Moxifloxacino Guia completo do Moxifloxacino : indicações, apresentações, posologia oral e intravenosa, diluição, efeitos adversos e cuidados clínicos. Informações: Classe: Antimicrobiano - Quinolona respiratória Nomes comerciais: Avalox®, Praiva®, Moxicris®, Neumosin® Apresentações: Comprimido revestido 400 mg Solução injetável 1,6 mg/mL – bolsa com 250 mL Solução oftálmica 5 mg/mL – frasco 5 mL Indicações: Exacerbação de bronquiectasia Exacerbação infecciosa de DPOC Pneumonia comunitária Otite média aguda Bronquite crônica Sinusite aguda Rinossinusite Infecção em pé diabético Infecção em úlcera vascular Doença inflamatória pélvica Abscesso pancreático Abscesso perirretal Pancreatite necrosante Peritonite bacteriana Infecções complicadas da pele e anexos Infecções intra-abdominais complicadas Reconstituição, diluição e administração: Apresentação EV: Bolsa pronta (não necessita reconstituição ou diluição). Administração EV: Infusão em 60 minutos . Administração VO: Tomar com ou sem alimentos. Comprimido: Não deve ser partido ou triturado. Prescrição prática: Pneumonia comunitária, exacerbação de DPOC, bronquite crônica (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 5 a 10 dias Sinusite aguda, rinossinusite (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 7 dias Infecções de pele não complicadas (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 7 dias Doença inflamatória pélvica não complicada (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 14 dias Infecções complicadas da pele e anexos (sequencial EV → VO): Moxifloxacino 250mL (400mg) – 01 bolsa, EV, 1x/dia, correr em 60 minutos, por 7 a 21 dias (duração total do tratamento sequencial) Infecções intra-abdominais complicadas (sequencial EV → VO): Moxifloxacino 250mL (400mg) – 01 bolsa, EV, 1x/dia, correr em 60 minutos, por 5 a 14 dias (duração total do tratamento sequencial) Pé diabético, úlcera vascular (oral): Moxifloxacino 400mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 7 a 21 dias Conjuntivite bacteriana (oftálmico): Moxifloxacino colírio 5mg/mL – Instilar 01 gota no(s) olho(s) afetado(s), 3x/dia, por 7 dias Pediatria: Não há estudos de segurança em população pediátrica para uso sistêmico. Uso sistêmico contraindicado. Ajuste de Dose Insuficiência Renal Não é necessário ajuste de dose para insuficiência renal. Hemodiálise Não é necessário ajuste de dose para pacientes em hemodiálise. Insuficiência Hepática Não é necessário ajuste de dose para insuficiência hepática leve a moderada. Contraindicações Hipersensibilidade ao moxifloxacino ou a outras quinolonas Gestação Lactação (uso sistêmico) Pacientes pediátricos (uso sistêmico) Prolongamento do intervalo QT congênito ou adquirido História de tendinopatia relacionada ao uso de quinolonas Grupos Especiais Uso na gestação: Categoria C. Contraindicado na gestação. Uso na lactação: Contraindicado (uso sistêmico). Muito Baixo Risco (uso oftálmico). Uso pediátrico: Contraindicado (uso sistêmico). A partir de 1 ano (uso oftálmico). Uso em idosos: Uso permitido, com cautela Efeitos Adversos Neurotoxicidade: vertigens, confusão mental, convulsões, redução do limiar convulsivo Articulares: ruptura de tendão, tendinopatias (especialmente tendão de Aquiles) Cardiovasculares: prolongamento do intervalo QT, ruptura de aneurisma de aorta Disglicemias: hipoglicemia e hiperglicemia Gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia, colite por Clostridium difficile Hipersensibilidade: exantema, prurido, eosinofilia, anafilaxia Hepatotoxicidade: elevação de transaminases Neuropsiquiátricos: delirium (especialmente em idosos) Cuidados e Observações Administrar EV em 60 minutos – não acelerar a infusão. Monitorar glicemia em pacientes diabéticos durante o tratamento. Reduz limiar convulsivo – usar com cautela em pacientes com epilepsia ou distúrbios do SNC. Aumenta risco de tendinopatia – orientar paciente a suspender o medicamento e procurar atendimento se houver dor, inchaço ou inflamação em tendões. Risco de ruptura de aneurisma de aorta – avaliar risco-benefício em pacientes idosos, hipertensos ou com história de aneurisma. Prolongamento do intervalo QT – evitar uso concomitante com outros medicamentos que prolongam QT; realizar ECG se necessário. Infecção por Clostridium difficile – considerar este diagnóstico se o paciente desenvolver diarreia durante ou após o tratamento. Pode reduzir carga bacilar em pacientes com tuberculose – importante diagnóstico diferencial em pneumonias; pode mascarar tuberculose e gerar resistência. Evitar exposição solar excessiva – risco de fotossensibilidade. Biodisponibilidade oral similar à venosa – facilita transição do tratamento hospitalar para ambulatorial. Considerar alternativas em pacientes com miastenia gravis (pode exacerbar sintomas). Excreção: Renal (20%) e hepatobiliar (25%); metabolização hepática (52%). Para uso oftálmico: manter a ponta do frasco longe do contato com qualquer superfície para evitar contaminação. Atualizado em 10/10/2025 por Dr Heric Santos