Prescrições


Doenças Respiratórias

Doenças Respiratórias

Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

Guia prático de prescrição para PAC com antibioticoterapia baseada em estratificação de risco (PSI/CURB-65), incluindo esquemas para pacientes sem comorbidades, com comorbidades e graves, além de orientações sobre corticoterapia adjuvante.

Paciente típico: Adulto, 45 anos, previamente hígido, sem uso recente de antibióticos, com febre, tosse produtiva, dispneia e dor torácica há ❓ dias, apresentando estertores crepitantes à ausculta pulmonar e infiltrado pulmonar ao Rx de tórax.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere quadro de febre (Tax: ❓°C) há ❓ dias, associada a tosse produtiva com expectoração amarelada/esverdeada, dispneia aos ❓ esforços, dor torácica ventilatório-dependente em ❓ hemitórax. Refere ainda sudorese noturna, calafrios, mialgia, hiporexia e cefaleia.

Nega hemoptise, sibilância, piora noturna da dispneia, ortopneia, dispneia paroxística noturna, edema de membros inferiores.

Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
Regular estado geral, hidratado, corado, acianótico, anictérico, afebril no momento

AR: murmúrio vesicular presente bilateralmente, estertores crepitantes em base/terço ❓ de hemitórax ❓, frêmito toracovocal ❓
ACV: bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos, sem sopros
Abdomen: plano, flácido, indolor, ruídos hidroaéreos presentes, sem visceromegalias
Extremidades: perfundidas, sem edemas, pulsos palpáveis e simétricos

# HD
- Pneumonia Adquirida na Comunidade

# Conduta
- Solicito hemograma, PCR, ureia, creatinina, eletrólitos, Rx tórax PA/perfil
- Estratificação de risco: CURB-65 = ❓ (avaliar internação se CURB-65 ≥ 2)
- Antibioticoterapia empírica conforme estratificação
- Sintomáticos: analgesia, antitérmicos
- Hidratação venosa se necessário
- Atestado: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Paciente sem comorbidades - PORT I/II ou CURB 0-1 (tratamento ambulatorial)
Não há prescrição de pronto-socorro neste caso, apenas prescrição domiciliar

# Paciente PORT III-IV ou CURB ≥ 2 (internação)
01. Ceftriaxona 1g/frasco – 01 frasco, diluir em 100mL SF0,9%, EV lento em 30 minutos, de 12/12h
02. Azitromicina 500mg/frasco – 01 frasco, diluir em 250mL SF0,9%, EV em 60 minutos, de 24/24h
03. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, se dor ou febre
04. HIDRATAÇÃO - Soro Fisiológico 0,9% 500mL – EV, correr em ❓h

# Se PAC grave (PORT V ou CURB-65 ≥ 3 ou critérios IDSA/ATS)
05. Hidrocortisona 100mg/frasco – 02 frascos (200mg), diluir em 50mL SF0,9%, EV em bomba de infusão contínua (4-8 mg/h)
Para casa:
# Paciente sem comorbidades e sem uso de ATB nos últimos 3 meses

01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre.

Para casa (receituário especial):
# Paciente com comorbidades ou uso de ATB nos últimos 3 meses

01. Amoxicilina + Clavulanato 875mg + 125mg ––––––––––– 14 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias.

02. Azitromicina 500mg ––––––––––– 05 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 24/24h, por 5 dias.

# Se alergia a betalactâmicos ou paciente com comorbidades

01. Levofloxacino 750mg ––––––––––– 07 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 24/24h, por 7 dias.
(Se alergia a betalactâmicos ou paciente com comorbidades)

 

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Doenças Respiratórias

Faringoamigdalites / IVAS

Guia de prescrição e conduta para faringoamigdalites virais e bacterianas, resfriado comum e rinossinusites no pronto-socorro. Tratamento baseado em evidências com foco em sintomáticos e antibioticoterapia racional.

Paciente típico: Adulto jovem com odinofagia há 2-3 dias, febre baixa, hiperemia de orofaringe, com ou sem coriza/tosse associadas. Maioria dos casos é viral e autolimitada.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere odinofagia há ❓ dias, com piora progressiva, associado a febre, coriza, tosse seca/produtiva, cefaleia, mialgia, rouquidão.
Nega dispneia, otalgia, conjuntivite.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
BEG, conscinente, orientado, hidratado, anictérico, acianótico, afebril
Orofaringe: hiperemia e hipertrofia de tonsilas, ❓ (com/sem) sinais de exsudato.
AR: MV+ sem RA | ACV: RCR 2T BNF s/ sopros
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# HD
- Faringoamigdalite viral ?
- Faringoamigdalite bacteriana ?
- Rinossinusite viral aguda ?

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos
- ❓ Prescrevo antibiótico
- Oriento retorno se sinais de alarme
- Atestado médico: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Faringoamigdalite viral
01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM
02. Dexametasona 4mg/mL – 01 ampola (2,5mL = 10mg), IM (associar com Dipirona)
03. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola, IM

# SE Faringoamigdalite bacteriana
04. Penicilina G benzatina 1.200.000 UI – 01 FA (1.200.000 UI) + 2mL de Lidocaína sem vasoconstrictor + 2mL ABD, IM, dose única
(Para ≤ 27kg: fazer 600.000 UI)

# SE necessário
05. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM
Para casa:
# Faringoamigdalite viral
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre

02. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, após alimentação, por 5 dias

# Se edema importante
03. Prednisolona 20mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, pela manhã, por 5 dias.

# Se quadro alérgico associado
04. Loratadina 10mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, à noite, por 5 dias.



# Se náuseas/vômitos
04. Ondansetrona 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos
Para casa (receituário especial):
# SE Faringoamigdalite bacteriana
01. Amoxicilina + clavulanato 875/125mg ––––––––––– 14 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12 horas, por 7 dias.

# Alternativas SE alergia à penicilina:
Azitromicina 500mg ––––––––––– 05 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 5 dias

 

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🔎 CID-10:

Doenças Respiratórias

Rinossinusites Viral, Alérgica e Bacteriana

 

Guia prático para manejo e prescrição de rinossinusites viral, alérgica e bacteriana no pronto-socorro. Inclui tratamento sintomático, antibioticoterapia quando indicada e orientações de retorno.

Paciente típico: Adulto jovem com quadro de congestão nasal, rinorreia, dor facial/cefaleia e redução do olfato. Sintomas virais melhoram em 7-10 dias; bacterianos persistem >10 dias ou pioram após 5° dia.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata quadro de congestão nasal e coriza hialina há ❓❓ dias. Refere que quadro evoluiu com febre, cefaleia, dor facial e produção de secreção purulenta amarelada há ❓❓ dias. Relata piora da dor ao abaixar a cabeça e sensação de pressão facial.
Nega epistaxe, alterações visuais ou rigidez de nuca.

# Exame Físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil, hidratado.
Orofaringe discretamente hiperemiada, sem exsudato.
AP: MV+ bilateral, SRA. Sem sinais de desconforto respiratório.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Rinossinusite aguda

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos e tratamento com antibioticoterapia.
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
- Atestado médico de 1 dia.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM
02. Dexametasona 10mg/2,5mL – 01 ampola, IM
03. Prometazina 50mg/2mL – 01 ampola, IM
Para casa:
01. Prednisolona 20mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, pela manhã, por 5 dias.

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, até 6/6h, se dor ou febre.

03. Soro Fisiológico 0,9% ––––––––––– 01 caixa
Realizar lavagem nasal com SF0,9% 2x ao dia.

04. Acetilcisteína 600mg ––––––––––– 05 envelopes
Tomar 1 envelope dissolvido em meio copo de água, 1x ao dia, por 5 dias.

USO INALATÓRIO
04. Budesonida spray nasal 50mcg ––––––––––– 01 caixa
Aplicar 1 jato em cada narina, de 1x ao dia (pela manhã), por 30 dias.

OU

04. Mometasona spray nasal 50mcg ––––––––––– 01 frasco
Aplicar 1-2 jatos em cada narina, de 1x ao dia (pela manhã), por 30 dias.
Para casa (especial):
01. Amoxicilina + Clavulanato 875/125mg ––––––––––– 14 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h por 7 dias.

 

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Doenças Respiratórias

Crise Asmática

 

Guia prático para manejo da crise asmática no pronto-socorro com broncodilatadores, corticoides e orientações para alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto jovem com história prévia de asma, apresentando dispneia, sibilância, tosse e desconforto respiratório desencadeados por infecções virais (80% dos casos).

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere tosse seca e dispneia progressiva há ❓❓ dias, com alívio parcial ao uso de Salbutamol.
Nega febre, dor torácica ou expectoração purulenta.

# Exame Físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil, hidratado.
Uso de musculatura acessória com retração de fúrcula.
AP: MV+ bilateral, presença de sibilos expiratórios difusos em ambos os hemitórax.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Crise asmática

# Conduta
- Inicio tratamento para o quadro agudo e oriento retorno para reavaliação após 1 hora.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. O2 suplementar se SpO2 < 92%.
02. Salbutamol 100mcg – 6 jatos com espaçador, de 20/20min, por 01 hora.
03. Ipratrópio 0,25mg/mL – 40 gotas + 4mL SF 0,9%, em nebulização, 20/20min, por 01 hora.
04. Hidrocortisona 100mg/2mL – 2 ampolas + 250mL de SF0,9%, EV.
05. Reavaliar sintomas após 1 hora.

# Se refratariedade
05. Sulfato de Magnésio 10% – Fazer 20 mL + 80 mL de SF 0,9%, EV, correr em 20 minutos.
Para casa:
USO INALATÓRIO
01. Salbutamol (Aerolin) Spray 100mcg ——————————— 01 caixa
Aplicar 4 jatos, de 4/4h, se falta de ar.

02. Beclometazona (Clenil HFA) 250mcg ——————————— 01 caixa
Inalar 02 jatos, de 12/12h, por 15 dias.
Após uso do medicamento, enxague a boca com água e/ou escove os dentes.

USO ORAL
03. Prednisolona 20mg ——————————— 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO,pela manhã, por 5 dias.

 

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Doenças Respiratórias

Exacerbação de DPOC

 

Guia prático para manejo de exacerbação de DPOC no pronto-socorro e prescrição domiciliar com broncodilatadores, corticoides e orientações específicas.

Paciente típico: Paciente com DPOC prévia, geralmente tabagista ou ex-tabagista, apresentando piora aguda dos sintomas respiratórios com aumento da dispneia, maior volume de secreção e mudança na coloração da secreção.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere dispneia progressiva há ❓❓ dias, inicialmente aos esforços habituais e agora em repouso. Relata tosse produtiva com aumento do volume e mudança da cor do escarro (amarelado/esverdeado). 
Nega febre. Nega uso recente de antibióticos.
Nega alergias.

# Exame Físico
Estado geral regular, conscinente, orientado, vigil, hidratado, febril, taquidispneico.
AP: MV+ bilateral, com creptos difusos em hemitórax [direito❓esquerdo], [com❓sem] sinais de desconforto respiratório.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Exacerbação aguda de DPOC

# Conduta
- O2 suplementar se SpO2 < 92%
- Inicio tratamento para o quadro agudo e oriento retorno para reavaliação após 1 hora.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Salbutamol 5mg/mL — Aplicar 6 puffs 20/20min na 1ª hora
02. Ipratrópio 0,25mg/mL — Diluir 40 gotas + 4mL SF0,9% – Nebulização – 20/20min na 1ª hora
03. Hidrocortisona 100mg/2mL — 2 ampolas + 250mL de SF0,9%, EV.
Para casa:
01. Salbutamol Spray 100mcg ————————————— 01 caixa
Inalar 2-4 jatos de 4/4h se falta de ar

02. Prednisolona 40mg ————————————— 01 caixa
Tomar 1 comprimido pela manhã por 5 dias

03. Beclometasona (Clenil HFA) 250mcg ————————————— 01 caixa
Inalar 02 jatos, de 12/12h, por 15 dias.
Após uso do medicamento, enxague a boca com água e/ou escove os dentes.

 

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Doenças Respiratórias

Tosse Seca Persistente

Guia prático para manejo de tosse seca persistente no pronto-socorro: diagnóstico diferencial, investigação de causas (asma, DRGE, rinite, gotejamento pós-nasal), prescrições práticas e orientações para controle sintomático e tratamento ambulatorial.

Paciente típico: Adulto previamente hígido, normotrófico, sem alergias conhecidas, que apresenta tosse seca, irritativa, sem expectoração há mais de 8 semanas, sem febre ou outros sintomas respiratórios, frequentemente com piora noturna ou ao decúbito.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere tosse seca há ❓ semanas (> 8 semanas), sem expectoração, 
de caráter irritativo, com piora noturna e/ou ao decúbito. Nega febre, 
dispneia, dor torácica, hemoptise ou perda ponderal. Relata ❓ episódios 
de tosse por dia. Nega tabagismo ativo. Refere ou não: sensação de 
pigarro/gotejamento pós-nasal, obstrução nasal, rinorreia, pirose, 
regurgitação. Nega alergias conhecidas.

# Exame físico
BEG, afebril, acianótico, hidratado, sem uso de musculatura acessória
AR: MV+ bilateral, sem ruídos adventícios
ORL: orofaringe sem hiperemia ou secreção em parede posterior, 
mucosa nasal com aspecto pálido/hiperemiado ou normal
ACV: RCR 2T BNF ssS

# HD
- Tosse seca isolada persistente (> 8 semanas)
- Investigar: rinite alérgica/gotejamento pós-nasal, asma variante tosse, 
  DRGE, uso de IECA, outras causas

# Conduta
- Sintomáticos no pronto-socorro se necessário
- Prescrição ambulatorial com antitussígeno
- Teste terapêutico: anti-histamínico + corticosteroide nasal + IBP
- Orientar cessação tabágica se fumante
- Orientar retorno se: febre, dispneia, hemoptise, piora progressiva
- Encaminhar para pneumologista/otorrino se refratário em 4-6 semanas
- Atestado: geralmente não necessário, exceto se tosse intensa e 
  incapacitante (❓ dias)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# CORTICOIDE, SE SINTOMAS LEVES
01. Dexametasona 4mg/mL – 01 ampola, IM

# ANTI-HISTAMÍNICO, SE COMPONENTE ALÉRGICO/GOTEJAMENTO PÓS-NASAL EVIDENTE:
02. Prometazina 50mg/2mL (25mg/mL) - Aspirar 01 mL de 01 ampola, IM

# BRONCODILATADOR, SE BRONCOESPASMO ASSOCIADO:
03. Salbutamol 100mcg – 6 jatos com espaçador, de 20/20min, por 01 hora.
Para casa:
01. Dropropizina 3mg/mL xarope ––––––––––– 01 frasco
Tomar 10mL, via oral, de 8/8h, se tosse

02. Loratadina 10mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, via oral, 1x/dia (preferencialmente à noite), por 10 dias

04. Soro fisiológico 0,9% ––––––––––– 01 frasco
Realizar lavagem nasal com 20mL em cada narina, 3x/dia

# USO NASAL

04. Budesonida spray nasal 50mcg ––––––––––– 01 caixa
Aplicar 1-2 jatos em cada narina, de 1x ao dia (pela manhã), por 30 dias.

OU

04. Mometasona spray nasal 50mcg ––––––––––– 01 frasco
Aplicar 1 jato em cada narina, de 1x ao dia (pela manhã), por 30 dias.
Para casa (receituário especial):
# APENAS SE TOSSE MUITO INTENSA E REFRATÁRIA:

01. Codeína 30mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, via oral, de 8/8h, se tosse intensa, por 7 dias

 

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Influenza

Guia prático para manejo de Influenza no pronto-socorro: tratamento antiviral com oseltamivir, indicações de internação, medidas sintomáticas e critérios de isolamento respiratório.

Paciente típico: Adulto previamente hígido com quadro agudo de febre alta, cefaleia intensa, mialgia generalizada, tosse seca e prostração, em contexto epidemiológico de surto de gripe ou durante período sazonal.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere febre alta (até ❓°C) há ❓ dias de início súbito, associada a cefaleia intensa, mialgia generalizada, tosse seca, odinofagia e prostração importante. Nega dispneia. Relata contato com pessoa com quadro gripal há ❓ dias.

Sintomas associados: calafrios, coriza, congestão nasal, astenia intensa
Nega: dispneia em repouso, dor torácica, vômitos persistentes, confusão mental
Alergias: nega

# Exame físico
Regular estado geral, prostrado, corado, hidratado, acianótico, anictérico
Sinais vitais: FC ❓ bpm, FR ❓ irpm, Tax ❓°C, PA ❓ mmHg, SatO2 ❓% (ar ambiente)
ACV: RCR 2T BNF s/ sopros
AR: MV+ bilateralmente, sem RA
Orofaringe: hiperemia leve de pilares amigdalianos
Ausência de sinais de desconforto respiratório

# HD
- Síndrome Gripal / Influenza

# Conduta
- Antiviral: Oseltamivir 75mg VO 12/12h por 5 dias (se indicado)
- Tratamento sintomático: analgésico/antitérmico, descongestionante nasal
- Isolamento de gotículas
- Hidratação oral
- Repouso domiciliar
- Orientar sinais de alerta para retorno
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL AD ou SF0,9%, EV lento
02. BROMOPRIDA 10mg/2mL – 01 ampola (2mL) + 08mL SF0,9%, EV lento (se náuseas)

# Se indicação de antiviral (grupos de risco ou doença grave):
03. OSELTAMIVIR 75mg – 01 comprimido, VO, iniciar na primeira dose no PS
Para casa:
01. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se febre ou dor

02. ACETILCISTEÍNA Xarope 40mg/mL ou Granulado 600mg ––––––––––– 01 frasco/caixa
Tomar 15mL do xarope OU 01 envelope dissolvido em ½ copo d'água, VO, 1x/dia, por 5 dias

03. ONDANSETRONA 4mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos

# Apenas se INDICAÇÃO DE ANTIVIRAL (ver critérios abaixo):

04. FOSFATO DE OSELTAMIVIR 75mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 5 dias

 

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Doenças Respiratórias

Edema Agudo de Pulmão (EAP) Cardiogênico

Guia completo para manejo de EAP cardiogênico: vasodilatadores, diuréticos, VNI, prescrições práticas para PS e alta hospitalar, orientações ao paciente e CID-10.

Paciente típico: Adulto ou idoso com histórico de cardiopatia (ICC, IAM prévio, HAS não controlada) ou sem histórico conhecido, apresentando dispneia intensa de início súbito ou progressivo, ortopneia, estertores crepitantes difusos, hipertensão arterial e dessaturação.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dispneia intensa de início há ❓ horas, associada a ortopneia, tosse com expectoração rósea e espumosa, sudorese profusa e ansiedade. Relata piora progressiva aos esforços mínimos. Nega dor torácica. Refere dispneia paroxística noturna há ❓ dias. Possui histórico de HAS e/ou ICC. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
Paciente em regular/mau estado geral, ansioso, taquipneico, sudoreico, usando musculatura acessória. 
Aparelho respiratório: estertores crepitantes difusos em todos os campos pulmonares, tiragem intercostal
Aparelho cardiovascular: RCR, taquicárdico, presença de B3 (ritmo de galope), bulhas hipofonéticas, sem sopros audíveis
Extremidades: perfusão periférica lentificada, pulsos finos, cianose periférica, edema de MMII ❓+/4+

# HD
- Edema Agudo de Pulmão Cardiogênico
- Insuficiência Cardíaca Aguda Descompensada
- Crise Hipertensiva (se PA muito elevada)

# Conduta
- Monitorização contínua em sala de emergência/UTI
- Oxigenoterapia suplementar (alvo SatO2 > 94%)
- Posição sentada ou Fowler elevada
- Acesso venoso calibroso
- Vasodilatador endovenoso (Nitroglicerina ou Nitroprussiato)
- Diurético de alça EV (Furosemida)
- VNI com CPAP se SatO2 < 90% apesar de O2 suplementar
- Restrição hídrica rigorosa
- ECG de 12 derivações para investigar isquemia/IAM
- RX de tórax (não aguardar para iniciar tratamento)
- Solicitar: troponina, BNP/NT-proBNP, eletrólitos, ureia, creatinina, hemograma
- Avaliar necessidade de ecocardiograma à beira do leito
- IOT + VMI se refratário à VNI ou deterioração clínica
- Internação em UTI para monitorização e ajuste de terapia
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. VASODILATADOR - Nitroglicerina 50mg/10mL (5mg/mL) – Diluir 01 ampola (10mL) em SG5% 240mL, infundir em bomba de infusão contínua, iniciar 5mL/h (5mcg/min), titular 2-3mL a cada 5-10min até PA alvo (redução 25% da PA inicial), EV contínuo
    # PA ALVO: Redução de 25% da PAM nas primeiras horas (máximo 25% em 24h)

02. DIURÉTICO DE ALÇA - Furosemida 20mg/2mL (10mg/mL) – 04 ampolas (8mL = 80mg) + 12mL de SF0,9%, EV lento em 10min (dose: 0,5-1mg/kg ou 2x dose oral habitual)
    # Reavaliar após 20-30min, repetir dose se necessário

03. OXIGENOTERAPIA - O2 suplementar com cateter nasal 2-5L/min ou máscara com reservatório 10-15L/min
    # ALVO: SatO2 > 94%

# SE SatO2 < 90% APESAR DE O2 SUPLEMENTAR:
04. VNI - CPAP com pressão 5-10 cmH2O, FiO2 ajustada para SatO2 > 94%
    # Volume corrente alvo: 6-8 mL/kg

# SE ANSIEDADE IMPORTANTE:
05. BENZODIAZEPÍNICO - Midazolam 5mg/5mL (1mg/mL) – 01 ampola (5mL) + 15mL SF0,9%, EV lento em 3-5min
    # Dose: 0,05-0,1mg/kg (máximo 5mg)
    # CUIDADO: Pode causar depressão respiratória

# SE DOR TORÁCICA ASSOCIADA (INVESTIGAR IAM):
06. MORFINA - Morfina 10mg/mL – 01 ampola (1mL = 10mg) + 09mL SF0,9%, administrar 3-5mL (3-5mg) EV lento
    # Reduz ansiedade, pré-carga e pós-carga
    # CUIDADO: Monitorar depressão respiratória
Para casa:
# ALTA HOSPITALAR APÓS ESTABILIZAÇÃO E COMPENSAÇÃO CLÍNICA
# GERALMENTE APÓS INTERNAÇÃO HOSPITALAR DE ❓ DIAS

01. Furosemida 40mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã em jejum
Manter acompanhamento cardiológico para ajuste de dose

02. Espironolactona 25mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia pela manhã
Realizar controle de potássio sérico

03. Enalapril 20mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h
Controlar PA e função renal periodicamente

04. Carvedilol 6,25mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (após estabilização)
Iniciar com dose baixa e titular gradualmente

05. Sinvastatina 40mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia à noite

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

IMPORTANTE: A alta hospitalar no EAP cardiogênico só deve ocorrer após internação hospitalar, compensação completa do quadro, identificação e tratamento da causa desencadeante, e ajuste adequado da terapia medicamentosa. O paciente NÃO deve ter alta diretamente do PS para casa sem internação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Respiratórias

Edema Agudo de Pulmão (EAP) Hipertensivo

Guia prático de atendimento e prescrição para EAP hipertensivo. Inclui vasodilatadores EV, diuréticos de alça, VNI e manejo da pós-carga cardíaca no pronto-socorro e alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto/idoso com hipertensão arterial descompensada, apresentando dispneia súbita de repouso, ortopneia, taquipneia, estertores crepitantes difusos em ambos hemitórax e pressão arterial sistólica > 160 mmHg.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dispneia de início súbito há ❓ horas, de forte intensidade, sem melhora em repouso. Relata ortopneia e ❓ episódios de dispneia paroxística noturna. Refere tosse com expectoração rósea e espumosa. Nega febre, dor torácica ou palpitações. 

Hipertenso de longa data, em uso irregular de medicações anti-hipertensivas. Nega outras comorbidades.

Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, taquipneico (FR: ❓ irpm), sudoreico, ansioso, uso de musculatura acessória.

Aparelho cardiovascular: Bulhas rítmicas, normofonéticas, ritmo de galope (B3+). Sem sopros. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos.

Aparelho respiratório: Taquipneia, estertores crepitantes difusos em todos os campos pulmonares, bilateralmente.

Extremidades: Sem edema de MMII. TEC < 3 segundos.

# HD
- Edema Agudo de Pulmão Hipertensivo (Perfil B)
- Insuficiência Cardíaca Aguda Descompensada

# Conduta
- Monitorização contínua (PA, FC, SatO2, ECG)
- Oxigenoterapia/VNI conforme SatO2
- Vasodilatador endovenoso (nitroprussiato) – redução da pós-carga
- Diurético de alça EV (furosemida)
- Radiografia de tórax, ECG, troponina, BNP
- Internação em ambiente de terapia intensiva ou semi-intensiva
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Nitroprussiato de sódio (Nipride) 50mg/2mL – Diluir 2mL em SG5% 248mL, infundir via EV em BIC a 2mL/h. Titular de 2 em 2mL/h a cada 3-5 minutos até PAS alvo: 110-130 mmHg (MÁX: 45 mL/h)

02. Furosemida 20mg/2mL – Administrar 4mL (40mg = 0,5mg/kg para 80kg), EV em bolus. Reavaliar após 20 minutos e repetir se necessário

03. Oxigênio suplementar com VNI CPAP 5 cmH2O, se SatO2 < 90%

# Monitorização
04. Oximetria de pulso contínua – SatO2 alvo: 90-94%
05. Monitorização cardíaca contínua
06. Controle de PA não invasivo de 5/5 min até estabilização, depois de 15/15 min
Para casa:
** ALTA HOSPITALAR APÓS ESTABILIZAÇÃO E CONTROLE PRESSÓRICO **

01. Furosemida 40mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, pela manhã, em jejum

02. Captopril 25mg ––––––––––– 90 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h (3x ao dia)

03. Carvedilol 6,25mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (2x ao dia)

04. Espironolactona 25mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, pela manhã

05. Ácido Acetilsalicílico 100mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, após café da manhã

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

IMPORTANTE: Alta hospitalar somente após estabilização completa, controle pressórico adequado, resolução da congestão pulmonar e pelo menos 24h sem necessidade de diuréticos ou vasodilatadores endovenosos.

 

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Respiratórias

Tromboembolismo Pulmonar (TEP)

Guia completo para diagnóstico e tratamento do TEP na emergência: estratificação de risco, anticoagulação plena, trombólise, manejo hemodinâmico e alta segura com anticoagulação oral.

Paciente típico: Adulto, 50-70 anos, com dispneia súbita, taquicardia e dor torácica pleurítica. História de imobilização recente, cirurgia ou viagem prolongada. Pode apresentar edema assimétrico de membro inferior.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata dispneia de início súbito há ❓ horas/dias, de intensidade progressiva.
Associada a dor torácica pleurítica (piora com inspiração profunda) em hemitórax ❓.
Taquicardia, sudorese e ansiedade.
Nega febre, tosse produtiva ou hemoptise.
Relata ❓ [cirurgia recente / imobilização prolongada / viagem longa / uso de anticoncepcional / neoplasia ativa].
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, taquipneico, ansioso, sudoreico
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm (geralmente > 100) | FR: ❓ irpm (geralmente > 20) | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% em ar ambiente
Ausculta pulmonar: MV presente bilateralmente, sem ruídos adventícios
Ausculta cardíaca: bulhas rítmicas, taquicárdicas, ❓ [P2 hiperfonética]
Membros inferiores: ❓ [edema assimétrico em MIE/MID com empastamento de panturrilha / sem alterações]
Sinal de Homans: ❓ [positivo / negativo]

# HD
- Tromboembolismo Pulmonar (TEP) - risco ❓ [baixo / intermediário / alto]
- Wells para TEP: ❓ pontos
- PESI simplificado: ❓ pontos

# Conduta
- Monitorização contínua + acesso venoso periférico calibroso
- Oxigenoterapia conforme necessidade (alvo SatO2 > 90%)
- Estratificação de risco (Wells, PESI, troponina, BNP)
- Anticoagulação plena imediata (Enoxaparina SC ou HNF EV)
- ❓ [Trombólise se instabilidade hemodinâmica]
- Solicitar: hemograma, função renal, troponina, BNP, D-dímero, AngioTC tórax
- Analgesia e controle de sintomas
- Alta com anticoagulação oral por no mínimo 3 meses
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# ANTICOAGULAÇÃO PLENA (iniciar imediatamente)
01. Enoxaparina 60mg/0,6mL (100mg/mL) – 01 seringa (0,6mL para 60kg), SC, de 12/12h
    (Ajustar dose: 1mg/kg de 12/12h - máximo 100mg/dose)
    (Se > 75 anos: 0,75mg/kg de 12/12h)
    (Se ClCr < 30: 1mg/kg de 24/24h)

# ANALGESIA
02. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, de 6/6h

# SUPORTE HEMODINÂMICO (se instabilidade)
03. Cristaloide (SF0,9% ou Ringer Lactato) 500mL EV em bolus, avaliar resposta
04. Norepinefrina 4mg/4mL – diluir em 246mL SG5%, iniciar 0,05mcg/kg/min, titular

# SUPORTE RESPIRATÓRIO
05. Oxigênio suplementar S/N (cateter nasal 2-6L/min ou máscara)

# SE INDICAÇÃO DE TROMBÓLISE (TEP maciço/instável)
06. Alteplase 50mg – diluir 100mg (2 amp) + 100mL SF0,9% EV em BIC, correr em 2h
Para casa:
01. Rivaroxabana 15mg ––––––––––– 42 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (durante 21 dias)
Após 21 dias: mudar para 20mg, VO, 01x/dia
Continuar por no mínimo 3 meses

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor

03. Rivaroxabana 20mg ––––––––––– 90 comprimidos
(Prescrever para uso após completar 21 dias com 15mg)
Tomar 01 comprimido, VO, 01x/dia, durante 90 dias
Para casa (receituário especial):
# ANTICOAGULAÇÃO ORAL - CONTINUAÇÃO DO TRATAMENTO INICIADO NO PS

Observação: A rivaroxabana NÃO requer receituário especial.
Caso opte por varfarina:

01. Varfarina 5mg ––––––––––– 90 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 01x/dia em jejum
Ajustar dose conforme INR (manter entre 2-3)
Manter por no mínimo 3 meses
Controle de INR semanal até estabilização, depois mensal

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Respiratórias

Crupe (Laringotraqueíte viral aguda)

Guia prático para manejo do crupe no pronto-socorro pediátrico: classificação de gravidade, nebulização com adrenalina, dexametasona e critérios de alta. Atualizado 2025.

Paciente típico: Criança de 6 meses a 3 anos com pródromos catarrais há 1-2 dias, evoluindo com tosse ladrante (metálica), rouquidão e estridor inspiratório, geralmente piorando à noite. Febre baixa e sem sinais de toxemia.

 

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História clínica típica
# História Clínica
QP: "Tosse de cachorro" há ❓ dias

HDA: Mãe refere que a criança iniciou há ❓ dias com coriza hialina e 
obstrução nasal leve. Evoluiu com tosse seca característica ("latido de 
cachorro"), rouquidão e "chiado" ao respirar, mais intenso à noite.
Febre baixa (até 38,5°C). Nega dificuldade para engolir.
Nega sialorreia. Nega posição antálgica preferencial.
Melhora parcial com ar frio/úmido.

ISDA: Nega diarreia, vômitos, exantema. Aceita líquidos.

AP: Hígida, vacinação em dia.
Nega internações prévias. Nega atopias conhecidas.

Alergias: NEGA ALERGIAS MEDICAMENTOSAS CONHECIDAS

# Exame físico
REG, corada, hidratada, acianótica, anictérica
FR: ❓ irpm | FC: ❓ bpm | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% em AA
Peso: ❓ kg

Orofaringe: hiperemia leve, sem exsudato, SEM sinais de epiglotite
Ausência de sialorreia ou disfagia
Pescoço: ausência de linfadenomegalias volumosas

AR: Estridor inspiratório [leve/moderado/grave]
[Com/Sem] tiragem intercostal
[Com/Sem] batimento de asa nasal
MV presente bilateralmente, sem RA

ACV: BRNF 2T, sem sopros

Abd: Flácido, indolor, RHA+

Neuro: Ativa, interagindo com o ambiente

# HD
- Laringotraqueíte viral aguda (Crupe) [leve/moderado/grave]

# Conduta
- Classificar gravidade (presença de estridor em repouso)
- Dexametasona VO ou IM (todos os casos)
- Nebulização com adrenalina (se moderado/grave)
- Observação 3-4h após adrenalina
- Alta se ausência de estridor em repouso
- Orientações de sinais de alarme
Classificação de Gravidade do Crupe
GRAVIDADE ESTRIDOR TIRAGEM ENTRADA DE AR CONSCIÊNCIA CONDUTA
LEVE Ausente em repouso, presente ao choro Ausente ou leve Normal Normal Dexametasona VO
MODERADO Presente em repouso Moderada Levemente diminuída Normal Dexametasona + Adrenalina NBZ
GRAVE Acentuado em repouso Grave + BAN Muito diminuída Agitado ou letárgico Dexametasona + Adrenalina NBZ + Observação rigorosa
IMINÊNCIA DE IRpA Pode estar ausente (exaustão) Paradoxal Mínima Obnubilado IOT de EMERGÊNCIA
Prescrição para paciente típico
Crupe LEVE (sem estridor em repouso):
01. Dexametasona 4mg/mL – Fazer ❓ mL, VO, dose única AGORA
    (Dose: 0,15-0,3 mg/kg – máx. 10 mg)

02. Dipirona 500mg/mL gotas – 1 gota/kg, VO, se febre (T ≥ 37,8°C) ou dor
    (máx.: 40 gotas/dose)

# Observação por 1-2 horas
# Alta com orientações se estável
Crupe MODERADO/GRAVE (com estridor em repouso):
01. Dexametasona 4mg/mL – Fazer ❓ mL (0,6 mg/kg), IM ou EV, dose única AGORA
    (máx.: 16 mg)

02. Nebulização com Adrenalina 1mg/mL (pura) – ❓ mL + SF 0,9% qsp 5 mL
    (Dose: 0,5 mL/kg – máx. 5 mL)
    Pode repetir após 30 minutos se necessário

03. O2 suplementar úmido se SatO2 < 92% - cateter nasal 1-2 L/min

04. Dipirona 500mg/mL (15mg/kg) – Fazer ❓ mL + AD qsp 20 mL, EV lento, 
    se febre ou dor

# Observação por 3-4 horas após nebulização com adrenalina
# Alta se ausência de estridor em repouso após período de observação
Para casa (após alta do PS):
01. Dexametasona 0,1mg/mL elixir ––––––––––– 01 frasco
    Tomar ❓ mL (0,15 mg/kg), VO, 1x ao dia, por mais 1-2 dias
    (somente se não recebeu dexametasona injetável no PS)

02. Dipirona 500mg/mL gotas ––––––––––– 01 frasco
    Tomar 1 gota/kg, VO, de 6/6h, se febre ou dor
    (máx.: 40 gotas/dose)

03. Paracetamol 200mg/mL gotas ––––––––––– 01 frasco
    ALTERNATIVA: Tomar 1 gota/kg, VO, de 4/4h ou 6/6h, se febre ou dor
    (máx.: 50 gotas/dose)

 


 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 


 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 


 

📋 CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO

CRITÉRIO CONDUTA
Estridor em repouso persistente após 3-4h de observação Internação para monitorização
Necessidade de >3 nebulizações com adrenalina Internação
SatO2 < 92% persistente em ar ambiente Internação + O2
Sinais de exaustão respiratória UTI Pediátrica
Suspeita de epiglotite ou traqueíte bacteriana Internação + ATB parenteral
Comorbidades (cardiopatia, pneumopatia, imunodeficiência) Baixo limiar para internação
Condição socioeconômica desfavorável/dificuldade de retorno Considerar observação prolongada

 


 

⚠️ DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS

CONDIÇÃO CARACTERÍSTICAS DIFERENCIAIS
Epiglotite aguda Quadro agudo e fulminante, febre ALTA, toxemia, sialorreia, disfagia, posição em tripé, SEM tosse e SEM rouquidão, epiglote vermelho-cereja. EMERGÊNCIA - garantir via aérea!
Traqueíte bacteriana Geralmente pós-crupe viral, febre ALTA, piora progressiva, NÃO responde à adrenalina, secreção purulenta. ATB parenteral (Oxacilina/Vancomicina) + considerar IOT
Laringite estridulosa Início SÚBITO sem pródromos, despertar noturno com estridor, afebril, melhora espontânea rápida. Tratamento igual ao crupe
Aspiração de corpo estranho Início súbito durante alimentação ou brincadeira, história de engasgo, sibilos localizados. RX tórax + broncoscopia
Abscesso retrofaríngeo Febre, disfagia, rigidez de nuca, massa palpável, torcicolo. TC cervical + drenagem cirúrgica
Angioedema/Anafilaxia História de exposição a alérgeno, urticária, edema facial, hipotensão. Adrenalina IM + corticoide
Laringomalácia Estridor CRÔNICO desde primeiras semanas de vida, piora com choro/alimentação, melhora em prono. Nasofibrolaringoscopia

 


 

🔬 QUANDO SOLICITAR EXAMES

⚠️ ATENÇÃO: Na suspeita de epiglotite, NÃO manipular orofaringe e NÃO solicitar exames até garantir via aérea!

 


 

🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Doenças Gastrointestinais

Gastroenterite Aguda (GECA) / Diarreia Aguda

Guia prático para manejo de gastroenterite aguda e diarreia: hidratação, antiemeticos, probióticos, critérios para antibioticoterapia, sinais de alarme e orientações de alta para urgência e emergência.

Paciente típico: Adulto jovem previamente hígido com quadro de diarreia aquosa há 2-3 dias, associada a náuseas, vômitos e dor abdominal em cólica, sem febre alta ou sinais de desidratação grave.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere diarreia há ❓ dias, com ❓ episódios nas últimas 24h, fezes líquidas/pastosas, sem sangue ou muco visível, associado a dor abdominal difusa em cólica de moderada intensidade.
Relata❓Nega náuseas com❓sem vômitos (❓ episódios nas últimas 24h).
Sintomas associados: febre, mialgia, cefaleia.
Comorbidades: nega
Medicações em uso: nega
Alergias medicamentosas: nega


# Exame físico
BEG, levemente desidratado, acianótico, anictérico, afebril
Abdome: plano, flácido, RHA presentes, levemente doloroso difusamente à palpação superficial, sem defesa ou irritação peritoneal, sem massas ou visceromegalias.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# HD
- Gastroenterite aguda
- Desidratação leve

# Conduta
- Oriento hidratação oral vigorosa
- Prescrevo sintomáticos
- Oriento retorno em caso de sinais de alarme
- Alta com prescrição de sintomáticos e reidratação oral
- Atestado: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Se desidratação ou vômitos importantes
Soro Fisiológico 0,9% 500mL – 01 bolsa, EV, correr em ❓ minutos

# Se máusea/vômitos
Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM (ou + ABD, EV)

# Se dor abdominal
Escopolamina + Dipirona 4mg/500mg – 01 ampola (5mL), aspirar 2mL, IM (ou + ABD, EV)

# SE CRITÉRIOS PARA ANTIBIOTICOTERAPIA (febre alta, disenteria, sepse):
Ciprofloxacino 400mg/200mL – 200mL, EV em 60min (ou Azitromicina 500mg)
Para casa:
01. Soro de Reidratação Oral (SRO) ––––––––––– 4 envelopes
Diluir 01 envelope em 01 litro de água filtrada/fervida, manter na geladeira e tomar ao longo do dia.

02. Escopolamina + Dipirona 10mg/250mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor ou cólica abdominal.

03. Repositor de Flora (Floratil/Florax/Repoflor/Enterogermina) ––––––– 8 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 4 dias.

04. Ondansetrona 8mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náusea ou vômito.

# Se distensão abdominal
05. Simeticona 75mg/mL ––––––––––– 01 frasco
Tomar 40 gotas, de 8/8h, se distensão abdominal, por até 3 dias.

Para casa (receituário especial):
# APENAS SE SINAIS DE DISENTERIA (fezes com sangue/muco + febre):
01. Ciprofloxacino 500mg ––––––––––– 06 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 03 dias
OU
01. Azitromicina 500mg ––––––––––– 03 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 01 vez ao dia, por 03 dias


# APENAS SE SUSPEITA DE GIARDÍASE (diarreia > 7 dias + esteatorreia):
02. Metronidazol 250mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 02 comprimidos, VO, de 8/8h, por 5 dias

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Constipação

 

Guia prático para manejo de constipação no pronto-socorro com enemas, laxantes osmóticos e procinéticos para alívio rápido e tratamento domiciliar.

Paciente típico: Adulto ou idoso com redução da frequência evacuatória (< 3x/semana), fezes endurecidas, desconforto abdominal e sensação de evacuação incompleta, sem sinais de obstrução intestinal.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Refere estar há ❓❓ dias com dor e distensão abdominal, associados a constipação e náusea, sem vômitos. Flatos presentes.
Nega queixas urinárias.
Nega alergias.

# Exame físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil.
Abdome distendido. RHA presente. Doloroso à palpação profunda. Sem sinais de irritação peritoneal. Sem massas ou visceromegalias palpáveis.

# HD
- Constipação

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento retorno em caso de persistência dos sintomas.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Enema de glicerina 12% 250mL – Aplicar o conteúdo de 1 frasco via retal
02. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola + ABD, EV
03. Buscopan Composto - 01 ampola + ABD, EV
Para casa:
01. Lactulose 667mg/mL ––––––––––– 01 frasco
Tomar 15mL, VO, 1x ao dia, por 7 dias, ou até evacuar 2x.

02. Ondansetrona 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas por 3 dias.

03. PHOSFOENEMA® 130 mL ––––––––––– 1 frasco
Como aplicar:
- Deite-se de lado (preferencialmente lado esquerdo)
- Dobre os joelhos em direção ao peito
- Insira suavemente a ponta do aplicador no ânus (cerca de 3-4 cm)
- Pressione o frasco lentamente até esvaziar todo o conteúdo
- Retire o aplicador mantendo o frasco pressionado
- Permaneça deitado por 2-5 minutos
- Tente reter o líquido por 2-5 minutos (até sentir vontade forte de evacuar)
- Dirija-se ao banheiro quando sentir necessidade

Orientações importantes:
- Use apenas 1 frasco em 24 horas
- O efeito ocorre normalmente entre 2-15 minutos
- Não use se tiver dor abdominal intensa, náusea ou vômitos

Retorne se:
- Não houver evacuação em 30 minutos
- Apresentar dor abdominal intensa
- Tiver sangramento retal

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Vômitos e Desidratação

Guia completo de prescrição e manejo para vômitos e desidratação no pronto-socorro: hidratação oral/venosa, antieméticos, avaliação de gravidade, planos A/B/C e orientações de alta com prescrições práticas.

Paciente típico: Adulto ou criança com vômitos recorrentes há ❓ horas/dias, associado a sinais clínicos de desidratação (mucosas secas, olhos fundos, turgor diminuído), incapaz de manter hidratação oral adequada.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente apresenta vômitos há ❓ dias, com ❓ episódios nas últimas 24h.
Refere incapacidade de manter líquidos por VO.
Nega febre, dor abdominal intensa, sangue nos vômitos ou fezes.
Relata diminuição da diurese e sensação de boca seca.
Sem alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
REG, descorado ❓/+4, desidratado ❓/+4
Mucosas: secas/hipocoradas
Turgor cutâneo: diminuído
Sinal da prega: ❓ segundos
Pulsos: cheios/regulares
AC: RCR 2T BNF s/ sopros
AR: MVF s/ RA bilateralmente
Abdome: plano, flácido, RHA+, indolor à palpação, sem VMG
Extremidades: perfundidas, TEC < 3s

# HD
- Vômitos de repetição
- Desidratação (leve/moderada/grave)
- Gastroenterite aguda (se associado a diarreia)

# Conduta
- Avaliação do grau de desidratação
- Hidratação oral ou venosa conforme gravidade
- Antiemético EV/IM
- Correção de distúrbios hidroeletrolíticos se necessário
- Orientações sobre sinais de alarme
- Afastamento: ❓ dias (se necessário)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# DESIDRATAÇÃO LEVE (Plano B - TRO):
01. Solução de Reidratação Oral (SRO) – 75mL/kg em 4h, via oral, 
    pequenas alíquotas
02. Ondansetrona 4mg/2mL – Diluir 01 ampola em 100mL SF0,9%, 
    EV em 15-20min, agora e se vômitos
03. Dipirona 1g/2mL – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, 
    se dor/febre

# DESIDRATAÇÃO MODERADA A GRAVE (Plano C - Hidratação EV):
01. Cloreto de Sódio 0,9% 500mL – EV rápido (20mL/kg em 20min), 
    repetir até 3x se necessário
02. Ondansetrona 4mg/2mL – Diluir 01 ampola em 100mL SF0,9%, 
    EV em 15-20min, de 8/8h
03. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola (2mL), IM, de 8/8h, se vômitos
04. Dipirona 1g/2mL – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, 
    de 6/6h, se dor/febre
05. Omeprazol 40mg – 01 frasco, EV, 1x ao dia, pela manhã

# APÓS FASE DE EXPANSÃO - Manutenção (se internado):
06. Cloreto de Sódio 0,9% 500mL – 25mL/kg EV em 6h (1ª fase)
07. Após melhora: 25mL/kg em 8h, sendo 2/3 de SG 5%
Para casa:
01. Ondansetrona 8mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos, 
por até 3 dias

02. Omeprazol 20mg ––––––––––– 14 cápsulas
Tomar 01 cápsula, VO, pela manhã, em jejum, por 14 dias

03. Dipirona 500mg ––––––––––– 12 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre

04. Soro de Reidratação Oral (Hidralyte/Hidraplex) ––––––– 4 sachês
Diluir 01 sachê em 1 litro de água filtrada. Tomar 200mL após 
cada episódio de vômito ou evacuação

 

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🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Cólica Biliar

 

Guia prático para manejo da cólica biliar no pronto-socorro: analgesia com dipirona, antiespasmódico com escopolamina, antiemético se náuseas. Prescrição domiciliar com Buscopan composto.

Paciente típico: Mulher de 35-60 anos, com história de intolerância alimentar a alimentos gordurosos, apresentando dor em hipocôndrio direito pós-alimentar, de intensidade moderada a forte, com irradiação para região infraescapular direita, associada a náuseas.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor em hipocôndrio direito há cerca de ❓❓ horas, iniciada após ingestão de refeição gordurosa. Dor em cólica, forte intensidade, com irradiação para região infraescapular direita. Associada a náusea e vômitos de conteúdo alimentar (❓❓ episódios). 
Nega febre, icterícia ou colúria.
Nega alergias.

# Exame Físico
Estado geral regular, conscinente, orientado, vigil, hidratado, afebril.
Plano, flácido, dor à palpação profunda em hipocôndrio direito, sem defesa ou rigidez. Sinal de Murphy negativo. Sem visceromegalias palpáveis.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Cólica biliar

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento evitar alimentos gordurosos e refeições copiosas.
- Retornar imediatamente se apresentar piora clínica (febre, icterícia, vômitos persistentes ou dor intensa contínua).
- Procurar acompanhamento com atenção primária para avaliação cirúrgica eletiva.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Buscopan Composto 10mg/2mL – 01 ampola + SF0,9%, EV
02. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola + SF0,9%, EV
Para casa:
01. Buscopan Composto 10+250mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 6/6h, se cólica abdominal.

02. Ondansetrona 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 8/8h, se náusea ou vômito.
Para casa (especial):
01. Tramadol 50mg ————————— 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor intensa refratária, por até 3 dias.

 

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🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Gastrite e DRGE

 

Guia prático para tratamento de gastrite e DRGE no pronto-socorro. Inclui prescrições EV/IM para PS e medicações VO para casa, com orientações alimentares e posturais para controle sintomático eficaz.

Paciente típico: Adulto jovem a meia-idade, com dor epigástrica em queimação, pirose, regurgitação ácida, que piora com alimentação e decúbito. Pode ter história de uso de AINEs, estresse ou H. pylori.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata dor epigástrica em queimação iniciada há ❓❓ dias, com piora após refeições. Refere náuseas frequentes, sem episódios de vômitos. Nega hematêmese ou melena. Dor de intensidade moderada, sem irradiação, com melhora parcial com uso de antiácido.
Nega febre. Nega alergias.

# Exame físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil, normocorada, hidratada.
Abdome flácido, normotimpânico. RHA presente. Indolor à palpação superficial ou profunda. Sem sinais de irritação peritoneal. Sem massas ou visceromegalias palpáveis.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# HD
DRGE

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
- Oriento buscar atenção primária para seguimento ambulatorial.
- Atestado médico de 1 dia.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Omeprazol 40mg + 10mL de diluiente próprio, EV
02. Buscopan Composto – 01 ampola + abd, EV
Para casa:
01. Omeprazol 20mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 2 comprimidos pela manhã em jejum, 30 minutos antes do café-da-manhã, por 8 semanas.

 

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🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Hemorragia Digestiva Alta (HDA) Não Varicosa

Hemorragia digestiva alta não varicosa: IBP em altas doses, endoscopia urgente, estabilização hemodinâmica. Controle imediato do sangramento com supressão ácida e avaliação endoscópica precoce.

Paciente típico: Adulto, história de uso de AINEs/AAS, síndrome dispéptica prévia, melena/hematêmese, dor epigástrica.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata episódios de hematêmese há aproximadamente ❓❓ horas, precedidos por quadro de melena há ❓❓ dias.
Refere dor epigástrica de moderada intensidade (❓❓/10), tipo queimação, iniciada há ❓❓ dias. 
Nega febre. Nega alergias.

# Exame Físico
Estado geral regular, consciente, orientado, pálido 1+/4+, desidratado 1+/4+.
Abdome flácido, doloroso à palpação em epigástrio. Sem sinais de irritação peritoneal.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Úlcera péptica complicada com sangramento
- Gastrite erosiva/hemorrágica
- Síndrome de Mallory-Weiss

# Conduta
- Reposição volêmica com SF0,9%
- Solicito exames (hemograma, coagulograma, bioquímica, tipagem/prova cruzada)
- Inicio medicações para reduzir/evitar sangramento
- Solicito internação/EDA de urgência
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:

01. SF0,9% - 1000mL, EV
02. Ácido Tranexâmico 250mg/5ml - 4 ampolas + 250ml SF 0,9%, EV
03. Omeprazol 40mg/10mL - 2 ampolas, EV lento (fazer em 10 min) // ataque
04. Omeprazol 40mg/10mL - 1 ampola, EV lento (fazer em 5 min), 12/12h // manutenção
05. Bromoprida (10 mg/2 mL) - 01 ampola + ABD, EV, 8/8h

# Se Hb < 7 (cada bolsa aumenta 1 ponto de Hb)
06. Concentrado de hemácias (300 mL) - 01 bolsa, EV
Para casa:
01. Omeprazol 40mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido VO pela manhã em jejum por 8 semanas.

 

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🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Hemorragia Digestiva Alta (HDA) Varicosa

Sangramento por varizes esofágicas: drogas vasoativas, endoscopia urgente, IBP EV. Controle hemorrágico imediato prioritário na emergência.

Paciente típico: Cirrótico, etilista crônico, hipertensão portal, apresentando hematêmese e/ou melena com instabilidade hemodinâmica.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente etilista crônico, com diagnóstico prévio de cirrose hepática, apresenta há ❓❓ horas episódios de hematêmese volumosa associada a melena nas últimas ❓❓ horas. 
Relata tontura, fraqueza intensa e sudorese fria. 
Nega dor abdominal, febre ou dor torácica.
Nega alergias.

# Exame Físico
Estado geral regular, pálido 2+/4+, desidratado 1+/4+.
Consciente, orientado, sem sinais de encefalopatia hepática.
Abdome ascítico, distendido, presença de circulação colateral, fígado palpável ❓cm abaixo do rebordo costal direito de consistência endurecida, baço palpável.
Edema ❓/4+ em membros inferiores, eritema palmar.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Hemorragia digestiva alta varicosa (ruptura de varizes esofágicas)
- Hemorragia digestiva alta não varicosa (úlcera péptica sangrante)
- Síndrome de Mallory-Weiss

# Conduta
- Reposição volêmica com SF0,9%
- Solicito exames (hemograma, coagulograma, bioquímica, gasometria, tipagem/prova cruzada)
- Inicio medicações para reduzir/evitar sangramento
- Solicito internação/EDA de urgência
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dieta oral zero
02. Terlipressina 1mg/5mL – 02 ampolas (2mg), EV bolus, agora // ataque
03. Terlipressina 1mg/5mL – 01 ampola (1mg), EV bolus, 4/4h, por 2-5 dias // manutenção
04. Ácido tranexâmico 250mg/5mL – 02 ampolas + 250mL SF0,9%, EV

# Se sinais de encefalopatia
05. Lactulose (667mg/mL) - 20mL VO, 12/12h, até 2-3 evacuações/dia

# Se tiver dúvida sobre etiologia
06. Omeprazol 40mg/10mL - 2 ampolas, EV lento (fazer em 10 min) // ataque
07. Omeprazol 40mg/10mL - 1 ampola, EV lento (fazer em 5 min), 12/12h // manutenção

# Profilaxia
08. Ceftriaxona (1g/fr) - 01 FA, EV, 24/24h, por 5 dias

# Estabilização hemodinâmica
09. Noradrenalina (8mg/4mL) - 04 ampolas + 234mL SG 5%, EV em BIC a 6mL/h (0,1mcg/kg/min)

# Se Hb < 7 (cada bolsa aumenta 1 ponto de Hb)
10. Concentrado de hemácias (300 mL) - 01 bolsa, EV

# Se náusea/vômitos
11. Bromoprida (10 mg/2 mL) - 01 ampola + ABD, EV, 8/8h
Para casa:
01. Omeprazol 40mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã em jejum por 8 semanas.

02. Propranolol 40mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, uso contínuo.

03. Lactulose 667mg/mL ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 15mL, VO, de 8/8h até 2-3 evacuações/dia

 

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🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Hemorragia Digestiva Baixa (HDB)

Guia prático para hemorragia digestiva baixa: medicamentos, cuidados e prescrições no pronto-socorro. Mortalidade <1%, principais causas diverticulose e angiodisplasias.

Paciente típico: Adulto com idade >60 anos, previamente hígido, apresentando hematoquezia (sangue vivo nas fezes) sem instabilidade hemodinâmica

 

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História clínica típica
# História Clínica
Relata quadro de hematoquezia (sangue vermelho vivo nas fezes) iniciado há ❓❓ dias.
Nega melena ou hematêmese. Episódios de náusea leve, sem vômitos.
Nega febre, dor abdominal intensa ou síncope.
Último episódio de sangramento há ❓❓ horas.
Nega alergias

# Exame Físico
Estado geral bom, consciente, orientado.
Abdome flácido, RHA+, indolor à palpação, sem massas ou visceromegalias.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Doença diverticular com sangramento
- Angiodisplasia
- Doença hemorroidária interna

# Conduta
- Reposição volêmica com SF0,9%
- Solicito lab (hemograma, coagulograma, função renal, tipagem sanguínea)
- Prescrevo medicações
- Oriento retorno para reavaliação após medicação e resultado dos exames
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. SF 0,9% 500mL – 01 frasco, EV
02. Omeprazol 40mg/10mL – 01 ampola, EV, em 5 min.
03. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola + ABD, EV
Para casa:
01. Omeprazol 40mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, 1x ao dia, em jejum, por 30 dias.

02. Ondansetrona 4mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas/vômitos.

03. Lactulose 667mg/mL ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 15mL, VO, 12/12h, até 2-3 evacuações/dia.

 

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🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Pancreatite aguda

Guia prático de prescrição e manejo da pancreatite aguda: hidratação vigorosa, analgesia escalonada, controle de náuseas, critérios de gravidade e orientações para alta hospitalar segura.

Paciente típico: Adulto, ❓ anos, previamente hígido, com dor epigástrica em faixa irradiando para dorso há ❓ horas, associada a náuseas e vômitos. História de etilismo ou litíase biliar conhecida.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor abdominal epigástrica em faixa há ❓ horas, de início súbito, irradiando para dorso, intensidade ❓/10, contínua, sem fatores de melhora. Associada a náuseas e ❓ episódios de vômitos nas últimas 24h. História prévia de etilismo crônico / cálculo biliar conhecido / hipertrigliceridemia.

Nega febre, icterícia, colúria, acolia fecal, hematemese, melena ou hematoquezia. Nega sintomas urinários. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, consciente e orientado, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril.
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% em ar ambiente
Abdome: plano, doloroso à palpação em epigástrio, RHA presentes, sem massas ou visceromegalias, sem sinais de irritação peritoneal. Sem sinal de Cullen ou Grey-Turner.
Aparelho cardiovascular e respiratório sem alterações.

# HD
- Pancreatite aguda
- Investigar etiologia: litíase biliar, alcoólica, hipertrigliceridemia

# Conduta
- Jejum oral
- Hidratação venosa vigorosa
- Analgesia escalonada conforme intensidade da dor
- Antiemético se náuseas/vômitos
- Solicitar: amilase/lipase, HMG, Na, K, Cr, glicemia, TGO, LDH, cálcio, triglicerídeos, USG de abdome total
- Calcular escores de gravidade: Ranson, APACHE II
- Observação em leito com monitorização de sinais vitais
- Internação hospitalar
- Considerar CTI se Ranson > 2 ou APACHE II > 8
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Cloreto de sódio 0,9% 500mL – fazer 5 a 10mL/kg/h EV contínuo (ajustar conforme peso e status cardiovascular)
02. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – diluir 01 ampola (2mL) em 18mL de SF0,9%, fazer EV lento, de 6/6h
03. Bromoprida 10mg/2mL – diluir 01 ampola (2mL) em 18mL de AD, fazer EV lento, de 8/8h, se náuseas

# Se dor moderada a intensa:
04. Tramadol 50mg/mL – diluir 2mL em 100mL de SF0,9%, fazer EV em 30min, de 8/8h, se dor intensa

# Se dor refratária:
05. Morfina 10mg/mL – diluir 1mL em 9mL de SF0,9%, fazer 3 a 5mL EV lento, de 6/6h, se dor refratária

# Cuidados gerais:
- Dieta zero nas primeiras 48 horas
- Sinais vitais de 4/4h
- Monitorização contínua
- Controle de diurese
- Reavaliação clínica frequente
Para casa:
*Geralmente não há prescrição de alta, pois o paciente permanece internado*

Em casos de pancreatite leve, após melhora clínica e reinício de dieta oral:

01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 a 2 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor.

02. Ondansetrona 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas.

03. Omeprazol 20mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 cápsula, VO, pela manhã em jejum, por 30 dias.

 

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🏠 PARA CASA

NOTA IMPORTANTE: A pancreatite aguda geralmente requer internação hospitalar. A alta para casa só é apropriada em casos leves selecionados, após melhora clínica substancial, tolerância oral adequada e ausência de complicações.

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Apendicite Aguda

Guia prático para diagnóstico, tratamento e prescrição da Apendicite Aguda no pronto-socorro. Inclui manejo inicial, antibioticoterapia, analgesia, critérios de gravidade e orientações para alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto jovem (15-35 anos), previamente hígido, com dor abdominal que iniciou em região periumbilical há menos de 24 horas e migrou para fossa ilíaca direita, acompanhada de hiporexia, náuseas e febre baixa.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor abdominal iniciada há ❓ horas em região periumbilical, 
que posteriormente migrou para fossa ilíaca direita. Dor de intensidade 
progressiva, do tipo contínua, com piora aos movimentos. Nega irradiação.
Refere hiporexia importante desde o início do quadro.
Apresentou ❓ episódios de náuseas e ❓ episódios de vômitos nas últimas 24h.
Relata febre não aferida há ❓ horas.
Nega diarreia, disúria, hematúria ou alterações urinárias.
Nega cirurgias abdominais prévias.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, consciente e orientado, em posição antálgica.
Abdome: plano, RHA presentes e normoativos.
Dor à palpação profunda em fossa ilíaca direita.
Sinal de Blumberg POSITIVO em FID.
Sinal de Rovsing POSITIVO.
Defesa abdominal localizada em FID.
Ausência de visceromegalias ou massas palpáveis.

# HD
- Apendicite Aguda

# Conduta
- Jejum absoluto
- Acesso venoso calibroso
- Hidratação venosa
- Analgesia
- Antiemético
- Antibioticoterapia
- Solicitar: hemograma completo, PCR, eletrólitos, função renal
- Solicitar: US de abdome ou TC de abdome com contraste
- Avaliação cirúrgica
- Internar para apendicectomia
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Soro Fisiológico 0,9% 1000mL – correr 500mL EV em 2h, 
    após manter 42 gotas/min (mantendo 125mL/h)

02. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 8mL SF0,9%, EV lento

03. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento

# SE DOR PERSISTENTE/INTENSA
04. Tramadol 50mg/mL – 02mL (100mg) + SF0,9% 100mL, EV em 30min

 

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🏠 PARA CASA

⚠️ IMPORTANTE: Apendicite aguda é uma condição cirúrgica que requer internação hospitalar para tratamento definitivo através de apendicectomia. NÃO há prescrição para alta domiciliar no atendimento inicial.

As prescrições de alta serão fornecidas APÓS O PROCEDIMENTO CIRÚRGICO, conforme:

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Gastrointestinais

Dor abdominal aguda

Guia prático para manejo da dor abdominal aguda no pronto-socorro: avaliação inicial, prescrições sintomáticas (analgésicos, antiespasmódicos, antieméticos), exames complementares, diagnósticos diferenciais e orientações de alta.

Paciente típico: Adulto previamente hígido com dor abdominal de início agudo ou subagudo, com ou sem sintomas associados (náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal), sem sinais de instabilidade hemodinâmica ou peritonismo franco.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor abdominal há ❓ horas/dias, de início súbito/gradual, 
localizada em ❓ (epigástrio/hipocôndrio direito/FID/difusa), com 
intensidade ❓/10, de característica ❓ (cólica/contínua/em peso/em 
queimação), com irradiação para ❓.

Sintomas associados: náuseas (sim/não), vômitos ❓ episódios, febre 
(sim/não), diarreia (sim/não), constipação (sim/não), distensão abdominal 
(sim/não).

Nega: melena, hematêmese, hematoquezia, icterícia, colúria, acolia fecal, 
perda ponderal, sintomas urinários.

Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, hidratado, corado, acianótico, anictérico, afebril/febril
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% (ar ambiente)

Abdome: plano/distendido, RHA presentes/diminuídos, dor à palpação em ❓, 
sem defesa/com defesa, sem massas palpáveis, sem visceromegalias, 
Blumberg negativo/positivo, Murphy negativo/positivo, Giordano 
negativo/positivo.

# HD
- Dor abdominal aguda a esclarecer
- Considerar: gastroenterite aguda / dispepsia / cólica biliar / 
apendicite / diverticulite / cólica nefrética / outras etiologias

# Conduta
- Analgesia sintomática
- Antiemético se náusea/vômito
- Solicitar exames laboratoriais: hemograma, função renal, EAS, beta-HCG 
(se mulher em idade fértil)
- Avaliar necessidade de exames de imagem conforme hipótese diagnóstica
- Reavaliação clínica após analgesia
- Alta com orientações de retorno se melhora clínica / Internação se 
necessidade de investigação adicional ou sinais de gravidade
- Afastamento de ❓ dias se necessário
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Escopolamina + Dipirona 20mg+2,5g/5mL – 01 ampola (5mL) + 15mL ABD, EV lento
02. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola (2mL) + 18mL ABD, EV lento

# Se dor moderada a intensa:
03. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM, dose única

# Se dor refratária:
05. Tramadol 50mg/mL – 02 ampolas (2mL) + SF0,9% 100mL, EV em 30 minutos
OU
05. Morfina 10mg/mL – 01 ampola (1mL) + 09mL SF0,9%, aplicar 3 a 5mL EV lento
Para casa:
01. Buscopan Composto (Escopolamina 10mg + Dipirona 250mg) ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se cólica

02. Ondansetrona 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náusea ou vômito.

03. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por até 5 dias, se dor intensa.
Para casa (receituário especial):
# Apenas se dor moderada/intensa não controlada com medicações comuns:

01. Tramadol 50mg ––––––––––– 12 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor intensa não controlada, por até 3 dias.

 

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Doenças Gastrointestinais

Hérnia Encarcerada

Guia prático para manejo de hérnia encarcerada no pronto-socorro com protocolos de analgesia, antibioticoterapia profilática e critérios para indicação cirúrgica de emergência.

Paciente típico: Adulto ou idoso com abaulamento em região inguinal, umbilical ou epigástrica, previamente redutível, que se torna irredu tível nas últimas ❓ horas, associado a dor súbita e intensa no local, náuseas, vômitos e impossibilidade de eliminar gases.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente com história prévia de hérnia inguinal/umbilical/epigástrica redutível há ❓ meses/anos.
Refere que há ❓ horas apresentou dor súbita e intensa no local da hérnia, associada a aumento do volume do abaulamento.
Relata impossibilidade de reduzir a hérnia manualmente, diferente do habitual.
Apresenta náuseas e ❓ episódios de vômitos nas últimas ❓ horas.
Refere distensão abdominal progressiva e parada de eliminação de gases e fezes há ❓ horas.
Nega febre até o momento.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG/BEG, consciente e orientado, desidratado ❓/4+, taquicárdico.
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | Tax: ❓°C | SatO₂: ❓% em AA
Abdome: distendido, RHA diminuídos, timpânico à percussão, doloroso difusamente à palpação.
Inspeção da região herniária: abaulamento visível em região inguinal/umbilical/epigástrica, com aumento de volume, hiperemia local ❓, sinais flogísticos ❓.
Palpação: massa irredutível, tensa, dolorosa à palpação, sem redução com manobras manuais.
Sinal de Descompressão Brusca: ❓

# HD
- Hérnia encarcerada (inguinal/umbilical/epigástrica)
- Abdome agudo obstrutivo secundário

# Conduta
- Jejum absoluto + passagem de SNE para descompressão gástrica
- Acesso venoso calibroso + hidratação vigorosa com SF 0,9%
- Analgesia potente (opioides associados a analgésicos simples)
- Antiemético EV
- Antibioticoterapia profilática (cobertura para Gram-negativos e anaeróbios)
- Solicitar exames: hemograma, eletrólitos, função renal, gasometria, lactato
- Raio-X de abdome agudo (níveis hidroaéreos, distensão de alças)
- TC de abdome se disponível (confirmar diagnóstico, avaliar complicações)
- Acionamento urgente da cirurgia geral para avaliação e indicação cirúrgica
- Internação hospitalar
- Afastamento: ❓ dias (pós-operatório)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. JEJUM ABSOLUTO + DIETA ZERO
02. SNE para descompressão gástrica, manter aberta
03. SF 0,9% 1000mL – correr 500mL EV em 1 hora, após 500mL EV de 4/4h (reavaliar necessidade de reposição volêmica adicional conforme sinais de desidratação e débito urinário)

# ANALGESIA
04. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL de AD, EV lento, de 6/6h
05. Morfina 10mg/mL – diluir 1mL em 9mL de SF 0,9%, administrar 3 a 5mL (3-5mg) EV lento, de 4/4h ou se dor (dose inicial: 0,05mg/kg)

# SE DOR REFRATÁRIA
06. Morfina 10mg/mL – diluir 1mL em 9mL de SF 0,9%, repetir 2 a 3mL EV a cada 20 minutos até controle da dor

# ANTIEMÉTICO
07. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM, de 8/8h, se náuseas/vômitos

# ANTIBIOTICOTERAPIA PROFILÁTICA PRÉ-OPERATÓRIA
08. Ceftriaxona 1g/fr – reconstituir 1 fr em 10mL de AD e diluir em SF 0,9% 100mL, EV em 30 minutos, dose única pré-operatória
09. Metronidazol 500mg/100mL – 01 frasco, EV em 30 minutos, dose única pré-operatória
Para casa:
NOTA: Hérnia encarcerada é indicação de CIRURGIA DE EMERGÊNCIA.
Não há prescrição ambulatorial, pois o paciente será internado para tratamento cirúrgico.

Após a cirurgia (alta hospitalar), prescrever:

01. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 1 a 2 comprimidos, via oral, de 6/6h, se dor.

02. Paracetamol 750mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 1 comprimido, via oral, de 6/6h, se dor intensa ou febre.

03. Cefalexina 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 1 comprimido, via oral, de 6/6h, por 7 dias.
(Apenas se indicado antibioticoterapia pós-operatória pela cirurgia)
Para casa (receituário especial):
Não aplicável para o caso agudo.

Apenas se necessário controle de dor pós-operatória mais intensa:

01. Tramadol 50mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 1 comprimido, via oral, de 6/6h, se dor intensa refratária aos analgésicos simples, por até 5 dias.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

NOTA IMPORTANTE: Hérnia encarcerada é uma EMERGÊNCIA CIRÚRGICA. O paciente NÃO deve receber alta para casa com este diagnóstico. Deve ser internado para tratamento cirúrgico urgente/emergente. As orientações abaixo aplicam-se ao pós-operatório após correção cirúrgica da hérnia.

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Uroginecologia

Uroginecologia

Infecções do Trato Urinário (ITU) - Cistite / Pielonefrite

Guia prático para ITU: cistite e pielonefrite. Antibióticos primeira linha (nitrofurantoína, fosfomicina), analgésicos e orientações. Critérios de internação e alternativas terapêuticas para casos refratários.

Paciente típico: Mulher jovem adulta, previamente hígida, com disúria, polaciúria, urgência urinária e dor suprapúbica. Na pielonefrite, pode apresentar febre, calafrios e dor lombar.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere disúria, polaciúria e dor em região suprapúbica com início há ❓❓ dias.
Relata urina de aspecto concentrado e odor forte.
Nega❓Relata febre com/sem a calafrios.
Nega❓Relata dor em região lombar.
❓Nega comorbidades ou uso de medicação.
Nega alergias.

# Exame físico
Estado geral bom, conscinente, orientada, vigil, hidratada, afebril.
Abdome flácido, normotimpânico. RHA presente. Indolor à palpação superficial ou profunda. Sem sinais de irritação peritoneal. Sem massas ou visceromegalias palpáveis.
Sinal de Giordano negativo❓positivo.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# HD
- Infecção do trato urinário ?

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos e antibioticoterapia.
- Oriento retorno em caso de piora clínica (oligúria, febre alta persistente).
- Atestado médico de 1 dia.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM
02. Bromoprida  (10 mg/2 mL) - 01 ampola, IM, se náusea/vômito.

# Se sinais de pielonefrite/sepse
03. SF0,9% - 500mL, EV
04. Ceftriaxona (1g/10mL) - 1g + 100mL SF 0,9%, EV, de 24/24 horas
Para casa:
USO ORAL
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, até 6/6h, se dor ou febre.

02. Ondansetrona 4mg –--------------- 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas/vômitos.

03. Fenazopiridina 200mg –--------------- 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 2 dias, se dor ao urinar.
Para casa (especial):
USO ORAL
01. Nitrofurantoína 100mg ––––––––––– 20 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 5 dias.

ou

01. Ciprofloxacino 500mg ––––––––––– 14 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12 horas, por 7 dias.

ou

01. Amoxicilina + Clavulanato 875/125mg ––––––––––– 14 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h por 7 dias.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

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🔎 CID-10:

Uroginecologia

Vulvovaginites

Guia prático de tratamento para vulvovaginites: vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase. Inclui prescrições para pronto-socorro e alta domiciliar, orientações não farmacológicas e códigos CID-10.

Paciente típico: Mulher em idade reprodutiva com corrimento vaginal, odor, prurido vulvar ou disúria. Queixas mais comuns: vaginose bacteriana (corrimento acinzentado com odor fétido), candidíase (corrimento branco "tipo queijo cottage" com prurido intenso) ou tricomoníase (corrimento amarelo-esverdeado espumoso).

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere início há cerca de ❓❓ dias de corrimento vaginal branco-acinzentado, de odor desagradável, associado a prurido intenso na região vulvar e sensação de ardência ao urinar. Relata piora dos sintomas após relações sexuais. Nega febre, dor pélvica intensa ou sangramentos anormais.
Nega alergias.

# Conduta
- Prescrevo medicação para casa.
- Oriento acompanhamento com Atenção Primária.
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
Prescrição padrão para paciente típico
Para casa:
01. Fluconazol 150mg ––––––––––––– 01 cp
Tomar 01 comprimido, VO, dose única.
Para casa (especial):
01. Metronidazol 500mg ––––––––––––– 14 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias.

 

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🔎 CID-10:

Uroginecologia

Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

Guia prático de atendimento e prescrição para DIP com esquemas antibióticos, critérios diagnósticos, indicações de internação, manejo de sintomas e orientações de alta baseado em protocolos do Ministério da Saúde.

Paciente típico: Mulher jovem sexualmente ativa, com dor em baixo ventre há ❓ dias, corrimento vaginal, febre e dor à mobilização do colo uterino ao exame físico.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente do sexo feminino, ❓ anos, sexualmente ativa, refere dor em baixo ventre há ❓ dias, de intensidade progressiva, associada a corrimento vaginal de odor fétido e febre (temperatura axilar: ❓°C). Relata dispareunia há cerca de ❓ semanas. Nega sangramento vaginal anormal. Última relação sexual desprotegida há ❓ dias. Nega uso de método contraceptivo de barreira. G❓P❓A❓. DUM: ❓. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, corada, hidratada, acianótica, anictérica, afebril/febril (Tax: ❓°C).
Abdome: plano, RHA+, doloroso à palpação de hipogástrio e fossas ilíacas, sem defesa ou descompressão brusca dolorosa. Sem massas ou visceromegalias palpáveis.
Especular: colo uterino com ❓ (friabilidade/secreção mucopurulenta/hiperemia).
Toque vaginal: dor intensa à mobilização do colo uterino, dor à palpação de anexos bilateralmente. ❓ (massa anexial presente/ausente).

# HD
- Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

# Conduta
- Analgesia e antitérmico no PS
- Antiemético se náuseas/vômitos
- Esquema antibiótico: Ceftriaxona 500mg IM dose única + Doxiciclina 100mg VO 12/12h por 14 dias + Metronidazol 500mg VO 12/12h por 14 dias
- Solicitar teste rápido HIV, VDRL, HBsAg, Anti-HCV
- Considerar USG pélvica transvaginal se dúvida diagnóstica ou massa anexial
- Alta com orientações e prescrição para casa
- Retorno em 72h para reavaliação obrigatória
- Afastamento: ❓ dias
- Orientar abstinência sexual ou uso de preservativo durante tratamento
- Convocação e tratamento de parceiros sexuais dos últimos 60 dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Ceftriaxona 500mg – 01 ampola, IM, dose única
02. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, dose única
03. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM, se náuseas/vômitos

# Se dor intensa refratária
04. Tramadol 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL SF0,9% ou AD, EV lento em 5 min
Para casa:
01. Doxiciclina 100mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 14 dias

02. Metronidazol 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 14 dias
(evitar consumo de álcool durante o tratamento)

03. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor ou febre

04. Bromoprida 10mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos

05. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, após alimentação, por 5 dias
Para casa (receituário especial):
Não aplicável – antibióticos prescritos não são controlados

 

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🔎 CID-10:

Uroginecologia

Cólica Nefrética

Guia completo para manejo e prescrição de cólica nefrética no pronto-socorro, incluindo analgesia, exames complementares, critérios de internação e orientações para alta domiciliar.

Paciente típico: Homem, 30-40 anos, com dor súbita e intensa em flanco unilateral irradiando para fossa ilíaca e região inguinal, acompanhada de náuseas, vômitos e inquietação. Pode referir episódios prévios semelhantes.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Dor súbita e intensa em flanco/região lombar (D ou E), iniciada há ❓ horas
Irradiação para fossa ilíaca, região inguinal e/ou genitália
Dor em cólica, com períodos de exacerbação
Náuseas, com vômitos, ❓ episódios nas últimas ❓ horas.
Inquietação e dificuldade para encontrar posição de alívio
Urina de aspecto concentrado.
Nega febre, disúria ou polaciúria
História prévia de nefrolitíase
Sem alergias medicamentosas conhecidas

# Exame físico
Paciente ansioso, inquieto, alternando posições
Abdome: flácido, ruídos hidroaéreos presentes, sem sinais de irritação peritoneal
Abdome indolor à palpação profunda (exceto eventualmente em flanco acometido)
Punho-percussão lombar: fortemente positiva à (D/E)

# HD
- Cólica nefrética (ureterolitíase)

# Conduta
- Solicitar EAS para investigar hematúria
- Considerar USG de vias urinárias ou TC sem contraste se disponível
- Analgesia plena com AINE + analgésico comum
- Antiemético se náuseas/vômitos
- Reavaliação da dor em 30-60 minutos
- Se dor refratária: associar opioide fraco ou forte
- Alta com medicações, orientações de hidratação e retorno
- Atestado: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento
02. CETOPROFENO 100mg/frasco – reconstituir 01 frasco em 100mL SF0,9%, EV em 30 min
03. BROMOPRIDA 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM, agora

# SE DOR REFRATÁRIA EM 60 MINUTOS
04. TRAMADOL 50mg/mL – 02 ampolas (2mL) + 100mL SF0,9%, EV lento em 30 min
OU
05. MORFINA 10mg/mL – 01mL + 9mL SF0,9%, aplicar 2-4mL EV em bolus lento, repetir se necessário
Para casa:
01. CETOPROFENO 150mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, por até 05 dias

02. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor

03. ONDANSETRONA 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos

# BEBER NO MÍNIMO 02 LITROS DE ÁGUA POR DIA
# DIMINUIR INGESTA DE SÓDIO E PROTEÍNAS (EVITAR SAL, CARNES E REFRIGERANTES)

 

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🔎 CID-10:

Uroginecologia

Dismenorreia

Guia prático de prescrição para dismenorreia: diagnóstico, tratamento no PS com analgésicos e anti-inflamatórios, medicações para alta hospitalar e orientações ao paciente.

Paciente típico: Mulher jovem, idade reprodutiva, com dor pélvica tipo cólica de intensidade moderada a severa, que se inicia 1-2 dias antes ou no início da menstruação, durando 24-72 horas, podendo estar associada a náuseas, cefaleia e dor lombar.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor pélvica tipo cólica, de intensidade moderada a intensa, iniciada há ❓ dias, coincidindo com o início do ciclo menstrual. DUM há ❓ dias. Relata ❓ episódios de dor nas últimas 24h. Refere náuseas, cefaleia e dor lombar associadas. Nega febre, corrimento vaginal ou sangramento anormal. Nega dispareunia. Nega alergias medicamentosas.

Ciclo menstrual regular de ❓ dias, fluxo habitual, sem sangramento intermenstrual. Nega sintomas urinários ou intestinais associados. Nega uso de contraceptivos hormonais.

# Exame físico
Paciente em regular estado geral, consciente e orientada, lúcida, normocorada, hidratada, eupneica, acianótica.
Abdome plano, flácido, doloroso à palpação de hipogástrio, sem sinais de irritação peritoneal. Sem massas ou visceromegalias. Sem defesa abdominal. Sinal de Blumberg ausente.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# HD
- Dismenorreia primária

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Alta hospitalar com medicações para controle sintomático
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
- Oriento buscar atenção primária para seguimento ambulatorial.
- Atestado médico de 2 dias.
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Escopolamina + Dipirona 4+500mg/mL – 01 ampola + ABD, EV.
02. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola, IM
03. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola + abd, EV.
Para casa:
01. IBUPROFENO 600mg ––––––––––– 15 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, durante os 03 primeiros dias do ciclo menstrual, se dor

02. ESCOPOLAMINA + DIPIRONA 10mg+250mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se cólicas abdominais

03. ONDANSETRONA 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos

 

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🔎 CID-10:

Uroginecologia

Sangramento Uterino Anormal

Guia prático de prescrição para SUA com tratamento hormonal, antifibrinolítico e anti-inflamatório, abordando desde a estabilização hemodinâmica até o manejo ambulatorial. Inclui esquemas para sangramento agudo e crônico.

Paciente típica: Mulher em idade reprodutiva com sangramento menstrual de volume aumentado, duração prolongada (> 8 dias) ou frequência irregular, com ou sem repercussão hemodinâmica. Pode apresentar sinais de anemia (palidez, fadiga).

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere sangramento vaginal aumentado há ❓ dias/meses, com duração de ❓ dias por ciclo. 
Relata necessidade de troca de absorvente de ❓/❓ horas. 
Nega dor pélvica intensa. 
Refere astenia e tonturas, principalmente ao levantar.
Último ciclo menstrual há ❓ dias.
DUM: ❓
Menarca: ❓ anos
Ciclos: regulares/irregulares
Nega gestação em curso (beta-hCG negativo).
Nega uso de anticoagulantes ou DIU.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
Regular estado geral, descorada +/4+, hidratada, acianótica, anictérica.
Abdome: plano, flácido, indolor à palpação, sem massas ou visceromegalias.
Exame especular: sangramento vaginal ativo/moderado/ausente no momento, colo sem lesões aparentes.
Toque vaginal: útero de tamanho normal, sem massas anexiais palpáveis, sem dor à mobilização do colo.

# HD
- Sangramento Uterino Anormal (especificar se agudo ou crônico)
- Anemia secundária (se presente)

# Conduta
- Estabilização hemodinâmica se instabilidade (hidratação venosa, considerar hemotransfusão)
- Tratamento hormonal para controle do sangramento
- Antifibrinolítico
- Anti-inflamatório não hormonal
- Suplementação de ferro se anemia
- Solicitar hemograma, coagulograma, beta-hCG, USG pélvica transvaginal
- Alta com orientações e retorno ambulatorial para investigação etiológica
- Afastamento: ❓ dias (se necessário)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
SANGRAMENTO ATIVO INTENSO:

01. ÁCIDO TRANEXÂMICO 250mg/5mL – 02 ampolas (10mL) + SF 0,9% 250mL, EV em 20 min, de 8/8h
02. LEVONORGESTREL + ETINILESTRADIOL 0,15mg + 0,03mg – 01 comprimido, VO, de 8/8h
03. BROMOPRIDA 10mg/2mL – 01 ampola (2mL) + AD 8mL, EV lento, se náuseas

# SE ANEMIA (Hb < 10 g/dL) OU INSTABILIDADE HEMODINÂMICA:
04. RINGER LACTATO 500mL – Correr rápido EV (repetir conforme necessário, ~ 30 mL/kg)
05. Considerar CONCENTRADO DE HEMÁCIAS se Hb < 7 g/dL ou instabilidade persistente

# SE DOR PÉLVICA ASSOCIADA:
06. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + AD 18mL, EV lento
Para casa:
01. LEVONORGESTREL + ETINILESTRADIOL 0,15mg + 0,03mg ––––––––––– 04 caixas
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h por 4 dias;
A seguir 01 comprimido de 8/8h por 4 dias;
A seguir 01 comprimido de 12/12h por 4 dias;
E em seguida 01 comprimido ao dia por 2 meses.

02. ÁCIDO TRANEXÂMICO 250mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 02 comprimidos (500mg), VO, de 8/8h, durante o sangramento (máximo 5 dias)
Horário sugerido: 06:00 / 14:00 / 22:00h

03. IBUPROFENO 600mg ––––––––––– 15 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h por 5 dias, durante as refeições

04. SULFATO FERROSO 40mg de ferro elementar ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1 vez ao dia, 1 hora antes ou 2 horas depois do almoço
Tomar de preferência com suco de laranja ou limão
Para casa (receituário especial):
Não se aplica - Não há medicações controladas nesta prescrição

 

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Uroginecologia

Rabdomiólise

Guia prático de rabdomiólise para emergência: hidratação agressiva, bicarbonato de sódio para CPK >5000, monitorização renal, prevenção de LRA e manejo de complicações metabólicas no pronto-socorro e alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto jovem, previamente hígido, com história de exercício intenso, uso de estatinas, trauma, infecção ou exposição a drogas/toxinas, apresentando mialgia, fraqueza muscular, urina escura (colúria) e elevação significativa de CPK.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere início súbito de dor muscular difusa há ❓❓ dias, principalmente em membros inferiores, após prática intensa de atividade física em academia no dia anterior. Evoluiu com fraqueza generalizada, fadiga e urina escura semelhante a “coca-cola” desde a manhã de hoje. Nega febre, vômitos ou diarreia.
Nega febre. Nega alergias.

# Exame físico
Paciente em regular estado geral, afebril, hidratado, normotenso. Apresenta mialgia difusa, principalmente em coxas e panturrilhas, dor à palpação muscular, sem sinais flogísticos locais. Sem déficit neurológico focal. Pulsos periféricos presentes e simétricos.

# HD
- Rabdomiólise ?

# Conduta
- Coleta de exames laboratoriais: CK, função renal, eletrólitos, gasometria, EAS.
- Solicito ECG
- Hidratação venosa vigorosa com soro fisiológico.
- Encaminhamento para hospital de referência (caso sinais de insuficiência renal aguda ou alterações graves).
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Soro Fisiológico 0,9% 500mL – 04 frascos, EV (iniciar 1000-2000mL/h)
02. Bicarbonato de Sódio 8,4% 10mL – 15 ampolas + SG5% 850mL, EV (se CPK >5000)
03. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola + 18mL AD, EV (se dor ou febre)
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 6/6h, se dor ou febre.

02. Omeprazol 20mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, jejum, por 7 dias.

03. Complexo B ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, após café da manhã, por 30 dias.

 

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🔎 CID-10:

Uroginecologia

Ameaça de Abortamento

Guia completo de manejo da ameaça de abortamento no pronto-socorro: avaliação inicial, prescrições práticas, medicações seguras na gestação e orientações para alta hospitalar.

Paciente típico: Gestante no primeiro trimestre (< 14 semanas), previamente hígida, com sangramento vaginal de pequena a moderada quantidade, coloração vermelha viva ou escurecida, associado ou não a cólicas em baixo ventre, colo uterino fechado e embrião/feto com batimentos cardíacos presentes ao ultrassom.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Gestante, ❓ semanas de IG (DUM: ❓), G❓P❓A❓
QP: Sangramento vaginal há ❓ horas/dias.
Refere sangramento de pequena/moderada quantidade, coloração ❓, 
associado a cólicas em baixo ventre de leve a moderada intensidade.
Nega perda de coágulos ou material amorfo.
Nega febre, corrimento com odor fétido.
Nega trauma abdominal ou relação sexual recente.
Pré-natal em andamento, ❓ consultas realizadas.
Nega sangramento em gestações anteriores.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
BEG, corada, hidratada, afebril.
Abdome: flácido, indolor à palpação, sem sinais de irritação peritoneal.
Útero compatível com IG.

❓ Exame especular: colo fechado, presença de sangue em pequena quantidade 
em fundo de saco vaginal, sem saída ativa de sangue pelo OE.

❓ Toque vaginal: colo fechado, posterior, comprimento preservado.

# HD
- Ameaça de abortamento ?

# Conduta
- Solicitar β-hCG quantitativo e USG TV
- Hidratação se necessário
- Analgesia/antiespasmódico se dor
- Repouso relativo
- Orientações e alta com acompanhamento pré-natal
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Acesso venoso salinizado

02. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, se dor

03. Butilbrometo de Escopolamina 20mg/mL – 01 ampola (1mL) + 9mL AD, EV lento, se cólica

# SE DOR MODERADA A INTENSA
04. Escopolamina + Dipirona 20mg+2,5g/5mL – 01 ampola (5mL) + 15mL AD, EV lento

# SE NÁUSEAS/VÔMITOS
05. Ondansetrona 4mg/2mL – 01 ampola (2mL), EV lento, se náuseas/vômitos

# HIDRATAÇÃO (se necessário)
06. SF 0,9% 500mL – EV, correr em 2h (se sinais de desidratação)
Para casa:
01. Paracetamol 750mg –––––––––––– 01 caixa (20 comprimidos)
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre.

02. Butilbrometo de Escopolamina 10mg –––––––––––– 01 caixa (20 comprimidos)
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se cólica abdominal.

03. Dimenidrinato 50mg + Piridoxina 10mg –––––––––––– 01 caixa (24 comprimidos)
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos.
Para casa (receituário especial):
# SE INDICADO SUPORTE HORMONAL (a critério do obstetra)

01. Progesterona micronizada 200mg –––––––––––– 14 cápsulas
Introduzir 01 cápsula via vaginal, à noite, ao deitar, por 14 dias.
(Reavaliação com obstetra em 7-14 dias)

 

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Doenças Osteoarticulares

Doenças Osteoarticulares

Dor Lombar / Dorsalgia / Cervicalgia

Guia prático de prescrição e manejo para dor lombar aguda no pronto-socorro. Inclui analgesia, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e orientações baseadas em evidências. AINEs são primeira linha, evitar opioides quando possível.

Paciente típico: Adulto de 25-60 anos, previamente hígido, com dor lombar de início súbito, após esforço físico ou movimento brusco, sem sinais de alarme ou déficit neurológico.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor lombar/cervical há ❓ dias, de início súbito, desencadeada após ❓ (esforço físico/movimento brusco/levantar peso).
Dor de intensidade moderada, com irradiação para ❓ (região glútea/MID/MIE/MMII).
Piora com movimentos e melhora parcialmente com repouso.
Nega febre. Nega alterações de força. Nega queixas urinárias.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
BEG, normocorado, hidratado, anictérico, acianótico, eupneico.
Força motora preservada em membros inferiores.
Sensibilidade tátil preservada.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# HD
- Lombalgia aguda mecânica

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos
- Oriento compressa fria local 20 min, 4x/dia
- Oriento retorno se piora clínica
- Atestado: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola, IM
02. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola, IM

# Se dor refratária após 30-60 minutos:
03. Tramadol 50mg/mL – 2mL (100mg) + SF0,9% 100mL, EV, correr em 30 min
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor

02. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por até 5 dias

03. Ciclobenzaprina 10mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, à noite, por 3 dias
Para casa (receituário especial):
# SE DOR INTENSA REFRATÁRIA

01. Tramadol 50mg ––––––––––– 14 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 5 dias, se dor intensa refratária a analgésicos comuns.

 

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Artrose de Joelho (Gonartrose)

Guia prático de prescrição e manejo da artrose de joelho no PS: analgesia para exacerbações agudas, AINEs, tratamento conservador, orientações sobre perda de peso e fisioterapia. Foco em alívio da dor e funcionalidade.

Paciente típico: Paciente > 60 anos, sexo feminino, IMC > 30, com dor progressiva em joelho(s), piora aos esforços, rigidez matinal breve, limitação funcional para atividades diárias e subir escadas.


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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor em joelho(s) há ❓ meses/anos, de caráter progressivo, inicialmente localizada em compartimento medial, tornando-se difusa. Piora com esforços físicos, subir/descer escadas, agachar. Melhora relativa ao repouso. Refere rigidez matinal com duração < 30 minutos. Nega trauma recente. Procurou PS por exacerbação da dor nas últimas ❓ horas/dias, com intensificação importante do quadro álgico, limitando deambulação.

Sintomas associados: Edema articular intermitente, sensação de crepitação ao movimento, limitação do arco de movimento, claudicação.

Nega: Febre, sinais flogísticos intensos, trauma recente, artrite inflamatória prévia.

Fatores de risco: Obesidade (IMC > 30), idade > 60 anos, sexo feminino, sobrecarga mecânica crônica.

Alergias: Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, lúcido, orientado, eupneico, anictérico, acianótico, afebril
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | Tax: ❓°C | SpO2: ❓% (ar ambiente)

Joelho(s): Dor à palpação de interlinha articular medial, leve derrame articular (sinal do rechasso ±), crepitação ao movimento, limitação de flexo-extensão (ADM: 0-❓°), sem sinais flogísticos intensos, ausência de calor local importante, testes ligamentares preservados. Marcha claudicante. Possível desvio de eixo em varo/valgo.

# HD
- Gonartrose com exacerbação aguda do quadro álgico

# Conduta
- Analgesia EV no PS
- Anti-inflamatório IM
- Prescrição de analgésicos e AINEs para uso domiciliar por 7-10 dias
- Orientar medidas não farmacológicas: perda de peso, fisioterapia, fortalecimento de quadríceps
- Repouso relativo, crioterapia local
- Encaminhamento para ortopedia (tratamento ambulatorial)
- Retorno ao PS se sinais de alarme
- Atestado de ❓ dias conforme limitação funcional
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL de SF0,9%, EV lento em 10-15 minutos

02. DICLOFENACO 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM profundo em região glútea

03. SE DOR REFRATÁRIA
    TRAMADOL 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL) diluída em 18mL de SF0,9%, EV lento em 15 minutos

# OBSERVAÇÃO
- Reavaliar dor após 30-60 minutos
- Considerar corticoide se componente inflamatório importante
Para casa:
01. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 01 caixa (20 comprimidos)
    Tomar 02 comprimidos (1.000mg), VO, de 6/6h, se dor
    Horário sugerido: 08h / 14h / 20h / 02h

02. IBUPROFENO 600mg ––––––––––– 01 caixa (10 comprimidos)
    Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, após alimentação, por 07 dias
    Horário sugerido: 08h / 16h / 00h

03. OMEPRAZOL 20mg ––––––––––– 01 caixa (14 cápsulas)
    Tomar 01 cápsula, VO, em jejum pela manhã, por 07-14 dias
    (Proteção gástrica durante uso de AINE)
Para casa (orientações adicionais):
# MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS (ESSENCIAIS):
- Aplicar compressas frias (gelo) no joelho afetado, 3x/dia, 20 minutos por vez
- Evitar atividades de impacto (corrida, saltos, agachamentos profundos)
- Redução de peso (Meta: IMC < 25)
- Iniciar fisioterapia para fortalecimento de quadríceps
- Atividades físicas de baixo impacto: hidroginástica, natação, bicicleta ergométrica
- Uso de bengala no lado contralateral ao joelho afetado (se necessário)

# RETORNAR AO PS SE:
- Piora importante da dor a despeito das medicações
- Febre (Tax > 37,8°C)
- Edema importante com calor e rubor intensos
- Incapacidade total de deambulação

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Doenças Osteoarticulares

Monoartrite Aguda

Guia completo para manejo da monoartrite aguda no pronto-socorro, incluindo diagnóstico diferencial entre artrite séptica e gota, prescrições para PS e alta domiciliar.

Paciente típico: Homem, 45 anos, hipertenso, com dor súbita e intensa em primeira metatarsofalangeana direita há 12 horas, associada a edema, calor local e limitação da mobilidade, sem febre.

 

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Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
  1. Tenoxicam 20mg/frasco – 01 ampola, IM
  2. Colchicina 0,5mg – Fazer 1mg (2 comprimidos), VO, depois 0,5mg após 1 hora
  3. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola + 10mL SF0,9%, EV, se dor refratária
Para casa:
  1. Naproxeno 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 24/24h, por 5 dias.
  2. Colchicina 0,5mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, até resolução da crise.
  3. Dipirona 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor.

 

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Doenças Osteoarticulares

Traumas, Entorses e Contusões

Guia prático de manejo e prescrição para entorses e contusões no pronto-socorro. Inclui protocolo PRICE, analgesia otimizada, imobilização adequada e orientações de seguimento para lesões articulares e musculares traumáticas.

Paciente típico: Adulto jovem, previamente hígido, que sofreu trauma em tornozelo durante atividade esportiva ou queda, apresentando dor, edema e limitação funcional da articulação acometida.


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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata dor em tornozelo/joelho/punho/ombro há ❓ horas/dias, iniciada após ❓ (entorse, queda, trauma direto), de moderada❓forte intensidade, com piora à movimentação e ao apoio, associada a edema local.
Nega deformidade óssea aparente, nega crepitação, nega parestesias.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
BEG, normocorado, acianótico, anictérico, eupneico em ar ambiente.
❓Presença de edema, equimose, dor e limitação funcional em membro acometido.
Pulsos distais presentes e simétricos. Sensibilidade e motricidade preservadas.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# HD
- Entorse/contusão de tornozelo/joelho/punho

# Conduta
- Prescrevo analgesia e AINE
- ❓ Solicito Radiografia
- Oriento repouso relativo, elevação do membro e crioterapia domiciliar
- Oriento retorno em caso de piora
- Afastamento das atividades habituais por ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# DOR LEVE A MODERADA
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM
02. DICLOFENACO 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM

# EDEMA ASSOCIADO
03. Dexametasona 4mg/mL – 01 ampola (2,5mL), IM

# DOR REFRATÁRIA
04. TRAMADOL 50mg/mL – 01 ampola (02mL, 100mg) + 100mL SF0,9%, EV lento
Para casa:
01. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, via oral, de 8/8h, por 5 dias, se dor.

02. Dipirona 1g ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, via oral, de 6/6h, se dor

03. Ciclobenzaprina 10mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, via oral, à noite, por 3 dias.
Para casa (receituário especial):
# SE DOR INTENSA REFRATÁRIA

01. Tramadol 50mg ––––––––––– 15 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 5 dias, se dor intensa refratária a analgésicos comuns.

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Doenças Osteoarticulares

Bursites

Guia prático para tratamento de bursite subacromial do ombro no pronto-socorro, incluindo analgesia, anti-inflamatórios e corticoterapia com prescrições detalhadas para PS e alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto entre 40-60 anos, com dor no ombro de início gradual ou súbito, limitação da abdução do braço, dor noturna que piora ao deitar sobre o lado afetado, sem sinais de infecção local.

 

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Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
  1. Dexametasona 4mg/mL – 01 ampola, IM
  2. Dipirona 500mg/mL – 02 ampolas, IM
  3. Tenoxicam 20mg/2mL – 01 ampola + 2mL AD, IM
Para casa:
  1. Diclofenaco 50mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 08/08h, por 5 dias.
  2. Ciclobenzaprina 10mg – Tomar 01 comprimido, VO, à noite.
  3. Dipirona 500mg – Tomar 02 comprimidos, VO, até 6/6h, se dor ou febre.

 

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Doenças Osteoarticulares

Crise de Gota

Guia completo para tratamento de crise aguda de gota: manejo no pronto-socorro, prescrições detalhadas com AINEs, colchicina, e alternativas para contraindicações. Orientações práticas para emergência e alta hospitalar.

Paciente típico: Homem adulto (40-60 anos), com história de hipertensão ou cardiopatia, apresentando dor intensa de início súbito em primeira metatarsofalangeana (podagra), com vermelhidão e edema local, início noturno com pico em 24 horas.

 

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Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
  1. Cetorolaco 30mg/mL – 01 ampola (15mg), IM
  2. Tenoxicam 20mg/frasco – 01 frasco (20mg), IM
  3. Colchicina 0,5mg – 02 comprimidos + após 1 hora mais 01 comprimido, VO
Para casa:
  1. Naproxeno sódico 250mg – Tomar 02 comprimidos, VO, de 12/12h, por 3 dias, depois 01 comprimido de 8/8h por mais 5 dias.
  2. Colchicina 0,5mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, até resolução da crise.
  3. Omeprazol 20mg – Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã em jejum, por 10 dias.

 

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Luxação Glenoumeral (deslocamento de ombro)

Guia prático de prescrição e conduta para luxação glenoumeral (deslocamento de ombro) no Pronto-Socorro, com protocolos de sedoanalgesia, redução e medicações para alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto jovem, masculino, qualquer idade, previamente hígido, após trauma esportivo ou queda com mecanismo de abdução + rotação externa do ombro. Apresenta dor intensa em ombro, deformidade visível, incapacidade funcional completa do membro superior acometido.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor intensa em ombro direito/esquerdo há ❓ horas, após queda de própria altura. Relata sensação de "saída do ombro do lugar", com deformidade visível e incapacidade total de movimentar o membro. Nega perda de consciência, trauma craniano ou outras lesões associadas. Nega luxações prévias. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
BEG, consciente, orientado, vigil, TEC < 3s
Ombro: Deformidade visível com perda do contorno arredondado normal do ombro (sinal da dragoneira). Cabeça do úmero palpável anteriormente. Dor intensa à palpação. Limitação completa da mobilidade ativa e passiva. Pulsos distais presentes e simétricos. Sensibilidade preservada em território do nervo axilar (região do deltoide). Força motora da mão preservada.

# HD
- Luxação glenoumeral anterior (primária/recidivante)

# Conduta
- Solicito RX de ombro (AP, perfil escapular e axilar) para confirmar diagnóstico e afastar fraturas
- Prescrevo analgesia para tentativa de redução da luxação
- Realizo redução fechada (manobra de Stimson, Cunningham, tração-contratração ou Milch)
- RX pós-redução para confirmar posicionamento adequado
- Imobilização relativa por 2 semanas
- Oriento acompanhamento ambulatorial com ortopedia
- Atestado por ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM
02. Dexametasona 10mg/2,5mL - 01 ampola (2,5mL), IM (associar com Dipirona)
03. Diclofenaco 75mg/3mL - 01 ampola (3mL), IM

# PARA SEDOANALGESIA E REDUÇÃO:
04. Midazolam 5mg/mL – 2mL (10mg), EV lento + Fentanil 50mcg/mL – 2mL (100mcg), EV lento

# SE DOR REFRATÁRIA:
05. Tramadol 50mg/mL – 02 ampolas (100mg) + SF0,9% 100mL, EV em 30min
    OU
    Morfina 10mg/mL – 0,1mg/kg (❓mL) + SF0,9% 100mL, EV em 30min, se necessário
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6h, por 5 dias

02. Tramadol 50mg ––––––––––– 20 comprimidos  
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 5 dias (se dor moderada/intensa)

03. Ondansetrona 8mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas

04. Omeprazol 20mg ––––––––––– 10 cápsulas
Tomar 01 cápsula, VO, em jejum, 1x/dia, por 10 dias
Para casa (receituário especial):
01. Tramadol 50mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor, por até 5 dias

 

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Manobra de Tração–Contratração

Manobra de Milch

Manobra de Kocher

Técnica de Stimson

 

 

 

 

 

 

 

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Doenças Neuropsiquiátricas

Doenças Neuropsiquiátricas

Cefaleias

Guia prático para diagnóstico e tratamento das principais cefaleias primárias no pronto-socorro: tensional, enxaqueca e salvas, com protocolos específicos de medicações e cuidados.

Paciente típico: Adulto jovem, 20-40 anos, previamente hígido, sem alergias conhecidas, apresentando cefaleia recorrente com características compatíveis com cefaleia primária e ausência de sinais de alarme.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere cefaleia [holocraniana❓frontal❓unilateral], de [moderada❓forte] intensidade, iniciada há ❓❓ dias, associada a fotofobia, fonofobia, náusea [com❓sem] vômitos associados.
Nega febre, síncope, rebaixamento de nível de consciência ou desorientação.
Relata quadros prévios semelhantes.
Nega alergias.

# Exame físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil, hidratado.
Sem déficits neurológicos focais. Sem sinais de irritação meníngea.

# HD
- Cefaleia tensional ?
- Crise de Enxaqueca ?

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento retorno em caso de sinais de alarme.
- Atestado médico de 1 dia.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM
02. Dexametasona 10mg/2,5mL – 01 ampola, IM
03. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola, IM
04. Tenoxicam (20mg/2mL) - 01 ampola, IM
ou
04. Cetoprofeno (100 mg/fr) - 01 fr + 100mL de SF0,9%, EV
ou
04. Diclofenaco (75mg/3mL) - 01 ampola, IM
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, até 6/6h, se dor ou febre.

02. Naproxeno 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, por 5 dias.

03. Sumatriptano 50mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 12/12h, se dor.

04. Ondansetrona 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náusea ou vômitos.

 

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TRATAMENTOS ESPECÍFICOS POR TIPO

CEFALEIA TENSIONAL
ENXAQUECA (MIGRÂNEA)
CEFALEIA EM SALVAS

 

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Doenças Neuropsiquiátricas

Crise de Ansiedade

Guia prático para manejo da crise de ansiedade no pronto-socorro. Aborda exclusão de causas orgânicas, prescrição de benzodiazepínicos e orientações ao paciente.

Paciente típico: Adulto jovem com episódio súbito de medo intenso associado à taquicardia, dispneia, sudorese, tremores, dor precordial, náuseas e parestesias.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere tremor, sudorese, taquicardia e sensação de falta de ar iniciados há ❓❓ horas, após episódio de estresse emocional.
Relata quadros prévios semelhantes relacionados à ansiedade. 
Nega síncope.
Nega alergias.

# Exame físico
Estado geral bom. Normocorado, hidratado, acianótico. TEC < 3s.
ACV: RCR, 2T, BNF, sem sopros. AP: MV+ bilateral, SRA.
Pulsos periféricos presentes, amplos e simétricos.

# HD
- Crise ansiosa

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento acompanhamento em atenção primária e retorno em caso de piora dos sintomas.
- Atestado médico de 1 dia.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Clonazepam 2,5mg/mL – 5 gotas, VO
02. Prometazina 50mg/2mL – 1 ampola, IM
Para casa:

Orientar acompanhamento em atenção primária.

 

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Doenças Neuropsiquiátricas

Crise Convulsiva

Guia prático para manejo de crise convulsiva na emergência: prescrições detalhadas, classificação etiológica, investigação diagnóstica, tratamento do status epilepticus, indicações de internação e orientações de alta.

Paciente típico: Adulto jovem, 28 anos, previamente hígido, trazido ao PS por familiares após apresentar episódio de movimentos tônico-clônicos generalizados com duração de aproximadamente 2 minutos, atualmente em período pós-ictal com confusão mental e sonolência.


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História clínica típica
# História Clínica
Paciente de ❓ anos, trazido por familiares ao PS após episódio de crise convulsiva há ❓ minutos/horas. Segundo testemunhas, paciente apresentou perda súbita da consciência seguida de movimentos tônico-clônicos generalizados dos quatro membros, com duração de aproximadamente ❓ minutos. Apresentou cianose labial, mordedura de língua, sialorreia e incontinência urinária. Após o término da crise, manteve-se confuso e sonolento. 

Sintomas associados: cefaleia, febre, vômitos, trauma craniano.
Fatores precipitantes: privação de sono, consumo de álcool, uso de medicações, luzes piscantes.
Nega TCE prévio, cirurgias neurológicas, infecções do SNC.
Nega uso regular de anticonvulsivantes.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, confuso, sonolento, responsivo a comandos verbais.
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% em AA
Pupilas isocóricas e fotorreagentes.
Ausência de rigidez de nuca.
Força muscular preservada globalmente, sem déficits focais.
Sem sinais de trauma.

# HD
- Primeira crise convulsiva tônico-clônica generalizada
- Investigar crise provocada vs. sintomática aguda vs. sintomática remota

# Conduta
- Estabilização inicial (ABC, O2 se necessário, acesso venoso)
- Glicemia capilar imediata, correção se hipoglicemia
- Lateralização do paciente
- Não introduzir objetos na boca durante crise
- Solicitar: TC de crânio, hemograma, eletrólitos (Na, K, Ca, Mg), ureia, creatinina, glicemia, função hepática
- Aguardar período pós-ictal sem medicar se crise já cessou
- Anticonvulsivante apenas se: crise > 5 min, crises recorrentes ou status epilepticus
- Observação clínica
- Encaminhamento neurologia (ambulatorial)
- Alta se primeira crise única, TC normal, sem comorbidades, com familiar responsável
- Afastamento: ❓ dias (avaliar caso a caso)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# OBSERVAÇÃO: Maioria das crises é autolimitada e NÃO requer medicação
# Medicar apenas se: crise > 5 min, crises recorrentes ou status epilepticus

01. SF 0,9% 500 mL – Correr 250 mL EV em 2h, após manter acesso salinizado

# SE CRISE EM CURSO (> 5 min):
02. Diazepam 10mg/2mL – 01 ampola (10mg) EV pura, sem diluir (se crise persistente, repetir após 3-5 min)
    Velocidade máxima: 2-5 mg/min | Dose máxima: 30-40 mg

# SE STATUS EPILEPTICUS (refratário a benzodiazepínicos):
03. Fenitoína 250mg/5mL – 20 mL (1.000mg) + SF 0,9% 250 mL, EV em 30 min
    Dose: 15-20 mg/kg | Velocidade máxima: 50 mg/min

# SINTOMÁTICOS (se necessário):
04. Glicose 50% 20 mL – Aplicar EV lento, se glicemia < 70 mg/dL
05. Tiamina 100mg/mL – 01 ampola (100mg) IM, se etilista ou desnutrido (aplicar ANTES da glicose)

# PROTEÇÃO GÁSTRICA:
06. Omeprazol 40mg – 01 comprimido VO em jejum

# SE NÁUSEAS/VÔMITOS:
07. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola (10mg) + 18 mL de AD, EV lento, se necessário

# CUIDADOS:
- Dieta oral liberada após recuperação completa da consciência
- Decúbito lateral durante observação
- Oximetria contínua
- Glicemia capilar na chegada e periódica (4/4h se internado)
- Proteger de quedas/traumas
- Observação neurológica
Para casa:
# IMPORTANTE: Anticonvulsivante crônico NÃO está indicado após primeira crise única
# Iniciar anticonvulsivante apenas se: lesão estrutural epileptogênica na TC/RM,
# atividade epileptiforme no EEG, ou após segunda crise não provocada

# ORIENTAÇÕES GERAIS:
01. Aguardar avaliação neurológica ambulatorial com TC de crânio e EEG
02. Evitar dirigir, operar máquinas, subir em locais altos até liberação médica
03. Retornar imediatamente se nova crise

# SE PACIENTE EPILÉPTICO CONHECIDO (má aderência):
01. [Anticonvulsivante habitual do paciente] – Reinstituir conforme receita anterior
    Exemplo: Fenitoína 100mg ––––––––––– 90 comprimidos
    Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, uso contínuo
Para casa (receituário especial):
# APENAS SE PACIENTE EPILÉPTICO CONHECIDO OU APÓS AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA:

01. Fenitoína 100mg ––––––––––– 90 comprimidos
    Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h (3x/dia), uso contínuo

OU

01. Carbamazepina 200mg ––––––––––– 90 comprimidos
    Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h (3x/dia), uso contínuo

OU

01. Ácido Valproico 500mg ––––––––––– 60 comprimidos
    Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (2x/dia), uso contínuo

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CONCEITO FUNDAMENTAL:

 

 



🔎 CID-10:

Doenças Neuropsiquiátricas

Abuso de Álcool

Guia prático para manejo de intoxicação alcoólica e síndrome de abstinência em pronto-socorro, incluindo encefalopatia de Wernicke e delirium tremens.

Paciente típico: Adulto, 35-45 anos, com história de uso crônico de álcool (>5 doses-padrão/dia por homens, >4 por mulheres), apresentando intoxicação aguda, sintomas de abstinência ou complicações relacionadas.

 

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Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
  1. Tiamina 500mg/2mL – 01 ampola + 100mL SF0,9%, EV em 30 min
  2. Diazepam 10mg/2mL – 01 ampola, IM ou EV (conforme gravidade)
  3. Haloperidol 5mg/mL – 01 ampola, IM (se agitação psicomotora)
Para casa:
  1. Tiamina 300mg – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 30 dias.
  2. Complexo B – Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 30 dias.
  3. Diazepam 10mg – Tomar ½ comprimido, VO, de 12/12h, por 3 dias (redução progressiva).

 

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🔎 CID-10:

Doenças Neuropsiquiátricas

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Guia prático de cuidados e prescrições para AVC isquêmico e hemorrágico no pronto-socorro, com protocolos de trombólise, controle pressórico e medidas de suporte.

Paciente típico: Adulto >60 anos com déficit neurológico súbito, hipertensão arterial prévia, apresentando hemiparesia, afasia ou alteração visual aguda.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere que, há ❓❓ horas, apresentou fraqueza de início súbito em dimídio [direito❓esquerdo], associada a dificuldade para falar e desvio da boca. Não houve perda de consciência nem convulsões. 
Nega dor torácica, palpitações ou trauma recente. Nega alergias.

# Exame físico
Conscinente, orientado, vigil, normocorado.
Pupilas isocóricas e fotorreagentes.
Disartria, dificuldade de articulação da fala, afasia motora parcial.
Desvio de rima labial para a [direita❓esquerda]. Paralisia facial central [direita❓esquerda].
Hemiparesia [direita❓esquerda] grau ❓❓ em braço e perna. Força em dimídio contralateral preservada (5/5).
Escore NIHSS ❓❓


# HD
- AVE ?

# Conduta
- Solicito ECG e exames laboratoriais.
- Regulo paciente para hospital de referência.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dieta oral zero
02. Nitroprussiato 50mg/2mL – Diluir 2mL em SG5% 248mL, 5-10mL/h EV se PA >220x120
03. AAS 100mg/cp – 3cp VO/SNE na admissão, depois 1cp/dia
04. Solicitar ECG, lab, regular para referência de AVC.
Para casa:
01. AAS 100mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 24/24h, uso contínuo.

02. Atorvastatina 80mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 24/24h, uso contínuo.

03. Losartana 50mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, uso contínuo.

 

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🔎 CID-10:

Doenças Neuropsiquiátricas

TCE Leve

Guia completo de atendimento e prescrição para TCE Leve (Glasgow 13-15): manejo inicial, indicações de TC, observação hospitalar, medicações sintomáticas, orientações de alta e sinais de alarme para retorno.

Paciente típico: Adulto jovem, previamente hígido, vítima de queda da própria altura ou acidente automobilístico de baixa energia, consciente e orientado (Glasgow 13-15), com cefaleia e náuseas, sem déficits neurológicos focais.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente de ❓ anos refere queda da própria altura há ❓ horas, com trauma craniano em região ❓. Refere cefaleia de intensidade ❓/10, associada a náuseas. Nega perda de consciência no momento do trauma. Nega vômitos em jato, convulsões, amnésia ou sonolência excessiva. Nega uso de anticoagulantes. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
Paciente consciente e orientado em tempo e espaço. Glasgow 15 (AO4 + RV5 + RM6).
Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Sem sinais de fratura de base de crânio (sinal de Battle, olhos de guaxinim, otorragia, rinorreia). Ferimento corto-contuso em região ❓, sem exposição óssea. Sem déficits motores ou sensitivos. Marcha preservada. Sem rigidez de nuca.

# HD
- Traumatismo cranioencefálico leve (Glasgow 13-15)
- Cefaleia pós-traumática
- Ferimento corto-contuso em região ❓

# Conduta
- Analgesia sintomática (dipirona + antieméticos se necessário)
- Avaliar necessidade de TC de crânio conforme critérios clínicos
- Se TC normal ou não realizada: observação hospitalar 12-24h OU alta com orientações rigorosas de retorno
- Orientar sinais de alarme neurológicos
- Afastamento das atividades laborais por ❓ dias
- Retorno ao PS em caso de piora clínica ou surgimento de sinais de alarme
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL ABD, EV lento em 15 min, agora

02. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM em deltoide, agora

03. ANALGÉSICO (se refratário ou dor moderada a intensa)
Tramadol 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL ABD, EV lento em 10 min, se dor

# HIDRATAÇÃO (se necessário)
04. Soro Fisiológico 0,9% 500mL – EV, conforme necessidade

# PROFILAXIA ANTITETÂNICA (avaliar esquema vacinal)
05. Vacina dT ou dTpa 0,5mL – 01 dose, IM, se indicado
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre

02. Ondansetrona 8mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos

 

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🔎 CID-10:

Doenças Neuropsiquiátricas

TCE Moderado a Grave

Guia completo para manejo de pacientes com Traumatismo Cranioencefálico Moderado (Glasgow 9-12) e Grave (Glasgow <9), com foco na prevenção de lesões cerebrais secundárias, protocolos de neuroproteção e prescrições práticas.

Paciente típico: Adulto jovem, vítima de trauma de alto impacto (acidente motociclístico, queda de altura, atropelamento), apresentando rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 9-12 ou <9), com ou sem sinais de hipertensão intracraniana.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente trazido pelo SAMU após acidente motociclístico há ❓ minutos/horas
Perda de consciência no local do acidente
Glasgow atual: ❓ pontos (Ocular: ❓ / Verbal: ❓ / Motor: ❓)
Vômitos: ❓ episódios
Convulsão pós-traumática: ❓
Uso de anticoagulantes/antiagregantes: ❓
Alergias: nega

# Exame físico
REG, Glasgow ❓, pupilas: ❓mm / ❓mm, fotorreagentes: ❓
Hematomas/lesões em couro cabeludo: ❓
Otorragia/rinorragia: ❓
Sinal de Battle/Guaxinim: ❓
Resposta motora: ❓
Sinais de herniação: ❓

# HD
- Traumatismo Cranioencefálico Moderado/Grave (Glasgow ❓)
- Lesão expansiva intracraniana a esclarecer

# Conduta
- Manter via aérea pérvia (IOT se Glasgow ≤8 ou risco de via aérea)
- Sequência Rápida de Intubação se indicado
- Acesso venoso calibroso + reposição volêmica
- Cabeceira 30-45°
- TC de crânio URGENTE
- Neuroproteção: evitar hipotensão, hipóxia, hipo/hiperglicemia, hipertermia
- Manter PAs >100-110 mmHg
- Solicitação de avaliação pela Neurocirurgia
- Osmoterapia se sinais de HIC
- Ácido tranexâmico se <3h do trauma
- Internação em CTI
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# MEDIDAS GERAIS
01. Dieta Zero
02. Decúbito: Cabeceira elevada a 30-45°
03. Monitorização contínua (PA, FC, FR, SatO2, Glasgow)
04. Oximetria de pulso contínua
05. Glicemia capilar de 4/4h
06. Controle de sinais vitais de 2/2h

# HIDRATAÇÃO VENOSA
07. Soro Fisiológico 0,9% 500mL EV de 12/12h
Evitar hipovolemia e hipervolemia
Ajustar conforme balanço hídrico

# CONTROLE GLICÊMICO (Meta: 140-180 mg/dL)
08. Insulina Regular 100UI/mL SC conforme HGT:
- HGT 181-200: 2 UI
- HGT 201-250: 4 UI
- HGT 251-300: 6 UI
- HGT 301-350: 8 UI
- HGT 351-400: 10 UI
- HGT >400: 12 UI

09. Glicose 50% 20mL EV se HGT <70mg/dL
Repetir HGT após 15 minutos

# NEUROPROTEÇÃO E CONTROLE DE PIC
10. Manitol 20% 1,0g/kg (250mL) EV em 20 minutos
SE sinais de hipertensão intracraniana
Repetir se necessário a cada 6h

11. Solução Salina Hipertônica NaCl 3% 250mL EV em 30min
ALTERNATIVA ao Manitol para controle de HIC

# ÁCIDO TRANEXÂMICO (se <3h do trauma)
12. Ácido Tranexâmico 50mg/mL
ATAQUE: 1g (4 ampolas) + 100mL SF0,9% EV em 10min
MANUTENÇÃO: 1g (4 ampolas) em 250mL SF0,9% EV em 8h

# ANTICONVULSIVANTE (se convulsão pós-traumática)
13. Fenitoína 50mg/mL (ampola 5mL = 250mg)
ATAQUE: 20mg/kg diluído em 250mL SF0,9% EV
- 50kg: 4 ampolas + 250mL SF0,9% em 30min
- 70kg: 5-6 ampolas + 250mL SF0,9% em 40min
- 90kg: 7 ampolas + 250mL SF0,9% em 50min
MANUTENÇÃO: 100mg (1 ampola/2mL) EV de 8/8h

# SEDOANALGESIA CONTÍNUA (pós-IOT)
14. Fentanil 50mcg/mL
Diluir 10 ampolas (25mL) em 225mL SF0,9% = 2mcg/mL
Iniciar 1-5 mcg/kg/h em BIC

15. Midazolam 5mg/mL
Diluir 10 ampolas (30mL) em 220mL SF0,9% = 0,6mg/mL
Iniciar 0,05-0,1mg/kg/h em BIC

# REVERSÃO DE ANTICOAGULAÇÃO (se em uso)
16. Vitamina K 10mg/mL – 01 ampola (10mg) + 50mL SF0,9% EV em 30min

17. Complexo Protrombínico (CCP) conforme INR
INR 1,3-1,9: 10-20 UI/kg
INR >2,0: 25-50 UI/kg

# PROTEÇÃO GÁSTRICA
18. Omeprazol 40mg EV de 12/12h

# PROFILAXIA TEV
19. Profilaxia mecânica (meia elástica + compressão pneumática)
Profilaxia farmacológica CONTRAINDICADA inicialmente
Para casa:
TCE MODERADO A GRAVE NÃO TEM ALTA DO PRONTO-SOCORRO

Paciente requer internação em CTI com:
- Monitorização neurológica rigorosa
- Controle de PIC
- Suporte ventilatório se necessário
- Acompanhamento neurocirúrgico

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

TCE MODERADO A GRAVE NÃO RECEBE ALTA DO PRONTO-SOCORRO

Estes pacientes requerem:

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Neuropsiquiátricas

Paralisia Facial Periférica (Bell)

Guia completo para atendimento e prescrição na Paralisia Facial de Bell: corticoterapia, proteção ocular, antivirais e reabilitação facial. Tratamento ideal em até 72h do início dos sintomas para melhor prognóstico.

Paciente típico: Adulto previamente hígido, eutrófico, sem alergias conhecidas, que apresenta início súbito de fraqueza em hemiface de forma unilateral, com dificuldade para fechar o olho, desvio da rima labial e alteração na mímica facial.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere início súbito de fraqueza em hemiface há ❓ dias, com dificuldade para fechar o olho do lado afetado, desvio da comissura labial para o lado não afetado e dificuldade para realizar movimentos faciais (franzir a testa, sorrir). Nega febre, cefaleia intensa, diplopia, disartria, disfagia ou outros déficits neurológicos. Refere ressecamento ocular e lacrimejamento. Nega traumas, infecções recentes ou vesículas auriculares.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, lúcido e orientado, corado, hidratado, anictérico, acianótico, afebril.
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% em ar ambiente
Neurológico: Paralisia facial periférica unilateral (lado ❓), com comprometimento de musculatura frontal (incapacidade de franzir a testa), lagoftalmo (incapacidade de ocluir completamente a pálpebra), desvio da comissura labial para o lado contralateral à lesão. Ausência de vesículas em pavilhão auricular. Força muscular preservada nos quatro membros (5/5). Sensibilidade preservada. Reflexos profundos simétricos e presentes. Sem sinais de irritação meníngea. Pares cranianos: III, IV, VI, VIII, IX, X, XI, XII sem alterações aparentes.
Otoscopia: Sem alterações. Sem vesículas em conduto auditivo externo.

# HD
- Paralisia Facial Periférica (Paralisia de Bell)

# Conduta
- Iniciar corticoterapia oral imediatamente (idealmente em até 72h do início dos sintomas)
- Proteção ocular com lubrificante e pomada oftálmica noturna
- Considerar antiviral se sintomas graves ou suspeita de reativação viral
- Orientar sobre cuidados oculares e proteção do olho afetado
- Encaminhar para reabilitação com fisioterapia/fonoaudiologia
- Retorno em ❓ dias para reavaliação ou se piora/novos sintomas neurológicos
- Afastamento do trabalho por ❓ dias (se aplicável)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# NÃO HÁ INDICAÇÃO DE MEDICAÇÃO ENDOVENOSA OU INTRAMUSCULAR NO PRONTO-SOCORRO
# O TRATAMENTO CONSISTE EM PRESCRIÇÕES PARA CASA

# SE NECESSÁRIO SINTOMÁTICOS NO PS (dor, cefaleia associada):
01. ANALGÉSICO: Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL SF 0,9%, EV lento, agora
02. ANTI-INFLAMATÓRIO (se dor intensa): Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM profundo, agora
Para casa:
01. Prednisona 20mg ––––––––––– 25 comprimidos
Tomar 03 comprimidos (60mg), via oral, pela manhã, por 05 dias seguidos.
Após, tomar ½ comprimido (10mg), via oral, pela manhã, por mais 05 dias.
Dias 1-5: 60mg/dia | Dias 6-10: 10mg/dia
Horário sugerido: 08:00h

02. Carmelose sódica 0,5% (Lacrifilm, Optive) ––––––––––– 01 frasco
Pingar 01-02 gotas no olho afetado, de 4/4h ou 6/6h, enquanto acordado.
Manter lubrificação frequente durante o dia.

03. Acetato de retinol pomada oftálmica 10.000 UI/g (Epitezan, Vitamina A) ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar pequena quantidade no olho afetado antes de dormir.
Ocluir o olho com curativo não compressivo (gaze + micropore) durante o sono.

04. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01-02 comprimidos, via oral, se dor ou desconforto, podendo repetir de 6/6h.
Dose máxima: 4g/dia (8 comprimidos).
Para casa (receituário especial):
# SOMENTE SE SINTOMAS GRAVES OU SUSPEITA DE REATIVAÇÃO VIRAL

01. Aciclovir 400mg ––––––––––– 50 comprimidos
Tomar 02 comprimidos (800mg), via oral, de 4/4h, por 10 dias.
Não tomar a dose da madrugada (5 doses ao dia).
Horário sugerido: 06:00 / 10:00 / 14:00 / 18:00 / 22:00h

OU

01. Valaciclovir 500mg ––––––––––– 21 comprimidos
Tomar 02 comprimidos (1000mg), via oral, de 8/8h, por 07 dias.
Horário sugerido: 06:00 / 14:00 / 22:00h

 

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🔎 CID-10:

Doenças Neuropsiquiátricas

Risco de Autoextermínio / Suicídio

RISCO DE AUTOEXTERMÍNIO / SUICÍDIO

Guia prático de avaliação, manejo e prescrição para pacientes com risco suicida no pronto-socorro, incluindo ideação suicida, tentativa de autoextermínio e comportamento autolesivo, com protocolos de segurança e critérios de hospitalização psiquiátrica.

Paciente típico: Paciente adulto jovem, sexo feminino, com história de tentativa de autoextermínio por ingestão medicamentosa ou autolesão, trazido por familiares ou SAMU, com ou sem rebaixamento de consciência, referindo ideação suicida ativa com planejamento prévio.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente de ❓ anos, trazido ao PS por familiares/SAMU após tentativa de autoextermínio 
por ingestão de ❓ comprimidos de [medicamento] há ❓ horas. Refere ideação suicida há 
❓ dias/semanas, com planejamento prévio. Fatores desencadeantes: perda recente, 
conflitos familiares, desemprego, término de relacionamento.

Sintomas associados: humor deprimido, anedonia, desesperança, insônia, anorexia, 
isolamento social. Nega tentativas prévias (ou relata ❓ tentativas anteriores).

História psiquiátrica: diagnóstico prévio de depressão/transtorno bipolar/esquizofrenia 
(ou nega antecedentes psiquiátricos). Uso irregular de medicações psiquiátricas.

História de uso de substâncias: etilismo/uso de drogas ilícitas.

Sem alergias conhecidas.

# Exame físico
Estado geral: alerta e orientado (ou sonolento/torporoso se intoxicação)
Glasgow: 15 (ou rebaixado se intoxicação grave)

Exame psiquiátrico:
- Aparência: descuidada, higiene precária, contato visual pobre
- Comportamento: ansioso, agitado ou apático, colaborativo ou hostil
- Humor: deprimido, disfórico ou irritável
- Afeto: restrito, embotado ou lábil
- Pensamento: lentificado, ideação suicida ativa com planejamento (ou passiva)
- Insight: ausente ou parcial
- Crítica: comprometida
- Risco atual: alto (ideação + planejamento + meios) ou moderado

Exame físico por sistemas: conforme método utilizado (vide sinais de intoxicação, 
automutilação, etc.)

# HD
- Risco de autoextermínio / Tentativa de suicídio
- [Etiologia]: Transtorno depressivo maior / Transtorno bipolar / Esquizofrenia / 
  Transtorno de personalidade borderline / Abuso de substâncias
- [Se intoxicação]: Intoxicação exógena por [substância]

# Conduta
- Avaliação de risco suicida imediato (alto/médio/baixo)
- Garantir segurança do paciente (vigilância contínua, remoção de objetos potencialmente lesivos)
- Estabilização clínica (suporte vital, tratamento de intoxicação se aplicável)
- Exames complementares: hemograma, função renal e hepática, eletrólitos, glicemia, ECG
- Se intoxicação medicamentosa: dosagem sérica se disponível, carvão ativado se < 2h
- Avaliação psiquiátrica emergencial OBRIGATÓRIA
- Hospitalização psiquiátrica se: risco iminente, tentativa grave, ausência de suporte familiar
- Se alta: garantir rede de apoio, agendar consulta psiquiátrica em < 7 dias, contrato de segurança
- Afastamento: ❓ dias (conforme avaliação psiquiátrica)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Se paciente agitado/ansioso:
01. Diazepam 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), EV lento (2-3 min)
    OU Midazolam 15mg/3mL (5mg/mL) – 01 ampola (3mL), IM em deltoide

# Se intoxicação medicamentosa (< 2 horas da ingestão):
02. Carvão ativado 50g – Diluir em 200mL de água, VO dose única
    (contraindicado se rebaixamento de consciência sem via aérea protegida)

# Se náuseas/vômitos:
03. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL de SF 0,9%, EV lento

# Hidratação venosa (se indicado):
04. Soro fisiológico 0,9% 500mL – EV, correr em ❓ horas

# Observação e monitorização contínua obrigatória
Para casa:
⚠️ ALTA SOMENTE APÓS AVALIAÇÃO PSIQUIÁTRICA E SE RISCO BAIXO

01. Diazepam 10mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, à noite ao dormir, por 7 dias.

02. Sertralina 50mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã, por 30 dias.
(Iniciar se depressão e sem contraindicação, conforme avaliação psiquiátrica)

03. Fluoxetina 20mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã, por 30 dias.
(Alternativa à sertralina)
Para casa (receituário especial):
⚠️ PRESCRIÇÃO CONTROLADA - OBRIGATÓRIA RECEITA ESPECIAL

01. Diazepam 10mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, à noite ao dormir, por 7 dias.

02. Clonazepam 2mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, à noite ao dormir, por 30 dias.
(Se ansiedade grave associada)

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

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⚠️ CRITÉRIOS OBRIGATÓRIOS PARA ALTA:

⚠️ CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS DE ALTA:

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Neuropsiquiátricas

Meningite Bacteriana e Viral

Guia completo para manejo emergencial de meningite bacteriana e viral, incluindo antibioticoterapia empírica, corticoterapia, tratamento sintomático e orientações para alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto jovem previamente hígido apresentando cefaleia intensa de início agudo, febre alta, náuseas/vômitos, fotofobia e rigidez de nuca. Na meningite bacteriana, evolução rápida com prostração e alteração do sensório. Na meningite viral, quadro mais brando com possibilidade de manejo ambulatorial em casos selecionados.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere cefaleia intensa de início há ❓ horas/dias, com piora progressiva, de caráter holocraniano, associada a febre alta (❓°C), náuseas, vômitos (❓ episódios), fotofobia e rigidez cervical. Relata prostração importante e dificuldade para realizar atividades habituais. Nega trauma craniano recente, uso de drogas ilícitas ou contato com pessoas doentes.

Sintomas associados: fotofobia, fonofobia, vômitos em jato, alteração do sensório (sonolência/confusão mental), eventualmente crises convulsivas.

Nega: trauma cranioencefálico recente, cefaleia prévia com essas características, imunodeficiências conhecidas.

Alergias: nega

# Exame físico
REG/BEG, taquicárdico, hipocorado +/4, febril (Tax: ❓°C)

Glasgow: ❓ (meningite bacteriana geralmente com rebaixamento do sensório)

Sinais meníngeos:
- Rigidez de nuca: presente
- Kernig: ❓ (baixa sensibilidade/especificidade)
- Brudzinski: ❓ (baixa sensibilidade/especificidade)

Ausência de sinais focais neurológicos
Fundo de olho: sem papiledema (avaliar antes de punção lombar se possível)

# HD
- Meningite Bacteriana Aguda (suspeita clínica)
- Meningoencefalite Herpética (se alteração cognitiva/convulsões/sinais focais)

# Conduta
- Iniciar antibioticoterapia empírica IMEDIATAMENTE (não aguardar TC ou punção lombar)
- Dexametasona antes ou junto com primeira dose de antibiótico
- Solicitar TC de crânio se: sinais focais, papiledema, imunodepressão, história de lesão de SNC, crise convulsiva recente, Glasgow < 11
- Punção lombar após TC (se indicada) ou imediatamente se TC não indicada
- Hemograma, PCR, procalcitonina, lactato, função renal, eletrólitos, hemoculturas (2 amostras)
- Analgesia e antitérmicos
- Hidratação venosa
- Internação em CTI ou enfermaria com monitorização
- Afastamento: ❓ dias (geralmente internação hospitalar)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# ANTIBIOTICOTERAPIA EMPÍRICA (iniciar IMEDIATAMENTE)
01. Ceftriaxona 2g – Diluir em 100mL de SF0,9%, EV, de 12/12h
02. Vancomicina 15-20mg/kg – Diluir em 250mL de SF0,9% ou SG5%, EV, de 12/12h (infusão em 60-120 minutos)

# CORTICOTERAPIA (antes ou junto com antibiótico)
03. Dexametasona 10mg (0,15mg/kg) – EV, de 6/6h por 4 dias

# ANALGESIA/ANTITÉRMICO
04. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – Diluir 2mL + 18mL SF0,9%, EV lento, de 6/6h

# ANTIEMÉTICO
05. Ondansetrona 8mg – Diluir em 100mL de SF0,9%, EV, de 8/8h, se náuseas/vômitos

# HIDRATAÇÃO VENOSA
06. Soro Fisiológico 0,9% 1000mL – EV, ❓ mL/h (ajustar conforme estado volêmico)

# SE CONVULSÕES
07. Fenitoína 20mg/kg – EV em infusão lenta (máximo 50mg/min), dose de ataque, se crises convulsivas
Para casa:
⚠️ MENINGITE BACTERIANA REQUER INTERNAÇÃO HOSPITALAR

Apenas meningites virais não complicadas podem ter alta após estabilização e com seguimento rigoroso.

Se meningite viral com alta programada:

01. Dipirona 500mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre

02. Ondansetrona 8mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas/vômitos

03. Paracetamol 750mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se febre ou cefaleia persistente
Para casa (receituário especial):
⚠️ NÃO SE APLICA - Meningite bacteriana requer antibioticoterapia EV hospitalar por 10-14 dias.

Meningite viral geralmente não requer antibioticoterapia.

 

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⚠️ IMPORTANTE: Meningite bacteriana sempre requer internação hospitalar com antibioticoterapia EV por 10-14 dias. Alta não está indicada no pronto-socorro.

Meningite viral não complicada pode ter alta após estabilização clínica, líquor compatível, e exame neurológico normal, com seguimento rigoroso ambulatorial.

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Neuropsiquiátricas

Agitação Psicomotora

Guia completo de manejo da agitação psicomotora no pronto-socorro: contenção não farmacológica, química (midazolam, haloperidol, cetamina), investigação etiológica e prescrições práticas para emergência e alta hospitalar.

Paciente típico: Paciente de qualquer faixa etária apresentando estado de excitação mental e atividade motora aumentada, podendo ser decorrente de causas clínicas, psiquiátricas, toxicológicas ou traumáticas. Comportamento disruptivo, inquietação, agitação verbal ou física, com ou sem comprometimento do nível de consciência.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente trazido por familiares/SAMU/PM devido a agitação psicomotora há ❓ horas/dias.
Apresenta comportamento agressivo, inquietação, desorientação têmporo-espacial.
❓ episódios semelhantes prévios.
História de transtorno psiquiátrico: ❓ (sim/não).
Uso de substâncias psicoativas: ❓ (álcool, drogas ilícitas).
Última ingesta de álcool/drogas: há ❓ horas/dias.
Medicações psiquiátricas em uso: ❓ (nome, posologia, adesão).
Antecedente de TCE: ❓ (sim/não).
Eventos estressores recentes: ❓.
Nega febre, cefaleia, vômitos, déficit motor focal.
Sem alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
REG/BEG, agitado(a), não cooperativo(a), desorientado(a) no tempo e espaço
Glasgow: ❓ (aO + rV + rM)
Cardiovascular: RCR 2T BNF, sem sopros
Respiratório: MV+ bilateralmente, sem RA
Abdome: plano, RHA+, flácido, indolor à palpação
Neurológico: agitação psicomotora, força preservada em 4 membros, sem sinais de irritação meníngea, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits focais evidentes

# HD
- Agitação psicomotora ❓ (leve/moderada/grave) a esclarecer

# Conduta
- Avaliação dos 4 Hs emergenciais: Hipóxia, Hipoglicemia, Hipertermia, Hipovolemia
- Contenção mecânica se risco iminente de auto/heteroagressão
- Contenção química conforme gravidade
- Investigação etiológica: HGT, sinais vitais, exames laboratoriais se indicados
- Avaliação psiquiátrica após estabilização
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# PARA AGITAÇÃO MODERADA (paciente disruptivo, sem risco iminente)

01. Prometazina 50mg/2mL (25mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM, dose única

02. Haloperidol 5mg/mL – 01 ampola (5mg), IM, dose única
(Repetir 01 ampola IM em 15 minutos se necessário)

# EM CASO DE PERSISTÊNCIA DA AGITAÇÃO
03. Clorpromazina 25mg/5mL (5mg/mL) - 01 ampola, IM

# EM CASO DE PERSISTÊNCIA DA AGITAÇÃO
04. Diazepam 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (10mg), EV, dose única
OU
04. Midazolam 15mg/3mL (5mg/mL) – 01 ampola, Fazer 1,5mL (7,5mg), IM, dose única

(Repetir dose de benzodiazepínico em 15 minutos se necessário)

# CUIDADOS GERAIS

05. Oxigênio suplementar se necessário (manter SatO2 >94%)
06. Monitorização contínua: FC, PA, FR, SatO2, Glasgow
07. Glicemia capilar
08. Acesso venoso calibroso se via EV necessária
Para casa:
01. Risperidona 1mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, à noite, ao deitar
(Uso contínuo por 30 dias ou conforme orientação psiquiátrica)

02. Clonazepam 2mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, à noite, ao deitar
(Uso contínuo por 30 dias ou conforme orientação psiquiátrica)

03. Diazepam 10mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, se agitação/ansiedade (máximo 2x ao dia)
Para casa (receituário especial):
Receituário de controle especial (Notificação de Receita B ou B2):

01. Risperidona 1mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, à noite, ao deitar
Uso contínuo por 30 dias

02. Clonazepam 2mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, à noite, ao deitar
Uso contínuo por 30 dias

03. Diazepam 10mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, se agitação (máximo 2x ao dia)
Uso por 20 dias

 

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🔎 CID-10:

Doenças Infectocontagiosas e Arboviroses

Doenças Infectocontagiosas e Arboviroses

Dengue

Guia prático de atendimento e prescrição para dengue com classificação em grupos, sinais de alarme, hidratação adequada, tratamento sintomático e orientações de retorno.

Paciente típico: Adulto previamente hígido, apresentando febre alta de início súbito, cefaleia intensa, dor retro-orbitária, mialgia e prostração, durante período epidêmico.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere febre alta (38-40°C) há ❓ dias, de início súbito, acompanhada de cefaleia intensa, dor retro-orbitária, mialgia e prostração. 
Relata náuseas, com ❓ episódios de vômitos nas últimas 24h. 
Nega rash cutâneo até o momento. Nega sangramentos espontâneos. 
Nega dor abdominal intensa ou contínua. Nega tontura postural ou síncope. 
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, hidratado, corado, acianótico, anictérico, afebril no momento.
Neurológico: consciente, orientado, sem sinais de irritação meníngea.
ACV: RCR 2T BNF, sem sopros. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos.
AR: MV+ sem RA. Ausência de tiragem ou sinais de esforço respiratório.
Abdome: plano, flácido, RHA+, indolor à palpação superficial e profunda. Fígado não palpável. Sem sinais de irritação peritoneal. Ausência de ascite.
Pele: sem petéquias ou equimoses. Mucosas: hidratadas, sem sangramentos.


# HD
- Dengue Grupo A (dengue clássica sem sinais de alarme)

# Conduta
- Oriento hidratação oral vigorosa
- Prescrevo sintomáticos
- Oriento EVITAR uso de AINEs e AAS devido ao risco de sangramento
- Oriento sobre sinais de alarme
- Repouso domiciliar e retorno imediato se necessário
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# MEDICAÇÃO DE ATAQUE
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM

# SE NÁUSEAS/VÔMITOS
02. BROMOPRIDA 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM

# HIDRATAÇÃO (se vômitos persistentes ou intolerância VO)
03. SORO FISIOLÓGICO 0,9% 500mL – EV
Para casa:
01. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se febre ou dor.

02. ONDANSETRONA 08mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náusea ou vômito.

03. SORO DE REIDRATAÇÃO ORAL (SRO) ––––––––––– 5 sachês
Diluir 01 sachê em 1 litro de água filtrada/fervida. Beber ao longo do dia.

 

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CLASSIFICAÇÃO PROGNÓSTICA DA DENGUE:

GRUPO A: Dengue sem manifestações hemorrágicas (prova do laço negativa) e sem sinais de alarme. Sem comorbidades, sem risco social ou condições clínicas especiais.

GRUPO B: Dengue com manifestações hemorrágicas espontâneas ou induzidas (prova do laço positiva), sem sinais de alarme. OU pacientes dos seguintes grupos de risco mesmo sem hemorragia: lactentes, gestantes, idade > 65 anos, comorbidades (HAS, DM, DPOC, doenças hematológicas, DRC, hepatopatias, doenças autoimunes), risco social.

GRUPO C: Dengue com sinais de alarme, com ou sem manifestações hemorrágicas, ausência de sinais de choque.

GRUPO D: Dengue com sinais de choque, desconforto respiratório grave ou manifestações hemorrágicas graves.

 

 

 

 

 

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🔎 CID-10:

Doenças Infectocontagiosas e Arboviroses

Mordedura

Guia prático de prescrição para mordeduras incluindo antibioticoterapia profilática, analgesia, profilaxia antitetânica e orientações para manejo no PS e alta domiciliar.

Paciente típico: Adulto normotrófico, previamente hígido, sem alergias conhecidas, vítima de mordedura por animal doméstico (cão/gato) ou humana com ferimento punctiforme ou laceração em extremidades, apresentando dor local e possível risco infeccioso.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata que há cerca de ❓❓ horas sofreu mordedura por [cão❓gato] [doméstico❓desconhecido], com vacinação antirrábica [atualizada❓desconhecida]. 
Refere dor moderada em local do trauma. Nega febre, mal-estar, náuseas ou outros sintomas associados. 
Nega alergias.

# Exame Físico
Estado geral regular, conscinente, orientado, vigil, hidratado, afebril.
Presença de lesão [extensa❓puntiforme] em ❓❓, com bordas regulares, profundidade superficial a moderada, sem sangramento ativo.
Presença de dor à palpação local, sem sinais de celulite, abscesso ou linfangite.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Ferimento por mordedura

# Conduta
- Realizada limpeza abundante da ferida com soro fisiológico 0,9%.
- Realizada desinfecção com solução antisséptica. Sutura não realizada devido a risco de infecção.
- Oriento/Realizo profilaxia antitetânica e antirrábica.
- Prescrevo sintomáticos e antibioticoterapia profilática.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Limpeza e desinfecção da ferida
02. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM
03. Vacina Antirrábica - 01 ampola, IM. Orientar demais doses nos dias 3, 7 e 14.
04. Vacina dT - 01 doseL, IM (deltoide)
05. Imunoglobulina antitetânica (250 unidades/mL) - 250 unidades, IM, se acidente grave em paciente com status vacinal desconhecido.
Para casa:
01. Amoxicilina + Clavulanato 875mg + 125mg ––––––––––––– 08 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 4 dias.

02. Dipirona 500mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 6/6h, se dor ou febre.

03. Ondansetrona 4mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 8/8h, se enjoo ou vômitos.

 

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🔎 CID-10:

Doenças Infectocontagiosas e Arboviroses

Acidente com Escorpião

Guia prático para manejo de picada de escorpião: tratamento sintomático local, soroterapia em casos moderados/graves, cuidados especiais em crianças <7 anos.

Paciente típico: Adulto ou criança que relata contato acidental com escorpião, apresentando dor intensa imediata no local da picada, podendo evoluir com manifestações sistêmicas em 1-3 horas.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata acidente com escorpião amarelo há cerca de ❓❓ horas.
Relata dor de forte intensidade, contínua, em ❓❓.
Nega alergias.

# Exame Físico
Estado geral regular, conscinente, orientado, vigil, hidratado, afebril.
Presença de lesão puntiforme eritematosa em ❓❓, com edema discreto, dolorosa à palpação, sem sinais de necrose.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Acidente com escorpião

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento retorno em caso de sinais de piora clínica ou manifestações sistêmicas.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM
02. Lidocaína 2% sem vasoconstritor – Infiltração local 2-5mL
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, de 6/6h, se dor.

02. Loratadina 10mg ––––––––––––– 01 caixa
Tomar 1 comprimido, VO, à noite, por 5 dias, se necessário.

USO TÓPICO
03. Mupirocina 2% pomada ––––––––––––– 01 caixa
Aplicar fina camada no local da lesão, 3x/dia, por 5 dias.

 

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🔎 CID-10:

Doenças Infectocontagiosas e Arboviroses

Uretrite / Orquiepididimite

Guia prático para tratamento de uretrites gonocócicas e não gonocócicas em adultos jovens no pronto-socorro, com prescrições padronizadas e orientações sobre tratamento de parceiros.

Paciente típico: Adulto jovem, sexualmente ativo, com disúria leve e gradual (não gonocócica) ou disúria intensa com secreção purulenta (gonocócica), sem comorbidades.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata início de disúria progressiva há ❓❓ dias, acompanhada de secreção uretral amarelada e purulenta, principalmente pela manhã. 
Refere dor de moderada intensidade durante a micção. Nega febre, dor abdominal ou lesões genitais. 
Nega alergias.

# Exame Físico
Estado geral regular, conscinente, orientado, vigil, hidratado, afebril.
Secreção uretral purulenta visível no meato urinário. Hiperemia leve em glande. Sem úlceras, bolhas ou verrugas. Testículos sem dor ou aumento de volume.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# Hipótese Diagnóstica
- Uretrite

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos e antibioticoterapia.
- Oriento tratamento de parceiro(s) sexuais.
- Oriento abstinência sexual até 7 dias após término do tratamento.
- Oriento buscar atenção primária para triagem de ISTs.
- Oriento retorno ao pronto-socorro se houver piora dos sintomas após tratamento.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, EV, se dor intensa
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 6/6h, se dor
Para casa (rec. especial):
01. Ceftriaxona 500mg/2mL ––––––––––– 01 ampola
Aplicar 01 ampola, IM, dose única.

01. Azitromicina 500mg ––––––––––– 02 cp
Tomar 02 comprimidos, VO, dose única

 

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🔎 CID-10:

Doenças Infectocontagiosas e Arboviroses

Zika e Chikungunya

Guia prático de manejo de Zika e Chikungunya na urgência: diagnóstico diferencial, tratamento sintomático, hidratação, analgesia e prescrições para PS e alta domiciliar.

Paciente típico: Adulto previamente hígido com quadro febril agudo em área endêmica. Zika: febre baixa ou ausente, exantema precoce (1º-2º dia), conjuntivite não purulenta intensa (50-90%), edema articular. Chikungunya: febre alta (>38°C) por 2-3 dias, poliartralgia intensa e limitante simétrica (punhos, tornozelos, joelhos), edema articular importante, com possível cronificação por semanas a meses.


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História clínica típica
# História Clínica
ZIKA: Paciente refere febre baixa ou ausente há ❓ dias, associada a exantema maculopapular pruriginoso de início precoce, conjuntivite não purulenta bilateral intensa, artralgia leve a moderada, cefaleia e mialgia. Nega vômitos persistentes ou sangramento. Refere que outros familiares/vizinhos apresentaram quadro semelhante. Nega alergias medicamentosas.

CHIKUNGUNYA: Paciente refere febre alta (>38,5°C) há ❓ dias, associada a poliartralgia simétrica intensa e limitante em punhos, tornozelos e joelhos, com edema articular importante. Refere exantema maculopapular surgido entre 2º-5º dia de febre. Nega sangramento ativo. Relata dificuldade para realizar atividades cotidianas devido à intensidade da dor articular. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
Regular estado geral, hidratado(a), acianótico(a), anictérico(a), afebril ou febril.
Tax: ❓°C | FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | PA: ❓ mmHg | SatO2: ❓% (ar ambiente)

ZIKA: Exantema maculopapular difuso, conjuntivite não purulenta bilateral, ausência de linfonodos palpáveis aumentados. Articulações sem sinais flogísticos importantes.

CHIKUNGUNYA: Exantema maculopapular. Articulações com edema, dor à palpação e limitação de movimento (punhos, tornozelos, joelhos). Ausência de sinais de sangramento ativo.

Abdome: plano, flácido, indolor, sem visceromegalias.
Sem sinais de desidratação ou sangramento ativo.

# HD
- Zika (suspeita clínica)
OU
- Chikungunya (suspeita clínica)

# Conduta
- Tratamento sintomático com analgésicos/antitérmicos
- Hidratação oral vigorosa
- Evitar AAS e AINEs (risco de sangramento na dengue)
- Repouso
- Orientações de retorno e sinais de alarme
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
ZIKA (Formas Leves):

01. ANALGÉSICO/ANTITÉRMICO
Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL AD, EV lento em 15min, agora

02. ANTI-HISTAMÍNICO (se prurido intenso)
Prometazina 50mg/2mL – 01 ampola (0,5mg/kg, máx 50mg), IM em deltoide, agora

03. HIDRATAÇÃO
Soro fisiológico 0,9% 500mL – EV em ❓ horas (conforme aceitação VO)

---

CHIKUNGUNYA (Formas Leves):

01. ANALGÉSICO/ANTITÉRMICO
Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL AD, EV lento em 15min, agora

02. ANALGÉSICO OPIOIDE (se dor intensa refratária)
Tramadol 100mg/2mL – 01 ampola (50-100mg), IM em deltoide, agora

03. ANTI-HISTAMÍNICO (se prurido)
Prometazina 50mg/2mL – 01 ampola (0,5mg/kg, máx 50mg), IM em deltoide, agora

04. HIDRATAÇÃO
Soro fisiológico 0,9% 500mL – EV em ❓ horas (conforme aceitação VO)
Para casa:
ZIKA:

01. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01-02 comprimidos, VO, de 6/6h, se febre ou dor

02. Loratadina 10mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia (pela manhã), por 10 dias, se prurido

03. Soro de reidratação oral ––––––––––– 10 sachês
Dissolver 01 sachê em 01 litro de água. Beber ao longo do dia.
# HIDRATAÇÃO: 60-80mL/kg/dia (1/3 SRO + 2/3 líquidos variados)

---

CHIKUNGUNYA:

01. Paracetamol 750mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se febre ou dor

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01-02 comprimidos, VO, de 6/6h, se febre ou dor (intercalar com Paracetamol)

03. Omeprazol 20mg ––––––––––– 14 cápsulas
Tomar 01 cápsula, VO, pela manhã em jejum, por 14 dias

04. Soro de reidratação oral ––––––––––– 10 sachês
Dissolver 01 sachê em 01 litro de água. Beber ao longo do dia.
# HIDRATAÇÃO: 60-80mL/kg/dia (1/3 SRO + 2/3 líquidos variados)
Para casa (receituário especial):
CHIKUNGUNYA (se dor intensa refratária):

01. Codeína 30mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor intensa, por até 5 dias
⚠️ Risco de dependência. Usar apenas se necessário.

OU

01. Tramadol 50mg ––––––––––– 15 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor intensa, por até 5 dias
⚠️ Risco de dependência. Usar apenas se necessário.

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🔎 CID-10:

Doenças Infectocontagiosas e Arboviroses

Varicela (Catapora)

Guia prático de prescrições para varicela (catapora): manejo sintomático com anti-histamínicos, analgésicos e tratamento de complicações. Inclui indicações de aciclovir e antibioticoterapia para infecção secundária.

Paciente típico: Criança de ❓ anos com lesões vesiculares pruriginosas em diferentes estágios evolutivos (polimorfismo regional), distribuição centrípeta, acompanhadas de febre e mal-estar geral.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente com ❓ anos refere aparecimento de lesões avermelhadas em tronco há ❓ dias, que rapidamente evoluíram para vesículas com líquido claro, acompanhadas de prurido intenso. Lesões se espalharam para face, couro cabeludo e membros. Refere febre de ❓°C nos últimos ❓ dias, associada a mal-estar, inapetência e irritabilidade. 

Nega contato recente com água contaminada. Refere contato com ❓ casos de varicela na escola/creche há cerca de ❓ semanas.

Ao exame físico, apresenta lesões em diferentes estágios: máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas (polimorfismo regional), com distribuição centrípeta (predomínio em tronco). Lesões também presentes em mucosa oral.

Nega: uso de AAS, imunossupressão conhecida, comorbidades pulmonares ou cutâneas crônicas.
Sem alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
BEG, hidratado, corado, acianótico, anictérico, afebril no momento da avaliação.
AR: MV+ bilateralmente, sem RA
ACV: RCR 2T, BNF, sem sopros
Pele: Exantema vesicular polimórfico com distribuição centrípeta
- Lesões em diferentes estágios evolutivos: máculas, pápulas, vesículas com halo eritematoso, pústulas e crostas
- Predomínio em tronco, face e couro cabeludo
- Algumas lesões em mucosa oral
- Sinais flogísticos ❓ ao redor das lesões
- Escoriações por prurido em ❓ lesões

# HD
- Varicela (Catapora)

# Conduta
- Tratamento sintomático com anti-histamínico para prurido
- Analgésico/antitérmico conforme necessidade
- Orientações sobre isolamento respiratório até fase crostosa
- Cuidados locais para prevenir infecção secundária
- Avaliar necessidade de aciclovir conforme critérios
- Antibioticoterapia se sinais de infecção bacteriana secundária
- Afastamento escolar/creche por ❓ dias
- Retorno se sinais de alarme
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. ANTI-HISTAMÍNICO (Prometazina) 50mg/2mL – 01 ampola (2mL), IM, dose única
02. ANALGÉSICO/ANTITÉRMICO (Dipirona) 1g/2mL – 01 ampola (2mL) + 18mL de SF0,9%, EV lento em 15 minutos
03. CORTICOSTEROIDE (se prurido intenso/disseminado): Dexametasona 4mg/mL – 01 ampola (2,5mL = 10mg), IM, dose única

# Se sinais de infecção bacteriana secundária
04. ANTIBIÓTICO (Cefazolina) 1g – diluir em 10mL de SF0,9%, IM, dose única
Para casa:
01. Hidroxizina 25mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h por 05 dias. Se prurido intenso, pode tomar de 8/8h.

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h se febre (temperatura axilar > 37,8°C) ou dor.

03. Loção Calamina tópica ––––––––––– 01 frasco
Aplicar nas lesões com algodão, 3 a 4 vezes ao dia, para alívio do prurido.
Para casa (receituário especial):
# Se critérios para aciclovir oral (> 12 anos, 2º caso domiciliar, doença crônica)

01. Aciclovir 200mg ––––––––––– 80 comprimidos
Tomar 04 comprimidos (800mg), VO, 4 vezes ao dia (exceto madrugada), por 05 dias.
# Se infecção bacteriana secundária

01. Cefalexina 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h por 07 dias.

 

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🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Doenças Dermatológicas

Afta

Úlceras orais dolorosas, pequenas (3-5mm), bem delimitadas, arredondadas, autolimitadas. Resolução espontânea em 7-14 dias. Tratamento tópico primeira linha. Corticoterapia sistêmica apenas para aftose complexa.

CUIDADOS E PRESCRIÇÃO NA PRÁTICA

Contexto: Adulto previamente hígido, sem alergias.

🏥 NO PS

🏠 PARA CASA

🔎 CID10:

Doenças Dermatológicas

Urticária e Reação Alérgica

Guia prático de prescrição para urticária e reações alérgicas na emergência: anti-histamínicos, corticoides, manejo inicial e orientações de alta com doses detalhadas.

Paciente típico: Adulto jovem, previamente hígido, com surgimento agudo de lesões cutâneas eritematosas, pruriginosas e fugazes, de padrão urticariforme, associadas ou não a angioedema, sem sinais de anafilaxia.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere aparecimento de lesões avermelhadas difusas pelo corpo há ❓ horas/dias, acompanhadas de prurido intenso. Possível contato com medicamento/alimento/substância há ❓ horas. Nega febre, dispneia, dor torácica, rouquidão ou edema de lábios/língua. Nega sintomas sistêmicos graves.

Nega dispneia, angioedema, hipotensão, alteração de voz, estridor, sintomas gastrointestinais graves.

Alergias: investigar alergias medicamentosas, alimentares e a picadas de insetos.

# Exame físico
Regular estado geral, hidratado, corado, eupneico, acianótico, anictérico, afebril.
Sinais vitais: PA ❓ mmHg, FC ❓ bpm, FR ❓ irpm, Tax ❓°C, SatO2 ❓% em ar ambiente.

Pele: presença de placas eritematosas, edemaciadas, bem delimitadas, de tamanhos variados, distribuídas em ❓ (tronco/membros/face), com padrão migratório. Lesões pruriginosas à palpação. Dermografismo presente/ausente.

Orofaringe: sem edema de úvula, pilares ou língua. Sem estridor.
Aparelho respiratório: murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios.
Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas normofonéticas em 2T, sem sopros.

# HD
- Urticária aguda
- Reação alérgica (especificar provável agente desencadeante quando identificado)

# Conduta
- Afastamento do agente desencadeante suspeito
- Anti-histamínico IM ou EV (prometazina ou difenidramina)
- Corticoterapia sistêmica (hidrocortisona ou metilprednisolona EV)
- Observação por 2-4 horas
- Alta com anti-histamínico oral + corticoide oral (5-7 dias)
- Retorno se piora do quadro, dispneia, edema de face/língua ou sinais de anafilaxia
- Afastamento ❓ dias (se necessário, geralmente não indicado)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Prometazina 50mg/2mL – 01 ampola (2mL), IM profundo

02. Hidrocortisona 100mg/2mL – 02 ampolas (200mg), diluir em 100mL SF0,9%, EV em 15 minutos

Para casa:
01. Loratadina 10mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1 vez ao dia (preferencialmente à noite), por 7 dias.
Após este período, tomar 01 comprimido se coceira, podendo repetir após 24h.

02. Prednisona 20mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã (8h), por 5 dias.

03. Compressas frias ––––––––––– conforme necessário
Aplicar sobre as lesões para alívio do prurido.

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Celulite e Erisipela

Guia completo de manejo em urgência e emergência com prescrições práticas para celulite e erisipela: antibioticoterapia, analgesia, anti-inflamatórios, classificação de Eron e critérios de internação.

Paciente típico: Adulto hígido, normotrófico, sem alergias, apresentando eritema, edema e dor em membro inferior com ou sem sintomas sistêmicos associados.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere surgimento de vermelhidão e inchaço em membro inferior há ❓ dias, 
associado a dor local de intensidade moderada. Relata febre (Tax ❓°C) há ❓ dias.
Nega trauma local recente. Possui histórico de linfedema crônico em MMII.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, hidratado, corado, acianótico, anictérico, afebril no momento.

Pele e Anexos: Eritema e edema em face anterolateral de perna direita, 
com bordas mal definidas (celulite) ou bordas bem delimitadas e lesão elevada (erisipela).
Aumento de temperatura local. Dor à palpação. Sem sinais de necrose ou crepitação.
Sem sinais de linfangite evidente. Sem adenomegalia inguinal palpável.

# HD
- Celulite / Erisipela em membro inferior direito - Classe ❓ de Eron

# Conduta
- Classificar gravidade segundo Eron
- Analgesia e anti-inflamatório
- Antibioticoterapia empírica (via oral ou parenteral conforme classe de Eron)
- Elevação do membro acometido
- Repouso relativo
- Reavaliação em 48-72h ou retorno se sinais de alarme
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Para celulite/erisipela Classe I (ambulatorial com ATB oral):

01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento
02. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM profundo em região glútea

# Se sintomas sistêmicos ou Classe II-IV (ATB parenteral):
03. Ceftriaxona 1g – 01 frasco-ampola, diluir em 10mL de AD, EV lento ou IM profundo

# Se dor intensa refratária:
04. Tramadol 100mg/2mL – 01 ampola (2mL), diluir em 8mL SF0,9%, EV lento em 15 min
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor

02. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 12 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h por 4 dias (após refeições)
Para casa (receituário especial):
01. Cefalexina 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, via oral, de 6 em 6 horas, por 7 dias

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Escabiose

Guia completo de atendimento e prescrição para escabiose (sarna) em urgência e emergência. Inclui tratamento antiescabiótico oral e tópico, controle de prurido e orientações de higiene e isolamento.

Paciente típico: Paciente adulto jovem com prurido intenso há ❓ dias, predominantemente noturno e após banhos quentes, com lesões papulares eritematosas em áreas flexoras, punhos, região periumbilical e entre os dedos.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente apresenta prurido intenso há ❓ dias, que piora à noite e após banhos quentes. 
Refere lesões avermelhadas e coceira em punhos, entre os dedos, região abdominal.
Nega febre.
Contactantes domiciliares com sintomas semelhantes.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
BEG, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril
Pele: Pápulas eritematosas com crostas e escoriações em punhos, espaços interdigitais, 
região periumbilical e áreas flexoras. Possível presença de túneis escabióticos.
Ausência de sinais de infecção secundária.

# HD
- Escabiose

# Conduta
- Tratamento antiescabiótico oral e tópico
- Anti-histamínico para controle do prurido
- Orientações de higiene domiciliar
- Tratamento de contactantes
- Retorno se necessário ou com médico da família
- Dispensa de atestado por ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. ANTI-HISTAMÍNICO - Hidroxizina 25mg – Tomar 01 comprimido, VO, agora
    (administrar na sala de observação para alívio imediato do prurido)

# SE PRURIDO MUITO INTENSO COM LESÕES DE COÇADURA
02. CORTICOSTEROIDE - Dexametasona 4mg/mL – 01 ampola (1mL) + 9mL SF0,9%, IM
Para casa:
01. Ivermectina 6mg ––––––––––– 04 comprimidos
Tomar 02 comprimidos em dose única hoje, VO.
Repetir 02 comprimidos em dose única após 7 dias, VO.

02. Hidroxizina 25mg ––––––––––– 15 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h por 5-7 dias.
Em caso de prurido muito intenso, pode tomar de 8/8h.
HORÁRIO SUGERIDO: 08:00 / 20:00

03. Loção de Permetrina 5% (60mL) ––––––––––– 01 frasco

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Furúnculo e Carbúnculo

 

Infecção estafilocócica do folículo piloso com nódulo doloroso avermelhado. Tratamento inclui antibióticos sistêmicos, compressas mornas e analgesia. Cefalexina é primeira escolha. Internação apenas se celulite facial ou sepse.

 

Paciente típico: Adulto jovem previamente hígido com nódulo doloroso e avermelhado em área pilosa (face, nuca, axilas, dorso, virilha, coxas ou nádegas), com possível flutuação central e pus.

 

História clínica típica
# História Clínica
Refere dor e edema em [local] iniciado há [xxx] dias, com piora progressiva.
Nega febre.
Nega alergias.

# Exame físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil.
Presença de lesão nodular elevada, eritematosa, com presença de pústula, [com/sem] secreção purulenta, em [local].


# HD
- Furúnculo

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos e antibioticoterapia.
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
- Atestado médico de 1 dia.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM
02. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola, IM
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 6/6h, se dor ou febre.
Para casa (especial):
01. Cefalexina 500mg ––––––––––––– 20 cp
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 5 dias.

02. Mupirocina 2% pomada –––––––––––– 01 cx
Aplicar sobre a lesão 2x/dia, por 5 dias.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Herpes Simples

Guia de manejo do herpes simples na emergência: doença viral recorrente tratada com aciclovir VO 7 dias. Sintomáticos para dor incluem dipirona e paracetamol. Orientações incluem evitar coçar lesões e retornar se febre persistente.

CUIDADOS E PRESCRIÇÃO NA PRÁTICA

Contexto: Adulto previamente hígido, sem alergias.

🏥 NO PS

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🔎 CID10:

Doenças Dermatológicas

Herpes Zoster

 

Tratamento prático para Herpes Zoster no pronto-socorro e domicílio, com foco em controle da dor e prevenção de complicações.

 

Paciente típico: Adulto acima de 50 anos, previamente hígido, apresentando dor neuropática unilateral seguindo dermátomo com vesículas características.

 

História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere que há cerca de ❓❓❓ dias iniciou quadro de dor intensa na região ❓❓❓, em queimação, com irradiação para região ❓❓❓. Relata que os sintomas álgicos pioraram há ❓❓❓ dias, com surgimento de vesículas avermelhadas no local da dor.

Nega febre. Nega sintomas respiratórios, dor precordial típica ou outros sintomas sistêmicos.
Nega alergias.

# Exame físico
Consciente, orientado, colaborativo, com expressão de dor.
Presença de erupção vesicular sob base eritematosa em ❓❓❓. Pele circunjacente com hiperemia e edema discreto. 
Demais sistemas sem alterações significativas.

# HD
Herpes Zoster

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
- Oriento buscar atenção primária para seguimento ambulatorial.
- Atestado médico de 6 dias.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Aciclovir 800mg/5mL – 01 ampola + 100mL SF0,9%, EV
02. Diclofenaco sódico 75mg/3mL – 01 ampola, IM
03. Dipirona 500mg/mL – 01 ampola, IM

# Se dor refratária
04. Tramadol 50mg/mL – 01 ampola + 100mL SF0,9%, EV lento
Para casa:
01. Aciclovir 400mg –––––––––––––– 70 comprimidos
Tomar 02 comprimidos, VO, 5x/dia (exceto madrugada), por 7 dias.

02. Naproxeno 500mg ––––––––––––– 05 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 5 dias.

03. Tramadol 50mg ––––––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor intensa.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Doença mão-pé-boca

Guia prático de atendimento para doença mão-pé-boca com prescrições detalhadas para PS e alta domiciliar, incluindo manejo sintomático, orientações ao paciente e critérios de reavaliação.

Paciente típico: Criança entre 6 meses e 5 anos, previamente hígida, com febre baixa, lesões vesiculares dolorosas na cavidade oral e exantema vesicular em mãos, pés e nádegas.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente dá entrada no PS com história de febre baixa há ❓ dias (37,5-38,5°C), associada a 
lesões dolorosas na boca e aparecimento de "bolinhas" em mãos e pés há ❓ dias.

Refere dificuldade para alimentação e maior salivação devido à dor oral. Criança irritada, 
com recusa alimentar. Nega vômitos, diarreia importante, tosse ou dificuldade respiratória.

Contato recente com caso semelhante na creche/escola.

Sem alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
BEG, hidratado, anictérico, acianótico, afebril no momento (Tax: ❓°C)
FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | PA: ❓ mmHg | SatO2: ❓% em AA

Orofaringe: múltiplas vesículas e úlceras rasas em mucosa oral, língua e gengivas, 
algumas com halo eritematoso. Amígdalas sem hipertrofia ou exsudato.

Pele: exantema maculopapular e vesicular em região palmar, plantar e nádegas. 
Lesões com 2-5mm, algumas vesiculares com líquido claro, outras já em fase de crosta.

Ausculta cardiopulmonar: sem alterações
Abdome: plano, flácido, indolor, sem visceromegalias

# HD
- Doença mão-pé-boca (síndrome causada por Coxsackie A16)

# Conduta
- Tratamento sintomático para dor e febre
- Orientação sobre hidratação e alimentação pastosa/fria
- Orientação sobre isolamento (7-10 dias)
- Retorno se sinais de alarme
- Afastamento escolar por 7 dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL de SF0,9%, EV lento, dose única

02. LIDOCAÍNA GEL 2% – aplicar pequena quantidade na mucosa oral, antes das refeições, 
até 3x/dia, se dor intensa

# SE NECESSÁRIO (avaliar gravidade da dor/febre)
03. IBUPROFENO 50mg/mL – ❓mL (dose: 10mg/kg), VO, dose única se febre persistente
Para casa:
01. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido (500mg), VO, de 6/6h, se dor ou febre
Dose pediátrica: 10-15mg/kg/dose, VO, de 6/6h (máximo 4x/dia)

02. PARACETAMOL 750mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre (alternativa à dipirona)
Dose pediátrica: 10-15mg/kg/dose, VO, de 4/4h ou 6/6h (máximo 5x/dia)

03. IBUPROFENO 300mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, após alimentação, se dor intensa ou febre alta
Dose pediátrica: 5-10mg/kg/dose, VO, de 6/6h ou 8/8h (máximo 40mg/kg/dia)

04. LIDOCAÍNA GEL ORAL 2% (XYLESTESIN®) ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar pequena quantidade nas lesões orais, antes das refeições principais e ao deitar,
até 6x/dia, se dor intensa na boca
Para casa (receituário especial):
Não se aplica para esta condição (não há necessidade de medicações controladas)

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Impetigo

Guia prático para tratamento de impetigo: infecção bacteriana cutânea contagiosa. Inclui prescrições com mupirocina tópica, cefalexina oral, antibióticos EV para casos graves, orientações de higiene e critérios de retorno.

CUIDADOS E PRESCRIÇÃO NA PRÁTICA

Contexto: Adulto previamente hígido, sem alergias.

🏥 NO PS

🏠 PARA CASA

🔎 CID10:

Doenças Dermatológicas

Larva Migrans

Infestação cutânea por larvas de nematoides que penetram na pele e migram causando lesões lineares serpiginosas com prurido intenso. Tratamento com tiabendazol tópico para lesões localizadas ou ivermectina oral para múltiplas lesões.

CUIDADOS E PRESCRIÇÃO NA PRÁTICA

Contexto: Adulto previamente hígido, sem alergias.

🏥 NO PS

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🔎 CID10:

Doenças Dermatológicas

Hemorróidas

Guia prático de atendimento, prescrição e manejo de hemorróidas no pronto-socorro e ambulatorial. Inclui medicações tópicas, analgesia, anti-inflamatórios e orientações ao paciente.

Paciente típico: Adulto entre 30-60 anos, com queixa de dor anal, sangramento vermelho vivo separado das fezes, prurido ou prolapso hemorroidário. Pode apresentar trombose hemorroidária com dor intensa.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor em região anal há ❓ dias, de início gradual, associada a sangramento anal com sangue vermelho vivo, gotejante, separado das fezes. Relata também prurido anal, desconforto ao evacuar e abaulamento na região anal. Esforço evacuatório presente há ❓ meses. Nega febre, melena, hematêmese, emagrecimento ou alteração do hábito intestinal recente. Nega alergias.

# Exame físico
REG, lúcido, orientado, hidratado, corado, acianótico, anictérico, afebril
PA: 130/80 mmHg | FC: 78 bpm | FR: 16 irpm | Tax: 36,5°C | SatO₂: 98% (ar ambiente)
Abdome: plano, flácido, indolor à palpação, sem visceromegalias, RHA presentes e normoativos
Inspeção anal (posição de Sims - decúbito lateral esquerdo): presença de hemorroida externa com/sem sinais de trombose. Abaulamento, edema e hiperemia local.
Toque retal: esfíncter normotônico, sem massas palpáveis, sem sangue vivo no dedo de luva

# HD
- Doença hemorroidária (hemorroida externa trombosada / não trombosada)

# Conduta
- Analgesia e anti-inflamatório no PS
- Tratamento tópico com pomada anorretal
- Orientações sobre medidas não farmacológicas
- Prescrição para casa com anti-inflamatório oral, pomada tópica e analgesia de resgate
- Retorno em ❓ dias para reavaliação ou antes se sinais de alerta
- Afastamento de ❓ dias (se necessário)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# ANALGESIA E ANTI-INFLAMATÓRIO
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL de SF0,9%, EV lento, em 10 min, dose única
02. DICLOFENACO SÓDICO 75mg/3mL (25mg/mL) – 01 ampola (3mL), IM profundo, dose única

# SE DOR REFRATÁRIA
03. TRAMADOL 50mg/mL – 01 ampola (2mL = 100mg) + 100mL de SF0,9%, EV lento, em 20 min
Para casa:
01. NAPROXENO 500mg ––––––––––– 05 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 5 dias
Horário sugerido: 08:00h

02. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 02 comprimidos, VO, se dor ou febre, podendo repetir de 6/6h

03. POLICRESULENO + CINCHOCAÍNA pomada anorretal (PROCTYL®) ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar em região anal, até 3x/dia, por 7 dias
Seguir orientações da bula para aplicação correta

04. DIOSMINA 450mg + HESPERIDINA 50mg ––––––––––– 14 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias
Horário sugerido: 08:00 / 20:00h

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Ferimentos Cortantes

Guia prático para avaliação, tratamento e prescrição em ferimentos cortantes. Inclui indicações de sutura, anestesia local, analgesia, antibioticoterapia, profilaxia de tétano e orientações de alta.

Paciente típico: Adulto previamente hígido que comparece ao PS após corte em membro superior ou inferior com instrumento cortante (faca, vidro, lâmina), com ferimento limpo, sem sinais de infecção, apresentado nas primeiras 6 horas do trauma.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere corte em ❓ (localização) há ❓ horas, causado por ❓ (mecanismo - vidro/faca/lâmina/metal).
Ferimento com sangramento ativo no momento do trauma, controlado com compressão local.
Nega perda de força, alteração de sensibilidade ou limitação de movimentos.
Nega outras lesões traumáticas.
Situação vacinal para tétano: ❓

# Exame físico
REG, lúcido, orientado, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril.

Inspeção local:
- Ferimento cortante de ❓ cm de extensão em ❓ (região anatômica)
- Bordas regulares/irregulares
- Ausência de sinais flogísticos
- Ausência de corpos estranhos visíveis
- Perfusão distal preservada
- Sensibilidade preservada
- Motricidade preservada
- Pulsos distais presentes e simétricos

# HD
- Ferimento cortante em ❓ sem comprometimento de estruturas nobres

# Conduta
- Limpeza e irrigação abundante com SF 0,9%
- Anestesia local com lidocaína
- Exploração da ferida
- Sutura primária (se indicado)
- Analgesia
- Profilaxia antitetânica conforme situação vacinal
- Antibioticoprofilaxia SE indicado (feridas contaminadas, com tecido desvitalizado ou alto risco)
- Orientações de alta e retorno para retirada de pontos em ❓ dias
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF 0,9%, EV lento, agora

02. LIDOCAÍNA 2% SEM VASOCONSTRITOR (uso tópico) – infiltração local perilesional

# SE SINAIS DE CONTAMINAÇÃO OU ALTO RISCO DE INFECÇÃO:
03. CEFTRIAXONA 1g – 01 frasco-ampola, diluído em 10mL de água destilada, IM, dose única

# PROFILAXIA ANTITETÂNICA (avaliar situação vacinal):
04. Vacina dupla adulto (dT) – 0,5mL, IM, dose única (se indicado)
05. Imunoglobulina antitetânica 250UI – 01 ampola, IM, dose única (se indicado)
Para casa:
01. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor ou febre

02. IBUPROFENO 600mg ––––––––––– 09 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 3 dias, após alimentação
Para casa (receituário especial):
# SE FERIDA CONTAMINADA OU ALTO RISCO:
01. CEFALEXINA 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 7 dias
Horário sugerido: 06:00 / 12:00 / 18:00 / 00:00

# USO TÓPICO
03. NEOMICINA + BACITRACINA pomada ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar fina camada sobre o ferimento após limpeza, 02 vezes ao dia, até retirada dos pontos

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Sepse de Foco Cutâneo

Guia completo para manejo de sepse originada por infecção cutânea (celulite/erisipela), com protocolos de antibioticoterapia, ressuscitação volêmica e cuidados emergenciais baseados em evidências e diretrizes brasileiras.

Paciente típico: Adulto com história de celulite ou erisipela em membro inferior há ❓ dias, apresentando febre alta, taquicardia, taquipneia, hipotensão, alteração do nível de consciência, oligúria ou outros sinais de disfunção orgânica. Geralmente com fatores predisponentes como obesidade, diabetes, insuficiência venosa ou linfedema.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata lesão cutânea em membro inferior (geralmente perna ou coxa) 
há ❓ dias, com piora progressiva. Inicialmente apresentou eritema, edema 
e dor local. Há ❓ dias iniciou febre (temperatura ❓°C), calafrios intensos, 
prostração e confusão mental. Evoluiu com diminuição do débito urinário 
nas últimas ❓ horas.

# Sintomas associados:
- Febre alta (> 38°C) ou hipotermia (< 36°C)
- Calafrios
- Taquipneia
- Prostração intensa
- Confusão mental ou alteração do nível de consciência
- Oligúria ou anúria
- Náuseas e vômitos
- Hipotensão arterial
- Expansão da área de eritema e edema

# Fatores de risco presentes:
- Insuficiência venosa crônica
- Linfedema
- Diabetes mellitus
- Obesidade
- Tinea pedis (frieira)
- Trauma local prévio / picada de inseto
- Úlceras cutâneas

# Negativas relevantes:
- Nega trauma recente significativo
- Nega mordidas de animais
- Nega exposição a água contaminada
- Nega uso de drogas injetáveis
- Nega alergias medicamentosas

# Exame físico
Estado geral: Paciente em mau estado geral, prostrado, torporoso
Sinais vitais:
- PA: ❓/❓ mmHg (hipotensão: PAS < 90 ou PAM < 65)
- FC: ❓ bpm (taquicardia > 90 bpm)
- FR: ❓ irpm (taquipneia ≥ 22 irpm)
- Tax: ❓°C (febre > 38°C ou hipotermia < 36°C)
- SatO2: ❓% em ar ambiente
- Glasgow: ❓ (alteração do nível de consciência)

Pele: 
- Lesão em membro inferior com área de eritema difuso, edema importante, 
  calor local, dor à palpação
- Possível presença de bolhas, necrose ou secreção purulenta
- Linfangite ascendente (estrias vermelhas)
- Linfadenopatia regional
- Pele fria, pálida, pegajosa, marmoreada (sinais de choque)
- Tempo de enchimento capilar aumentado (> 3 segundos)

Cardiovascular: Taquicardia, pulsos periféricos fracos, hipotensão

Respiratório: Taquipneia, uso de musculatura acessória (se grave)

Neurológico: Confusão mental, desorientação, Glasgow reduzido

Abdome: Sem particularidades ou distensão abdominal (íleo paralítico)

Extremidades: Edema de membro afetado, sinais de estase venosa

# HD
- Sepse de foco cutâneo (celulite/erisipela complicada)
- Choque séptico (se PAM < 65 mmHg + lactato > 2 mmol/L após ressuscitação)

# Conduta
- ABC - estabilização imediata
- Oxigenoterapia para SatO2 ≥ 94%
- Acesso venoso calibroso (2 acessos periféricos ou central)
- Coleta de exames: hemograma, PCR, lactato, função renal, eletrólitos, 
  gasometria arterial, hemoculturas (2 pares)
- Ressuscitação volêmica agressiva: 30 mL/kg de cristaloide nas primeiras 
  3 horas (bolus de 500 mL)
- Antibioticoterapia de amplo espectro NA PRIMEIRA HORA
- Vasopressores se necessário (noradrenalina para PAM ≥ 65 mmHg)
- Controle da glicemia (meta < 180 mg/dL)
- Sondagem vesical de demora para controle do débito urinário
- Considerar debridamento cirúrgico se fasceíte necrotizante
- Internação em UTI
- Afastamento: tempo indeterminado até resolução do quadro
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro (sepse/choque séptico):
# MEDIDAS INICIAIS IMEDIATAS
01. Dieta oral ZERO
02. Oxigênio por cateter nasal – manter SatO2 ≥ 94%
03. Acesso venoso periférico calibroso em ambos os membros superiores
04. Sondagem vesical de demora

# RESSUSCITAÇÃO VOLÊMICA (iniciar imediatamente)
05. Soro Fisiológico 0,9% 500 mL – correr EV aberto, em 15 minutos
06. Soro Fisiológico 0,9% 500 mL – correr EV aberto, em 15 minutos
    (repetir até completar 30 mL/kg nas primeiras 3 horas, reavaliando 
    fluidotolerância)

# ANTIBIOTICOTERAPIA (iniciar NA PRIMEIRA HORA)
07. Ceftriaxona 2g + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, agora
08. Vancomicina 15-20mg/kg (❓g) + 250mL SF0,9% – infundir EV em 1h, agora
    OU
    Oxacilina 2g + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, de 4/4h
    (se baixo risco de MRSA)

# SE CHOQUE SÉPTICO (após ressuscitação volêmica)
09. Noradrenalina 4mg (2 ampolas) + 234mL SG5% = 250mL (16mcg/mL)
    Iniciar 0,05 mcg/kg/min (❓ mL/h) em BIC, titular para PAM ≥ 65 mmHg

# SINTOMÁTICOS
10. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, 
    EV lento, de 6/6h, se dor ou febre
11. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL AD, 
    EV lento, de 8/8h, se náuseas ou vômitos
12. Omeprazol 40mg – diluir em 100mL SF0,9%, EV em 30 min, de 12/12h

# CUIDADOS GERAIS
13. Glicemia capilar de 6/6h – manter < 180 mg/dL
14. Controle do débito urinário (meta > 0,5 mL/kg/h)
15. Elevação do membro afetado
16. Sinais vitais de 1/1h
17. Avisar médico se: PAM < 65, FC > 130, SatO2 < 90%, oligúria, piora do nível
    de consciência
Obs.: Paciente com sepse NÃO recebe alta. Necessita internação em UTI.

 

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🏠 PARA CASA

ATENÇÃO: Paciente com SEPSE NÃO recebe alta hospitalar. Necessita internação em UTI ou leito de cuidados intensivos até estabilização do quadro e resolução da disfunção orgânica.

Se paciente apresentava apenas celulite/erisipela CLASSE I ou II (sem sepse) e respondeu bem ao tratamento inicial no PS:

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Pé Diabético

Guia completo para manejo de pé diabético: classificação de Wagner, antibioticoterapia conforme gravidade, cuidados iniciais, debridamento, controle glicêmico e critérios de internação hospitalar.

Paciente típico: Paciente diabético de ❓ anos, com controle glicêmico irregular, apresentando úlcera em membro inferior há ❓ semanas, secundária a trauma ou pressão, com sinais de infecção (eritema, calor, edema, secreção purulenta).

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente com diabetes mellitus há ❓ anos, com controle glicêmico irregular, procura atendimento por lesão em pé há ❓ dias/semanas.
Refere ferida que não cicatriza, iniciada após trauma/uso de calçado inadequado/calosidade.
Associado a: vermelhidão local, inchaço, dor (pode estar diminuída pela neuropatia), secreção purulenta (se infectado).
Nega febre ou calafrios (avaliar gravidade).
Nega alergias.

# Exame físico
REG, hidratado, corado, acianótico, anictérico.
Membro inferior: úlcera em ❓ (região plantar/lateral/dorsal), medindo ❓ cm.
Sinais de infecção: eritema, calor, edema, secreção purulenta.
Celulite ao redor: ❓ cm de extensão.
Teste "probe to bone": ❓ (positivo/negativo).
Pulsos periféricos: ❓ (presentes/diminuídos/ausentes).
Sensibilidade: ❓ (diminuída/preservada) - testar com monofilamento 10g.

# HD
- Pé diabético infectado - Classificação de Wagner: ❓
- Infecção: ❓ (leve/moderada/grave)
- Diabetes mellitus tipo ❓ descompensado

# Conduta
- Classificar úlcera (Wagner) e gravidade da infecção
- Avaliação de fluxo arterial (pulsos, ITB se disponível)
- Solicitar: hemograma, PCR, glicemia, função renal, eletrólitos, RX do pé
- Coleta de cultura de secreção (se disponível) antes do antibiótico
- Antibioticoterapia conforme gravidade
- Debridamento se tecido necrótico/calosidades
- Curativo adequado e descarga de pressão
- Controle glicêmico rigoroso
- Avaliar necessidade de internação (infecção moderada/grave, isquemia crítica)
- Encaminhamento para cirurgia vascular/ortopedia se necessário
- Afastamento: ❓ dias (conforme gravidade)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro (Infecção leve - celulite < 2cm):
01. ANALGÉSICO
Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 8mL SF0,9%, IM em deltóide

02. ANTIBIÓTICO (se sinais de infecção)
Ceftriaxona 1g – 01 FA, diluir em 100mL SF0,9%, EV lento, de 12/12h

# Se necessário:
03. CONTROLE GLICÊMICO
Insulina regular conforme protocolo de hiperglicemia
- Glicemia 200-250: 4 UI SC
- Glicemia 251-300: 6 UI SC
- Glicemia 301-350: 8 UI SC
- Glicemia > 350: 10 UI SC + reavaliar
No pronto-socorro (Infecção moderada - celulite > 2cm, comprometimento profundo):
01. HIDRATAÇÃO VENOSA
SF 0,9% 1000mL – correr EV em 4-6h

02. ANTIBIÓTICO DE AMPLO ESPECTRO
Ertapenem 1g – 01 frasco-ampola diluído em 50mL SF0,9%, EV em 30min
ou
Ceftriaxona 2g + Metronidazol 500mg – EV, de 12/12h

03. ANALGÉSICO
Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento em 15min

04. CONTROLE GLICÊMICO
Insulina regular conforme protocolo + monitorização glicemia capilar 2/2h
Para casa (Infecção leve ambulatorial):
01. Cefalexina 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 7 dias

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor

03. Curativos diários conforme orientação médica

# Orientações:
- Manter pé elevado, evitar apoio
- Retornar se piora do eritema, febre, secreção purulenta
- Controle glicêmico rigoroso
Para casa (receituário especial - Infecção moderada após estabilização):
01. Amoxicilina + Clavulanato 875+125mg ––––––––––– 14 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias
ou
Ciprofloxacino 500mg + Clindamicina 300mg ––––––––––– 14 comp + 28 comp
Ciprofloxacino: 01 comp VO de 12/12h por 7 dias
Clindamicina: 01 comp VO de 6/6h por 7 dias

02. Controle ambulatorial rigoroso em 48-72h

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Onicocriptose (unha encravada)

Guia prático de atendimento e prescrição para onicocriptose (unha encravada): analgesia, tratamento tópico com antibióticos, orientações sobre calçados e indicações para tratamento definitivo cirúrgico em UBS ou com dermatologista.

Paciente típico: Adulto jovem ou adolescente com dor no hálux (dedão do pé), geralmente relacionada ao uso de calçados apertados ou corte inadequado da unha, apresentando edema, eritema e inflamação na borda lateral da unha.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor em hálux há ❓ dias/semanas, de início insidioso, com piora progressiva. Refere que a borda lateral da unha está penetrando na pele, causando dor intensa ao caminhar e ao usar calçados fechados. Relata eritema, edema e saída de secreção ❓ (purulenta/serosa) no local. Nega febre. Nega comorbidades. História de corte inadequado da unha e/ou uso de calçados apertados. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
Regular estado geral, afebril, normocorado, acianótico, eupneico.
Inspeção do hálux: edema e eritema em prega cutânea lateral da unha, com penetração da borda ungueal na pele. Presença de tecido de granulação ❓. Exsudação serosa ❓ ou purulenta ❓. Dor à palpação local. Sem sinais de celulite ou linfangite. Sem sinais de comprometimento sistêmico.

# HD
- Onicocriptose (unha encravada) ❓ complicada com infecção secundária local

# Conduta
- Analgesia no PS
- Antibioticoterapia tópica
- Antibioticoterapia sistêmica se sinais de infecção secundária (exsudato purulento, celulite)
- Orientações sobre calçados e higiene
- Encaminhamento para UBS ou dermatologista para avaliação de tratamento definitivo (cirúrgico)
- Afastamento de ❓ dias se necessário (dependendo da atividade laboral)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento em 10-15min
02. Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM profundo em região glútea

# Se dor intensa ou refratária:
03. Tramadol 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 8mL SF0,9%, EV lento
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor

02. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor, por até 5 dias
Para casa (receituário especial):
01. Cefalexina 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 5 dias

USO TÓPICO
01. Nebacetin pomada (Sulfato de Neomicina 5mg/g + Bacitracina Zíncica 250UI/g) ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar uma fina camada do produto sobre a lesão, com auxílio de uma gaze estéril, 3 vezes ao dia, por 7 dias, após higiene local com água e sabão neutro.

 

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🔎 CID-10:

Doenças Dermatológicas

Intertrigo / Candidíase Cutânea

Guia completo para diagnóstico e tratamento de intertrigo e candidíase cutânea: prescrições práticas para PS e alta, manejo clínico, antifúngicos sistêmicos e tópicos, orientações ao paciente.

Paciente típico: Adulto com lesões eritematosas, úmidas e pruriginosas em áreas de dobras cutâneas (axilas, virilhas, submamárias, interglútea), com maceração da pele, odor característico e possível presença de lesões satélites. Fatores de risco: obesidade, diabetes, uso prolongado de fraldas, imunossupressão, sudorese excessiva.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere lesões avermelhadas e úmidas em dobras da pele há ❓ dias/semanas, com piora progressiva. Relata prurido intenso, ardência local e desconforto importante nas áreas afetadas. Refere que as lesões pioram com sudorese e uso de roupas apertadas. Nega febre. Nega uso recente de antibióticos de amplo espectro.

Sintomas associados: maceração da pele, odor característico nas áreas afetadas, possível saída de secreção esbranquiçada.

Fatores de risco presentes: ❓ (obesidade / diabetes / imunossupressão / uso prolongado de fraldas / hiperidrose).

Nega alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
REG, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril.

Dermatológico: presença de placas eritematosas brilhantes e úmidas em áreas de dobras (axilas / virilhas / submamárias / interglútea / interdigital), com bordas bem delimitadas, maceração da pele, possível presença de lesões satélites (pápulas e pústulas periféricas), fissuras e descamação nas bordas. Ausência de linfadenopatia regional.

# HD
- Intertrigo com suspeita de candidíase cutânea secundária

# Conduta
- Tratamento antifúngico sistêmico e tópico
- Orientações sobre higiene local e medidas preventivas
- Analgesia e controle do prurido se necessário
- Retorno em ❓ dias para reavaliação ou antes se piora
- Afastamento ❓ dias (se necessário)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. ANTI-HISTAMÍNICO (se prurido intenso)
    Dexclorfeniramina 2mg/1mL (2mg/mL) – 01 ampola (1mL), IM

02. ANALGÉSICO (se dor/desconforto significativo)
    Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento

# Se necessário (prescrição condicional):
03. CORTICOSTEROIDE (se inflamação intensa, não usar em infecção ativa sem antifúngico associado)
    Dexametasona 4mg/1mL – 01 ampola (1mL), IM
Para casa:
01. FLUCONAZOL 150MG ––––––––––– 04 COMPRIMIDOS
    Tomar 01 comprimido, VO, em dose única.
    Repetir 1 comprimido a cada 7 dias até completar 4 doses totais.
    Horário sugerido: pela manhã

02. TROK-N CREME (NISTATINA 100.000UI/g + ÓXIDO DE ZINCO) ––––––––––– 01 BISNAGA
    Aplicar nas lesões, 2 vezes ao dia, até melhora completa (mínimo 14 dias).
    Lavar a região com água e sabão neutro e secar muito bem antes de aplicar.

03. LORATADINA 10MG ––––––––––– 10 COMPRIMIDOS
    Tomar 01 comprimido, VO, 1 vez ao dia, à noite, se coceira.
    Por até 10 dias.

 

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🔎 CID-10:

Oftalmologia e Otorrino

Oftalmologia e Otorrino

Tontura e Vertigem

Guia completo para manejo de tontura e vertigem na emergência, incluindo diferenciação entre causas periféricas e centrais, aplicação do HINTS, prescrições para VPPB, neurite vestibular e Doença de Ménière.

Paciente típico: Adulto de meia-idade com início súbito de sensação rotatória, náuseas, vômitos e desequilíbrio, com duração variável conforme etiologia (segundos na VPPB, dias na neurite vestibular), sem sintomas neurológicos focais.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere tontura rotatória há ❓ dias/horas, com sensação de que o ambiente está girando. Episódios com duração de ❓ segundos/minutos/horas/dias. Desencadeado por mudanças de posição da cabeça (? sim/não). Associado a náuseas, vômitos (❓ episódios nas últimas 24h), desequilíbrio com tendência à queda.

Sintomas auditivos: perda auditiva (? sim/não), zumbido (? sim/não), plenitude auricular (? sim/não).

Sintomas neurológicos: cefaleia (? sim/não), diplopia (? sim/não), disartria (? sim/não), disfagia (? sim/não), parestesias (? sim/não), fraqueza em membros (? sim/não).

Nega: trauma craniano recente, uso de medicações ototóxicas, febre.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, lúcido e orientado, normocorado, hidratado, acianótico.
Oroscopia: sem alterações.
Otoscopia: membrana timpânica íntegra bilateralmente.
Cardiovascular: BRNF 2T, sem sopros.
Respiratório: MV+ bilateralmente, sem RA.
Neurológico: Glasgow 15. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Pares cranianos sem alterações. Força muscular preservada. Sensibilidade preservada. Reflexos normais e simétricos.

Nistagmo: (? presente/ausente) – (? unidirecional horizontal/vertical/multidirecional)
Teste de impulso cefálico (HIT): (? sacadas corretivas presentes/ausentes)
Test of Skew: (? desalinhamento vertical ausente/presente)

Marcha: (? instável/atáxica/normal), com tendência à queda para (? direita/esquerda).

# HD
- Síndrome Vertiginosa Periférica (? VPPB / Neurite Vestibular / Doença de Ménière)
OU
- Tontura Não Vertiginosa (? Hipotensão Postural / Desidratação / Anemia / Causa Medicamentosa)
OU
- Suspeita de Síndrome Vertiginosa Central (? AVC de fossa posterior) - Se HINTS positivo

# Conduta
- Avaliação inicial: diferenciar vertigem de tontura não vertiginosa
- Aplicar HINTS se tontura contínua + nistagmo presente
- Afastar causas centrais (sinais neurológicos focais, HINTS positivo)
- Exames complementares conforme indicação clínica
- Hidratação venosa se vômitos intensos e desidratação
- Medicação sintomática: antivertiginoso + antiemético + analgésico se cefaleia
- Alta com orientações de repouso, evitar movimentos bruscos
- Retorno em ❓ dias para reavaliação
- Afastamento: ❓ dias (se indicado)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Se náuseas
01. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola + ABD, EV.

# Se tontura
02. Dimenidrinato 50mg + Piridoxina 10mg/1mL – 03 ampolas (3mL) + 07mL AD, EV lento em 5min, dose única

# Se dor
03. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento em 10min

# Se hidratação necessária (vômitos intensos):
04. HIDRATAÇÃO - Soro Fisiológico 0,9% 500mL, EV, correr em 4h

# Se sintomas refratários:
05. Clonazepam 2mg (comprimido) – 1/2 comprimido sublingual, dose única
Para casa:
01. Dimenidrinato 50mg + Piridoxina 10mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, em caso de tontura, náuseas ou vômitos, por no máximo 03 dias

02. Meclizina 50mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, em caso de vertigem intensa ou tontura, por no máximo 03 dias

03. Ondansetrona 4mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, em caso de náuseas ou vômitos

04. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre
Para casa (receituário especial):
# Se Neurite Vestibular confirmada:

01. Prednisona 20mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 05 dias seguidos (horário sugerido: 08:00 e 20:00)

# Se Doença de Ménière:

01. Betaistina 16mg ––––––––––– 01 caixa (30 comprimidos)
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, uso contínuo

02. Flunarizina 10mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, ao dia, no mesmo horário, por 10 dias

 

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🔎 CID-10:

Oftalmologia e Otorrino

Conjuntivites

Guia completo para manejo das conjuntivites viral, bacteriana e alérgica no pronto-socorro. Inclui prescrições padrão, medicações IM/EV para emergência e orientações domiciliares com anti-histamínicos e colírios.

Paciente típico: Adulto jovem, previamente hígido, apresentando hiperemia conjuntival unilateral ou bilateral, com ou sem secreção, prurido variável conforme etiologia.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere dor em olho [direito❓esquerdo] iniciada há ❓❓ dias, [com❓sem] secreção purulenta, [com❓sem] prurido associado. Nega fator desencadeante.
Nega alergias.

# Exame físico
Estado geral bom, conscinente, orientado, vigil, hidratado.
Conjuntiva de olho [direito❓esquerdo] hiperemiada, [com❓sem] secreção purulenta.

# HD
- Conjuntivite aguda

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento retorno em caso de piora clínica.
- Atestado médico de ❓❓ dias.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Dipirona 500mg/mL — 01 ampola, IM, se dor ou febre.
Para casa:
USO OFTALMOLÓGICO
01. Carmelose sódica colírio 0,5% ———————————— 01 frasco
Instilar 01 gota no olho afetado, 4x/dia.

02. Soro Fisiológico 0,9% ———————————— 01 frasco
Realizar lavagem do olho afetado, quando necessário.

03. Dexametasona 0,1% colírio ———————————— 01 frasco
Instilar 01 gota no olho afetado, 4 vezes/dia.

USO ORAL
03. Dipirona 500mg ———————————— 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, até 6/6h, se dor ou febre

04. Loratadina 10mg ———————————— 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, por 7 dias, se coceira nos olhos.
Para casa (especial):
USO OFTALMOLÓGICO
01. Ciprofloxacino + Dexametasona 3,5 mg/mL + 1 mg/mL (colírio) ———————— 01 caixa
Instilar 01 gota, 4x/dia, por 5 dias.

 

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Oftalmologia e Otorrino

Hordéolo (Terçol) e Calázio

Guia completo para manejo de hordéolo e calázio no pronto-socorro e alta domiciliar: diagnóstico diferencial, tratamento tópico, compressas mornas, critérios para encaminhamento oftalmológico.

Paciente típico: Paciente adulto jovem, previamente hígido, com lesão nodular em pálpebra, dolorosa (hordéolo) ou indolor (calázio), com edema e hiperemia local de início há alguns dias.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere aparecimento de lesão em pálpebra de olho direito❓esquerdo há ❓ dias, associado a dor local (hordéolo) ou lesão indolor com crescimento progressivo (calázio). Relata edema e hiperemia palpebral. Nega trauma ocular, nega perda de acuidade visual. Pode referir sensação de corpo estranho. Nega história de lesões palpebrais prévias recorrentes. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
BEG, lúcido, orientado, normocorado, hidratado, eupneico, acianótico, anictérico.

# Exame oftalmológico:
- Hordéolo❓: Presença de nódulo eritematoso, doloroso à palpação, localizado na margem palpebral ou face interna da pálpebra, com/sem ponto de secreção purulenta.
- Calázio❓: Nódulo não doloroso, firme, na espessura da pálpebra, sem sinais flogísticos evidentes. Não há ponto de drenagem espontânea.
- Acuidade visual preservada
- Ausência de celulite periorbitária
- Conjuntiva sem hiperemia importante

# HD
- Hordéolo (terçol) em pálpebra ❓ (externa/interna)
OU
- Calázio em pálpebra ❓

# Conduta
- Tratamento tópico com antibiótico + corticosteroide
- Compressas mornas locais (10 minutos, 4x ao dia)
- Massagem suave após compressa
- Orientação sobre higiene palpebral
- Retorno em ❓ dias ou se piora
- Encaminhamento para oftalmologia se sem melhora em 7-10 dias (para drenagem se necessário)
- Afastamento: geralmente não necessário
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Geralmente não há necessidade de medicação no pronto-socorro
# O tratamento é ambulatorial com medicação tópica

01. Se dor importante:
Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, dose única
Para casa:
01. Ciprofloxacino + Dexametasona 3,5mg/g + 1mg/g pomada oftálmica ––––––––––– 01 bisnaga
Aplicar fina camada no saco conjuntival da pálpebra afetada, 3 vezes ao dia, por 7 dias.
Após aplicação, fechar o olho e massagear suavemente a pálpebra.

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor.

# MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS - COMPRESSAS MORNAS
Realizar compressas mornas sobre a lesão por 10 minutos, 4 vezes ao dia.
Após compressa, realizar massagem suave na área afetada para facilitar drenagem.
Pode-se utilizar água filtrada morna em compressa de gaze limpa.

 

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🔎 CID-10:

Oftalmologia e Otorrino

Otite Média Aguda (OMA)

Guia prático de atendimento e prescrição para Otite Média Aguda: antibioticoterapia com amoxicilina-clavulanato, analgésicos, antitérmicos e critérios para uso de antibióticos em crianças e adultos.

Paciente típico: Criança de 2 anos, previamente hígida, com otalgia intensa de início súbito há ❓ horas/dias, precedida por sintomas catarrais (coriza, tosse), febre e irritabilidade. Ao exame físico, observa-se membrana timpânica hiperemiada e abaulada à otoscopia.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere otalgia intensa de início súbito há ❓ horas/dias, ❓unilateral/bilateral, precedida por quadro gripal (coriza, tosse, obstrução nasal) há ❓ dias. Relata febre (Tax: ❓°C), irritabilidade, choro intenso e redução do apetite. Pode referir sensação de plenitude auricular e hipoacusia. Em alguns casos, relata otorreia purulenta.

Sintomas associados: tosse, obstrução nasal, coriza, febre.
Nega: tontura intensa, paralisia facial, cefaleia intensa, rigidez de nuca, sinais de acometimento intracraniano.
Alergias: nega alergias medicamentosas (ou conforme relato do paciente).

# Exame físico
REG, ativo e reativo, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril no momento do exame (ou Tax: ❓°C).

Otoscopia: membrana timpânica hiperemiada, opaca e abaulada à direita/esquerda (ou bilateral). Presença (ou ausência) de otorreia. Cone de luz ausente ou apagado. Mobilidade timpânica reduzida.
Orofaringe: hiperemia de orofaringe (±), sem exsudato purulento, amígdalas sem hipertrofia significativa.
ACV: bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos, sem sopros.
AR: murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios (pode haver roncos se IVAS associada).
Abdome: plano, flácido, indolor à palpação, ruídos hidroaéreos presentes.
Exame neurológico sumário: sem déficits focais, sem sinais meníngeos.

# HD
- Otite Média Aguda (OMA) à direita/esquerda/bilateral

# Conduta
- Analgesia/antitermia de ataque no pronto-socorro
- Antibioticoterapia: Amoxicilina + Clavulanato por 10 dias
- Sintomáticos de resgate para casa (analgésico, antitérmico, antiemético)
- Orientações sobre sinais de alarme e retorno em 48-72h se não houver melhora
- Afastamento escolar/trabalho por ❓ dias, se necessário
- Reavaliação ambulatorial com otorrinolaringologista ou pediatra em 7-10 dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento em 15-20 minutos, AGORA

02. CETOPROFENO 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL SF0,9%, EV lento em 10-15 minutos, AGORA

# SE NÁUSEAS/VÔMITOS
03. BROMOPRIDA 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), IM em deltoide ou glúteo, AGORA (se necessário)
Para casa:
01. AMOXICILINA + CLAVULANATO 875mg + 125mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 10 dias
HORÁRIO SUGERIDO: 08:00 – 20:00

02. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 01 caixa (20 comprimidos)
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor ou febre

03. CETOPROFENO 150mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 5 dias, após alimentação

04. BROMOPRIDA 10mg ––––––––––– 01 caixa (20 comprimidos)
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náuseas ou vômitos
Para casa (receituário especial):
01. AMOXICILINA + CLAVULANATO 875mg + 125mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 10 dias
HORÁRIO SUGERIDO: 08:00 – 20:00

 

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Oftalmologia e Otorrino

Otite Externa Aguda (OEA)

Guia completo de atendimento e prescrição para OEA, com antibioticoterapia tópica, analgesia e orientações ao paciente. Indicado para manejo no PS e alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto jovem, previamente hígido, com otalgia intensa de início agudo há ❓ dias, associada a prurido e sensação de ouvido tampado, com história de banho de piscina ou mar recente.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor no ouvido ❓ (direito/esquerdo) há ❓ dias, de forte intensidade, com início após banho de ❓ (piscina/mar). Associa prurido intenso no canal auditivo e sensação de ouvido tampado/plenitude auricular. Refere ❓ episódios de manipulação do conduto auditivo com cotonete. Nega febre, otalgia bilateral, ou sintomas respiratórios prévios. Nega alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
BEG, lúcido e orientado, afebril, acianótico, anictérico, hidratado.
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% (ar ambiente)

Otoscopia: Eritema e edema intenso do meato acústico externo ❓ (direito/esquerdo), com secreção ❓ (purulenta/serosa) em pequena quantidade. Dor à tração do pavilhão auricular e à pressão do tragus. Membrana timpânica ❓ (visualizada/não visualizada) devido ao edema do canal.

Orofaringe sem alterações. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios.

# HD
- Otite Externa Aguda (OEA) à ❓ (direita/esquerda)

# Conduta
- Antibioticoterapia tópica com quinolona + corticosteroide
- Analgesia e anti-inflamatório sistêmico
- Orientações sobre cuidados locais
- Retorno em 48-72h se piora ou ausência de melhora
- Afastamento: ❓ dias (caso necessário)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. CETOPROFENO 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL SF0,9%, EV lento em 3 minutos

02. DIPIRONA 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento em 5 minutos

# SE DOR INTENSA OU REFRATÁRIA:
03. TRAMADOL 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL), diluída em 08mL SF0,9%, EV lento
Para casa:
01. CIPROFLOXACINO + HIDROCORTISONA 2+10mg/mL solução otológica ––––––––––– 01 frasco
Pingar 03-04 gotas no ouvido acometido, de 12/12h, por 07 dias. Deixar agir por 30 segundos com a cabeça inclinada.

02. CETOPROFENO 150mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (duas vezes ao dia), por 05 dias.
HORÁRIO SUGERIDO: 08:00 / 20:00

03. DIPIRONA 500mg ––––––––––– 01 caixa (20 comprimidos)
Tomar 02 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor ou febre.
Para casa (receituário especial):
Não necessário para o tratamento padrão da OEA.

# Se indicado antibiótico oral (casos graves/refratários):
01. CIPROFLOXACINO 500mg ––––––––––– 14 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (duas vezes ao dia), por 07 dias.

 

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Oftalmologia e Otorrino

Epistaxe

Guia prático de manejo e prescrição para epistaxe no pronto-socorro. Inclui técnicas de hemostasia, compressão nasal, tamponamento, cauterização e prescrições para controle do sangramento nasal anterior e posterior.

Paciente típico: Adulto jovem previamente hígido, com sangramento nasal unilateral autolimitado, origem anterior (área de Little), desencadeado por trauma digital ou ressecamento de mucosa.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata sangramento nasal há ❓ minutos/horas, de início súbito, em narina ❓ (direita/esquerda).
Sangramento de intensidade ❓ (leve/moderada/intensa), com ❓ episódios nas últimas 24h.
Refere trauma digital, assoar nariz com força ou nega fator desencadeante claro.
Nega uso de anticoagulantes. Nega febre, trauma facial, coagulopatias conhecidas.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril.
Sangramento ativo em narina ❓ ou já cessado.
Oroscopia: sem sangramento ativo em orofaringe.
Rinoscopia anterior: visualização de ponto sangrante em região anteroinferior do septo (área de Little) ou sangramento difuso.
Ausência de deformidades faciais, equimoses ou sinais de trauma.

# HD
- Epistaxe anterior autolimitada

# Conduta
- Orientar compressão nasal no terço inferior por 10 minutos
- Aplicação de gaze com vasoconstritor (se sangramento persistente)
- Avaliar necessidade de cauterização ou tamponamento nasal
- Prescrever hemostáticos tópicos e orientações domiciliares
- Observação por 15-30 minutos após cessar sangramento
- Alta com orientações de retorno
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# SE SANGRAMENTO ATIVO E PERSISTENTE
01. COMPRESSA DE GAZE COM ADRENALINA 1:1000
- EMBEBER GAZE EM ADRENALINA 1:1000 (1MG/ML) E INTRODUZIR NA NARINA SANGRANTE
- MANTER COMPRESSÃO DIGITAL NO TERÇO INFERIOR DO NARIZ POR 10 MINUTOS

02. ÁCIDO TRANEXÂMICO 250MG/5ML (50MG/ML) – 03 AMPOLAS (15ML), EV LENTO
- SE SANGRAMENTO VOLUMOSO OU RECORRENTE

# SE HIPERTENSÃO ARTERIAL ASSOCIADA (PAS > 160 MMHG)
03. CAPTOPRIL 25MG – 01 COMPRIMIDO, SUBLINGUAL, DOSE ÚNICA
- OU ANLODIPINO 5MG – 01 COMPRIMIDO, VO, DOSE ÚNICA

# APÓS HEMOSTASIA (MEDICAÇÃO SINTOMÁTICA SE NECESSÁRIO)
04. DIPIRONA 1G/2ML (500MG/ML) – 01 AMPOLA (2ML), VO OU IM, SE DOR/DESCONFORTO
Para casa:
01. ÁCIDO TRANEXÂMICO 250MG ––––––––––– 24 COMPRIMIDOS
TOMAR 02 COMPRIMIDOS (500MG), VO, DE 8/8H, POR 3-5 DIAS

02. SORO FISIOLÓGICO 0,9% (SF 0,9%) SPRAY NASAL ––––––––––– 01 FRASCO
APLICAR 2-3 JATOS EM CADA NARINA, 3-4X/DIA, POR 7-10 DIAS
(MANTER MUCOSA NASAL HIDRATADA)

03. DIPIRONA 500MG ––––––––––– 20 COMPRIMIDOS
TOMAR 01 COMPRIMIDO, VO, DE 6/6H, SE DOR OU DESCONFORTO

# APENAS SE HIPERTENSÃO ARTERIAL DESCONTROLADA

04. CAPTOPRIL 25MG ––––––––––– 30 COMPRIMIDOS
TOMAR 01 COMPRIMIDO, VO, DE 12/12H, POR 15 DIAS
(ORIENTAR SEGUIMENTO COM CARDIOLOGIA/ATENÇÃO BÁSICA)

 

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Oftalmologia e Otorrino

Celulite Periorbitária

Guia prático de prescrição para celulite pré-septal: infecção restrita à pálpebra, sem comprometimento orbitário. Inclui antibioticoterapia parenteral e oral, analgesia, tratamento sintomático e critérios para diferenciação da celulite orbitária.

Paciente típico: Criança ou adulto com edema e eritema palpebral unilateral, precedido por sinusite, trauma local ou infecção cutânea, com mobilidade ocular preservada e ausência de proptose.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata edema e vermelhidão na pálpebra há ❓ dias.
Refere história de sinusite, trauma local ou picada de inseto há ❓ dias.
Pode apresentar febre (❓°C), dor local e sensação de calor.
Nega diplopia, dor à movimentação ocular ou alteração visual.
Sem história recente de cirurgia ocular ou uso de lentes de contato.
Sem alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
Bom estado geral, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril/febril (❓°C).

Exame oftalmológico:
- Edema e eritema palpebral (superior/inferior) unilateral
- Pálpebra quente ao toque, sensível à palpação
- Ausência de proptose (importante!)
- Movimentação ocular completa e indolor (importante!)
- Acuidade visual preservada
- Sem quemose ou edema conjuntival significativo
- Sem sinais de comprometimento do nervo óptico
- Pupilas isocóricas e fotorreagentes

Sinais vitais estáveis.
Ausência de sinais de toxemia sistêmica grave.

# HD
- Celulite periorbitária (pré-septal) à direita/esquerda

# Conduta
- Diferenciar de celulite orbitária (pós-septal): avaliar mobilidade ocular, proptose, visão
- Se sinais de celulite orbitária: INTERNAÇÃO + TC de órbita + antibioticoterapia EV
- Celulite periorbitária leve: tratamento ambulatorial com antibiótico oral
- Celulite periorbitária moderada/grave ou toxemia: antibioticoterapia EV no PS, considerar internação
- Analgesia e antitérmico conforme necessidade
- Compressas mornas locais
- Reavaliação em 24-48h para avaliar resposta terapêutica
- Atestado médico: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# CELULITE PERIORBITÁRIA LEVE (AMBULATORIAL)
Paciente em bom estado geral, sem toxemia, com edema palpebral leve a moderado

01. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento (em 10-15min)
02. Cefazolina 1g – 01 frasco-ampola + 10mL de AD, IM profundo em glúteo

# Se necessário (sintomas associados)
03. Ondansetrona 8mg/4mL (2mg/mL) – 01 ampola (4mL) + 16mL SF0,9%, EV lento, se náuseas

# CELULITE PERIORBITÁRIA MODERADA/GRAVE (OBSERVAÇÃO/INTERNAÇÃO)
Paciente com toxemia, febre alta, edema importante ou falha de tratamento oral

01. Cefazolina 1g – Diluir em 50mL SF0,9%, EV em 30min, de 8/8h
    OU
    Oxacilina 2g – Diluir em 100mL SF0,9%, EV em 30min, de 4/4h

02. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, de 6/6h

03. Ondansetrona 8mg/4mL (2mg/mL) – 01 ampola (4mL) + 16mL SF0,9%, EV lento, se náuseas

# Se suspeita de MRSA ou falha terapêutica
04. Vancomicina 15mg/kg – Diluir em SF0,9% (dose final 4-5mg/mL), EV em 60min, de 12/12h
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6 horas, se dor ou febre

02. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8 horas por 5 dias (após alimentação)
Para casa (receituário especial):
01. Cefalexina 500mg ––––––––––– 28 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6 horas por 7 dias

 

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Doenças Cardiovasculares

Doenças Cardiovasculares

Crise Hipertensiva

Guia prático de manejo e prescrição para crises hipertensivas no pronto-socorro. Inclui diferenciação entre urgência, emergência e pseudocrise hipertensiva com protocolos de tratamento específicos.

Paciente típico: Homem, 55 anos, hipertenso conhecido, uso irregular de medicamentos, apresentando PA 190x120mmHg, cefaleia intensa, náuseas e tontura.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Refere cefaleia, náusea e tontura há ❓❓ dias, associado a elevação pressórica (❓❓/❓❓ mmHg, aferida em casa).
Nega queixas álgicas. Nega estresse emocional.
Nega alergias.

# Exame físico
Estado geral bom. Normocorado, hidratado, acianótico. TEC < 3s.
ACV: RCR, 2T, BNF, sem sopros. AP: MV+ bilateral, SRA.
Pulsos periféricos presentes, amplos e simétricos.
Sem edemas ou sinais de TVP em MMII.
Demais sistemas sem alterações relevantes.

# HD
- Crise hipertensiva

# Conduta
- Prescrevo sintomáticos.
- Oriento acompanhamento na Atenção Primária e retorno em caso de piora clínica.
Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Captopril 50mg – 01 comprimido, VO.
02. Hidralazina 20mg/mL - 01 ampola + 9mL SF0,9% - Fazer 03 mL, EV, em 5 min (em caso de refratariedade ao Captopril).
03. Bromoprida 10mg/2mL - 01 ampola, IM, se náusea.
04. Clonazepam 2,5mg/mL - 05 gotas, VO, se ansiedade.
No pronto-socorro:

Orientar acompanhamento com Atenção Primária.

 

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Doenças Cardiovasculares

Insuficiência Cardíaca Descompensada

Guia prático para manejo de IC descompensada no pronto-socorro: diuréticos, vasodilatadores, inotrópicos, perfis hemodinâmicos (quente/frio, seco/úmido), VNI, orientações de alta e seguimento cardiológico.

Paciente típico: Adulto de meia-idade ou idoso, portador de IC conhecida (ou cardiopatia de base), que apresenta descompensação por má aderência medicamentosa, sobrecarga volêmica, infecção ou síndrome coronariana aguda, cursando com dispneia progressiva, ortopneia, edema de membros inferiores e sinais de congestão pulmonar e/ou sistêmica.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dispneia progressiva há ❓ dias, inicialmente aos moderados esforços, evoluindo para pequenos esforços e atualmente em repouso. Relata ortopneia (necessita dormir com ❓ travesseiros), dispneia paroxística noturna e tosse seca. Refere edema progressivo em membros inferiores. Nega febre, dor torácica típica, palpitações ou síncope.

HDA: Portador(a) de insuficiência cardíaca, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus. Não tem seguido dieta hipossódica adequadamente e faltou ❓ doses da medicação habitual nos últimos dias.

Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, taquipneico, com tiragem intercostal, SatO2 ❓% em ar ambiente
Jugulares turgidas +++/4+ (sinal de Kussmaul presente)
ACV: ritmo regular, B3 audível, sem sopros
AR: estertores crepitantes em bases pulmonares bilateralmente até ❓ dos hemitórax
Abdome: hepatomegalia dolorosa, refluxo hepatojugular positivo
MMII: edema +++/4+ com cacifo até raiz das coxas

# HD
- Insuficiência cardíaca agudamente descompensada
- Perfil hemodinâmico: ❓ (B = quente e úmido / C = frio e úmido)
- Edema agudo de pulmão (se presente)

# Conduta
- Classificar perfil hemodinâmico (avaliação de congestão e perfusão)
- Monitorização contínua (PA, FC, SatO2, ECG)
- Oxigenoterapia/VNI se SatO2 < 90%
- Diurético de alça EV (furosemida)
- Vasodilatador EV se PAS > 110 mmHg (nitroprussiato ou nitroglicerina)
- Inotrópico se hipotensão e sinais de baixo débito (dobutamina)
- Solicitar: ECG, RX tórax, BNP/NT-proBNP, troponina, função renal, eletrólitos, hemograma
- Investigar e tratar fator descompensante
- Reavaliar após 20-30 minutos e ajustar terapia
- Considerar internação em UTI/UCO se instabilidade hemodinâmica
- Alta após compensação com transição para terapia oral
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
PERFIL B (QUENTE E ÚMIDO) - PACIENTE COM PAS > 110 mmHg, SEM USO CRÔNICO DE FUROSEMIDA

01. Nitroprussiato 50 mg/2mL – Diluir 2 mL em SG5% 248 mL (200 μg/mL) e infundir via EV em BIC iniciando 2 mL/h, titular de 2 em 2 mL/h a cada 3-5 min até PAS 110-130 mmHg (Máx: 45 mL/h)

02. Furosemida 20 mg/2mL – administrar 4 mL (40 mg), EV em bolus lento
    # Reavaliar após 20-30 min e repetir dose se necessário #

03. Oxigênio suplementar 2-3 L/min em cateter nasal, se SatO2 < 90%

04. VNI com CPAP – 5-10 cmH2O, se SatO2 < 90% apesar de O2 ou FR > 25 irpm ou desconforto respiratório importante
    # SatO2 alvo: 90-94% #

# SE PACIENTE EM USO CRÔNICO DE FUROSEMIDA (ex: 2 cp/dia = 80 mg/dia)
05. Furosemida 20 mg/2mL – administrar 8 mL (80 mg), EV em bolus lento
    # Dose EV = 1-2x dose oral habitual #

# SE PERFIL C (FRIO E ÚMIDO) - SINAIS DE BAIXO DÉBITO E PAS < 90 mmHg
06. Dobutamina 250 mg/20mL – Diluir 4 ampolas em SF 170 mL (4 mg/mL), iniciar BIC 2-5 μg/kg/min, titular até melhora de perfusão (Máx: 20 μg/kg/min)

07. Noradrenalina 4 mg/4mL – Diluir 2 ampolas em SG5% 242 mL (32 μg/mL), iniciar BIC se PAS < 75 mmHg associada à dobutamina, titular para PAM > 65 mmHg
Para casa:
01. Furosemida 40 mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (ajustar dose conforme diurese e sintomas de congestão - mínimo 40 mg/dia, máximo 240 mg/dia)

02. Espironolactona 25 mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, pela manhã

03. Carvedilol 6,25 mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h (titular dose gradualmente conforme tolerância até dose-alvo)

04. Enalapril 10 mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, pela manhã (titular gradualmente conforme PA e tolerância)

05. Dapagliflozina 10 mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, pela manhã (iniciar após compensação clínica completa)

 

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Doenças Cardiovasculares

Síncope

SÍNCOPE

Guia prático para avaliação, estratificação de risco e manejo da síncope no pronto-socorro. Inclui critérios de internação, prescrições e orientações de alta.

Paciente típico: Adulto jovem, previamente hígido, com episódio de perda súbita e transitória da consciência precedido por pródromos (tontura, sudorese, visão turva), após longo período em pé ou gatilho emocional, com recuperação espontânea em segundos.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente relata que há ❓ horas apresentou episódio de perda súbita da consciência, com duração de aproximadamente ❓ segundos, precedido por sensação de tontura, sudorese, palidez e escurecimento visual. Refere que estava em pé há cerca de ❓ minutos em ambiente quente/abafado. Queda ao solo com recuperação espontânea, sem confusão pós-ictal. Nega palpitações, dor torácica, dispneia, déficits neurológicos ou trauma craniano significativo. Nega liberação esfincteriana ou movimentos tônico-clônicos. 
História de ❓ episódios semelhantes prévios.
Nega cardiopatia conhecida, uso de medicações anti-hipertensivas ou antiarrítmicas.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, consciente e orientado, normocorado, hidratado, acianótico, anictérico.
ACV: RCR 2T, BNF, sem sopros. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos.
AR: MV presente bilateral, sem RA.
Abdome: plano, flácido, indolor, RHA+, sem VMG.
Exame neurológico sumário: sem déficits focais, pupilas isocóricas e fotorreagentes, movimentos oculares preservados, força e sensibilidade preservadas em 4 membros.
Ausência de sinais de trauma significativo.

# HD
- Síncope vasovagal

# Conduta
- Estratificação de risco: BAIXO RISCO
- Hidratação venosa se necessário
- Observação por 2-4 horas
- Orientações sobre medidas não-farmacológicas
- Alta hospitalar com orientações de retorno
- Encaminhamento ambulatorial se episódios recorrentes
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
OBSERVAÇÃO E HIDRATAÇÃO

01. Soro Fisiológico 0,9% 500mL – correr EV em ❓ horas (se sinais de desidratação)

02. Monitorização: PA, FC, SatO₂

# Se necessário (sintomas associados):
03. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, se náuseas
04. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, se cefaleia
Para casa:
MEDIDAS NÃO-FARMACOLÓGICAS (principal tratamento)

- Hidratação adequada: 2-3 litros de água por dia
- Aumentar ingesta de sal (se não contraindicado): 8-10g/dia
- Evitar gatilhos: ambientes quentes, multidões, jejum prolongado
- Reconhecer pródromos e sentar/deitar imediatamente
- Elevar membros inferiores ao sentir pródromos
- Manobras de contrapressão física: cruzar as pernas e contrair musculatura, apertar mãos (handgrip)
- Evitar mudanças bruscas de posição
- Levantar-se lentamente da cama ou cadeira

# Medicações (se sintomáticos):
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 10 comprimidos
    Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre

02. Paracetamol 750mg ––––––––––– 10 comprimidos
    Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se dor ou febre (alternativa à dipirona)

 

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🔎 CID-10:

Doenças Cardiovasculares

Trombose Venosa Profunda (TVP)

Guia completo para manejo de TVP no PS: anticoagulação, analgesia, estratificação de risco pelo Escore de Wells, prescrições práticas para emergência e alta domiciliar com orientações objetivas.

Paciente típico: Adulto ou idoso, previamente hígido, com edema unilateral de membro inferior, dor em panturrilha, com ou sem fatores de risco (cirurgia recente, imobilização, neoplasia, viagem prolongada).

 

🩺 Guia rápido

ℹ️ Clique nos tópicos abaixo para ver detalhes

História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor em panturrilha/coxa há ❓ dias, com piora progressiva, 
associada a edema unilateral de membro inferior esquerdo/direito.
Refere que o membro está mais "inchado" e "pesado" que o contralateral.
Nega trauma local. Nega dispneia ou dor torácica.

Fatores de risco presentes:
- Cirurgia há menos de 4 semanas
- Imobilização prolongada (> 3 dias no leito)
- Viagem prolongada (> 6 horas) há ❓ dias
- Neoplasia ativa
- Gestação ou puerpério
- Uso de anticoncepcional hormonal
- História prévia de TEV
- Trombofilia conhecida

Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, corado, hidratado, acianótico, anictérico, eupneico.

Cardiovascular: RCR 2T BNF, sem sopros. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos 
(exceto no membro afetado, se TVP proximal extensa).

Respiratório: MV+ universalmente, sem RA. 

Membros inferiores:
- MIE/MID: Edema +++/4+ em panturrilha/coxa, com empastamento muscular.
- Sinal de Homans presente (dor à dorsiflexão do pé).
- Empastamento de panturrilha presente.
- Diferença de circunferência > 3 cm em relação ao membro contralateral.
- Veias superficiais colaterais discretas/evidentes.
- Ausência de sinais flogísticos (sem eritema ou calor local intenso).
- Sem alterações tróficas.

# HD
- Trombose Venosa Profunda em Membro Inferior Esquerdo/Direito (alta probabilidade 
  pelo Escore de Wells: ❓ pontos)

# Conduta
- Analgesia com Dipirona EV
- Anti-inflamatório: Diclofenaco IM
- Iniciar anticoagulação plena com Enoxaparina SC
- Solicitar: Hemograma, coagulograma (TP/INR, PTTa), ureia, creatinina, D-dímero
- Solicitar USG doppler venoso de membro inferior com urgência
- Repouso relativo, elevação do membro
- Reavaliação em ❓ horas ou conforme resultado de exames
- Alta após confirmação diagnóstica e estabilização, com anticoagulação domiciliar
- Retorno ambulatorial em 7 dias para seguimento
- Afastamento de ❓ dias (conforme atividade laboral)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# ANTICOAGULAÇÃO (APÓS EXCLUSÃO DE CONTRAINDICAÇÕES)
01. Enoxaparina 60mg/0,6mL – Aplicar 01 seringa SC em região periumbilical, agora

# ANALGESIA
02. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL de SF0,9%, EV lento em 15 min

# ANTI-INFLAMATÓRIO
03. Diclofenaco Sódico 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM profundo em deltoide ou glúteo

# SE DOR INTENSA OU REFRATÁRIA
04. Tramadol 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL de SF0,9%, EV lento

# PROTEÇÃO GÁSTRICA (se uso de AINE)
05. Omeprazol 40mg – 01 frasco, EV em 15 min
Para casa:
01. Enoxaparina 60mg ––––––––––– 14 seringas
Aplicar 01 seringa, SC em região periumbilical, de 12/12h, por 14 dias
(Dose: 1mg/kg/dose - ajustar conforme peso do paciente)

02. Dipirona 500mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor

03. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, após alimentação, por 7 dias

04. Omeprazol 20mg ––––––––––– 14 cápsulas
Tomar 01 cápsula, VO, 30 min antes do café, por 14 dias
Para casa (receituário especial):
01. Varfarina Sódica 5mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, em jejum, 1x ao dia
Iniciar junto com Enoxaparina. Coletar INR em 3 dias.
Suspender Enoxaparina quando INR entre 2-3 por 2 dias consecutivos.
Manter INR entre 2,0 e 3,0 durante todo tratamento.
Retornar para ajuste de dose conforme resultado de INR.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

📊 ESCORE DE WELLS PARA TVP

Critério Pontos
Neoplasia ativa +1
Paresia ou imobilização de extremidades +1
Restrito ao leito > 3 dias OU grande cirurgia < 4 semanas +1
Palpação dolorosa em trajeto venoso profundo +1
Edema de todo membro inferior +1
Assimetria de panturrilha > 3 cm (10 cm abaixo da tuberosidade tibial) +1
Edema depressível no membro sintomático +1
Veias superficiais colaterais não varicosas +1
TVP prévia documentada +1
Diagnóstico alternativo mais provável que TVP -2

Interpretação:

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Cardiovasculares

Síndrome Coronariana Aguda SEM Supra de ST (SCASSST)

Guia prático de prescrição para SCASSST (angina instável e IAM sem supra), incluindo antiagregação plaquetária, anticoagulação, nitratos, estatinas, IECA e estratificação de risco no pronto-socorro.

Paciente típico: Adulto ou idoso com fatores de risco cardiovasculares (HAS, DM, tabagismo, dislipidemia), apresentando dor torácica em aperto, precordial ou retroesternal, com duração > 20 minutos, podendo irradiar para MSE, ombros, mandíbula ou dorso. Pode apresentar sintomas associados como dispneia, náuseas, vômitos, sudorese ou síncope. ECG com infradesnivelamento de ST, inversão de onda T ou sem alterações. Troponina elevada caracteriza IAMSSST, troponina normal caracteriza angina instável.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor torácica em aperto/opressão de início há ❓ horas, em repouso ou aos esforços mínimos, localizada em região precordial/retroesternal, intensidade ❓/10, com irradiação para membro superior esquerdo, ombros ou mandíbula. Associada a dispneia, sudorese, náuseas e/ou vômitos. Dor refratária a repouso ou nitratos. Nega febre. Refere história de HAS/DM/tabagismo/dislipidemia. História familiar de DAC precoce. Nega alergias conhecidas.

# Exame físico
REG a BEG, lúcido, orientado, sudoreico, ansioso, taquipneico ou dispneico
ACV: RCR 2T, BNF, sem sopros. Pode haver B3 ou B4. Pulsos simétricos.
AR: MV+ universalmente, sem RA. Pode haver crepitações em bases se ICC associada.
ABD: Plano, flácido, RHA+, indolor, sem VMG.
MMII: Sem edemas. Perfusão periférica preservada ou diminuída.

# HD
- Síndrome Coronariana Aguda sem Supra de ST (Angina Instável vs IAMSSST)

# Conduta
- Monitorização contínua, O2 se SatO2 < 90%
- ECG de 12 derivações (< 10 min da admissão), repetir se necessário
- Acesso venoso calibroso
- Solicitar troponina, CPK-MB, hemograma, função renal, eletrólitos, glicemia, coagulograma
- Dupla antiagregação plaquetária: AAS + inibidor P2Y12
- Anticoagulação: enoxaparina ou HNF
- Nitroglicerina sublingual ou EV para controle da dor
- Betabloqueador se sem contraindicação
- Estatina de alta intensidade
- IECA se HAS, DM ou disfunção ventricular
- Estratificar risco (GRACE/TIMI) para definir momento do cateterismo
- Internação em unidade coronariana ou CTI
- Afastamento: ❓ dias (mínimo 7-14 dias, aguardar definição após estratificação invasiva)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# DUPLA ANTIAGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA
01. AAS 100mg/cp VO – Ataque: 300mg VO mastigado, agora
    Manutenção: 100mg VO 1x/dia

02. Clopidogrel 75mg/cp VO – Ataque: 300mg VO agora (600mg se cateterismo < 24h)
    Manutenção: 75mg VO 1x/dia
    OU Ticagrelor 90mg/cp VO – Ataque: 180mg VO agora, Manutenção: 90mg VO 12/12h
    (Inibidor P2Y12 só iniciar se cateterismo NÃO previsto em < 24h)

# ANTICOAGULAÇÃO
03. Enoxaparina 60mg/0,6mL (100mg/mL) – 1mg/kg SC 12/12h
    (Dose máx 100mg. Se >75 anos: 0,75mg/kg. Se ClCr <30: 1mg/kg 24/24h)

# CONTROLE DA DOR/ISQUEMIA
04. Dinitrato de Isossorbida 5mg – 01 comprimido SL, agora
    Repetir até 3x de 5/5min se dor persistente

05. Nitroglicerina 25mg/5mL (Tridil) – 10mL + 240mL SG5%, EV em BIC, iniciar 3mL/h
    (Se dor refratária a Isossorbida. Ajustar conforme PA e dor)

# BETABLOQUEADOR
06. Metoprolol 25mg – 01 comprimido VO 24/24h
    (Se FC >60bpm, PA normal, sem contraindicação)

# ESTATINA
07. Atorvastatina 80mg – 01 comprimido VO, agora e depois 24/24h

# IECA
08. Enalapril 5-10mg – 01 comprimido VO 12/12h
    (Se HAS, DM ou disfunção ventricular)

# IBP
09. Pantoprazol 40mg – 01 comprimido VO 24/24h

# SE NECESSÁRIO
10. Morfina 10mg/mL – Diluir 1mL + 9mL SF0,9%, fazer 2-4mL EV lento
    (Apenas se dor refratária a nitratos. Usar com cautela)

11. Ondansetrona 4mg/2mL – 01 ampola (2mL) + 8mL SF0,9%, EV lento, se náusea/vômito

12. Oxigênio 2-3L/min CN, se SatO2 < 90%
Para casa:
01. AAS 100mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, pela manhã, uso contínuo

02. Clopidogrel 75mg ––––––––––– 90 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, pela manhã, por 12 meses
(OU Ticagrelor 90mg, tomar 01 comprimido VO 12/12h)

03. Atorvastatina 40mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, à noite, uso contínuo

04. Enalapril 10mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 12/12h, uso contínuo

05. Metoprolol 25mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, uso contínuo

06. Pantoprazol 40mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia, em jejum, uso contínuo

07. Dinitrato de Isossorbida 5mg ––––––––––– 20 comprimidos
Tomar 01 comprimido SL, se dor torácica. Repetir até 3x de 5/5min.
Se dor persistir após 3 doses, procurar emergência imediatamente
Para casa (receituário especial):
Não se aplica para SCASSST de rotina

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Cardiovasculares

Síndrome Coronariana Aguda COM Supra de ST (SCACSST)

Guia completo para manejo emergencial do infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST: dupla antiagregação, anticoagulação, reperfusão (angioplastia vs fibrinólise), orientações e prescrições práticas.

Paciente típico: Homem, 50-70 anos, com fatores de risco cardiovasculares (HAS, DM, tabagismo, dislipidemia), apresentando dor torácica intensa em aperto/peso, de início há menos de 12 horas, com irradiação para membro superior esquerdo, associada a sudorese, náuseas e dispneia.

 

🩺 Guia rápido

ℹ️ Clique nos tópicos abaixo para ver detalhes

História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor torácica em aperto/peso de forte intensidade (EVA ❓/10) 
em região precordial há ❓ horas, com irradiação para membro superior esquerdo, 
mandíbula e dorso. Associa sudorese fria, náuseas, vômitos e dispneia. 
Nega melhora com repouso. Relata ❓ episódios de dor torácica aos esforços nos 
últimos ❓ dias (angina crescendo).

Fatores de risco: HAS, DM, tabagismo (❓ maços-ano), dislipidemia.
História familiar: pai falecido de IAM aos ❓ anos.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, lúcido, orientado, taquidispneico, sudoreico, ansioso, fácies de dor (Sinal de Levine).

Cardiovascular: ritmo regular, bulhas normofonéticas, presença de B4. 
Pode apresentar taquicardia ou bradicardia. Pulsos periféricos simétricos.

Pulmonar: murmúrio vesicular presente bilateralmente. 
Presença de estertores indica IC (Killip ≥ II).

Abdome: flácido, indolor, RHA presentes.

Extremidades: perfusão periférica adequada (ou sinais de baixo débito se grave).

# HD
- Síndrome Coronariana Aguda COM Supra de ST (IAMCST)
- Infarto Agudo do Miocárdio em evolução

# Conduta
- Monitorização cardíaca contínua + Oximetria
- ECG em até 10 minutos → confirmar supra ST ≥ 1mm em 2 derivações contíguas
- Acesso venoso calibroso
- DUPLA ANTIAGREGAÇÃO imediata: AAS 300mg VO (mastigar) + Clopidogrel
- Avaliar estratégia de REPERFUSÃO (tempo porta-balão < 90min ou porta-agulha < 30min)
- Analgesia: Nitrato SL → Nitroglicerina EV → Morfina (se refratário)
- Anticoagulação conforme estratégia de reperfusão
- Betabloqueador VO (se sem contraindicações)
- Estatina dose alta
- IECA (após estabilização, se DM/HAS/disfunção VE)
- Solicitar: troponina, hemograma, ureia/creatinina, eletrólitos, glicemia, RX tórax
- Transferência para hemodinâmica ou trombólise se indicado
- Internação em UTI coronariana
- Afastamento: ❓ dias (mínimo 30 dias)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
MEDIDAS GERAIS
01. Dieta oral zero até definição de estratégia
02. Monitorização cardíaca contínua + Oximetria de pulso
03. Acesso venoso periférico calibroso (jelco 18 ou 20)
04. Oxigênio suplementar 2-4 L/min em cateter nasal, se SatO2 < 90%

DUPLA ANTIAGREGAÇÃO (INICIAR IMEDIATAMENTE)
05. AAS 100mg/cp – Administrar 3 comprimidos (300mg) VO, mastigar e engolir, dose única
06. Clopidogrel 75mg/cp – Administrar 8 comprimidos (600mg) VO, dose única*

*Se optado por FIBRINÓLISE e idade ≥ 75 anos: Clopidogrel 300mg (4cp) ou 75mg (1cp) se > 75 anos
*Se optado por ANGIOPLASTIA: Clopidogrel 600mg OU Ticagrelor 180mg OU Prasugrel (na hemodinâmica)

ANALGESIA (PRIMEIRA LINHA)
07. Dinitrato de Isossorbida 5mg/cp – Administrar 1 cp via sublingual, 
    repetir a cada 5 min se dor persistir (máximo 3 doses = 15mg)

# Se dor refratária ao nitrato SL:
08. Nitroglicerina 25mg/5mL (Tridil) – Diluir 10mL + 240mL de SG5% em BIC,
    iniciar 3mL/h EV, titular 3mL/h a cada 5min conforme PA e dor (máximo 45mL/h)

# Se dor refratária ao nitrato (NÃO FAZER DE ROTINA):
09. Morfina 10mg/mL – Diluir 1mL + 9mL SF0,9%, administrar 2-4mL EV lento,
    repetir a cada 5-15min se necessário (máximo 25mg)

ESTATINA (ALTA POTÊNCIA)
10. Atorvastatina 80mg/cp – Administrar 1 cp VO, dose única, seguir 1x/dia
    OU Rosuvastatina 40mg/cp – Administrar 1 cp VO, dose única, seguir 1x/dia

BETABLOQUEADOR (se sem contraindicações)
11. Metoprolol 50mg/cp – Administrar 1 cp VO de 6/6h no primeiro dia,
    após ajustar para 100mg VO de 12/12h

ANTICOAGULAÇÃO
# SE FIBRINÓLISE:
12. Enoxaparina 60mg (seringa pronta) – Administrar 30mg EV em bolus imediatamente
    Após 15min: 1mg/kg SC de 12/12h (máximo 100mg/dose)
    Se idade ≥ 75 anos: NÃO fazer bolus EV, iniciar 0,75mg/kg SC de 12/12h

# SE ANGIOPLASTIA PRIMÁRIA:
12. Heparina não fracionada – Será administrada na hemodinâmica
    Dose: 70-100 UI/kg em bolus EV

IECA (após estabilização hemodinâmica, se DM/HAS/IC/FEVE < 40%)
13. Enalapril 10mg/cp – Administrar 1 cp VO de 12/12h (iniciar após 24h se estável)

PROTETOR GÁSTRICO
14. Pantoprazol 40mg – Administrar 1 cp VO 1x/dia
Para casa:
01. AAS 100mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido pela manhã, VO, em jejum, uso contínuo
(antiagregante plaquetário - uso permanente)

02. Clopidogrel 75mg ––––––––––– 360 comprimidos
Tomar 01 comprimido pela manhã, VO, 1x/dia, por 12 meses
(antiagregante plaquetário - dupla antiagregação)

03. Atorvastatina 80mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido à noite, VO, 1x/dia, uso contínuo
(hipolipemiante - uso permanente)

04. Metoprolol 100mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido de 12/12 horas, VO, uso contínuo
(betabloqueador - cardioprotetor)

05. Enalapril 10mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido de 12/12 horas, VO, uso contínuo
(IECA - remodelamento cardíaco)

06. Pantoprazol 40mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido pela manhã, VO, em jejum, 1x/dia
(protetor gástrico enquanto uso de dupla antiagregação)

07. Dinitrato de Isossorbida 5mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido via sublingual, se dor torácica
(vasodilatador coronariano - uso SOS)

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Cardiovasculares

Dissecção Aguda de Aorta (DAA)

Guia de manejo e prescrição para DAA: analgesia com opioides, controle rigoroso de FC (meta <60bpm) e PA (100-120mmHg), estabilização hemodinâmica e encaminhamento cirúrgico urgente.

Paciente típico: Homem, 50-70 anos, hipertenso de longa data, apresentando dor torácica ou dorsal de início súbito, lancinante, de forte intensidade, com sudorese, náuseas e PA elevada (geralmente >180/110 mmHg).

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor torácica de início súbito há ❓ minutos/horas, de forte intensidade (❓/10), 
em região anterior do tórax com irradiação para dorso/região interescapular. Dor descrita como 
"em rasgo", "lancinante" ou "como se algo rasgasse por dentro". Dor migratória, iniciando no 
tórax anterior e propagando-se para o dorso. Associada a sudorese profusa, náuseas, palidez 
cutânea e sensação de morte iminente.

Nega trauma torácico, nega febre, nega tosse, nega dispneia significativa. Antecedente de 
hipertensão arterial sistêmica mal controlada. Pode apresentar síncope no início do quadro (❓% dos casos).

Nega alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
REG/MEG, ansioso, taquipneico, sudoreico, pálido, agitado pela dor.
PA: MSD ❓ mmHg / MSE ❓ mmHg (diferença >20mmHg entre membros sugere dissecção)
FC: ❓ bpm (geralmente taquicárdico pela dor/estresse adrenérgico)
FR: ❓ irpm
SatO2: ❓% em ar ambiente
Tax: ❓°C

AC: RCR 2T, bulhas normofonéticas. Pode apresentar sopro diastólico de insuficiência aórtica em foco aórtico. 
Avaliar sinais de tamponamento cardíaco (hipofonese de bulhas, estase jugular, pulso paradoxal).
AR: MVF sem RA bilateralmente.
Abdome: flácido, RHA+, indolor à palpação, sem massas ou visceromegalias.
Extremidades: pulsos assimétricos ou diminuídos (❓% dos casos). Diferença de pulsos entre MMSS. 
Perfusão periférica pode estar comprometida. Avaliar déficits neurológicos focais.

# HD
- Dissecção Aguda de Aorta (suspeita clínica - Escore ADD-RS ≥ 2 pontos)
- Emergência hipertensiva secundária à DAA

# Conduta
- EMERGÊNCIA ABSOLUTA - Ativação imediata de protocolo de DAA
- Acesso venoso calibroso (2 acessos) + monitorização multiparamétrica contínua
- Solicitar URGENTE: Angiotomografia de aorta (se hemodinamicamente estável)
- Acionar cirurgia cardiovascular / cirurgia torácica IMEDIATAMENTE
- Ecocardiograma à beira do leito (avaliar derrame pericárdico, tamponamento, insuficiência aórtica)
- Reservar vaga em UTI
- NPO absoluto (preparo para cirurgia)
- Analgesia IMEDIATA com opioides fortes (controlar dor e tônus simpático)
- Controle RIGOROSO da FC ANTES da PA (evitar taquicardia reflexa)
  → Meta FC: <60 bpm com betabloqueadores EV
- Após controle de FC, controle da PA com vasodilatadores EV
  → Meta PAS: 100-120 mmHg (menor pressão tolerada com diurese preservada)
- Exames laboratoriais: Hemograma, Ureia, Creatinina, Eletrólitos, Troponina, Dímero-D, Gasometria, Tipo sanguíneo + RH
- ECG de 12 derivações
- Radiografia de tórax (alargamento de mediastino em 60% dos casos)
- Indicação de INTERNAÇÃO EM UTI - 100% dos casos
- NÃO LIBERAR ALTA EM HIPÓTESE ALGUMA
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# ANALGESIA IMEDIATA (escolher UMA opção)
01. Morfina (10mg/mL) – Diluir 1mL (10mg) + 9mL de SF0,9% = 10mL (1mg/mL), 
    aplicar 2 a 4mL EV em bólus lento. Repetir 2-4mL a cada 5-15 min se necessário até controle da dor.
    OU
    Fentanil (50mcg/mL) – Aplicar 2mL (100mcg) EV em bólus lento. Repetir 1-2mL se necessário.

# CONTROLE DA FC (ANTES DO CONTROLE DA PA - escolher UMA opção)
# META: FC < 60 bpm
02. Metoprolol (5mg/5mL) – Aplicar 5mL EV em bólus lento (em 5 minutos). 
    Repetir dose a cada 15 minutos até 3 doses (máximo 15mg) ou até atingir meta de FC <60 bpm.
    OU
    Esmolol (2500mg/10mL) – Diluir 10mL (2500mg) + 240mL de SG5% = 250mL (10mg/mL).
    Dose de ataque: 500 mcg/kg EV em 1 minuto.
    Manutenção: 25-50 mcg/kg/min em BIC (ajustar conforme resposta).

# CONTROLE DA PA (APÓS CONTROLE DA FC - escolher UMA opção)
# META: PAS 100-120 mmHg
03. Nitroprussiato de Sódio - Nipride (50mg/2mL) – Diluir 2mL (50mg) + 248mL de SG5% = 250mL.
    Iniciar BIC a 5mL/h (0,3 mcg/kg/min). Titular até atingir PAS 100-120 mmHg. Máximo: 10 mcg/kg/min.
    Proteger da luz (envolver equipo com papel alumínio). Trocar solução a cada 24h.
    OU
    Nitroglicerina - Tridil (5mg/mL) – Diluir 10mL (50mg) + 240mL de SG5% = 250mL.
    Iniciar BIC a 2mL/h (10-20 mcg/min). Titular progressivamente até atingir PAS 100-120 mmHg.

# ANTIEMÉTICO (se náuseas/vômitos)
04. Ondansetrona (4mg/2mL) – Diluir 01 ampola (2mL) + 8mL de SF0,9%, aplicar 10mL EV lento em 3-5 min.

# HIDRATAÇÃO (manter acesso venoso pérvio)
05. Soro Fisiológico 0,9% 500mL – Manter acesso venoso com 20-40 mL/h (KVO - keep vein open).
    NÃO fazer expansão volêmica vigorosa (risco de piorar dissecção).
Para casa:
NÃO HÁ PRESCRIÇÃO DE ALTA DOMICILIAR

Dissecção Aguda de Aorta é EMERGÊNCIA ABSOLUTA com indicação de internação em UTI 
e manejo cirúrgico urgente (Stanford A) ou internação para tratamento clínico intensivo (Stanford B).

LETALIDADE: 1-2% por hora nas primeiras 48h se não tratada adequadamente.

CONDUTA OBRIGATÓRIA:
- Internação em UTI
- Avaliação da cirurgia cardiovascular/torácica
- Angiotomografia de aorta urgente
- Tratamento cirúrgico urgente (Stanford tipo A)
- Tratamento clínico intensivo ou endovascular (Stanford tipo B complicado)

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

NÃO HÁ PRESCRIÇÃO DE ALTA DOMICILIAR PARA DISSECÇÃO AGUDA DE AORTA

Dissecção Aguda de Aorta é EMERGÊNCIA CARDIOVASCULAR ABSOLUTA com:

NUNCA liberar alta para pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de DAA.

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Cardiovasculares

Taquicardia Supraventricular (TSV)

Guia completo para manejo de TSV no pronto-socorro: manobras vagais, adenosina, cardioversão e alta segura. Inclui prescrições práticas, dosagens e orientações.

Paciente típico: Mulher jovem, previamente hígida, com episódio súbito de palpitações rápidas e regulares, associadas a desconforto torácico leve, tontura e sensação de coração acelerado.

 

🩺 Guia rápido

ℹ️ Clique nos tópicos abaixo para ver detalhes

História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere início súbito de palpitações há ❓ horas/minutos, com sensação de coração acelerado e regular. Refere ❓ episódios prévios semelhantes. Associa desconforto torácico leve, tontura e ansiedade. Nega síncope, dispneia intensa ou dor torácica anginosa. Nega febre ou outros sintomas. Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, lúcida e orientada, ansiosa, taqui. corada, hidratada, anictérica, acianótica.
ACV: Taquicárdica, ritmo regular, bulhas normofonéticas, sem sopros. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos.
AP: Murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios.
Abdome: Plano, flácido, indolor, sem visceromegalias.
Extremidades: Sem edemas, panturrilhas livres.

# HD
- Taquicardia Supraventricular Paroxística

# Conduta
- Monitorização contínua + ECG 12 derivações
- Acesso venoso periférico calibroso em fossa cubital
- Manobras vagais (Valsalva modificada)
- Se não reverter: Adenosina 6mg EV em bolus rápido
- Se refratária: Cardioversão elétrica sincronizada
- Após reversão: observação por 2h e alta com orientações
- Dispensado de afastamento do trabalho (se assintomático após reversão)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
MOVE (Monitorização + O2 se SatO2 < 90% + Venoso + ECG)

# MANOBRAS VAGAIS (primeira linha)
- Manobra de Valsalva modificada
- Se não reverter em 2-3 tentativas → prosseguir para adenosina

# ADENOSINA (primeira linha farmacológica)
01. Adenosina 6mg/2mL – 01 ampola (2mL), EV em bolus rápido em fossa cubital + flush SF 20mL + elevar membro
    * Se não reverter: repetir com 12mg após 2 minutos
    * Se não reverter: repetir com 18mg após 2 minutos

# SE REFRATÁRIA À ADENOSINA (paciente estável)
02. Considerar cardioversão elétrica sincronizada (50-100J)
    * Sedação: Midazolam 0,05-0,1mg/kg EV lento antes do procedimento

# SE INSTABILIDADE HEMODINÂMICA
- Cardioversão elétrica sincronizada imediata (50-100J)
Para casa:
# Paciente assintomático após reversão, sem necessidade de medicação domiciliar
# Orientações e retorno em caso de novos episódios

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

Pacientes com TSV revertida e assintomáticos geralmente NÃO necessitam de medicação domiciliar. A seguir, medicações para casos específicos:

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Cardiovasculares

Taquicardia Ventricular (TV)

Guia de Atendimento: Taquicardia Ventricular (TV)

Guia prático de manejo emergencial da TV com prescrições detalhadas, diferenciação diagnóstica e condutas para pacientes estáveis e instáveis no pronto-socorro e alta hospitalar.

Paciente típico: Adulto com cardiopatia estrutural prévia (isquêmica, chagásica, dilatada) ou IAM recente, apresentando palpitações de início súbito, taquicardia de QRS largo (>120ms) e FC >100 bpm, podendo estar hemodinamicamente estável ou evoluir rapidamente para instabilidade.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere palpitações de início súbito há ❓ minutos/horas, de forte intensidade.
Refere tontura, dispneia aos esforços e precordialgia atípica.
Nega síncope. Nega sudorese fria.
Relata história prévia de cardiopatia [isquêmica/chagásica/dilatada].
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, consciente e orientado, taquicárdico, normocorado, acianótico, hidratado.
ACV: Taquicárdico, bulhas rítmicas ou arrítmicas, sem sopros audíveis.
AR: Murmúrio vesicular preservado bilateralmente, sem ruídos adventícios.
Abdome: Plano, flácido, indolor, sem visceromegalias.
MMII: Sem edemas, pulsos periféricos palpáveis e simétricos.

# HD
- Taquicardia Ventricular [Sustentada/Não sustentada] [Monomórfica/Polimórfica]
- [Paciente estável/instável hemodinamicamente]

# Conduta
- Admissão imediata em sala de emergência com monitorização contínua
- Avaliação de estabilidade hemodinâmica
- Se instável: cardioversão elétrica sincronizada imediata
- Se estável: considerar cardioversão elétrica ou tratamento farmacológico
- ECG de 12 derivações + investigação de causa-base
- Coleta de exames laboratoriais: eletrólitos, troponina, função renal
- Correção de distúrbios eletrolíticos identificados
- Internação hospitalar para investigação etiológica e avaliação para CDI
- Afastamento médico por ❓ dias (geralmente internação prolongada)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:

CENÁRIO: TV MONOMÓRFICA ESTÁVEL COM CARDIOPATIA ESTRUTURAL

01. AMIODARONA 150mg/3mL (50mg/mL) – 01 ampola diluída em 100mL de SG5%, EV, em 10 minutos

# SE REVERSÃO BEM-SUCEDIDA - MANUTENÇÃO:
02. AMIODARONA 900mg (06 ampolas) em 500mL SG5% – 1mg/min por 6h, depois 0,5mg/min por 18h

# SE REFRATÁRIO À AMIODARONA:
03. LIDOCAÍNA 2% (20mg/mL) – 1mg/kg (❓mL conforme peso), EV, em 2-5 minutos

# SINTOMÁTICOS SE NECESSÁRIO:
04. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL de SF0,9%, IM

05. Diazepam 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL), EV lento, em 3-5 min
Para casa:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Pacientes com TV sustentada geralmente requerem internação hospitalar e não recebem alta imediata. A prescrição domiciliar só se aplica após estabilização completa, investigação cardiológica e decisão da equipe assistente.

01. Amiodarona 200mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h por 7 dias
Depois tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h por 7 dias
Depois tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia
(Manutenção conforme orientação cardiológica)

02. AAS 100mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, após café da manhã

03. Carvedilol 6,25mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h
(Dose conforme orientação cardiológica)
Para casa (receituário especial):
Não aplicável para alta imediata do PS.
Prescrição de manutenção será definida pela equipe de cardiologia após internação e investigação completa.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

⚠️ OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: A maioria dos pacientes com TV SUSTENTADA requer INTERNAÇÃO HOSPITALAR para investigação etiológica, estabilização e avaliação para implante de CDI (cardiodesfibrilador implantável). A prescrição domiciliar abaixo aplica-se SOMENTE a casos selecionados após:

Para TV NÃO SUSTENTADA (<30 segundos), o foco é tratamento da causa-base e acompanhamento ambulatorial precoce.

 

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Cardiovasculares

Fibrilação Atrial (FA) e Flutter

FIBRILAÇÃO ATRIAL (FA) E FLUTTER ATRIAL

Guia completo para manejo emergencial de FA e Flutter: controle de frequência/ritmo, cardioversão química/elétrica, anticoagulação, prescrições práticas no PS e alta hospitalar com orientações baseadas em diretrizes atualizadas.

Paciente típico: Adulto (50-70 anos), portador de hipertensão arterial sistêmica ou diabetes, que apresenta palpitações irregulares de início súbito ou insidioso, podendo estar associadas a dispneia, precordialgia atípica, tontura ou síncope. Pode ser assintomático e descoberto incidentalmente ao ECG.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere palpitações irregulares de início há ❓ horas/dias, associadas a:
- Dispneia aos esforços ou em repouso
- Tontura ou lipotimia
- Dor torácica atípica ou desconforto precordial
- Astenia
- Sudorese
- Nega síncope, dor torácica típica, febre
- Antecedentes: HAS, DM, cardiopatia estrutural, valvopatias, DPOC, hipertireoidismo
- Sem alergias medicamentosas conhecidas

# Exame físico
REG/BEG, taquicárdico(a), normocorado(a), acianótico(a), hidratado(a)
ACV: Ritmo cardíaco irregular, bulhas arrítmicas, sem sopros. Pulsos periféricos presentes e simétricos
AR: MVF sem ruídos adventícios
Abd: Plano, flácido, indolor, sem VMG
MMII: Sem edema

# HD
- Fibrilação Atrial com resposta ventricular rápida/controlada
OU
- Flutter Atrial com condução 2:1 (ou variável)

# Conduta
- Avaliação de estabilidade hemodinâmica
- ECG 12 derivações + monitorização contínua
- Acesso venoso periférico
- Exames: hemograma, função renal, eletrólitos (Na, K, Mg), TSH, T4 livre, troponina, BNP
- Se INSTÁVEL (hipotensão, EAP, isquemia): cardioversão elétrica URGENTE
- Se ESTÁVEL: controle de frequência OU controle de ritmo (conforme tempo de FA)
- Avaliação de anticoagulação (tempo de FA e escore CHA2DS2-VASc)
- Investigar e tratar causas secundárias
- Observação: ❓ horas
- Alta com acompanhamento cardiológico em 7-15 dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
PACIENTE ESTÁVEL - CONTROLE DE FREQUÊNCIA

01. Metoprolol 5mg/5mL (1mg/mL) – 01 ampola (5mL), EV lento em 2 minutos
Repetir a cada 5 minutos se necessário, até dose máxima de 20mg (04 ampolas)

02. ANTICOAGULANTE (se indicado - avaliar CHA2DS2-VASc)
Enoxaparina 60mg (0,6mL) – 01 seringa, SC, agora
OU
Heparina 5.000UI/mL – dose conforme peso (80 UI/kg), EV em bolus

03. SE NECESSÁRIO - SEDAÇÃO PARA CARDIOVERSÃO ELÉTRICA
Midazolam 5mg/5mL (1mg/mL) – 02-03 ampolas (10-15mg), EV lento
+
Propofol 10mg/mL – 20mL (200mg ou 2,5mg/kg), EV lento

# SE INSTÁVEL OU REFRATÁRIO AO CONTROLE DE FREQUÊNCIA
04. AMIODARONA 150mg/3mL (50mg/mL)
Dose de ataque: 5-7mg/kg (❓ ampolas) + SG 5% 100mL, EV em 30-60 minutos
Manutenção: 18mL (06 ampolas) + SG 5% 482mL em BIC, 1mg/min (33mL/h) por 6h,
depois 0,5mg/min (16,6mL/h) por 18h
Para casa:
CONTROLE DE FREQUÊNCIA - VIA ORAL

01. Metoprolol 25mg OU 50mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h

02. Enoxaparina 40mg ––––––––––– 14 seringas (se anticoagulação indicada)
Aplicar 01 seringa, SC, 1x/dia até retorno com cardiologista
(Avaliar transição para anticoagulante oral conforme seguimento)

03. Furosemida 40mg ––––––––––– 30 comprimidos (se congestão/IC)
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia pela manhã
Para casa (receituário especial):
CONTROLE DE RITMO - SE CARDIOVERTIDO E SEM DOENÇA ESTRUTURAL

01. Propafenona 300mg ––––––––––– 60 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h por 30 dias

OU (se doença estrutural cardíaca presente)

01. Amiodarona 200mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h por 7 dias,
depois 01 comprimido, VO, 1x/dia

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Cardiovasculares

Bradiarritmias

Guia prático para atendimento, prescrição e manejo de bradiarritmias no pronto-socorro, com foco em reconhecimento de instabilidade hemodinâmica, tratamento farmacológico e indicações de marcapasso.

Paciente típico: Idoso, 65-75 anos, com história de insuficiência cardíaca ou doença arterial coronariana, em uso de medicamentos cardiovasculares (betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio, digoxina), apresentando tonturas, fraqueza, confusão mental ou síncope. FC entre 30-45 bpm.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente de ❓ anos, refere tonturas e fraqueza há ❓ dias
Episódio de síncope há ❓ horas
Associado a náuseas e confusão mental
Uso de betabloqueador/digoxina/BCC
Nega dor torácica, dispneia intensa ou palpitações
Nega alergias medicamentosas

# Exame físico
REG, corado, hidratado, sonolento/confuso
AC: RCR 2T, bradicárdico, sem sopros
AP: MV presente bilateralmente, sem ruídos adventícios (ou crepitantes em bases se IC descompensada)
Abdome: plano, RHA+, flácido, indolor
Extremidades: pulsos periféricos palpáveis, TEC < 3s

# HD
- Bradiarritmia sintomática (com instabilidade hemodinâmica)
- Investigar: intoxicação medicamentosa, distúrbio eletrolítico, isquemia

# Conduta
- Monitorização contínua + ECG 12 derivações urgente
- Acesso venoso calibroso + oxigenioterapia se necessário
- Atropina 0,5mg EV em bolus (repetir a cada 3-5min até 3mg)
- Se refratário: considerar dopamina/adrenalina em BIC ou marcapasso transcutâneo
- Exames: hemograma, função renal, eletrólitos, troponina, digoxinemia
- Cardio/UTI: considerar marcapasso transvenoso se BAV avançado
- Afastamento: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. ATROPINA 0,5mg/mL – 01 ampola (1mL), EV em bolus
    (repetir a cada 3-5 minutos até dose máxima de 3mg se bradicardia persistente)

02. SOLUÇÃO FISIOLÓGICA 0,9% 500mL – 01 bolsa, EV, correr em 30 minutos
    (se hipotensão associada)

# SE REFRATÁRIO À ATROPINA:
03. DOPAMINA 50mg/10mL – 05 ampolas (50mL) + SG5% 200mL, EV em BIC
    Iniciar 5-10 mcg/kg/min (dose beta-1), titular conforme resposta

# OU
04. ADRENALINA 1mg/mL – 01 ampola (1mL) + SF0,9% 249mL, EV em BIC
    Iniciar 2-10 mcg/min, titular conforme resposta

# SE INTOXICAÇÃO POR BCC:
05. GLUCONATO DE CÁLCIO 10% – 03 ampolas (30mL), EV lento em 10-20 min
    (pode repetir ou BIC 0,6-1,2 mg/kg/min)

# SE INTOXICAÇÃO POR BETABLOQUEADOR:
06. GLUCAGON 1mg – 03-10mg EV em bolus lento, seguido de BIC 3-5 mg/h

# SE INTOXICAÇÃO POR DIGITÁLICO:
07. FRAGMENTO DE ANTICORPO ANTIDIGOXINA – conforme digoxinemia
    (01 ampola neutraliza 0,5mg de digoxina, administrar em 30 min)
Para casa:
NÃO SE APLICA

Bradicardia sintomática requer internação hospitalar para investigação,
monitorização e tratamento da causa de base.

Paciente NÃO deve receber alta do pronto-socorro.

Encaminhar para:
- UTI/Cardiologia se instabilidade hemodinâmica
- Leito de observação/enfermaria se estável após tratamento inicial
Para casa (receituário especial):
NÃO SE APLICA

Paciente com bradiarritmia sintomática requer internação hospitalar.

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

NÃO SE APLICA

Bradicardia sintomática é condição de emergência que requer internação hospitalar para:

PACIENTE NÃO DEVE RECEBER ALTA DO PRONTO-SOCORRO

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Cardiovasculares

Dor precordial aguda

Guia prático para abordagem da dor precordial aguda no pronto-socorro: estratificação de risco, prescrições, antiagregação, anticoagulação e critérios para alta ou internação.

Paciente típico: Adulto, 50-65 anos, com dor torácica retroesternal em peso/aperto, irradiação para MSE, náuseas, sudorese, fatores de risco cardiovasculares (HAS, DM, tabagismo, dislipidemia).

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor/desconforto precordial ou retroesternal há ❓ horas/dias, em aperto/peso/pressão/queimação, com/sem irradiação para MSE, mandíbula ou ombro esquerdo, de forte/moderada intensidade, com/sem fator desencadeante, com/sem melhora ao repouso.
Relata/nega episódio prévio semelhante.
Associa/Nega sudorese, náuseas, vômitos, dispneia.
Relata/nega história de ❓ (HAS, DM, tabagismo, dislipidemia, história familiar). 
Nega febre. Nega trauma torácico. 
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG/BEG, consciente, orientado, vigil, TEC < 3s
AR: MV+ bilateral, sem RA
ACV: RCR 2T, BNF, sem sopros
Abdome: plano, flácido, indolor, RHA+
MMII: sem edema, pulsos simétricos e palpáveis
Demais sistemas sem alterações relevantes

# HD
- Dor precordial aguda a esclarecer (SCA? Ansiedade?)

# Conduta
- ECG 12 derivações
- Solicito exames laboratoriais (troponina, eletrólitos, ureia, creatinina, hemograma, pcr)
- Rx tórax PA
- Prescrevo sintomáticos
- Oriento retorno para reavaliação após medicação
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# Se iniciar protocolo SCA
01. AAS 100mg – Fazer 3 comprimidos (300mg) VO mastigado
02. Clopidogrel 75mg – Fazer 4 cp (300mg) VO (dobrar dose se IAM com SST)
03. Enoxaparina 60mg/0,6mL - 01 ampola, SC  

# ANALGESIA SE DOR PERSISTENTE/INTENSA:
04. Morfina 10mg/mL – 1mL + 9mL SF0,9%, fazer 2-4mL EV lento (considerar apenas se dor refratária)

# SE DOR PERSISTENTE (após exclusão de contraindicações como hipotensão, IAM de VD, uso de viagra):
05. Dinitrato de Isossorbida 5mg – Fazer 1 cp sublingual, repetir até 3x de 5/5 min
OU
05. Nitroglicerina 25mg/5mL (Tridil) – Diluir 10mL + 240mL de SG5% EV em BIC, iniciar a 3mL/h e reavaliar

# ANTIEMÉTICO SE NÁUSEA/VÔMITO:
06. Bromoprida 10mg/2mL – 2mL + 18mL AD EV lento

# SE ECG E TROPONINAS NORMAIS
01. Dipirona 1g/2mL - 1 ampola, IM

# Se ansiedade
02. Diazepam 10mg – Tomar 1 comprimido, VO
Para casa:
SOMENTE SE DESCARTADA SCA, RISCO BAIXO, ECG E TROPONINAS NORMAIS

01. Dipirona 500mg ––––––––––– 1 caixa
Tomar 1 a 2 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

⚠️ IMPORTANTE: Alta hospitalar para casa SOMENTE se:

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Metabólicas

Doenças Metabólicas

Hipoglicemia

HIPOGLICEMIA - GUIA DE PRESCRIÇÃO E MANEJO

Guia prático para tratamento de hipoglicemia no pronto-socorro: abordagem inicial, prescrições para PS e alta, orientações ao paciente e CID-10.

Paciente típico: Paciente diabético em uso de insulina ou glibenclamida, com sudorese, tremores, taquicardia, confusão mental ou alteração do nível de consciência.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente diabético tipo ❓ (1 ou 2), em uso de ❓ (insulina/hipoglicemiante oral), refere quadro de sudorese intensa, tremores, palpitações e taquicardia há ❓ minutos/horas. Refere ter aplicado insulina há ❓ horas e não se alimentou adequadamente. Nega dor torácica, dispneia, febre. Relata episódio de hipoglicemia prévia há ❓ dias.

Sem alergias medicamentosas conhecidas.

# Exame físico
REG, taqui/sudoreico, descorado ❓/4+, hidratado, eupneico em ar ambiente.
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm (taquicárdico) | FR: ❓ irpm | Tax: ❓°C | SatO₂: ❓% (AA) | HGT: ❓ mg/dL (< 70 mg/dL)

Neurológico: Glasgow ❓, confuso/sonolento/torporoso (conforme gravidade), sem sinais de localização.
CV: Taquicárdico, ritmo regular, bulhas normofonéticas, sem sopros.
Respiratório: MVF sem RA.
Abdome: Plano, RHA+, flácido, indolor à palpação.

# HD
- Hipoglicemia ❓ (leve/grave) em paciente diabético

# Conduta
- Glicemia capilar imediata
- Se DX < 70 mg/dL e paciente consciente/capaz de deglutir: oferecer 15g de carboidrato VO
- Se DX < 54 mg/dL ou paciente incapaz de deglutir: Glicose 50% 40 mL EV em bolus
- Manter SG 5% 100 mL/h até estabilização
- Monitorizar HGT de 15/15 min até normalização
- Após reversão (DX > 70 mg/dL), oferecer lanche
- Investigar causa: dose excessiva de insulina/hipoglicemiante, jejum prolongado, atividade física intensa
- Observação por no mínimo 2 horas antes da alta
- Alta com orientações sobre prevenção de novos episódios
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# HIPOGLICEMIA GRAVE (DX < 54 MG/DL OU INCAPAZ DE DEGLUTIR)

01. Glicose 50% (5g/10mL) – administrar 40 mL (04 ampolas), via EV, em bolus, agora
02. SG 5% 500 mL – administrar via EV a 100 mL/h (33 gts/min), até estabilidade clínica
03. Monitorizar glicemia capilar de 15/15 minutos

# SE PACIENTE ALCOOLISTA, DESNUTRIDO OU SUSPEITA DE DEFICIÊNCIA DE TIAMINA
04. Tiamina 100mg/1mL – administrar 300mg (03 ampolas) + 100 mL SF 0,9%, via EV lento, agora
05. Tiamina 100mg/1mL – administrar 100mg (01 ampola) + 100 mL SF 0,9%, via EV, de 8/8h

# SE SEM ACESSO VENOSO DISPONÍVEL
Glucagon 1mg/1mL – administrar 01 a 02 mL (1 a 2 mg), via IM, dose única, agora

# APÓS REVERSÃO (DX > 70 MG/DL)
Oferecer lanche (carboidrato complexo + proteína)
Manter observação por no mínimo 2 horas
Para casa:
01. Dextrosol 15g (ou similar) ––––––––––– 10 envelopes
Dissolver 01 envelope em 100 mL de água e tomar imediatamente se apresentar sintomas de hipoglicemia (sudorese, tremores, palpitações). Repetir após 15 minutos se sintomas persistirem e procurar atendimento médico.

# ORIENTAÇÕES
- Sempre carregar fonte de carboidrato de rápida absorção (balas, sachês de açúcar, gel de glicose)
- Alimentar-se regularmente a cada 3-4 horas
- Ajustar dose de insulina/hipoglicemiante com endocrinologista
- Monitorizar HGT regularmente, especialmente antes de dirigir ou atividades físicas
- Usar pulseira de identificação de diabético

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Metabólicas

Hiperglicemia

HIPERGLICEMIA

Guia prático para manejo de hiperglicemia no pronto-socorro: hidratação, insulinoterapia, correção eletrolítica. Aborda desde hiperglicemia simples até cetoacidose diabética e estado hiperosmolar.

Paciente típico: Paciente diabético, 45-65 anos, com glicemia >250mg/dL, poliúria, polidipsia, fadiga. Pode apresentar desde hiperglicemia isolada até quadros graves como cetoacidose diabética (náuseas, vômitos, dor abdominal, taquipneia) ou estado hiperosmolar (rebaixamento do nível de consciência, desidratação grave).

 

🩺 Guia rápido

ℹ️ Clique nos tópicos abaixo para ver detalhes

História clínica típica
# História Clínica
Paciente diabético, apresenta quadro de poliúria e polidipsia há ❓ dias, associado a fadiga, perda ponderal de ❓ kg e visão turva. Relata falta de adesão ao tratamento medicamentoso há ❓ semanas. Nega febre, dor torácica ou dispneia. Em casos graves: náuseas, vômitos há ❓ dias, dor abdominal difusa, confusão mental.

Comorbidades: DM tipo ❓ há ❓ anos, HAS.
Medicações em uso: ❓ (insulina/hipoglicemiante oral).
Alergias: nega.

# Exame físico
REG/BEG, desidratado (+/++/+++), mucosas secas, turgor cutâneo diminuído.
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm (taquicardia comum) | FR: ❓ irpm (taquipneia se CAD) | Tax: ❓°C | Sat O2: ❓% | HGT: ❓ mg/dL (geralmente >250mg/dL).
Hálito cetônico (se CAD).
Respiração de Kussmaul (se acidose metabólica grave).
ACV: bulhas rítmicas normofonéticas, sem sopros.
AR: murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios.
Abd: plano, flácido, indolor à palpação, RHA+.
Neuro: consciente e orientado (ou confuso/sonolento se grave), Glasgow ❓, sem déficits focais.

# HD
- Hiperglicemia (especificar: leve/moderada/grave)
- Cetoacidose diabética (se pH <7,3, HCO3 <18, cetose)
- Estado hiperglicêmico hiperosmolar (se osmolaridade >320, sem cetose significativa)
- Diabetes mellitus descompensado

# Conduta
- Classificação de risco: avaliar se CAD/EHH (AMARELO/VERMELHO) ou hiperglicemia simples (VERDE/AMARELO)
- Acesso venoso calibroso
- Coleta de exames: gasometria arterial, hemograma, função renal, eletrólitos (Na, K, Cl), glicemia, EAS, Rx tórax
- Hidratação venosa vigorosa (SF 0,9%)
- Insulinoterapia se indicado (glicemia >250mg/dL com sintomas ou CAD/EHH)
- Correção de distúrbios eletrolíticos (principalmente potássio)
- Investigar e tratar fator desencadeante (infecção, IAM, AVC, não adesão)
- Monitorização contínua e HGT 1/1h
- Internação hospitalar se CAD/EHH ou descompensação grave
- Alta com ajuste de tratamento ambulatorial se hiperglicemia leve e paciente estável
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:

CENÁRIO 1: Hiperglicemia leve a moderada (250-400 mg/dL) sem CAD/EHH

01. Soro Fisiológico 0,9% 500 mL, EV, em 1 hora
02. Insulina Regular 100 UI/mL – 0,1 UI/kg (❓ UI), SC, dose única
03. Glicemia capilar 1/1h – reavaliar necessidade de nova dose

# Orientações
- Reavaliar após 2-4 horas
- Se HGT persistir >250mg/dL: considerar nova dose de insulina ou internação
- Investigar fator desencadeante

CENÁRIO 2: Cetoacidose diabética ou Estado hiperosmolar

01. Dieta oral ZERO
02. Soro Fisiológico 0,9% 1500 mL, EV, em 1 hora
03. Soro Fisiológico 0,9% 500 mL/h, EV – iniciar após item 2
04. Monitorização contínua
05. Glicemia capilar de 1/1h

# Aguardar exames laboratoriais para ajuste de prescrição

# Após resultados laboratoriais:
06. Insulina Regular 100 UI (1mL) + SF 0,9% 99mL = 100mL
    Infundir 0,1 UI/kg/h em bomba de infusão contínua (paciente 70kg = 7mL/h)
    
07. Reposição de potássio (se K entre 3,3-5,0 mEq/L):
    KCl 19,1% 10mL em SF 0,9% 1000mL, EV, em 2 horas
    
08. Bicarbonato de sódio 8,4% (SE pH <7,0):
    - pH entre 6,9-7,0: HCO3 8,4% 50mL + AD 500mL, EV, em 4h
    - pH <6,9: HCO3 8,4% 100mL + AD 500mL, EV, em 4h

# Ajustes conforme HGT:
- Queda >75 mg/dL/h: reduzir insulina pela metade
- Queda <50 mg/dL/h: dobrar velocidade de infusão
- HGT 200-250mg/dL: iniciar SG 5% concomitante, reduzir insulina para 0,05 UI/kg/h

# Internação em UTI ou enfermaria
Para casa:

OBSERVAÇÃO: Hiperglicemia grave (CAD/EHH) requer internação. Alta apenas para casos leves/moderados estáveis.

01. Insulina NPH ❓ UI ––––––––––– 01 frasco-ampola
    Aplicar ❓ UI, SC, pela manhã e ❓ UI à noite (ajustar dose conforme orientação)
    Uso contínuo
    
02. Metformina 850mg ––––––––––– 60 comprimidos
    Tomar 01 comprimido, VO, 2 a 3 vezes ao dia, às refeições
    Uso contínuo
    OU
    Glibenclamida 5mg ––––––––––– 30 comprimidos
    Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã, antes do café
    Uso contínuo
    
03. Orientações sobre dieta, atividade física e adesão ao tratamento

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

IMPORTANTE: Alta domiciliar APENAS para hiperglicemia leve/moderada estabilizada. Casos de CAD/EHH necessitam internação.

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Metabólicas

Cirrose Hepática Agudizada

Guia prático para manejo da cirrose hepática descompensada com ascite, encefalopatia e peritonite bacteriana espontânea no pronto-socorro.

Paciente típico: Paciente cirrótico, 55-65 anos, etilista crônico, com ascite volumosa, edema de membros inferiores, confusão mental leve a moderada, pode apresentar febre e dor abdominal difusa.

 

🩺 Guia rápido

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Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Ceftriaxona 1000mg/mL – 01 ampola (1g), EV, de 24/24h
02. Furosemida 20mg/2mL – 02 ampolas (40mg), EV
03. Espironolactona 25mg – 04 comprimidos (100mg), VO
04. Lactulose 667mg/mL – 30mL, VO, de 8/8h
05. Albumina 20% 100mL – 01 frasco, EV (se paracentese > 5L)
Para casa:
01. Espironolactona 25mg – Tomar 04 comprimidos, VO, pela manhã, por 30 dias
02. Furosemida 40mg – Tomar 01 comprimido, VO, pela manhã, por 30 dias
03. Lactulose 667mg/mL – Tomar 20-30mL, VO, de 8/8h, ajustar para 2-3 evacuações diárias
04. Propranolol 40mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 30 dias

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Metabólicas

Cetoacidose Diabética (CAD)

Guia completo para manejo da cetoacidose diabética: hidratação venosa, insulinoterapia, correção de eletrólitos, identificação de fatores precipitantes. Inclui prescrições práticas, critérios diagnósticos, classificação de gravidade e orientações para internação.

Paciente típico: Adulto jovem (18-44 anos) com diabetes tipo 1, apresentando poliúria, polidipsia, náuseas, vômitos e dor abdominal há ❓ dias. Pode ter histórico de omissão de doses de insulina ou quadro infeccioso intercorrente.


🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente diabético tipo 1, ❓ anos, com história de poliúria e polidipsia há ❓ dias, associado a náuseas e vômitos há ❓ horas. Refere emagrecimento de ❓ kg no último mês. Relata ter omitido algumas doses de insulina nos últimos dias. Nega febre inicialmente, mas refere fraqueza intensa e confusão mental nas últimas ❓ horas.

Sintomas associados: dor abdominal difusa, tosse produtiva há ❓ dias, letargia progressiva.

Nega alergias medicamentosas.

Fatores precipitantes investigados: infecção respiratória/urinária, uso irregular de insulina.

# Exame físico
Estado geral: Paciente prostrado, desidratado (+++/4+), mucosas secas, turgor diminuído.
Sinais vitais: PA ❓ mmHg, FC ❓ bpm (taquicárdico), FR ❓ irpm (taquipneico), Tax ❓°C, SatO2 ❓% em ar ambiente.
Hálito cetônico presente.
Padrão respiratório: Respiração de Kussmaul (respirações profundas e rápidas).
Nível de consciência: Glasgow ❓ (alerta/sonolento/estuporoso).
Cardiovascular: Taquicárdico, bulhas rítmicas normofonéticas, sem sopros.
Respiratório: Murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios.
Abdome: Flácido, difusamente doloroso à palpação, sem sinais de irritação peritoneal, RHA presentes.
Extremidades: Perfusão periférica lentificada, pulsos palpáveis.

# HD
- Cetoacidose diabética (leve/moderada/grave - classificar após exames)
- Diabetes mellitus tipo 1 descompensado
- Investigar fator precipitante: pneumonia/ITU/omissão de insulina

# Conduta
- Estabilização inicial: ABC, acesso venoso calibroso (2 acessos se possível)
- Expansão volêmica vigorosa com SF 0,9% 1000-1500 mL em 1 hora
- Coleta de exames: gasometria, glicemia, eletrólitos (Na, K, Cl), função renal, hemograma, EAS, cetonemia/cetonúria
- Iniciar insulinoterapia EV em BIC após K > 3,3 mEq/L
- Reposição de potássio conforme protocolo
- Hidratação venosa contínua guiada por Na corrigido
- Monitorização contínua: HGT 1/1h, sinais vitais, débito urinário
- Investigar e tratar foco infeccioso
- Internação hospitalar obrigatória (UTI se CAD moderada/grave)
- Afastamento: internação hospitalar até resolução da CAD
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# FASE 1: ESTABILIZAÇÃO E EXPANSÃO VOLÊMICA (primeira hora)
01. SF 0,9% 1500 mL – EV, correr em 1 hora (15-20 mL/kg)
02. Glicemia capilar – 1/1h
03. Monitorização contínua (PA, FC, FR, SatO2, ECG)
04. Dieta zero

# AGUARDAR RESULTADOS LABORATORIAIS (K+, Na, gasometria, glicemia)

# FASE 2: HIDRATAÇÃO CONTÍNUA (após expansão inicial)
05. Escolher conforme Na corrigido*:
    - Se Na corrigido < 135: SF 0,9% 500 mL/h EV
    - Se Na corrigido ≥ 135: NaCl 0,45%** 500 mL/h EV

# FASE 3: INSULINOTERAPIA (iniciar apenas se K > 3,3 mEq/L)
06. Insulina regular 100 UI (1 mL) + SF 0,9% 99 mL (concentração: 1 UI/mL)
    Administrar 0,1 UI/kg/h EV em BIC
    Exemplo paciente 70 kg: correr a 7 mL/h na bomba de infusão

# REPOSIÇÃO DE POTÁSSIO (associar à hidratação)
07. Escolher conforme K sérico:
    - Se K < 3,3 mEq/L: KCl 19,1% 20 mL + SF 0,9% 1000 mL, EV, correr em 1-2h
      (NÃO iniciar insulina até K > 3,3)
    - Se K 3,3-5,0 mEq/L: KCl 19,1% 10 mL + SF 0,9% 1000 mL, EV, a cada 2h
    - Se K > 5,0 mEq/L: aguardar e reavaliar K em 2h

# CORREÇÃO DE ACIDOSE GRAVE (apenas se pH < 7,0)
08. Bicarbonato de sódio 8,4% 100 mL + SF 0,9% 400 mL, EV, correr em 2h
    Reavaliar pH em 2h

# MEDICAÇÕES SINTOMÁTICAS
09. Metoclopramida 10 mg/2 mL – 01 ampola (10 mg) diluída em 8 mL de AD, EV lento, até 8/8h se náuseas/vômitos
10. Dipirona 500 mg/mL – 01 ampola (2 mL = 1g) + 8 mL de SF 0,9%, EV lento, até 6/6h se dor ou febre
11. Omeprazol 40 mg – EV, 1x/dia pela manhã (proteção gástrica)

# AJUSTES CONFORME EVOLUÇÃO
- Quando HGT < 250 mg/dL: Reduzir insulina para 0,05 UI/kg/h + Iniciar SG 5% 250 mL/h
- Alvo glicêmico: manter entre 150-200 mg/dL até resolução da CAD
- Reavaliar eletrólitos a cada 2-4h, gasometria a cada 4h

*Na corrigido = Na sérico + [1,6 × (glicemia - 100)/100]
**NaCl 0,45% = SF 0,9% 250 mL + água destilada 250 mL

Para casa:
⚠️ IMPORTANTE: Cetoacidose diabética requer INTERNAÇÃO HOSPITALAR obrigatória.
Não há alta direta do pronto-socorro para casa.

Após resolução da CAD e alta hospitalar, o paciente deverá:

01. Insulina NPH ❓ UI ––––––––––– conforme ajuste hospitalar
Aplicar ❓ UI SC pela manhã (antes do café) e ❓ UI SC à noite (antes do jantar)
Uso contínuo

02. Insulina regular ❓ UI ––––––––––– conforme ajuste hospitalar
Aplicar ❓ UI SC antes das principais refeições (café, almoço, jantar)
Ajustar conforme glicemia capilar e orientação da endocrinologia
Uso contínuo

03. Glicosímetro e fitas reagentes ––––––––––– 
Realizar glicemia capilar antes das refeições e ao deitar (4-6x/dia)
Anotar resultados para ajuste de doses

# ORIENTAÇÕES GERAIS
- Retorno ambulatorial com endocrinologista em ❓ dias
- Manter hidratação oral adequada
- Nunca omitir doses de insulina
- Procurar atendimento imediato se: náuseas/vômitos persistentes, glicemia > 300 mg/dL persistente, confusão mental, dor abdominal intensa

🏥 NO PRONTO-SOCORRO


 

 

 

 

 

 


🏠 PARA CASA

⚠️ IMPORTANTE: Cetoacidose diabética é uma emergência que requer internação hospitalar obrigatória para tratamento em ambiente hospitalar (enfermaria ou UTI). Não há alta direta do pronto-socorro para casa. As orientações abaixo referem-se ao período pós-alta hospitalar, após resolução completa da CAD.

Critérios de resolução da CAD (para considerar alta hospitalar):


 

 



🔎 CID-10:

Doenças Metabólicas

Hipernatremia Sintomática

Guia prático para tratamento de hipernatremia sintomática no pronto-socorro com foco na correção controlada do sódio sérico.

Paciente típico: Idoso, 75 anos, acamado, com limitação do mecanismo da sede, apresentando confusão mental e letargia. Sódio sérico = 158 mEq/L.

 

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Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
01. Soro glicosado 5% 500mL EV em BIC - correr 70mL/h (1mL/kg/h)
02. Tiamina 100mg/mL – 01 ampola, IM
03. Dipirona 500mg/mL – 02mL + 8mL AD, EV se dor ou febre
Para casa:
01. Orientar hidratação oral progressiva com água
02. Dipirona 500mg – Tomar 01 comprimido, VO, até de 6/6h, se dor
03. Retorno para reavaliação em 24-48h

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Metabólicas

Hiponatremia Sintomática

Guia prático para manejo da hiponatremia sintomática leve no pronto-socorro, incluindo prescrições para pacientes agudos e crônicos, com foco na correção gradual e prevenção de complicações.

Paciente típico: Adulto de 65 anos, previamente hígido, apresentando confusão mental leve, náuseas e cefaleia, com sódio sérico de entre 120 e 130 mEq/L.

 

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Prescrição padrão para paciente típico
No pronto-socorro:
  1. Solução Fisiológica 0,9% 1000mL – correr EV em 4 horas
  2. Ondansetrona 8mg/4mL – 01 ampola + 10mL SF0,9%, EV
  3. Dipirona 500mg/mL – 2mL + 8mL SF0,9%, EV
Para casa:
  1. Cloreto de Sódio 1g – Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 5 dias
  2. Ondansetrona 8mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, se náusea
  3. Paracetamol 750mg – Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se cefaleia

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Metabólicas

Hipercalemia Sintomática

Guia prático de manejo e prescrição da hipercalemia sintomática no pronto-socorro: estabilização cardíaca, redução de potássio e orientações de alta com prescrições detalhadas.

Paciente típico: Paciente com doença renal crônica, diabético em uso de IECA ou espironolactona, apresentando fraqueza muscular progressiva, parestesias e alterações eletrocardiográficas.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere fraqueza muscular há ❓ dias, de início progressivo, associada a parestesias em extremidades. Relata também náuseas e ❓ episódios de vômitos nas últimas ❓ horas. Nega febre, diarreia ou disúria. Portador de DRC em estágio ❓, em uso de IECA e espironolactona.
Nega alergias medicamentosas.

# Exame físico
REG, hipocorado +/4+, acianótico, anictérico, hidratado, afebril
PA: ❓ mmHg | FC: ❓ bpm | FR: ❓ irpm | Tax: ❓°C | SatO2: ❓%
ACV: RCR 2T, BNF, sem sopros
AR: MV+ bilateral, sem RA
ABD: Plano, flácido, indolor, RHA+, sem VMG
Extremidades: Redução de força muscular grau ❓ em MMII, simétrica, reflexos diminuídos
ECG: Ondas T apiculadas, alargamento de QRS, ❓

# Laboratorial
K+: ❓ mEq/L | Na+: ❓ mEq/L | Ureia: ❓ mg/dL | Creatinina: ❓ mg/dL
Gasometria: pH ❓ | HCO3: ❓ | BE: ❓

# HD
- Hipercalemia sintomática grave (K ≥ ❓ mEq/L com alterações no ECG)

# Conduta
- Monitorização cardíaca contínua
- Estabilização de membrana com Gluconato de Cálcio EV
- Redução de potássio com Glicoinsulina + Beta-2 agonista inalatório
- Remoção de potássio com Furosemida EV e Resina de troca VO
- Suspensão de medicamentos poupadores de K (IECA, espironolactona)
- Diálise de urgência se K > 7 mEq/L ou refratariedade ao tratamento
- Controle de HGT de 1/1h durante terapia com insulina
- Reavaliação de K+ após 2 horas
- Contato com nefrologia para programação de diálise
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# URGÊNCIA - ESTABILIZAÇÃO CARDÍACA
01. Gluconato de Cálcio 10% 10 mL – Diluir em SG 5% 100 mL, EV, correr em 5 minutos
    Repetir após 5 minutos se persistirem alterações no ECG

# REDUÇÃO DE POTÁSSIO - SHIFT INTRACELULAR
02. Insulina Regular 10 UI + Glicose 50% 100 mL – Diluir em SG 5% até completar 500 mL, EV, correr em 30 minutos
    Controlar HGT de 1/1h durante e após a infusão
    Se HGT > 250 mg/dL, fazer apenas insulina sem glicose

03. Salbutamol 5mg/mL 40 gotas – Diluir em SF 0,9% 3 mL, via inalatória, nebulização contínua
    Repetir de 4/4 horas se necessário

# REMOÇÃO DE POTÁSSIO
04. Furosemida 20 mg/2mL – 01 ampola (2mL = 40mg), EV, em bolus lento
    Dose única ou repetir conforme diurese e evolução

05. Poliestirenosulfonato de Cálcio (Sorcal) 30g – Diluir em Manitol 10% 100 mL ou água, VO, dose única
    Pode repetir de 4/4 horas se K persistir elevado
    Contraindicado se obstrução intestinal ou íleo

# SE ACIDOSE METABÓLICA ASSOCIADA (pH < 7,2)
06. Bicarbonato de Sódio 8,4% 150 mL – Diluir em SG 5% 850 mL (total 1000 mL), EV, correr em 4 horas
    Não usar como monoterapia

# HIDRATAÇÃO E MONITORIZAÇÃO
07. Soro Fisiológico 0,9% 1000 mL – EV, correr em ❓ horas (conforme volemia)
08. Controle de HGT – De 1/1 hora durante uso de insulina
09. Controle de K+ – Após 2 horas do início do tratamento e de 4/4 horas
10. Monitorização cardíaca contínua com ECG seriado
Para casa:
# OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
Pacientes com hipercalemia sintomática NÃO devem receber alta do PS.
Necessitam internação para monitorização contínua e tratamento definitivo.
Considerar transferência para CTI ou unidade com suporte dialítico.

Após estabilização e normalização do K+, orientações para seguimento:

01. Poliestirenosulfonato de Cálcio (Sorcal) 15g ––––––––––– 7 envelopes
    Diluir 15g em 100 mL de água, tomar VO, de 12/12h, por 3 dias
    (Apenas se paciente estável e com seguimento ambulatorial garantido em 48h)

02. Furosemida 40mg ––––––––––– 14 comprimidos
    Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias

03. Dieta com restrição de potássio (ver orientações abaixo)

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

⚠️ IMPORTANTE: Pacientes com hipercalemia sintomática NÃO devem receber alta do pronto-socorro. Necessitam internação hospitalar com monitorização cardíaca contínua até estabilização e identificação/tratamento da causa base.

Critérios para considerar alta (APENAS após completa estabilização):

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Doenças Metabólicas

DRC Agudizada

Guia de manejo e prescrições para Doença Renal Crônica Agudizada com foco em complicações graves: hipercalemia, acidose, sobrecarga volêmica e indicações de diálise de urgência.

Paciente típico: Paciente com DRC prévia (estágios 3-5), com piora aguda da função renal após fator desencadeante (desidratação, uso de AINE, IRA pré-renal, infecção, obstrução urinária), apresentando oligúria, edema, dispneia e alterações laboratoriais.

 

🩺 Guia rápido

ℹ️ Clique nos tópicos abaixo para ver detalhes

História clínica típica
# História Clínica
Paciente de ❓ anos, sexo ❓, com diagnóstico prévio de DRC estágio ❓ (Cr basal ❓ mg/dL), em acompanhamento nefrológico.
Relata que há ❓ dias iniciou com redução do volume urinário, evoluindo com edema de membros inferiores, dispneia aos esforços e ortopneia.
Refere ❓ [fator desencadeante: uso de AINE/desidratação/infecção/etc].
Nega febre, hematúria macroscópica ou disúria.
Alergia: ❓

# Exame físico
REG, Mucosas: ❓ (hidratadas/descoradas)
ACV: RCR 2T BNF, sem sopros
AR: MV+ bilateralmente, crepitantes em bases (se EAP)
Abdome: plano, RHA+, flácido, indolor à palpação
MMII: edema ❓+ / 4+, sem sinais flogísticos
Sinais de uremia: ❓ (hálito urêmico, confusão mental)

# HD
- Doença Renal Crônica Agudizada
- [Complicação principal: Hipercalemia/EAP/Acidose/Uremia]
- [Fator desencadeante identificado]

# Conduta
- Internação hospitalar com monitorização contínua
- Avaliação laboratorial completa + ECG
- Contatar nefrologia para avaliação e possível diálise de urgência
- Suspender nefrotóxicos e ajustar doses de medicações
- Manejo específico das complicações agudas
- Afastamento por ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# ESTABILIZAÇÃO INICIAL
01. Oxigenoterapia (se SatO2 < 92%) – Cateter nasal 2-5 L/min, manter SatO2 > 92%
02. Acesso venoso periférico calibroso
03. Monitorização cardíaca contínua + ECG de 12 derivações

# SE HIPERCALEMIA (K > 5,5 mEq/L) - VER SEÇÃO ESPECÍFICA
04. Gluconato de Cálcio 10% – 01 ampola (10mL), EV lento em 2-3 min
05. Insulina Regular 10 UI + Glicose 50% 50mL (25g) – EV em 15 min
06. Salbutamol inalatório 10-20mg (20-40 gotas) + 5mL SF – inalação

# SE SOBRECARGA VOLÊMICA / EAP
07. Furosemida 40-80mg (2-4mL) – EV em bolus (dobrar dose se uso crônico)
08. Nitroglicerina 5% 25mg/5mL – diluir 02 ampolas em 240mL SF, iniciar 5-10mL/h

# SE ACIDOSE METABÓLICA GRAVE (pH < 7,2)
09. Bicarbonato de Sódio 8,4% 150mL + SG5% 850mL – correr 250mL/h em 4h

# SINTOMÁTICOS
10. Ondansetrona 8mg/4mL – 01 ampola (4mL), EV lento, se náuseas
11. Dipirona 1g/2mL – 01 ampola (2mL) + 18mL SF, EV lento, se dor/febre
Para casa:
ESTA CONDIÇÃO GERALMENTE REQUER INTERNAÇÃO HOSPITALAR

Se alta após compensação e sem indicação de diálise:

01. Furosemida 40mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x/dia pela manhã
(ajustar dose conforme orientação nefrológica)

02. Carbonato de Cálcio 500mg + Vitamina D3 ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 2x/dia, junto com as refeições

03. Sevelamer 800mg ––––––––––– 90 comprimidos  
Tomar 01 comprimido, VO, 3x/dia, junto com as refeições
(quelante de fósforo)

04. Eritropoietina (conforme protocolo nefrológico)
Aplicar SC conforme orientação médica
Para casa (receituário especial):
Não se aplica para esta condição

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

IMPORTANTE: A maioria dos casos de DRC agudizada requer internação hospitalar, especialmente se complicações graves. Alta domiciliar apenas após estabilização e descartar indicações de diálise.

 

 

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Outros

Outros

Odontalgia (dor de dente)

Guia prático para manejo de odontalgia na emergência. Inclui prescrições no PS e para casa, antibioticoterapia para infecções odontogênicas e orientações ao paciente.

Paciente típico: Adulto jovem, previamente hígido, sem alergias conhecidas, com dor dentária intensa, de início há algumas horas ou dias, associada ou não a edema facial/gengival, com ou sem sinais de infecção local.

 

🩺 Guia rápido

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere dor em dente há ❓ dias, de início súbito/progressivo, de caráter 
pulsátil, de intensidade ❓/10, que piora à mastigação e ao contato com 
alimentos gelados/quentes.
Relata/Nega edema gengival/facial, febre, dificuldade para abrir a boca 
(trismo), disfagia.
Nega alergias medicamentosas.
Nega uso de anticoagulantes.
Refere última consulta odontológica há ❓ meses/anos.

# Exame físico
BEG/REG, corado, hidratado, afebril/febril (Tax: ❓°C), acianótico, anictérico.
Oroscopia: dente ❓ com cárie extensa / fratura / restauração comprometida.
Gengiva adjacente: hiperemiada, edemaciada, com/sem ponto de flutuação.
Presença/ausência de abscesso periapical ou periodontal.
Presença/ausência de edema facial localizado.
Linfonodos submandibulares: palpáveis/não palpáveis, dolorosos/indolores.
Abertura bucal preservada/limitada (trismo).

# HD
- Odontalgia por: Pulpite aguda / Periodontite apical aguda / Abscesso periapical / 
  Abscesso periodontal / Pericoronarite / Alveolite

# Conduta
- Analgesia multimodal
- Avaliar necessidade de antibioticoterapia (presença de infecção/abscesso)
- Encaminhar para avaliação odontológica em até 24-48h
- Alta com orientações e receituário
- Atestado: ❓ dias
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. ANALGÉSICO
Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL de AD, EV lento

02. ANTI-INFLAMATÓRIO
Diclofenaco 75mg/3mL – 01 ampola (3mL), IM profundo no glúteo

03. CORTICOSTEROIDE (se edema importante)
Dexametasona 4mg/mL – 2,5mL (10mg) + 17,5mL de AD, EV lento

# Se dor intensa ou refratária:
04. OPIOIDE
Tramadol 100mg/2mL – 01 ampola (2mL) + 98mL de SF0,9%, EV em 30 minutos

# Se presença de infecção/abscesso:
05. ANTIBIÓTICO
Amoxicilina + Clavulanato 1g EV – 01 frasco-ampola + 100mL SF0,9%, EV em 30 min
OU
Clindamicina 600mg/4mL – 01 ampola diluída em 100mL SF0,9%, EV em 30 min 
(se alergia a penicilinas)
Para casa:
01. Dipirona 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 a 02 comprimidos, VO, de 6/6h, se dor ou febre

02. Ibuprofeno 600mg ––––––––––– 15 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 8/8h, por 05 dias seguidos
HORÁRIO SUGERIDO: 06:00 / 14:00 / 22:00
TOMAR SEMPRE JUNTO COM ALIMENTOS

03. Paracetamol 750mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor, alternando com a dipirona
Para casa (receituário especial):
# Se indicação de antibioticoterapia:

01. Amoxicilina + Clavulanato 875/125mg ––––––––––– 14 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 07 dias
HORÁRIO SUGERIDO: 08:00 / 20:00
TOMAR SEMPRE JUNTO COM ALIMENTOS

# Se alergia a penicilinas:
01. Clindamicina 300mg ––––––––––– 28 cápsulas
Tomar 01 cápsula, VO, de 6/6h, por 07 dias
HORÁRIO SUGERIDO: 06:00 / 12:00 / 18:00 / 24:00

# Se dor intensa refratária:
02. Codeína 30mg + Paracetamol 500mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor intensa refratária à analgesia comum

 

🏥 NO PRONTO-SOCORRO

 

 

 

 

 

 

🏠 PARA CASA

 

 

 

 

 

🔎 CID-10:

Outros

Reação Alérgica Grave (Anafilaxia)

Guia prático de manejo e prescrição para reação alérgica grave (anafilaxia) no pronto-socorro e alta hospitalar, com adrenalina IM como tratamento prioritário, hidratação vigorosa e observação prolongada.

Paciente típico: Adulto jovem previamente hígido que desenvolve quadro súbito de urticária generalizada, prurido intenso, edema de lábios/língua, dispneia e hipotensão após exposição a alérgeno (alimento, medicamento, veneno de inseto ou látex).

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere início súbito há ❓ minutos de lesões avermelhadas pruriginosas pelo corpo, seguidas de inchaço facial, dificuldade respiratória e tontura. Relata ter ingerido ❓ (alimento suspeito) ou recebido ❓ (medicamento suspeito) cerca de ❓ minutos antes do início dos sintomas.

Sintomas associados: prurido intenso generalizado, sensação de aperto na garganta, chiado no peito, náuseas, sudorese fria, sensação de desmaio.

Nega: perda de consciência prévia, febre, trauma recente, sangramento.

Alergias conhecidas: ❓

# Exame físico
REG/BEG, ansioso(a), hipocorado(a) +/4+, taquidispneico(a)
FC: ❓ bpm (taquicardia) | PA: ❓ mmHg (hipotensão ou normal) | Tax: ❓°C | SatO2: ❓% (em ar ambiente)

Pele/mucosas: urticária generalizada, angioedema de face/lábios/língua, eritema difuso
Orofaringe: edema de úvula/língua (avaliar), sem estridor
Aparelho respiratório: sibilos difusos bilaterais / MV reduzido / tiragem subcostal (se presente)
Aparelho cardiovascular: taquicardia, pulsos finos/filiforme (se choque)
Abdome: dor difusa à palpação (se sintomas GI presentes)

# HD
- Anafilaxia (reação alérgica grave)
- Choque anafilático (se hipotensão/colapso cardiovascular)

# Conduta
- Suporte de O2 se SpO2 < 92%
- Hidratação venosa
- Prescrevo Anti-histamínico e corticoide EV
- Prescrevo Broncodilatador inalatório para tratamento de broncoespasmo
- Adrenalina IM (vasto lateral da coxa) - 0,5 mg (0,5 mL)
- Observação até melhora completa dos sintomas
- Afastamento do trabalho: ❓ dias (geralmente 2-5 dias)
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
01. ADRENALINA 1mg/mL – aplicar 0,5 mL (0,5 mg), IM profunda em vasto lateral da coxa, IMEDIATAMENTE
    (Repetir a cada 5-15 minutos se necessário, até 3 doses)

02. Soro Fisiológico 0,9% 1000 mL – correr 1000-2000 mL EV em 1 hora (se hipotensão)

03. Oxigênio sob máscara com reservatório – 10-15 L/min, manter SatO2 > 94%

# Se broncoespasmo:
04. SALBUTAMOL Spray (100 mcg/dose) – 4 a 10 puffs (jatos) a cada 20 min na primeira hora

# Medicações adjuvantes:
05. PROMETAZINA 25mg/mL – 01 ampola (2 mL) + 18 mL de SF0,9%, EV lento em 5 min
06. HIDROCORTISONA 100 mg – 2 ampolas + 100 mL de SF0,9%, EV em 30 min

# Se refratário à adrenalina IM (considerar adrenalina EV em BIC):
07. ADRENALINA 1mg/mL – 1 ampola (1 mL) + SF0,9% 99 mL (concentração 10 mcg/mL)
    Iniciar 5-10 mL/h EV em bomba de infusão, titular conforme resposta
Para casa:
01. Prednisolona 20 mg ––––––––––– 10 comprimidos
Tomar 02 comprimidos (40 mg), VO, em dose única pela manhã, por 3 dias
(para prevenir reação bifásica)

02. Hidroxizina 25 mg ––––––––––– 01 caixa
Tomar 01 comprimido, VO, à noite, por 3 dias

03. Salbutamol Spray (100 mcg/dose) ––––––––––– 01 frasco
Aplicar 02 jatos (puffs), inalatório, de 6/6h, se falta de ar

 

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Outros

Anemia

Guia prático para manejo de anemia sintomática no pronto-socorro com prescrições detalhadas de hemotransfusão, reposição de ferro e cuidados de suporte baseado em protocolos brasileiros.

Paciente típico: Adulto com fadiga progressiva, dispneia aos esforços, palidez cutâneo-mucosa e taquicardia, com hemoglobina < 7-8 g/dL.

 

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História clínica típica
# História Clínica
Paciente refere fadiga progressiva há ❓ semanas
Dispneia aos mínimos esforços há ❓ dias
Palidez cutâneo-mucosa notada há ❓ dias
Nega sangramentos evidentes
Nega alergias medicamentosas

# Exame físico
REG, descorado +++/4+, hidratado, acianótico, anictérico
ACV: taquicárdico, ritmo regular, bulhas normofonéticas, sem sopros
AR: MV+ bilateralmente, SRA.
Abdome: plano, flácido, indolor, sem visceromegalias
Extremidades: pulsos palpáveis, TEC < 3s

# HD
- Anemia sintomática - investigar etiologia

# Conduta
- Oxigenoterapia se SatO2 < 92%;
- Solicito lab (hemograma, PCR, Ur, Cr, Na, K);
- Avaliar hemotransfusão se Hb < 7,0 g/dL ou sintomático com Hb < 8,0 g/dL, com reavaliação (novo lab) após 2 horas.
- Encaminhamento para investigação ambulatorial da causa da anemia
- Prescrevo reposição de ferro após alta;
Prescrição para paciente típico
No pronto-socorro:
# SE INDICAÇÃO DE HEMOTRANSFUSÃO (Hb < 7,0 g/dL)
01. CONCENTRADO DE HEMÁCIAS ABO/Rh compatível
    Volume: 10 a 20 mL/kg (aproximadamente 1 a 2 unidades)
    Infundir em 60 a 120 minutos
    Acesso venoso exclusivo
    Realizar prova de compatibilidade pré-transfusional
    Dosar Hb/Ht 1-2h após transfusão

# MEDICAÇÕES DE SUPORTE
02. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, se cefaleia ou mal-estar

03. Bromoprida 10mg/2mL – 01 ampola, IM, se náuseas

# SE HIPOXEMIA (SatO2 < 90%)
04. Oxigênio suplementar por cateter nasal 2-4 L/min
    Meta: manter SatO2 90-94%
Para casa:
# APÓS INVESTIGAÇÃO E CONFIRMAÇÃO DE ANEMIA FERROPRIVA

01. Sulfato Ferroso 300 mg (60mg Fe elementar) ––––––––––– 90 comprimidos
Tomar 01 comprimido antes do café, almoço e jantar
Preferir alimentos ácidos concomitantes (sucos cítricos)
Evitar consumo de laticínios, café e chá concomitante
Usar por 3 a 6 meses ou conforme orientação médica

02. Ácido Fólico 5 mg ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, junto ao café da manhã
(Se deficiência confirmada)

03. Complexo B (Vitamina B12) ––––––––––– 30 comprimidos
Tomar 01 comprimido, VO, 1x ao dia, junto ao café da manhã
(Se deficiência confirmada)
Para casa (receituário especial):
NÃO SE APLICA

 

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