Doenças Respiratórias

Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

Guia prático de prescrição para PAC com antibioticoterapia baseada em estratificação de risco (PSI/CURB-65), incluindo esquemas para pacientes sem comorbidades, com comorbidades e graves, além de orientações sobre corticoterapia adjuvante.

Paciente típico: Adulto, 45 anos, previamente hígido, sem uso recente de antibióticos, com febre, tosse produtiva, dispneia e dor torácica há ❓ dias, apresentando estertores crepitantes à ausculta pulmonar e infiltrado pulmonar ao Rx de tórax.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere quadro de febre (Tax: ❓°C) há ❓ dias, associada a tosse produtiva com expectoração amarelada/esverdeada, dispneia aos ❓ esforços, dor torácica ventilatório-dependente em ❓ hemitórax. Refere ainda sudorese noturna, calafrios, mialgia, hiporexia e cefaleia.

Nega hemoptise, sibilância, piora noturna da dispneia, ortopneia, dispneia paroxística noturna, edema de membros inferiores.

Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
Regular estado geral, hidratado, corado, acianótico, anictérico, afebril no momento

AR: murmúrio vesicular presente bilateralmente, estertores crepitantes em base/terço ❓ de hemitórax ❓, frêmito toracovocal ❓
ACV: bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos, sem sopros
Abdomen: plano, flácido, indolor, ruídos hidroaéreos presentes, sem visceromegalias
Extremidades: perfundidas, sem edemas, pulsos palpáveis e simétricos

# HD
- Pneumonia Adquirida na Comunidade

# Conduta
- Solicito hemograma, PCR, ureia, creatinina, eletrólitos, Rx tórax PA/perfil
- Estratificação de risco: CURB-65 = ❓ (avaliar internação se CURB-65 ≥ 2)
- Antibioticoterapia empírica conforme estratificação
- Sintomáticos: analgesia, antitérmicos
- Hidratação venosa se necessário
- Atestado: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Paciente sem comorbidades - PORT I/II ou CURB 0-1 (tratamento ambulatorial)
Não há prescrição de pronto-socorro neste caso, apenas prescrição domiciliar

# Paciente PORT III-IV ou CURB ≥ 2 (internação)
01. Ceftriaxona 1g/frasco – 01 frasco, diluir em 100mL SF0,9%, EV lento em 30 minutos, de 12/12h
02. Azitromicina 500mg/frasco – 01 frasco, diluir em 250mL SF0,9%, EV em 60 minutos, de 24/24h
03. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, se dor ou febre
04. HIDRATAÇÃO - Soro Fisiológico 0,9% 500mL – EV, correr em ❓h

# Se PAC grave (PORT V ou CURB-65 ≥ 3 ou critérios IDSA/ATS)
05. Hidrocortisona 100mg/frasco – 02 frascos (200mg), diluir em 50mL SF0,9%, EV em bomba de infusão contínua (4-8 mg/h)
Para casa:
# Paciente sem comorbidades e sem uso de ATB nos últimos 3 meses

01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre.

Para casa (receituário especial):
# Paciente com comorbidades ou uso de ATB nos últimos 3 meses

01. Amoxicilina + Clavulanato 875mg + 125mg ––––––––––– 14 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias.

02. Azitromicina 500mg ––––––––––– 05 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 24/24h, por 5 dias.

# Se alergia a betalactâmicos ou paciente com comorbidades

01. Levofloxacino 750mg ––––––––––– 07 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 24/24h, por 7 dias.
(Se alergia a betalactâmicos ou paciente com comorbidades)

 

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🔎 CID-10:

Faringoamigdalites / IVAS

Guia de prescrição e conduta para faringoamigdalites virais e bacterianas, resfriado comum e rinossinusites no pronto-socorro. Tratamento baseado em evidências com foco em sintomáticos e antibioticoterapia racional.

Paciente típico: Adulto jovem com odinofagia há 2-3 dias, febre baixa, hiperemia de orofaringe, com ou sem coriza/tosse associadas. Maioria dos casos é viral e autolimitada.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere odinofagia há ❓ dias, com piora progressiva, associado a febre, coriza, tosse seca/produtiva, cefaleia, mialgia, rouquidão.
Nega dispneia, otalgia, conjuntivite.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
BEG, conscinente, orientado, hidratado, anictérico, acianótico, afebril
Orofaringe: hiperemia e hipertrofia de tonsilas, ❓ (com/sem) sinais de exsudato.
AR: MV+ sem RA | ACV: RCR 2T BNF s/ sopros
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# HD
- Faringoamigdalite viral ?
- Faringoamigdalite bacteriana ?
- Rinossinusite viral aguda ?

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos
- ❓ Prescrevo antibiótico
- Oriento retorno se sinais de alarme
- Atestado médico: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Faringoamigdalite viral
01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM
02. Dexametasona 4mg/mL – 01 ampola (2,5mL = 10mg), IM (associar com Dipirona)
03. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola, IM

# SE Faringoamigdalite bacteriana
04. Penicilina G benzatina 1.200.000 UI – 01 FA (1.200.000 UI) + 2mL de Lidocaína sem vasoconstrictor + 2mL ABD, IM, dose única
(Para ≤ 27kg: fazer 600.000 UI)

# SE necessário
05. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM
Para casa:
# Faringoamigdalite viral
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre

02. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, após alimentação, por 5 dias

# Se edema importante
03. Prednisolona 20mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, pela manhã, por 5 dias.

# Se quadro alérgico associado
04. Loratadina 10mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, à noite, por 5 dias.



# Se náuseas/vômitos
04. Ondansetrona 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos
Para casa (receituário especial):
# SE Faringoamigdalite bacteriana
01. Amoxicilina + clavulanato 875/125mg ––––––––––– 14 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12 horas, por 7 dias.

# Alternativas SE alergia à penicilina:
Azitromicina 500mg ––––––––––– 05 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 5 dias

 

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🔎 CID-10:

Rinossinusites Viral, Alérgica e Bacteriana

 

Guia prático para manejo e prescrição de rinossinusites viral, alérgica e bacteriana no pronto-socorro. Inclui tratamento sintomático, antibioticoterapia quando indicada e orientações de retorno.

Paciente típico: Adulto jovem com quadro de congestão nasal, rinorreia, dor facial/cefaleia e redução do olfato. Sintomas virais melhoram em 7-10 dias; bacterianos persistem >10 dias ou pioram após 5° dia.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata quadro de congestão nasal e coriza hialina há ❓❓ dias. Refere que quadro evoluiu com febre, cefaleia, dor facial e produção de secreção purulenta amarelada há ❓❓ dias. Relata piora da dor ao abaixar a cabeça e sensação de pressão facial.
Nega epistaxe, alterações visuais ou rigidez de nuca.

# Exame Físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil, hidratado.
Orofaringe discretamente hiperemiada, sem exsudato.
AP: MV+ bilateral, SRA. Sem sinais de desconforto respiratório.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Rinossinusite aguda

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos e tratamento com antibioticoterapia.
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
- Atestado médico de 1 dia.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM
02. Dexametasona 10mg/2,5mL – 01 ampola, IM
03. Prometazina 50mg/2mL – 01 ampola, IM
Para casa:
01. Prednisolona 20mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, pela manhã, por 5 dias.

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, até 6/6h, se dor ou febre.

03. Soro Fisiológico 0,9% ––––––––––– 01 caixa
Realizar lavagem nasal com SF0,9% 2x ao dia.

04. Acetilcisteína 600mg ––––––––––– 05 envelopes
Tomar 1 envelope dissolvido em meio copo de água, 1x ao dia, por 5 dias.

USO INALATÓRIO
04. Budesonida spray nasal 50mcg ––––––––––– 01 caixa
Aplicar 1 jato em cada narina, de 1x ao dia (pela manhã), por 30 dias.

OU

04. Mometasona spray nasal 50mcg ––––––––––– 01 frasco
Aplicar 1-2 jatos em cada narina, de 1x ao dia (pela manhã), por 30 dias.
Para casa (especial):
01. Amoxicilina + Clavulanato 875/125mg ––––––––––– 14 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h por 7 dias.

 

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🔎 CID-10:

Crise Asmática

 

Guia prático para manejo da crise asmática no pronto-socorro com broncodilatadores, corticoides e orientações para alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto jovem com história prévia de asma, apresentando dispneia, sibilância, tosse e desconforto respiratório desencadeados por infecções virais (80% dos casos).

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere tosse seca e dispneia progressiva há ❓❓ dias, com alívio parcial ao uso de Salbutamol.
Nega febre, dor torácica ou expectoração purulenta.

# Exame Físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil, hidratado.
Uso de musculatura acessória com retração de fúrcula.
AP: MV+ bilateral, presença de sibilos expiratórios difusos em ambos os hemitórax.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Crise asmática

# Conduta
- Inicio tratamento para o quadro agudo e oriento retorno para reavaliação após 1 hora.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. O2 suplementar se SpO2 < 92%.
02. Salbutamol 100mcg – 6 jatos com espaçador, de 20/20min, por 01 hora.
03. Ipratrópio 0,25mg/mL – 40 gotas + 4mL SF 0,9%, em nebulização, 20/20min, por 01 hora.
04. Hidrocortisona 100mg/2mL – 2 ampolas + 250mL de SF0,9%, EV.
05. Reavaliar sintomas após 1 hora.

# Se refratariedade
05. Sulfato de Magnésio 10% – Fazer 20 mL + 80 mL de SF 0,9%, EV, correr em 20 minutos.
Para casa:
USO INALATÓRIO
01. Salbutamol (Aerolin) Spray 100mcg ——————————— 01 caixa
Aplicar 4 jatos, de 4/4h, se falta de ar.

02. Beclometazona (Clenil HFA) 250mcg ——————————— 01 caixa
Inalar 02 jatos, de 12/12h, por 15 dias.
Após uso do medicamento, enxague a boca com água e/ou escove os dentes.

USO ORAL
03. Prednisolona 20mg ——————————— 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO,pela manhã, por 5 dias.

 

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🔎 CID-10:

Exacerbação de DPOC

 

Guia prático para manejo de exacerbação de DPOC no pronto-socorro e prescrição domiciliar com broncodilatadores, corticoides e orientações específicas.

Paciente típico: Paciente com DPOC prévia, geralmente tabagista ou ex-tabagista, apresentando piora aguda dos sintomas respiratórios com aumento da dispneia, maior volume de secreção e mudança na coloração da secreção.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere dispneia progressiva há ❓❓ dias, inicialmente aos esforços habituais e agora em repouso. Relata tosse produtiva com aumento do volume e mudança da cor do escarro (amarelado/esverdeado). 
Nega febre. Nega uso recente de antibióticos.
Nega alergias.

# Exame Físico
Estado geral regular, conscinente, orientado, vigil, hidratado, febril, taquidispneico.
AP: MV+ bilateral, com creptos difusos em hemitórax [direito❓esquerdo], [com❓sem] sinais de desconforto respiratório.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Exacerbação aguda de DPOC

# Conduta
- O2 suplementar se SpO2 < 92%
- Inicio tratamento para o quadro agudo e oriento retorno para reavaliação após 1 hora.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Salbutamol 5mg/mL — Aplicar 6 puffs 20/20min na 1ª hora
02. Ipratrópio 0,25mg/mL — Diluir 40 gotas + 4mL SF0,9% – Nebulização – 20/20min na 1ª hora
03. Hidrocortisona 100mg/2mL — 2 ampolas + 250mL de SF0,9%, EV.
Para casa:
01. Salbutamol Spray 100mcg ————————————— 01 caixa
Inalar 2-4 jatos de 4/4h se falta de ar

02. Prednisolona 40mg ————————————— 01 caixa
Tomar 1 comprimido pela manhã por 5 dias

03. Beclometasona (Clenil HFA) 250mcg ————————————— 01 caixa
Inalar 02 jatos, de 12/12h, por 15 dias.
Após uso do medicamento, enxague a boca com água e/ou escove os dentes.

 

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🔎 CID-10:

Tosse Seca Persistente

Guia prático para manejo de tosse seca persistente no pronto-socorro: diagnóstico diferencial, investigação de causas (asma, DRGE, rinite, gotejamento pós-nasal), prescrições práticas e orientações para controle sintomático e tratamento ambulatorial.

Paciente típico: Adulto previamente hígido, normotrófico, sem alergias conhecidas, que apresenta tosse seca, irritativa, sem expectoração há mais de 8 semanas, sem febre ou outros sintomas respiratórios, frequentemente com piora noturna ou ao decúbito.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere tosse seca há ❓ semanas (> 8 semanas), sem expectoração, 
de caráter irritativo, com piora noturna e/ou ao decúbito. Nega febre, 
dispneia, dor torácica, hemoptise ou perda ponderal. Relata ❓ episódios 
de tosse por dia. Nega tabagismo ativo. Refere ou não: sensação de 
pigarro/gotejamento pós-nasal, obstrução nasal, rinorreia, pirose, 
regurgitação. Nega alergias conhecidas.

# Exame físico
BEG, afebril, acianótico, hidratado, sem uso de musculatura acessória
AR: MV+ bilateral, sem ruídos adventícios
ORL: orofaringe sem hiperemia ou secreção em parede posterior, 
mucosa nasal com aspecto pálido/hiperemiado ou normal
ACV: RCR 2T BNF ssS

# HD
- Tosse seca isolada persistente (> 8 semanas)
- Investigar: rinite alérgica/gotejamento pós-nasal, asma variante tosse, 
  DRGE, uso de IECA, outras causas

# Conduta
- Sintomáticos no pronto-socorro se necessário
- Prescrição ambulatorial com antitussígeno
- Teste terapêutico: anti-histamínico + corticosteroide nasal + IBP
- Orientar cessação tabágica se fumante
- Orientar retorno se: febre, dispneia, hemoptise, piora progressiva
- Encaminhar para pneumologista/otorrino se refratário em 4-6 semanas
- Atestado: geralmente não necessário, exceto se tosse intensa e 
  incapacitante (❓ dias)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# CORTICOIDE, SE SINTOMAS LEVES
01. Dexametasona 4mg/mL – 01 ampola, IM

# ANTI-HISTAMÍNICO, SE COMPONENTE ALÉRGICO/GOTEJAMENTO PÓS-NASAL EVIDENTE:
02. Prometazina 50mg/2mL (25mg/mL) - Aspirar 01 mL de 01 ampola, IM

# BRONCODILATADOR, SE BRONCOESPASMO ASSOCIADO:
03. Salbutamol 100mcg – 6 jatos com espaçador, de 20/20min, por 01 hora.
Para casa:
01. Dropropizina 3mg/mL xarope ––––––––––– 01 frasco
Tomar 10mL, via oral, de 8/8h, se tosse

02. Loratadina 10mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, via oral, 1x/dia (preferencialmente à noite), por 10 dias

04. Soro fisiológico 0,9% ––––––––––– 01 frasco
Realizar lavagem nasal com 20mL em cada narina, 3x/dia

# USO NASAL

04. Budesonida spray nasal 50mcg ––––––––––– 01 caixa
Aplicar 1-2 jatos em cada narina, de 1x ao dia (pela manhã), por 30 dias.

OU

04. Mometasona spray nasal 50mcg ––––––––––– 01 frasco
Aplicar 1 jato em cada narina, de 1x ao dia (pela manhã), por 30 dias.
Para casa (receituário especial):
# APENAS SE TOSSE MUITO INTENSA E REFRATÁRIA:

01. Codeína 30mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, via oral, de 8/8h, se tosse intensa, por 7 dias

 

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🔎 CID-10:

Influenza

Guia prático para manejo de Influenza no pronto-socorro: tratamento antiviral com oseltamivir, indicações de internação, medidas sintomáticas e critérios de isolamento respiratório.

Paciente típico: Adulto previamente hígido com quadro agudo de febre alta, cefaleia intensa, mialgia generalizada, tosse seca e prostração, em contexto epidemiológico de surto de gripe ou durante período sazonal.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere febre alta (até ❓°C) há ❓ dias de início súbito, associada a cefaleia intensa, mialgia generalizada, tosse seca, odinofagia e prostração importante. Nega dispneia. Relata contato com pessoa com quadro gripal há ❓ dias.

Sintomas associados: calafrios, coriza, congestão nasal, astenia intensa
Nega: dispneia em repouso, dor torácica, vômitos persistentes, confusão mental
Alergias: nega

# Exame físico
Regular estado geral, prostrado, corado, hidratado, acianótico, anictérico
Sinais vitais: FC ❓ bpm, FR ❓ irpm, Tax ❓°C, PA ❓ mmHg, SatO2 ❓% (ar ambiente)
ACV: RCR 2T BNF s/ sopros
AR: MV+ bilateralmente, sem RA
Orofaringe: hiperemia leve de pilares amigdalianos
Ausência de sinais de desconforto respiratório

# HD
- Síndrome Gripal / Influenza

# Conduta
- Antiviral: Oseltamivir 75mg VO 12/12h por 5 dias (se indicado)
- Tratamento sintomático: analgésico/antitérmico, descongestionante nasal
- Isolamento de gotículas
- Hidratação oral
- Repouso domiciliar
- Orientar sinais de alerta para retorno
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL AD ou SF0,9%, EV lento
02. BROMOPRIDA 10mg/2mL – 01 ampola (2mL) + 08mL SF0,9%, EV lento (se náuseas)

# Se indicação de antiviral (grupos de risco ou doença grave):
03. OSELTAMIVIR 75mg – 01 comprimido, VO, iniciar na primeira dose no PS
Para casa:
01. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se febre ou dor

02. ACETILCISTEÍNA Xarope 40mg/mL ou Granulado 600mg ––––––––––– 01 frasco/caixa
Tomar 15mL do xarope OU 01 envelope dissolvido em ½ copo d'água, VO, 1x/dia, por 5 dias

03. ONDANSETRONA 4mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos

# Apenas se INDICAÇÃO DE ANTIVIRAL (ver critérios abaixo):

04. FOSFATO DE OSELTAMIVIR 75mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 5 dias

 

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🔎 CID-10:

Edema Agudo de Pulmão (EAP) Cardiogênico

Guia completo para manejo de EAP cardiogênico: vasodilatadores, diuréticos, VNI, prescrições práticas para PS e alta hospitalar, orientações ao paciente e CID-10.

Paciente típico: Adulto ou idoso com histórico de cardiopatia (ICC, IAM prévio, HAS não controlada) ou sem histórico conhecido, apresentando dispneia intensa de início súbito ou progressivo, ortopneia, estertores crepitantes difusos, hipertensão arterial e dessaturação.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dispneia intensa de início há ❓ horas, associada a ortopneia, tosse com expectoração rósea e espumosa, sudorese profusa e ansiedade. Relata piora progressiva aos esforços mínimos. Nega dor torácica. Refere dispneia paroxística noturna há ❓ dias. Possui histórico de HAS e/ou ICC. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
Paciente em regular/mau estado geral, ansioso, taquipneico, sudoreico, usando musculatura acessória. 
Aparelho respiratório: estertores crepitantes difusos em todos os campos pulmonares, tiragem intercostal
Aparelho cardiovascular: RCR, taquicárdico, presença de B3 (ritmo de galope), bulhas hipofonéticas, sem sopros audíveis
Extremidades: perfusão periférica lentificada, pulsos finos, cianose periférica, edema de MMII ❓+/4+

# HD
- Edema Agudo de Pulmão Cardiogênico
- Insuficiência Cardíaca Aguda Descompensada
- Crise Hipertensiva (se PA muito elevada)

# Conduta
- Monitorização contínua em sala de emergência/UTI
- Oxigenoterapia suplementar (alvo SatO2 > 94%)
- Posição sentada ou Fowler elevada
- Acesso venoso calibroso
- Vasodilatador endovenoso (Nitroglicerina ou Nitroprussiato)
- Diurético de alça EV (Furosemida)
- VNI com CPAP se SatO2 < 90% apesar de O2 suplementar
- Restrição hídrica rigorosa
- ECG de 12 derivações para investigar isquemia/IAM
- RX de tórax (não aguardar para iniciar tratamento)
- Solicitar: troponina, BNP/NT-proBNP, eletrólitos, ureia, creatinina, hemograma
- Avaliar necessidade de ecocardiograma à beira do leito
- IOT + VMI se refratário à VNI ou deterioração clínica
- Internação em UTI para monitorização e ajuste de terapia
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. VASODILATADOR - Nitroglicerina 50mg/10mL (5mg/mL) – Diluir 01 ampola (10mL) em SG5% 240mL, infundir em bomba de infusão contínua, iniciar 5mL/h (5mcg/min), titular 2-3mL a cada 5-10min até PA alvo (redução 25% da PA inicial), EV contínuo
    # PA ALVO: Redução de 25% da PAM nas primeiras horas (máximo 25% em 24h)

02. DIURÉTICO DE ALÇA - Furosemida 20mg/2mL (10mg/mL) – 04 ampolas (8mL = 80mg) + 12mL de SF0,9%, EV lento em 10min (dose: 0,5-1mg/kg ou 2x dose oral habitual)
    # Reavaliar após 20-30min, repetir dose se necessário

03. OXIGENOTERAPIA - O2 suplementar com cateter nasal 2-5L/min ou máscara com reservatório 10-15L/min
    # ALVO: SatO2 > 94%

# SE SatO2 < 90% APESAR DE O2 SUPLEMENTAR:
04. VNI - CPAP com pressão 5-10 cmH2O, FiO2 ajustada para SatO2 > 94%
    # Volume corrente alvo: 6-8 mL/kg

# SE ANSIEDADE IMPORTANTE:
05. BENZODIAZEPÍNICO - Midazolam 5mg/5mL (1mg/mL) – 01 ampola (5mL) + 15mL SF0,9%, EV lento em 3-5min
    # Dose: 0,05-0,1mg/kg (máximo 5mg)
    # CUIDADO: Pode causar depressão respiratória

# SE DOR TORÁCICA ASSOCIADA (INVESTIGAR IAM):
06. MORFINA - Morfina 10mg/mL – 01 ampola (1mL = 10mg) + 09mL SF0,9%, administrar 3-5mL (3-5mg) EV lento
    # Reduz ansiedade, pré-carga e pós-carga
    # CUIDADO: Monitorar depressão respiratória
Para casa:
# ALTA HOSPITALAR APÓS ESTABILIZAÇÃO E COMPENSAÇÃO CLÍNICA
# GERALMENTE APÓS INTERNAÇÃO HOSPITALAR DE ❓ DIAS

01. Furosemida 40mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã em jejum
Manter acompanhamento cardiológico para ajuste de dose

02. Espironolactona 25mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia pela manhã
Realizar controle de potássio sérico

03. Enalapril 20mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h
Controlar PA e função renal periodicamente

04. Carvedilol 6,25mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (após estabilização)
Iniciar com dose baixa e titular gradualmente

05. Sinvastatina 40mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia à noite

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

IMPORTANTE: A alta hospitalar no EAP cardiogênico só deve ocorrer após internação hospitalar, compensação completa do quadro, identificação e tratamento da causa desencadeante, e ajuste adequado da terapia medicamentosa. O paciente NÃO deve ter alta diretamente do PS para casa sem internação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Edema Agudo de Pulmão (EAP) Hipertensivo

Guia prático de atendimento e prescrição para EAP hipertensivo. Inclui vasodilatadores EV, diuréticos de alça, VNI e manejo da pós-carga cardíaca no pronto-socorro e alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto/idoso com hipertensão arterial descompensada, apresentando dispneia súbita de repouso, ortopneia, taquipneia, estertores crepitantes difusos em ambos hemitórax e pressão arterial sistólica > 160 mmHg.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dispneia de início súbito há ❓ horas, de forte intensidade, sem melhora em repouso. Relata ortopneia e ❓ episódios de dispneia paroxística noturna. Refere tosse com expectoração rósea e espumosa. Nega febre, dor torácica ou palpitações. 

Hipertenso de longa data, em uso irregular de medicações anti-hipertensivas. Nega outras comorbidades.

Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, taquipneico (FR: ❓ irpm), sudoreico, ansioso, uso de musculatura acessória.

Aparelho cardiovascular: Bulhas rítmicas, normofonéticas, ritmo de galope (B3+). Sem sopros. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos.

Aparelho respiratório: Taquipneia, estertores crepitantes difusos em todos os campos pulmonares, bilateralmente.

Extremidades: Sem edema de MMII. TEC < 3 segundos.

# HD
- Edema Agudo de Pulmão Hipertensivo (Perfil B)
- Insuficiência Cardíaca Aguda Descompensada

# Conduta
- Monitorização contínua (PA, FC, SatO2, ECG)
- Oxigenoterapia/VNI conforme SatO2
- Vasodilatador endovenoso (nitroprussiato) – redução da pós-carga
- Diurético de alça EV (furosemida)
- Radiografia de tórax, ECG, troponina, BNP
- Internação em ambiente de terapia intensiva ou semi-intensiva
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Nitroprussiato de sódio (Nipride) 50mg/2mL – Diluir 2mL em SG5% 248mL, infundir via EV em BIC a 2mL/h. Titular de 2 em 2mL/h a cada 3-5 minutos até PAS alvo: 110-130 mmHg (MÁX: 45 mL/h)

02. Furosemida 20mg/2mL – Administrar 4mL (40mg = 0,5mg/kg para 80kg), EV em bolus. Reavaliar após 20 minutos e repetir se necessário

03. Oxigênio suplementar com VNI CPAP 5 cmH2O, se SatO2 < 90%

# Monitorização
04. Oximetria de pulso contínua – SatO2 alvo: 90-94%
05. Monitorização cardíaca contínua
06. Controle de PA não invasivo de 5/5 min até estabilização, depois de 15/15 min
Para casa:
** ALTA HOSPITALAR APÓS ESTABILIZAÇÃO E CONTROLE PRESSÓRICO **

01. Furosemida 40mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, pela manhã, em jejum

02. Captopril 25mg ––––––––––– 90 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h (3x ao dia)

03. Carvedilol 6,25mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (2x ao dia)

04. Espironolactona 25mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, pela manhã

05. Ácido Acetilsalicílico 100mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, após café da manhã

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

IMPORTANTE: Alta hospitalar somente após estabilização completa, controle pressórico adequado, resolução da congestão pulmonar e pelo menos 24h sem necessidade de diuréticos ou vasodilatadores endovenosos.

 

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Tromboembolismo Pulmonar (TEP)

Guia completo para diagnóstico e tratamento do TEP na emergência: estratificação de risco, anticoagulação plena, trombólise, manejo hemodinâmico e alta segura com anticoagulação oral.

Paciente típico: Adulto, 50-70 anos, com dispneia súbita, taquicardia e dor torácica pleurítica. História de imobilização recente, cirurgia ou viagem prolongada. Pode apresentar edema assimétrico de membro inferior.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata dispneia de início súbito há ❓ horas/dias, de intensidade progressiva.
Associada a dor torácica pleurítica (piora com inspiração profunda) em hemitórax ❓.
Taquicardia, sudorese e ansiedade.
Nega febre, tosse produtiva ou hemoptise.
Relata ❓ [cirurgia recente / imobilização prolongada / viagem longa / uso de anticoncepcional / neoplasia ativa].
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, taquipneico, ansioso, sudoreico
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm (geralmente > 100) | FR: ❓ irpm (geralmente > 20) | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% em ar ambiente
Ausculta pulmonar: MV presente bilateralmente, sem ruídos adventícios
Ausculta cardíaca: bulhas rítmicas, taquicárdicas, ❓ [P2 hiperfonética]
Membros inferiores: ❓ [edema assimétrico em MIE/MID com empastamento de panturrilha / sem alterações]
Sinal de Homans: ❓ [positivo / negativo]

# HD
- Tromboembolismo Pulmonar (TEP) - risco ❓ [baixo / intermediário / alto]
- Wells para TEP: ❓ pontos
- PESI simplificado: ❓ pontos

# Conduta
- Monitorização contínua + acesso venoso periférico calibroso
- Oxigenoterapia conforme necessidade (alvo SatO2 > 90%)
- Estratificação de risco (Wells, PESI, troponina, BNP)
- Anticoagulação plena imediata (Enoxaparina SC ou HNF EV)
- ❓ [Trombólise se instabilidade hemodinâmica]
- Solicitar: hemograma, função renal, troponina, BNP, D-dímero, AngioTC tórax
- Analgesia e controle de sintomas
- Alta com anticoagulação oral por no mínimo 3 meses
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# ANTICOAGULAÇÃO PLENA (iniciar imediatamente)
01. Enoxaparina 60mg/0,6mL (100mg/mL) – 01 seringa (0,6mL para 60kg), SC, de 12/12h
    (Ajustar dose: 1mg/kg de 12/12h - máximo 100mg/dose)
    (Se > 75 anos: 0,75mg/kg de 12/12h)
    (Se ClCr < 30: 1mg/kg de 24/24h)

# ANALGESIA
02. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, de 6/6h

# SUPORTE HEMODINÂMICO (se instabilidade)
03. Cristaloide (SF0,9% ou Ringer Lactato) 500mL EV em bolus, avaliar resposta
04. Norepinefrina 4mg/4mL – diluir em 246mL SG5%, iniciar 0,05mcg/kg/min, titular

# SUPORTE RESPIRATÓRIO
05. Oxigênio suplementar S/N (cateter nasal 2-6L/min ou máscara)

# SE INDICAÇÃO DE TROMBÓLISE (TEP maciço/instável)
06. Alteplase 50mg – diluir 100mg (2 amp) + 100mL SF0,9% EV em BIC, correr em 2h
Para casa:
01. Rivaroxabana 15mg ––––––––––– 42 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (durante 21 dias)
Após 21 dias: mudar para 20mg, VO, 01x/dia
Continuar por no mínimo 3 meses

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor

03. Rivaroxabana 20mg ––––––––––– 90 comprimidos
(Prescrever para uso após completar 21 dias com 15mg)
Tomar 01 comprimido, VO, 01x/dia, durante 90 dias
Para casa (receituário especial):
# ANTICOAGULAÇÃO ORAL - CONTINUAÇÃO DO TRATAMENTO INICIADO NO PS

Observação: A rivaroxabana NÃO requer receituário especial.
Caso opte por varfarina:

01. Varfarina 5mg ––––––––––– 90 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 01x/dia em jejum
Ajustar dose conforme INR (manter entre 2-3)
Manter por no mínimo 3 meses
Controle de INR semanal até estabilização, depois mensal

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Crupe (Laringotraqueíte viral aguda)

Guia prático para manejo do crupe no pronto-socorro pediátrico: classificação de gravidade, nebulização com adrenalina, dexametasona e critérios de alta. Atualizado 2025.

Paciente típico: Criança de 6 meses a 3 anos com pródromos catarrais há 1-2 dias, evoluindo com tosse ladrante (metálica), rouquidão e estridor inspiratório, geralmente piorando à noite. Febre baixa e sem sinais de toxemia.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
QP: "Tosse de cachorro" há ❓ dias

HDA: Mãe refere que a criança iniciou há ❓ dias com coriza hialina e 
obstrução nasal leve. Evoluiu com tosse seca característica ("latido de 
cachorro"), rouquidão e "chiado" ao respirar, mais intenso à noite.
Febre baixa (até 38,5°C). Nega dificuldade para engolir.
Nega sialorreia. Nega posição antálgica preferencial.
Melhora parcial com ar frio/úmido.

ISDA: Nega diarreia, vômitos, exantema. Aceita líquidos.

AP: Hígida, vacinação em dia.
Nega internações prévias. Nega atopias conhecidas.

Alergias: NEGA ALERGIAS MEDICAMENTOSAS CONHECIDAS

# Exame físico
REG, corada, hidratada, acianótica, anictérica
FR: ❓ irpm | FC: ❓ bpm | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% em AA
Peso: ❓ kg

Orofaringe: hiperemia leve, sem exsudato, SEM sinais de epiglotite
Ausência de sialorreia ou disfagia
Pescoço: ausência de linfadenomegalias volumosas

AR: Estridor inspiratório [leve/moderado/grave]
[Com/Sem] tiragem intercostal
[Com/Sem] batimento de asa nasal
MV presente bilateralmente, sem RA

ACV: BRNF 2T, sem sopros

Abd: Flácido, indolor, RHA+

Neuro: Ativa, interagindo com o ambiente

# HD
- Laringotraqueíte viral aguda (Crupe) [leve/moderado/grave]

# Conduta
- Classificar gravidade (presença de estridor em repouso)
- Dexametasona VO ou IM (todos os casos)
- Nebulização com adrenalina (se moderado/grave)
- Observação 3-4h após adrenalina
- Alta se ausência de estridor em repouso
- Orientações de sinais de alarme
Classificação de Gravidade do Crupe
GRAVIDADE ESTRIDOR TIRAGEM ENTRADA DE AR CONSCIÊNCIA CONDUTA
LEVE Ausente em repouso, presente ao choro Ausente ou leve Normal Normal Dexametasona VO
MODERADO Presente em repouso Moderada Levemente diminuída Normal Dexametasona + Adrenalina NBZ
GRAVE Acentuado em repouso Grave + BAN Muito diminuída Agitado ou letárgico Dexametasona + Adrenalina NBZ + Observação rigorosa
IMINÊNCIA DE IRpA Pode estar ausente (exaustão) Paradoxal Mínima Obnubilado IOT de EMERGÊNCIA
Prescrição para paciente típico
Crupe LEVE (sem estridor em repouso):
01. Dexametasona 4mg/mL – Fazer ❓ mL, VO, dose única AGORA
    (Dose: 0,15-0,3 mg/kg – máx. 10 mg)

02. Dipirona 500mg/mL gotas – 1 gota/kg, VO, se febre (T ≥ 37,8°C) ou dor
    (máx.: 40 gotas/dose)

# Observação por 1-2 horas
# Alta com orientações se estável
Crupe MODERADO/GRAVE (com estridor em repouso):
01. Dexametasona 4mg/mL – Fazer ❓ mL (0,6 mg/kg), IM ou EV, dose única AGORA
    (máx.: 16 mg)

02. Nebulização com Adrenalina 1mg/mL (pura) – ❓ mL + SF 0,9% qsp 5 mL
    (Dose: 0,5 mL/kg – máx. 5 mL)
    Pode repetir após 30 minutos se necessário

03. O2 suplementar úmido se SatO2 < 92% - cateter nasal 1-2 L/min

04. Dipirona 500mg/mL (15mg/kg) – Fazer ❓ mL + AD qsp 20 mL, EV lento, 
    se febre ou dor

# Observação por 3-4 horas após nebulização com adrenalina
# Alta se ausência de estridor em repouso após período de observação
Para casa (após alta do PS):
01. Dexametasona 0,1mg/mL elixir ––––––––––– 01 frasco
    Tomar ❓ mL (0,15 mg/kg), VO, 1x ao dia, por mais 1-2 dias
    (somente se não recebeu dexametasona injetável no PS)

02. Dipirona 500mg/mL gotas ––––––––––– 01 frasco
    Tomar 1 gota/kg, VO, de 6/6h, se febre ou dor
    (máx.: 40 gotas/dose)

03. Paracetamol 200mg/mL gotas ––––––––––– 01 frasco
    ALTERNATIVA: Tomar 1 gota/kg, VO, de 4/4h ou 6/6h, se febre ou dor
    (máx.: 50 gotas/dose)

 


 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 


 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 


 

📋 CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO

CRITÉRIO CONDUTA
Estridor em repouso persistente após 3-4h de observação Internação para monitorização
Necessidade de >3 nebulizações com adrenalina Internação
SatO2 < 92% persistente em ar ambiente Internação + O2
Sinais de exaustão respiratória UTI Pediátrica
Suspeita de epiglotite ou traqueíte bacteriana Internação + ATB parenteral
Comorbidades (cardiopatia, pneumopatia, imunodeficiência) Baixo limiar para internação
Condição socioeconômica desfavorável/dificuldade de retorno Considerar observação prolongada

 


 

⚠️ DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS

CONDIÇÃO CARACTERÍSTICAS DIFERENCIAIS
Epiglotite aguda Quadro agudo e fulminante, febre ALTA, toxemia, sialorreia, disfagia, posição em tripé, SEM tosse e SEM rouquidão, epiglote vermelho-cereja. EMERGÊNCIA - garantir via aérea!
Traqueíte bacteriana Geralmente pós-crupe viral, febre ALTA, piora progressiva, NÃO responde à adrenalina, secreção purulenta. ATB parenteral (Oxacilina/Vancomicina) + considerar IOT
Laringite estridulosa Início SÚBITO sem pródromos, despertar noturno com estridor, afebril, melhora espontânea rápida. Tratamento igual ao crupe
Aspiração de corpo estranho Início súbito durante alimentação ou brincadeira, história de engasgo, sibilos localizados. RX tórax + broncoscopia
Abscesso retrofaríngeo Febre, disfagia, rigidez de nuca, massa palpável, torcicolo. TC cervical + drenagem cirúrgica
Angioedema/Anafilaxia História de exposição a alérgeno, urticária, edema facial, hipotensão. Adrenalina IM + corticoide
Laringomalácia Estridor CRÔNICO desde primeiras semanas de vida, piora com choro/alimentação, melhora em prono. Nasofibrolaringoscopia

 


 

🔬 QUANDO SOLICITAR EXAMES

⚠️ ATENÇÃO: Na suspeita de epiglotite, NÃO manipular orofaringe e NÃO solicitar exames até garantir via aérea!

 


 

🔎 CID-10: