dose Queimaduras graves ou endocardite por S. aureus: Manutenção até 12 mg/kg/dia Pediatria (RN < 2 meses): Teicoplanina 200mg ou 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 24/24h. Correr em 30min. Dose: 16 mg/kg no D1 como dose única de ataque; a partir do D2: 8 mg/kg/dia de 24/24h Pediatria (≥ 2 meses até 12 anos): Teicoplanina 200mg ou 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, por 3 doses. Correr em 30min. Dose: 10 mg/kg/dose (dose de ataque) Teicoplanina 200mg ou 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV ou IM, de 24/24h. Correr em 30min. Dose: 6-10 mg/kg/dia (dose de manutenção) Pediatria (> 12 anos): Teicoplanina 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 12/12h, por 3 a 5 doses (dose de ataque). Correr em 30min. Dose: 6-12 mg/kg/dose Teicoplanina 400mg – Reconstituir 01 FA em 3mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9% ou SG 5%, EV, de 24/24h (dose de manutenção). Correr em 30min. Dose: 6-12 mg/kg/dose Ajuste de Dose Insuficiência Renal ClCr (mL/min) Ajuste de dose > 50 Não ajusta 40-60 Administrar 50% da dose inicial a cada 24h OU 100% da dose inicial a cada 48h < 40 1/3 da dose inicial OU 100% da dose inicial a cada 72h < 30 6-12 mg/kg a cada 48h < 10 6-12 mg/kg a cada 72h Observações: Em pacientes com insuficiência renal, a diminuição da dose não é necessária até o 4º dia de tratamento Após o 4º dia, ajustar conforme tabela acima Manter concentração sérica de pelo menos 10 mg/L Contraindicações Hipersensibilidade à teicoplanina ou a qualquer componente da fórmula Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria B: Uso com cautela quando necessário. Uso na lactação: Seguro Uso pediátrico: Qualquer idade Uso em idosos: Seguro Efeitos Adversos Reações cutâneas (exantema, prurido) Náuseas, vômitos, diarreia Nefrotoxicidade (principalmente em uso concomitante com outros nefrotóxicos) Ototoxicidade (zumbido, hipoacusia) Leucopenia, trombocitopenia, eosinofilia Alterações hepáticas (elevação de transaminases) Reações de hipersensibilidade Síndrome do Homem Vermelho (relacionada ao tempo de infusão) Cuidados e Observações Não utilizar para infecções do SNC: Teicoplanina NÃO tem penetração adequada no sistema nervoso central , portanto está contraindicada para meningoencefalites Uso em endocardite: Apesar de constar em algumas indicações, teicoplanina não é primeira escolha para endocardite (preferir vancomicina) Administrar EV em 30-60 minutos para prevenir reações infusionais A Síndrome do Homem Vermelho está relacionada ao tempo de infusão rápida Teicoplanina apresenta menos efeitos adversos que vancomicina Monitorar: função renal, função auditiva, hemograma completo, função hepática Hidratação adequada durante o tratamento Em regime de alta dose ou uso concomitante com medicamentos nefrotóxicos, intensificar monitoramento renal Espectro de ação: Gram-positivos, incluindo MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) e SCN (Staphylococcus coagulase-negativo) resistentes Perfil de primeira linha (++): E. faecalis (VS), S. epidermidis (MR), Staph coag-neg (MR), Viridans Strep Perfil alternativa (+): Arcanobacter sp., C. jeikeium, Clostridium sp., P. acnes, Peptostreptococci, S. aureus MRSA, S. aureus MSSA, S. epidermidis (MS), S. lugdunensis, S. saprophyticus, Staph coag-neg (MS), Strep. agalactiae gp (B), Strep. anginosis gp, Strep. gp C,F,G, Strep. pneumoniae, Strep. pyogenes gp (A) Mecanismo de ação: Interfere na biossíntese da parede celular bacteriana Eliminação: Via renal por filtração glomerular (não metabolizado); mais de 80% eliminado em 24 horas como droga ativa Receituário: Receituário simples, em duas vias Não precisa ser suspenso antes de procedimento cirúrgico Incompatibilidades: Não infundir junto com aminoglicosídeos Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos Vancomicina Guia completo da Vancomicina : indicações, apresentações, posologia endovenosa e oral, diluição, ajustes renais, protocolo de vancocinemia, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Glicopeptídeo Nomes comerciais: Vancocina CP®, Novamicin®, Vancotrat®, Vancoson®, Hicovan® Apresentações: Frasco-ampola (pó liofilizado) 500 mg Frasco-ampola (pó liofilizado) 1.000 mg Indicações: Infecções graves por estafilococos resistentes à meticilina (MRSA) Infecções por estafilococos coagulase-negativa (SCN) resistentes Endocardite infecciosa Infecção de corrente sanguínea (bacteremia/sepse) Osteomielite Infecções de pele e partes moles (celulites, erisipelas, abscesso) Meningoencefalite bacteriana Neutropenia febril Profilaxia de endocardite em procedimentos cirúrgicos (pacientes alérgicos à penicilina) Colite pseudomembranosa por Clostridioides difficile (via oral) Reconstituição, diluição e administração: Reconstituição: 500 mg em 10 mL de água para injetáveis 1.000 mg em 20 mL de água para injetáveis Diluição recomendada: 10 mL da solução reconstituída + 100 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato (concentração final 4-5 mg/mL) 20 mL da solução reconstituída + 180-230 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato (concentração final 4-5 mg/mL) Pacientes com restrição de líquidos: 10 mL da solução reconstituída + 40 mL de diluente (concentração final 10 mg/mL) Administração: Infusão EV lenta, mínimo de 60 minutos Velocidade máxima de infusão: 10 mg/minuto Prescrição prática: Dose usual (adulto 60kg): Vancomicina 500mg – Reconstituir 01 FA em 10mL de água para injetáveis, diluir em 100mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato, EV, de 6/6h, correr em 60 minutos. Dose: 500mg (8,3mg/kg/dose) Vancomicina 1.000mg – Reconstituir 01 FA em 20mL de água para injetáveis, diluir em 200mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato, EV, de 12/12h, correr em 60 minutos. Dose: 1.000mg (16,6mg/kg/dose) Dose de ataque (infecções graves): Vancomicina 1.500mg – Reconstituir 03 FA de 500mg, diluir em 250mL de SF 0,9%, EV, dose única, correr em 90-120 minutos. Dose: 25-30mg/kg Profilaxia de endocardite (procedimentos do TGI ou TU): Vancomicina 1.000mg – Reconstituir 01 FA em 20mL de água para injetáveis, diluir em 200mL de SF 0,9%, EV, dose única 30 minutos antes do procedimento, correr em 120 minutos Colite pseudomembranosa por C. difficile (via oral - off-label): Vancomicina 125mg – Diluir conteúdo da ampola EV em água mineral, administrar __mL, VO, de 6/6h, por 10 dias. Dose: 500-2000mg/dia divididos Pediatria (< 40kg): Vancomicina 250mg – Reconstituir conforme orientação, diluir em 100mL de SF 0,9%, EV, de 6/6h a 12/12h, correr em 60 minutos. Dose: 10-20mg/kg/dose (máximo 2g/dia) 1ª semana de vida: 15mg/kg dose de ataque, seguida de 10mg/kg de 12/12h 2ª semana até 1 mês: 15mg/kg dose de ataque, seguida de 10mg/kg de 8/8h > 1 mês a 12 anos: 10mg/kg de 6/6h OU 20mg/kg de 12/12h Ajuste de Dose Insuficiência Renal Ajuste necessário para TFG < 50 mL/minuto. Dose ideal guiada por vancocinemia (dosagem sérica). ClCr (mL/min) Dose recomendada > 50 Dose usual (sem ajuste) 25-50 Ajustar conforme vancocinemia 10-25 Ajustar conforme vancocinemia < 10 Ajustar conforme vancocinemia Hemodiálise Dose após a diálise, conforme vancocinemia Protocolo de Vancocinemia Coleta: Antes da 4ª dose (vale sérico) Meta terapêutica: 15-20 mg/L (infecções graves: 15-20 mg/L; endocardite/osteomielite: alvo maior) Resultado (mg/L) Conduta < 10 Aumentar dose diária em 50% 10-14 Aumentar dose diária em 25% 15-20 Manter dose prescrita (ALVO) 21-25 Reduzir dose diária em 25% > 25 SUSPENDER DOSE IMEDIATA → Coletar nova vancocinemia em 12h → Se > 20: aguardar nova coleta 12h → Se < 20: reiniciar com redução de 50% da dose Monitoramento: Pacientes hemodinamicamente estáveis: 1x/semana Pacientes hemodinamicamente instáveis: diariamente Contraindicações Hipersensibilidade à vancomicina ou a qualquer componente da fórmula Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Uso só se o benefício justificar o risco. Uso na lactação: Uso não recomendado Uso pediátrico: Qualquer idade (dose ajustada conforme idade) Uso em idosos: Uso permitido, com cautela (maior risco de nefrotoxicidade e ototoxicidade) Efeitos Adversos Nefrotoxicidade: Insuficiência renal aguda (especialmente com infusão rápida ou uso concomitante de aminoglicosídeos) Ototoxicidade: Zumbido, hipoacusia, perda auditiva (geralmente irreversível) Síndrome do Homem Vermelho: Rash difuso, rubor, prurido, hipotensão (relacionada à infusão rápida < 60 minutos) Hematológico: Leucopenia, trombocitopenia, eosinofilia Gastrointestinal: Náuseas, vômitos Flebite: No local da infusão Cuidados e Observações INFUSÃO OBRIGATÓRIA EM MÍNIMO 60 MINUTOS para prevenir Síndrome do Homem Vermelho e nefrotoxicidade. Velocidade máxima: 10 mg/minuto. Monitorar função renal periodicamente (creatinina, ureia). Monitorar função auditiva em pacientes de risco (idosos, uso prolongado, doses altas). Monitorar hemograma completo. Vancocinemia é essencial para ajuste de dose e prevenção de toxicidade ou subdosagem. Evitar uso concomitante com aminoglicosídeos, anfotericina B e outros nefrotóxicos sempre que possível. Em caso de extravasamento, pode causar necrose tecidual. Para uso oral (colite por C. difficile ): reconstituir ampola EV e diluir em água mineral (formulação oral não disponível no Brasil). Duração mínima de tratamento: 48-72 horas após cessação da febre ou erradicação bacteriana. Excreção: Renal (filtração glomerular), mais de 80% como droga ativa. Ajuste renal: Sim Ajuste hepático: Não Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos