Doenças Dermatológicas

Afta

Úlceras orais dolorosas, pequenas (3-5mm), bem delimitadas, arredondadas, autolimitadas. Resolução espontânea em 7-14 dias. Tratamento tópico primeira linha. Corticoterapia sistêmica apenas para aftose complexa.

CUIDADOS E PRESCRIÇÃO NA PRÁTICA

Contexto: Adulto previamente hígido, sem alergias.

🏥 NO PS

🏠 PARA CASA

🔎 CID10:

Urticária e Reação Alérgica

Guia prático de prescrição para urticária e reações alérgicas na emergência: anti-histamínicos, corticoides, manejo inicial e orientações de alta com doses detalhadas.

Paciente típico: Adulto jovem, previamente hígido, com surgimento agudo de lesões cutâneas eritematosas, pruriginosas e fugazes, de padrão urticariforme, associadas ou não a angioedema, sem sinais de anafilaxia.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere aparecimento de lesões avermelhadas difusas pelo corpo há ❓ horas/dias, acompanhadas de prurido intenso. Possível contato com medicamento/alimento/substância há ❓ horas. Nega febre, dispneia, dor torácica, rouquidão ou edema de lábios/língua. Nega sintomas sistêmicos graves.

Nega dispneia, angioedema, hipotensão, alteração de voz, estridor, sintomas gastrointestinais graves.

Alergias: investigar alergias medicamentosas, alimentares e a picadas de insetos.

# Exame físico
Regular estado geral, hidratado, corado, eupneico, acianótico, anictérico, afebril.
Sinais vitais: PA ❓ mmHg, FC ❓ bpm, FR ❓ irpm, Tax ❓°C, SatO2 ❓% em ar ambiente.

Pele: presença de placas eritematosas, edemaciadas, bem delimitadas, de tamanhos variados, distribuídas em ❓ (tronco/membros/face), com padrão migratório. Lesões pruriginosas à palpação. Dermografismo presente/ausente.

Orofaringe: sem edema de úvula, pilares ou língua. Sem estridor.
Aparelho respiratório: murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios.
Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas normofonéticas em 2T, sem sopros.

# HD
- Urticária aguda
- Reação alérgica (especificar provável agente desencadeante quando identificado)

# Conduta
- Afastamento do agente desencadeante suspeito
- Anti-histamínico IM ou EV (prometazina ou difenidramina)
- Corticoterapia sistêmica (hidrocortisona ou metilprednisolona EV)
- Observação por 2-4 horas
- Alta com anti-histamínico oral + corticoide oral (5-7 dias)
- Retorno se piora do quadro, dispneia, edema de face/língua ou sinais de anafilaxia
- Afastamento ❓ dias (se necessário, geralmente não indicado)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Prometazina 50mg/2mL – 01 ampola (2mL), IM profundo

02. Hidrocortisona 100mg/2mL – 02 ampolas (200mg), diluir em 100mL SF0,9%, EV em 15 minutos

Para casa:
01. Loratadina 10mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1 vez ao dia (preferencialmente à noite), por 7 dias.
Após este período, tomar 01 comprimido se coceira, podendo repetir após 24h.

02. Prednisona 20mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã (8h), por 5 dias.

03. Compressas frias ––––––––––– conforme necessário
Aplicar sobre as lesões para alívio do prurido.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Celulite e Erisipela

Guia completo de manejo em urgência e emergência com prescrições práticas para celulite e erisipela: antibioticoterapia, analgesia, anti-inflamatórios, classificação de Eron e critérios de internação.

Paciente típico: Adulto hígido, normotrófico, sem alergias, apresentando eritema, edema e dor em membro inferior com ou sem sintomas sistêmicos associados.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere surgimento de vermelhidão e inchaço em membro inferior há ❓ dias, 
associado a dor local de intensidade moderada. Relata febre (Tax ❓°C) há ❓ dias.
Nega trauma local recente. Possui histórico de linfedema crônico em MMII.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, hidratado, corado, acianótico, anictérico, afebril no momento.

Pele e Anexos: Eritema e edema em face anterolateral de perna direita, 
com bordas mal definidas (celulite) ou bordas bem delimitadas e lesão elevada (erisipela).
Aumento de temperatura local. Dor à palpação. Sem sinais de necrose ou crepitação.
Sem sinais de linfangite evidente. Sem adenomegalia inguinal palpável.

# HD
- Celulite / Erisipela em membro inferior direito - Classe ❓ de Eron

# Conduta
- Classificar gravidade segundo Eron
- Analgesia e anti-inflamatório
- Antibioticoterapia empírica (via oral ou parenteral conforme classe de Eron)
- Elevação do membro acometido
- Repouso relativo
- Reavaliação em 48-72h ou retorno se sinais de alarme
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Para celulite/erisipela Classe I (ambulatorial com ATB oral):

01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento
02. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM profundo em região glútea

# Se sintomas sistêmicos ou Classe II-IV (ATB parenteral):
03. Ceftriaxona 1g – 01 frasco-ampola, diluir em 10mL de AD, EV lento ou IM profundo

# Se dor intensa refratária:
04. Tramadol 100mg/2mL – 01 ampola (2mL), diluir em 8mL SF0,9%, EV lento em 15 min
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor

02. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 12 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h por 4 dias (após refeições)
Para casa (receituário especial):
01. Cefalexina 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, via oral, de 6 em 6 horas, por 7 dias

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

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🔎 CID-10:

Escabiose

Guia completo de atendimento e prescrição para escabiose (sarna) em urgência e emergência. Inclui tratamento antiescabiótico oral e tópico, controle de prurido e orientações de higiene e isolamento.

Paciente típico: Paciente adulto jovem com prurido intenso há ❓ dias, predominantemente noturno e após banhos quentes, com lesões papulares eritematosas em áreas flexoras, punhos, região periumbilical e entre os dedos.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente apresenta prurido intenso há ❓ dias, que piora à noite e após banhos quentes. 
Refere lesões avermelhadas e coceira em punhos, entre os dedos, região abdominal.
Nega febre.
Contactantes domiciliares com sintomas semelhantes.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
BEG, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril
Pele: Pápulas eritematosas com crostas e escoriações em punhos, espaços interdigitais, 
região periumbilical e áreas flexoras. Possível presença de túneis escabióticos.
Ausência de sinais de infecção secundária.

# HD
- Escabiose

# Conduta
- Tratamento antiescabiótico oral e tópico
- Anti-histamínico para controle do prurido
- Orientações de higiene domiciliar
- Tratamento de contactantes
- Retorno se necessário ou com médico da família
- Dispensa de atestado por ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. ANTI-HISTAMÍNICO - Hidroxizina 25mg – Tomar 01 comprimido, VO, agora
    (administrar na sala de observação para alívio imediato do prurido)

# SE PRURIDO MUITO INTENSO COM LESÕES DE COÇADURA
02. CORTICOSTEROIDE - Dexametasona 4mg/mL – 01 ampola (1mL) + 9mL SF0,9%, IM
Para casa:
01. Ivermectina 6mg ––––––––––– 04 comprimidos
Tomar 02 comprimidos em dose única hoje, VO.
Repetir 02 comprimidos em dose única após 7 dias, VO.

02. Hidroxizina 25mg ––––––––––– 15 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h por 5-7 dias.
Em caso de prurido muito intenso, pode tomar de 8/8h.
HORÁRIO SUGERIDO: 08:00 / 20:00

03. Loção de Permetrina 5% (60mL) ––––––––––– 01 frasco

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

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🔎 CID-10:

Furúnculo e Carbúnculo

 

Infecção estafilocócica do folículo piloso com nódulo doloroso avermelhado. Tratamento inclui antibióticos sistêmicos, compressas mornas e analgesia. Cefalexina é primeira escolha. Internação apenas se celulite facial ou sepse.

 

Paciente típico: Adulto jovem previamente hígido com nódulo doloroso e avermelhado em área pilosa (face, nuca, axilas, dorso, virilha, coxas ou nádegas), com possível flutuação central e pus.

 

História clínica típica
# História Clínica
Refere dor e edema em [local] iniciado há [xxx] dias, com piora progressiva.
Nega febre.
Nega alergias.

# Exame físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil.
Presença de lesão nodular elevada, eritematosa, com presença de pústula, [com/sem] secreção purulenta, em [local].


# HD
- Furúnculo

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos e antibioticoterapia.
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
- Atestado médico de 1 dia.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM
02. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola, IM
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 6/6h, se dor ou febre.
Para casa (especial):
01. Cefalexina 500mg ––––––––––––– 20 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 5 dias.

02. Mupirocina 2% pomada –––––––––––– 01 cx
Aplicar sobre a lesão 2x/dia, por 5 dias.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

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🔎 CID-10:

Herpes Simples

Guia de manejo do herpes simples na emergência: doença viral recorrente tratada com aciclovir VO 7 dias. Sintomáticos para dor incluem dipirona e paracetamol. Orientações incluem evitar coçar lesões e retornar se febre persistente.

CUIDADOS E PRESCRIÇÃO NA PRÁTICA

Contexto: Adulto previamente hígido, sem alergias.

🏥 NO PS

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🔎 CID10:

Herpes Zoster

 

Tratamento prático para Herpes Zoster no pronto-socorro e domicílio, com foco em controle da dor e prevenção de complicações.

 

Paciente típico: Adulto acima de 50 anos, previamente hígido, apresentando dor neuropática unilateral seguindo dermátomo com vesículas características.

 

História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere que há cerca de ❓❓❓ dias iniciou quadro de dor intensa na região ❓❓❓, em queimação, com irradiação para região ❓❓❓. Relata que os sintomas álgicos pioraram há ❓❓❓ dias, com surgimento de vesículas avermelhadas no local da dor.

Nega febre. Nega sintomas respiratórios, dor precordial típica ou outros sintomas sistêmicos.
Nega alergias.

# Exame físico
Consciente, orientado, colaborativo, com expressão de dor.
Presença de erupção vesicular sob base eritematosa em ❓❓❓. Pele circunjacente com hiperemia e edema discreto. 
Demais sistemas sem alterações significativas.

# HD
Herpes Zoster

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
- Oriento buscar atenção primária para seguimento ambulatorial.
- Atestado médico de 6 dias.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Aciclovir 800mg/5mL – 01 ampola + 100mL SF0,9%, EV
02. Diclofenaco sódico 75mg/3mL – 01 ampola, IM
03. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM

# Se dor refratária
04. Tramadol 50mg/mL – 01 ampola + 100mL SF0,9%, EV lento
Para casa:
01. Aciclovir 400mg –––––––––––––– 70 comprimidos
Tomar 02 comprimidos, VO, 5x/dia (exceto madrugada), por 7 dias.

02. Naproxeno 500mg ––––––––––––– 05 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 5 dias.

03. Tramadol 50mg ––––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor intensa.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

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🔎 CID-10:

Doença mão-pé-boca

Guia prático de atendimento para doença mão-pé-boca com prescrições detalhadas para PS e alta domiciliar, incluindo manejo sintomático, orientações ao paciente e critérios de reavaliação.

Paciente típico: Criança entre 6 meses e 5 anos, previamente hígida, com febre baixa, lesões vesiculares dolorosas na cavidade oral e exantema vesicular em mãos, pés e nádegas.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente dá entrada no PS com história de febre baixa há ❓ dias (37,5-38,5°C), associada a 
lesões dolorosas na boca e aparecimento de "bolinhas" em mãos e pés há ❓ dias.

Refere dificuldade para alimentação e maior salivação devido à dor oral. Criança irritada, 
com recusa alimentar. Nega vômitos, diarreia importante, tosse ou dificuldade respiratória.

Contato recente com caso semelhante na creche/escola.

Sem alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
BEG, hidratado, anictérico, acianótico, afebril no momento (Tax: ❓°C)
FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | PA: ❓ mmHg | SatO2: ❓% em AA

Orofaringe: múltiplas vesículas e úlceras rasas em mucosa oral, língua e gengivas, 
algumas com halo eritematoso. Amígdalas sem hipertrofia ou exsudato.

Pele: exantema maculopapular e vesicular em região palmar, plantar e nádegas. 
Lesões com 2-5mm, algumas vesiculares com líquido claro, outras já em fase de crosta.

Ausculta cardiopulmonar: sem alterações
Abdome: plano, flácido, indolor, sem visceromegalias

# HD
- Doença mão-pé-boca (síndrome causada por Coxsackie A16)

# Conduta
- Tratamento sintomático para dor e febre
- Orientação sobre hidratação e alimentação pastosa/fria
- Orientação sobre isolamento (7-10 dias)
- Retorno se sinais de alarme
- Afastamento escolar por 7 dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL de SF0,9%, EV lento, dose única

02. LIDOCAÍNA GEL 2% – aplicar pequena quantidade na mucosa oral, antes das refeições, 
até 3x/dia, se dor intensa

# SE NECESSÁRIO (avaliar gravidade da dor/febre)
03. IBUPROFENO 50mg/mL – ❓mL (dose: 10mg/kg), VO, dose única se febre persistente
Para casa:
01. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido (500mg), VO, de 6/6h, se dor ou febre
Dose pediátrica: 10-15mg/kg/dose, VO, de 6/6h (máximo 4x/dia)

02. PARACETAMOL 750mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre (alternativa à dipirona)
Dose pediátrica: 10-15mg/kg/dose, VO, de 4/4h ou 6/6h (máximo 5x/dia)

03. IBUPROFENO 300mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, após alimentação, se dor intensa ou febre alta
Dose pediátrica: 5-10mg/kg/dose, VO, de 6/6h ou 8/8h (máximo 40mg/kg/dia)

04. LIDOCAÍNA GEL ORAL 2% (XYLESTESIN®) ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar pequena quantidade nas lesões orais, antes das refeições principais e ao deitar,
até 6x/dia, se dor intensa na boca
Para casa (receituário especial):
Não se aplica para esta condição (não há necessidade de medicações controladas)

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

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🔎 CID-10:

Impetigo

Guia prático para tratamento de impetigo: infecção bacteriana cutânea contagiosa. Inclui prescrições com mupirocina tópica, cefalexina oral, antibióticos EV para casos graves, orientações de higiene e critérios de retorno.

CUIDADOS E PRESCRIÇÃO NA PRÁTICA

Contexto: Adulto previamente hígido, sem alergias.

🏥 NO PS

🏠 PARA CASA

🔎 CID10:

Larva Migrans

Infestação cutânea por larvas de nematoides que penetram na pele e migram causando lesões lineares serpiginosas com prurido intenso. Tratamento com tiabendazol tópico para lesões localizadas ou ivermectina oral para múltiplas lesões.

CUIDADOS E PRESCRIÇÃO NA PRÁTICA

Contexto: Adulto previamente hígido, sem alergias.

🏥 NO PS

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🔎 CID10:

Hemorróidas

Guia prático de atendimento, prescrição e manejo de hemorróidas no pronto-socorro e ambulatorial. Inclui medicações tópicas, analgesia, anti-inflamatórios e orientações ao paciente.

Paciente típico: Adulto entre 30-60 anos, com queixa de dor anal, sangramento vermelho vivo separado das fezes, prurido ou prolapso hemorroidário. Pode apresentar trombose hemorroidária com dor intensa.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor em região anal há ❓ dias, de início gradual, associada a sangramento anal com sangue vermelho vivo, gotejante, separado das fezes. Relata também prurido anal, desconforto ao evacuar e abaulamento na região anal. Esforço evacuatório presente há ❓ meses. Nega febre, melena, hematêmese, emagrecimento ou alteração do hábito intestinal recente. Nega alergias.

# Exame físico
REG, lúcido, orientado, hidratado, corado, acianótico, anictérico, afebril
PA: 130/80 mmHg | FC: 78 bpm | FR: 16 irpm | Tax: 36,5°C | SatO₂: 98% (ar ambiente)
Abdome: plano, flácido, indolor à palpação, sem visceromegalias, RHA presentes e normoativos
Inspeção anal (posição de Sims - decúbito lateral esquerdo): presença de hemorroida externa com/sem sinais de trombose. Abaulamento, edema e hiperemia local.
Toque retal: esfíncter normotônico, sem massas palpáveis, sem sangue vivo no dedo de luva

# HD
- Doença hemorroidária (hemorroida externa trombosada / não trombosada)

# Conduta
- Analgesia e anti-inflamatório no PS
- Tratamento tópico com pomada anorretal
- Orientações sobre medidas não farmacológicas
- Prescrição para casa com anti-inflamatório oral, pomada tópica e analgesia de resgate
- Retorno em ❓ dias para reavaliação ou antes se sinais de alerta
- Afastamento de ❓ dias (se necessário)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# ANALGESIA E ANTI-INFLAMATÓRIO
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL de SF0,9%, EV lento, em 10 min, dose única
02. DICLOFENACO SÓDICO 75mg/3mL (25mg/mL) – 01 ampola (3mL), IM profundo, dose única

# SE DOR REFRATÁRIA
03. TRAMADOL 50mg/mL – 01 ampola (2mL = 100mg) + 100mL de SF0,9%, EV lento, em 20 min
Para casa:
01. NAPROXENO 500mg ––––––––––– 05 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 5 dias
Horário sugerido: 08:00h

02. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 02 comprimidos, VO, se dor ou febre, podendo repetir de 6/6h

03. POLICRESULENO + CINCHOCAÍNA pomada anorretal (PROCTYL®) ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar em região anal, até 3x/dia, por 7 dias
Seguir orientações da bula para aplicação correta

04. DIOSMINA 450mg + HESPERIDINA 50mg ––––––––––– 14 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias
Horário sugerido: 08:00 / 20:00h

 

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🔎 CID-10:

Ferimentos Cortantes

Guia prático para avaliação, tratamento e prescrição em ferimentos cortantes. Inclui indicações de sutura, anestesia local, analgesia, antibioticoterapia, profilaxia de tétano e orientações de alta.

Paciente típico: Adulto previamente hígido que comparece ao PS após corte em membro superior ou inferior com instrumento cortante (faca, vidro, lâmina), com ferimento limpo, sem sinais de infecção, apresentado nas primeiras 6 horas do trauma.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere corte em ❓ (localização) há ❓ horas, causado por ❓ (mecanismo - vidro/faca/lâmina/metal).
Ferimento com sangramento ativo no momento do trauma, controlado com compressão local.
Nega perda de força, alteração de sensibilidade ou limitação de movimentos.
Nega outras lesões traumáticas.
Situação vacinal para tétano: ❓

# Exame físico
REG, lúcido, orientado, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril.

Inspeção local:
- Ferimento cortante de ❓ cm de extensão em ❓ (região anatômica)
- Bordas regulares/irregulares
- Ausência de sinais flogísticos
- Ausência de corpos estranhos visíveis
- Perfusão distal preservada
- Sensibilidade preservada
- Motricidade preservada
- Pulsos distais presentes e simétricos

# HD
- Ferimento cortante em ❓ sem comprometimento de estruturas nobres

# Conduta
- Limpeza e irrigação abundante com SF 0,9%
- Anestesia local com lidocaína
- Exploração da ferida
- Sutura primária (se indicado)
- Analgesia
- Profilaxia antitetânica conforme situação vacinal
- Antibioticoprofilaxia SE indicado (feridas contaminadas, com tecido desvitalizado ou alto risco)
- Orientações de alta e retorno para retirada de pontos em ❓ dias
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF 0,9%, EV lento, agora

02. LIDOCAÍNA 2% SEM VASOCONSTRITOR (uso tópico) – infiltração local perilesional

# SE SINAIS DE CONTAMINAÇÃO OU ALTO RISCO DE INFECÇÃO:
03. CEFTRIAXONA 1g – 01 frasco-ampola, diluído em 10mL de água destilada, IM, dose única

# PROFILAXIA ANTITETÂNICA (avaliar situação vacinal):
04. Vacina dupla adulto (dT) – 0,5mL, IM, dose única (se indicado)
05. Imunoglobulina antitetânica 250UI – 01 ampola, IM, dose única (se indicado)
Para casa:
01. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor ou febre

02. IBUPROFENO 600mg ––––––––––– 09 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 3 dias, após alimentação
Para casa (receituário especial):
# SE FERIDA CONTAMINADA OU ALTO RISCO:
01. CEFALEXINA 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 7 dias
Horário sugerido: 06:00 / 12:00 / 18:00 / 00:00

# USO TÓPICO
03. NEOMICINA + BACITRACINA pomada ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar fina camada sobre o ferimento após limpeza, 02 vezes ao dia, até retirada dos pontos

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Sepse de Foco Cutâneo

Guia completo para manejo de sepse originada por infecção cutânea (celulite/erisipela), com protocolos de antibioticoterapia, ressuscitação volêmica e cuidados emergenciais baseados em evidências e diretrizes brasileiras.

Paciente típico: Adulto com história de celulite ou erisipela em membro inferior há ❓ dias, apresentando febre alta, taquicardia, taquipneia, hipotensão, alteração do nível de consciência, oligúria ou outros sinais de disfunção orgânica. Geralmente com fatores predisponentes como obesidade, diabetes, insuficiência venosa ou linfedema.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata lesão cutânea em membro inferior (geralmente perna ou coxa) 
há ❓ dias, com piora progressiva. Inicialmente apresentou eritema, edema 
e dor local. Há ❓ dias iniciou febre (temperatura ❓°C), calafrios intensos, 
prostração e confusão mental. Evoluiu com diminuição do débito urinário 
nas últimas ❓ horas.

# Sintomas associados:
- Febre alta (> 38°C) ou hipotermia (< 36°C)
- Calafrios
- Taquipneia
- Prostração intensa
- Confusão mental ou alteração do nível de consciência
- Oligúria ou anúria
- Náuseas e vômitos
- Hipotensão arterial
- Expansão da área de eritema e edema

# Fatores de risco presentes:
- Insuficiência venosa crônica
- Linfedema
- Diabetes mellitus
- Obesidade
- Tinea pedis (frieira)
- Trauma local prévio / picada de inseto
- Úlceras cutâneas

# Negativas relevantes:
- Nega trauma recente significativo
- Nega mordidas de animais
- Nega exposição a água contaminada
- Nega uso de drogas injetáveis
- Nega alergias medicamentosas

# Exame físico
Estado geral: Paciente em mau estado geral, prostrado, torporoso
Sinais vitais:
- PA: ❓/❓ mmHg (hipotensão: PAS < 90 ou PAM < 65)
- FC: ❓ bpm (taquicardia > 90 bpm)
- FR: ❓ irpm (taquipneia ≥ 22 irpm)
- Tax: ❓°C (febre > 38°C ou hipotermia < 36°C)
- SatO2: ❓% em ar ambiente
- Glasgow: ❓ (alteração do nível de consciência)

Pele: 
- Lesão em membro inferior com área de eritema difuso, edema importante, 
  calor local, dor à palpação
- Possível presença de bolhas, necrose ou secreção purulenta
- Linfangite ascendente (estrias vermelhas)
- Linfadenopatia regional
- Pele fria, pálida, pegajosa, marmoreada (sinais de choque)
- Tempo de enchimento capilar aumentado (> 3 segundos)

Cardiovascular: Taquicardia, pulsos periféricos fracos, hipotensão

Respiratório: Taquipneia, uso de musculatura acessória (se grave)

Neurológico: Confusão mental, desorientação, Glasgow reduzido

Abdome: Sem particularidades ou distensão abdominal (íleo paralítico)

Extremidades: Edema de membro afetado, sinais de estase venosa

# HD
- Sepse de foco cutâneo (celulite/erisipela complicada)
- Choque séptico (se PAM < 65 mmHg + lactato > 2 mmol/L após ressuscitação)

# Conduta
- ABC - estabilização imediata
- Oxigenoterapia para SatO2 ≥ 94%
- Acesso venoso calibroso (2 acessos periféricos ou central)
- Coleta de exames: hemograma, PCR, lactato, função renal, eletrólitos, 
  gasometria arterial, hemoculturas (2 pares)
- Ressuscitação volêmica agressiva: 30 mL/kg de cristaloide nas primeiras 
  3 horas (bolus de 500 mL)
- Antibioticoterapia de amplo espectro NA PRIMEIRA HORA
- Vasopressores se necessário (noradrenalina para PAM ≥ 65 mmHg)
- Controle da glicemia (meta < 180 mg/dL)
- Sondagem vesical de demora para controle do débito urinário
- Considerar debridamento cirúrgico se fasceíte necrotizante
- Internação em UTI
- Afastamento: tempo indeterminado até resolução do quadro
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro (sepse/choque séptico):
# MEDIDAS INICIAIS IMEDIATAS
01. Dieta oral ZERO
02. Oxigênio por cateter nasal – manter SatO2 ≥ 94%
03. Acesso venoso periférico calibroso em ambos os membros superiores
04. Sondagem vesical de demora

# RESSUSCITAÇÃO VOLÊMICA (iniciar imediatamente)
05. Soro Fisiológico 0,9% 500 mL – correr EV aberto, em 15 minutos
06. Soro Fisiológico 0,9% 500 mL – correr EV aberto, em 15 minutos
    (repetir até completar 30 mL/kg nas primeiras 3 horas, reavaliando 
    fluidotolerância)

# ANTIBIOTICOTERAPIA (iniciar NA PRIMEIRA HORA)
07. Ceftriaxona 2g + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, agora
08. Vancomicina 15-20mg/kg (❓g) + 250mL SF0,9% – infundir EV em 1h, agora
    OU
    Oxacilina 2g + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, de 4/4h
    (se baixo risco de MRSA)

# SE CHOQUE SÉPTICO (após ressuscitação volêmica)
09. Noradrenalina 4mg (2 ampolas) + 234mL SG5% = 250mL (16mcg/mL)
    Iniciar 0,05 mcg/kg/min (❓ mL/h) em BIC, titular para PAM ≥ 65 mmHg

# SINTOMÁTICOS
10. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, 
    EV lento, de 6/6h, se dor ou febre
11. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL AD, 
    EV lento, de 8/8h, se náuseas ou vômitos
12. Omeprazol 40mg – diluir em 100mL SF0,9%, EV em 30 min, de 12/12h

# CUIDADOS GERAIS
13. Glicemia capilar de 6/6h – manter < 180 mg/dL
14. Controle do débito urinário (meta > 0,5 mL/kg/h)
15. Elevação do membro afetado
16. Sinais vitais de 1/1h
17. Avisar médico se: PAM < 65, FC > 130, SatO2 < 90%, oligúria, piora do nível
    de consciência
Obs.: Paciente com sepse NÃO recebe alta. Necessita internação em UTI.

 

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🏠 PARA CASA

ATENÇÃO: Paciente com SEPSE NÃO recebe alta hospitalar. Necessita internação em UTI ou leito de cuidados intensivos até estabilização do quadro e resolução da disfunção orgânica.

Se paciente apresentava apenas celulite/erisipela CLASSE I ou II (sem sepse) e respondeu bem ao tratamento inicial no PS:

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Pé Diabético

Guia completo para manejo de pé diabético: classificação de Wagner, antibioticoterapia conforme gravidade, cuidados iniciais, debridamento, controle glicêmico e critérios de internação hospitalar.

Paciente típico: Paciente diabético de ❓ anos, com controle glicêmico irregular, apresentando úlcera em membro inferior há ❓ semanas, secundária a trauma ou pressão, com sinais de infecção (eritema, calor, edema, secreção purulenta).

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente com diabetes mellitus há ❓ anos, com controle glicêmico irregular, procura atendimento por lesão em pé há ❓ dias/semanas.
Refere ferida que não cicatriza, iniciada após trauma/uso de calçado inadequado/calosidade.
Associado a: vermelhidão local, inchaço, dor (pode estar diminuída pela neuropatia), secreção purulenta (se infectado).
Nega febre ou calafrios (avaliar gravidade).
Nega alergias.

# Exame físico
REG, hidratado, corado, acianótico, anictérico.
Membro inferior: úlcera em ❓ (região plantar/lateral/dorsal), medindo ❓ cm.
Sinais de infecção: eritema, calor, edema, secreção purulenta.
Celulite ao redor: ❓ cm de extensão.
Teste "probe to bone": ❓ (positivo/negativo).
Pulsos periféricos: ❓ (presentes/diminuídos/ausentes).
Sensibilidade: ❓ (diminuída/preservada) - testar com monofilamento 10g.

# HD
- Pé diabético infectado - Classificação de Wagner: ❓
- Infecção: ❓ (leve/moderada/grave)
- Diabetes mellitus tipo ❓ descompensado

# Conduta
- Classificar úlcera (Wagner) e gravidade da infecção
- Avaliação de fluxo arterial (pulsos, ITB se disponível)
- Solicitar: hemograma, PCR, glicemia, função renal, eletrólitos, RX do pé
- Coleta de cultura de secreção (se disponível) antes do antibiótico
- Antibioticoterapia conforme gravidade
- Debridamento se tecido necrótico/calosidades
- Curativo adequado e descarga de pressão
- Controle glicêmico rigoroso
- Avaliar necessidade de internação (infecção moderada/grave, isquemia crítica)
- Encaminhamento para cirurgia vascular/ortopedia se necessário
- Afastamento: ❓ dias (conforme gravidade)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro (Infecção leve - celulite < 2cm):
01. ANALGÉSICO
Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 8mL SF0,9%, IM em deltóide

02. ANTIBIÓTICO (se sinais de infecção)
Ceftriaxona 1g – 01 FA, diluir em 100mL SF0,9%, EV lento, de 12/12h

# Se necessário:
03. CONTROLE GLICÊMICO
Insulina regular conforme protocolo de hiperglicemia
- Glicemia 200-250: 4 UI SC
- Glicemia 251-300: 6 UI SC
- Glicemia 301-350: 8 UI SC
- Glicemia > 350: 10 UI SC + reavaliar
No pronto-socorro (Infecção moderada - celulite > 2cm, comprometimento profundo):
01. HIDRATAÇÃO VENOSA
SF 0,9% 1000mL – correr EV em 4-6h

02. ANTIBIÓTICO DE AMPLO ESPECTRO
Ertapenem 1g – 01 frasco-ampola diluído em 50mL SF0,9%, EV em 30min
ou
Ceftriaxona 2g + Metronidazol 500mg – EV, de 12/12h

03. ANALGÉSICO
Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento em 15min

04. CONTROLE GLICÊMICO
Insulina regular conforme protocolo + monitorização glicemia capilar 2/2h
Para casa (Infecção leve ambulatorial):
01. Cefalexina 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 7 dias

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor

03. Curativos diários conforme orientação médica

# Orientações:
- Manter pé elevado, evitar apoio
- Retornar se piora do eritema, febre, secreção purulenta
- Controle glicêmico rigoroso
Para casa (receituário especial - Infecção moderada após estabilização):
01. Amoxicilina + Clavulanato 875+125mg ––––––––––– 14 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias
ou
Ciprofloxacino 500mg + Clindamicina 300mg ––––––––––– 14 comp + 28 comp
Ciprofloxacino: 01 comp VO de 12/12h por 7 dias
Clindamicina: 01 comp VO de 6/6h por 7 dias

02. Controle ambulatorial rigoroso em 48-72h

 

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🔎 CID-10:

Onicocriptose (unha encravada)

Guia prático de atendimento e prescrição para onicocriptose (unha encravada): analgesia, tratamento tópico com antibióticos, orientações sobre calçados e indicações para tratamento definitivo cirúrgico em UBS ou com dermatologista.

Paciente típico: Adulto jovem ou adolescente com dor no hálux (dedão do pé), geralmente relacionada ao uso de calçados apertados ou corte inadequado da unha, apresentando edema, eritema e inflamação na borda lateral da unha.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor em hálux há ❓ dias/semanas, de início insidioso, com piora progressiva. Refere que a borda lateral da unha está penetrando na pele, causando dor intensa ao caminhar e ao usar calçados fechados. Relata eritema, edema e saída de secreção ❓ (purulenta/serosa) no local. Nega febre. Nega comorbidades. História de corte inadequado da unha e/ou uso de calçados apertados. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
Regular estado geral, afebril, normocorado, acianótico, eupneico.
Inspeção do hálux: edema e eritema em prega cutânea lateral da unha, com penetração da borda ungueal na pele. Presença de tecido de granulação ❓. Exsudação serosa ❓ ou purulenta ❓. Dor à palpação local. Sem sinais de celulite ou linfangite. Sem sinais de comprometimento sistêmico.

# HD
- Onicocriptose (unha encravada) ❓ complicada com infecção secundária local

# Conduta
- Analgesia no PS
- Antibioticoterapia tópica
- Antibioticoterapia sistêmica se sinais de infecção secundária (exsudato purulento, celulite)
- Orientações sobre calçados e higiene
- Encaminhamento para UBS ou dermatologista para avaliação de tratamento definitivo (cirúrgico)
- Afastamento de ❓ dias se necessário (dependendo da atividade laboral)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento em 10-15min
02. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM profundo em região glútea

# Se dor intensa ou refratária:
03. Tramadol 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 8mL SF0,9%, EV lento
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor

02. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor, por até 5 dias
Para casa (receituário especial):
01. Cefalexina 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 5 dias

USO TÓPICO
01. Nebacetin pomada (Sulfato de Neomicina 5mg/g + Bacitracina Zíncica 250UI/g) ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar uma fina camada do produto sobre a lesão, com auxílio de uma gaze estéril, 3 vezes ao dia, por 7 dias, após higiene local com água e sabão neutro.

 

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🔎 CID-10:

Intertrigo / Candidíase Cutânea

Guia completo para diagnóstico e tratamento de intertrigo e candidíase cutânea: prescrições práticas para PS e alta, manejo clínico, antifúngicos sistêmicos e tópicos, orientações ao paciente.

Paciente típico: Adulto com lesões eritematosas, úmidas e pruriginosas em áreas de dobras cutâneas (axilas, virilhas, submamárias, interglútea), com maceração da pele, odor característico e possível presença de lesões satélites. Fatores de risco: obesidade, diabetes, uso prolongado de fraldas, imunossupressão, sudorese excessiva.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere lesões avermelhadas e úmidas em dobras da pele há ❓ dias/semanas, com piora progressiva. Relata prurido intenso, ardência local e desconforto importante nas áreas afetadas. Refere que as lesões pioram com sudorese e uso de roupas apertadas. Nega febre. Nega uso recente de antibióticos de amplo espectro.

Sintomas associados: maceração da pele, odor característico nas áreas afetadas, possível saída de secreção esbranquiçada.

Fatores de risco presentes: ❓ (obesidade / diabetes / imunossupressão / uso prolongado de fraldas / hiperidrose).

Nega alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
REG, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril.

Dermatológico: presença de placas eritematosas brilhantes e úmidas em áreas de dobras (axilas / virilhas / submamárias / interglútea / interdigital), com bordas bem delimitadas, maceração da pele, possível presença de lesões satélites (pápulas e pústulas periféricas), fissuras e descamação nas bordas. Ausência de linfadenopatia regional.

# HD
- Intertrigo com suspeita de candidíase cutânea secundária

# Conduta
- Tratamento antifúngico sistêmico e tópico
- Orientações sobre higiene local e medidas preventivas
- Analgesia e controle do prurido se necessário
- Retorno em ❓ dias para reavaliação ou antes se piora
- Afastamento ❓ dias (se necessário)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. ANTI-HISTAMÍNICO (se prurido intenso)
    Dexclorfeniramina 2mg/1mL (2mg/mL) – 01 ampola (1mL), IM

02. ANALGÉSICO (se dor/desconforto significativo)
    Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento

# Se necessário (prescrição condicional):
03. CORTICOSTEROIDE (se inflamação intensa, não usar em infecção ativa sem antifúngico associado)
    Dexametasona 4mg/1mL – 01 ampola (1mL), IM
Para casa:
01. FLUCONAZOL 150MG ––––––––––– 04 COMPRIMIDOS
    Tomar 01 comprimido, VO, em dose única.
    Repetir 1 comprimido a cada 7 dias até completar 4 doses totais.
    Horário sugerido: pela manhã

02. TROK-N CREME (NISTATINA 100.000UI/g + ÓXIDO DE ZINCO) ––––––––––– 01 BISNAGA
    Aplicar nas lesões, 2 vezes ao dia, até melhora completa (mínimo 14 dias).
    Lavar a região com água e sabão neutro e secar muito bem antes de aplicar.

03. LORATADINA 10MG ––––––––––– 10 COMPRIMIDOS
    Tomar 01 comprimido, VO, 1 vez ao dia, à noite, se coceira.
    Por até 10 dias.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

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🔎 CID-10: