Sepse de Foco Cutâneo Guia completo para manejo de sepse originada por infecção cutânea (celulite/erisipela), com protocolos de antibioticoterapia, ressuscitação volêmica e cuidados emergenciais baseados em evidências e diretrizes brasileiras. Paciente típico: Adulto com história de celulite ou erisipela em membro inferior há ❓ dias, apresentando febre alta, taquicardia, taquipneia, hipotensão, alteração do nível de consciência, oligúria ou outros sinais de disfunção orgânica. Geralmente com fatores predisponentes como obesidade, diabetes, insuficiência venosa ou linfedema.   🩺 Guia rápido ℹ️ Clique nos tópicos abaixo para ver detalhes História clínica típica # História Clínica Paciente relata lesão cutânea em membro inferior (geralmente perna ou coxa) há ❓ dias, com piora progressiva. Inicialmente apresentou eritema, edema e dor local. Há ❓ dias iniciou febre (temperatura ❓°C), calafrios intensos, prostração e confusão mental. Evoluiu com diminuição do débito urinário nas últimas ❓ horas. # Sintomas associados: - Febre alta (> 38°C) ou hipotermia (< 36°C) - Calafrios - Taquipneia - Prostração intensa - Confusão mental ou alteração do nível de consciência - Oligúria ou anúria - Náuseas e vômitos - Hipotensão arterial - Expansão da área de eritema e edema # Fatores de risco presentes: - Insuficiência venosa crônica - Linfedema - Diabetes mellitus - Obesidade - Tinea pedis (frieira) - Trauma local prévio / picada de inseto - Úlceras cutâneas # Negativas relevantes: - Nega trauma recente significativo - Nega mordidas de animais - Nega exposição a água contaminada - Nega uso de drogas injetáveis - Nega alergias medicamentosas # Exame físico Estado geral: Paciente em mau estado geral, prostrado, torporoso Sinais vitais: - PA: ❓/❓ mmHg (hipotensão: PAS < 90 ou PAM < 65) - FC: ❓ bpm (taquicardia > 90 bpm) - FR: ❓ irpm (taquipneia ≥ 22 irpm) - Tax: ❓°C (febre > 38°C ou hipotermia < 36°C) - SatO2: ❓% em ar ambiente - Glasgow: ❓ (alteração do nível de consciência) Pele: - Lesão em membro inferior com área de eritema difuso, edema importante, calor local, dor à palpação - Possível presença de bolhas, necrose ou secreção purulenta - Linfangite ascendente (estrias vermelhas) - Linfadenopatia regional - Pele fria, pálida, pegajosa, marmoreada (sinais de choque) - Tempo de enchimento capilar aumentado (> 3 segundos) Cardiovascular: Taquicardia, pulsos periféricos fracos, hipotensão Respiratório: Taquipneia, uso de musculatura acessória (se grave) Neurológico: Confusão mental, desorientação, Glasgow reduzido Abdome: Sem particularidades ou distensão abdominal (íleo paralítico) Extremidades: Edema de membro afetado, sinais de estase venosa # HD - Sepse de foco cutâneo (celulite/erisipela complicada) - Choque séptico (se PAM < 65 mmHg + lactato > 2 mmol/L após ressuscitação) # Conduta - ABC - estabilização imediata - Oxigenoterapia para SatO2 ≥ 94% - Acesso venoso calibroso (2 acessos periféricos ou central) - Coleta de exames: hemograma, PCR, lactato, função renal, eletrólitos, gasometria arterial, hemoculturas (2 pares) - Ressuscitação volêmica agressiva: 30 mL/kg de cristaloide nas primeiras 3 horas (bolus de 500 mL) - Antibioticoterapia de amplo espectro NA PRIMEIRA HORA - Vasopressores se necessário (noradrenalina para PAM ≥ 65 mmHg) - Controle da glicemia (meta < 180 mg/dL) - Sondagem vesical de demora para controle do débito urinário - Considerar debridamento cirúrgico se fasceíte necrotizante - Internação em UTI - Afastamento: tempo indeterminado até resolução do quadro Prescrição para paciente típico No pronto-socorro (sepse/choque séptico): # MEDIDAS INICIAIS IMEDIATAS 01. Dieta oral ZERO 02. Oxigênio por cateter nasal – manter SatO2 ≥ 94% 03. Acesso venoso periférico calibroso em ambos os membros superiores 04. Sondagem vesical de demora # RESSUSCITAÇÃO VOLÊMICA (iniciar imediatamente) 05. Soro Fisiológico 0,9% 500 mL – correr EV aberto, em 15 minutos 06. Soro Fisiológico 0,9% 500 mL – correr EV aberto, em 15 minutos (repetir até completar 30 mL/kg nas primeiras 3 horas, reavaliando fluidotolerância) # ANTIBIOTICOTERAPIA (iniciar NA PRIMEIRA HORA) 07. Ceftriaxona 2g + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, agora 08. Vancomicina 15-20mg/kg (❓g) + 250mL SF0,9% – infundir EV em 1h, agora OU Oxacilina 2g + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, de 4/4h (se baixo risco de MRSA) # SE CHOQUE SÉPTICO (após ressuscitação volêmica) 09. Noradrenalina 4mg (2 ampolas) + 234mL SG5% = 250mL (16mcg/mL) Iniciar 0,05 mcg/kg/min (❓ mL/h) em BIC, titular para PAM ≥ 65 mmHg # SINTOMÁTICOS 10. Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento, de 6/6h, se dor ou febre 11. Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL AD, EV lento, de 8/8h, se náuseas ou vômitos 12. Omeprazol 40mg – diluir em 100mL SF0,9%, EV em 30 min, de 12/12h # CUIDADOS GERAIS 13. Glicemia capilar de 6/6h – manter < 180 mg/dL 14. Controle do débito urinário (meta > 0,5 mL/kg/h) 15. Elevação do membro afetado 16. Sinais vitais de 1/1h 17. Avisar médico se: PAM < 65, FC > 130, SatO2 < 90%, oligúria, piora do nível de consciência Obs.: Paciente com sepse NÃO recebe alta. Necessita internação em UTI.   🏥 NO PRONTO-SOCORRO ⚠️ MANEJO E CUIDADOS INICIAIS SEPSE É EMERGÊNCIA MÉDICA – tempo é vida. Antibiótico na primeira hora! Reconhecimento precoce: infecção + SOFA ≥ 2 ou qSOFA ≥ 2 (FR ≥ 22, PAS ≤ 100, alteração consciência) Estabilização ABC: via aérea, oxigenação (SatO2 ≥ 94%), acesso venoso calibroso PACOTE DE 1 HORA (SSC Bundle): Coletar hemoculturas (2 pares) e lactato Iniciar antibiótico de amplo espectro Ressuscitação volêmica: 30 mL/kg de cristaloide se hipotensão/lactato ≥ 2 Vasopressor se hipotensão refratária (meta PAM ≥ 65 mmHg) Sinais de alerta (Red Flags): Hipotensão arterial (PAS < 90 ou PAM < 65) Taquipneia ≥ 22 irpm Alteração do nível de consciência Oligúria (débito urinário < 0,5 mL/kg/h) Lactato > 2 mmol/L (18 mg/dL) SatO2 < 90% em ar ambiente Sinais de má perfusão: pele fria, marmoreada, TEC > 3 seg Exames essenciais: Hemograma, PCR, procalcitonina Lactato arterial (marcador prognóstico) Função renal (ureia, creatinina) e eletrólitos Gasometria arterial Hemoculturas (antes do antibiótico, sem atrasar tratamento) Culturas do foco (swab de lesão se drenagem purulenta) Imagem se suspeita de abscesso ou fasceíte (USG ou TC) Classificação de Eron para celulite/erisipela: Classe I: sem toxicidade, sem comorbidades → ambulatório Classe II: toxicidade duvidosa, comorbidades → internação 48h Classe III: toxicidade significativa → internação hospitalar Classe IV: sepse ou fasceíte necrotizante → internação UTI Suspeitar fasceíte necrotizante se: Dor desproporcional ao exame Necrose de pele, bolhas hemorrágicas Crepitação subcutânea Evolução rápida e fulminante → Avaliação cirúrgica URGENTE para debridamento   CRISTALOIDE (RESSUSCITAÇÃO VOLÊMICA) Prescrição prática: Soro Fisiológico 0,9% 500mL – correr EV aberto em 15-20 minutos, reavaliar Ringer Lactato 500mL – correr EV aberto em 15-20 minutos, reavaliar Meta: 30 mL/kg nas primeiras 3 horas Indicações: Hipotensão arterial (PAS < 90 ou PAM < 65 mmHg) Sinais de hipoperfusão (lactato ≥ 2, TEC > 3 seg, oligúria, pele fria) Apresentações: Soro Fisiológico 0,9% 500mL, 1000mL Ringer Lactato 500mL, 1000mL (preferível por ser balanceado) Via(s): 💉 EV Cuidados: Reavaliar fluidotolerância a cada bolus: ausculta pulmonar, turgência jugular Evitar sobrecarga volêmica (edema agudo de pulmão) Se não responder após 30 mL/kg → iniciar vasopressor Considerar ecocardiograma para avaliar responsividade a fluidos   ANTIBIÓTICO – ESQUEMA EMPÍRICO INICIAL Prescrição prática (sepse de foco cutâneo): OPÇÃO 1 (cobertura para MRSA): Vancomicina 15-20mg/kg + 250mL SF0,9% – infundir EV em 1 hora, de 12/12h + Ceftriaxona 2g + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, de 12/12h OPÇÃO 2 (se baixo risco para MRSA): Oxacilina 2g + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, de 4/4h OU Cefazolina 2g + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, de 8/8h OPÇÃO 3 (se alérgico a betalactâmicos): Vancomicina 15-20mg/kg + 250mL SF0,9% – infundir EV em 1 hora, de 12/12h + Ciprofloxacino 400mg + 100mL SF0,9% – infundir EV em 1 hora, de 12/12h Alternativas: Clindamicina 900mg + 100mL SF0,9% – infundir EV em 30 min, de 8/8h (se alergia) Linezolida 600mg + 300mL SG5% – infundir EV em 1 hora, de 12/12h (MRSA confirmado) Indicações: TODAS as sepses de foco cutâneo Iniciar NA PRIMEIRA HORA após reconhecimento Não aguardar resultados de cultura Apresentações: Vancomicina 500mg, 1g (frasco-ampola) Ceftriaxona 1g, 2g (frasco-ampola) Oxacilina 500mg (frasco-ampola) Cefazolina 1g (frasco-ampola) Via(s): 💉 EV Cuidados: Fatores de risco para MRSA: hospitalização recente, uso prévio de ATB, infecção recorrente, colonização por MRSA, diabetes, diálise, dispositivos invasivos, DPOC, cirurgia recente Sempre cobrir MRSA se fatores de risco presentes Duração: 7-14 dias conforme resposta clínica Ajustar após resultado de culturas e antibiograma Vancomicina: dosar vancocinemia (vale 15-20 mcg/mL) Oxacilina: evitar dose < 6g/dia, risco de flebite Desescalonar quando possível após identificação do agente   VASOPRESSOR (NORADRENALINA) Prescrição prática: Noradrenalina 4mg (2 ampolas de 4mL) + 234mL SG5% = 250mL (concentração 16mcg/mL) Iniciar 0,05 mcg/kg/min (❓ mL/h) em bomba de infusão contínua Titular para manter PAM ≥ 65 mmHg Alternativas: Vasopressina 20UI + 80mL SF0,9% = 100mL (0,2UI/mL) – 0,03 UI/min (em associação) Adrenalina 2mg + 248mL SG5% = 250mL (8mcg/mL) – 0,05 mcg/kg/min (segunda linha) Indicações: Hipotensão refratária à ressuscitação volêmica (após 30 mL/kg) Choque séptico (hipotensão + lactato > 2 mmol/L) PAM < 65 mmHg persistente Apresentações: Noradrenalina 2mg/mL, 4mL (ampola) Adrenalina 1mg/mL, 1mL (ampola) Vasopressina 20UI/mL, 1mL (ampola) Via(s): 💉 EV central (preferível) ou periférico (até acesso central) Cuidados: Acesso venoso central preferencial (risco de necrose se extravasamento) Meta: PAM ≥ 65 mmHg Não usar noradrenalina em hipotensão sem ressuscitação volêmica adequada Monitorização contínua: PA invasiva se disponível Risco de arritmias, isquemia periférica, necrose digital Associar vasopressina se dose de noradrenalina > 0,5 mcg/kg/min Desmame gradual conforme melhora da perfusão   ANALGÉSICO Prescrição prática: Dipirona 1g/2mL (500mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 18mL SF0,9%, EV lento em 15 min, de 6/6h Tramadol 100mg/2mL (50mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL SF0,9%, EV lento em 10 min, de 8/8h, se dor moderada Alternativas: Morfina 10mg/mL – 2-5mg (0,2-0,5mL) + 9mL SF0,9%, EV lento, de 4/4h, se dor intensa Indicações: Controle da dor relacionada à infecção cutânea Febre (dipirona) Apresentações: Dipirona 500mg/mL, 2mL (ampola) Tramadol 50mg/mL, 2mL (ampola) Morfina 10mg/mL, 1mL (ampola) Via(s): 💉 EV | 💉 IM Cuidados: Dipirona: evitar em neutropenia grave, alergia conhecida Tramadol: risco de convulsões, náuseas, contraindicado se crise convulsiva recente Morfina: monitorar depressão respiratória, ter naloxona disponível Titular dose conforme intensidade da dor   ANTIEMÉTICO Prescrição prática: Bromoprida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL AD, EV lento, de 8/8h, se náuseas Ondansetrona 8mg/4mL (2mg/mL) – 01 ampola (4mL) + 96mL SF0,9%, EV em 15 min, de 8/8h Alternativas: Metoclopramida 10mg/2mL (5mg/mL) – 01 ampola (2mL) + 08mL AD, EV lento, de 8/8h Indicações: Náuseas e vômitos associados à sepse Íleo paralítico Apresentações: Bromoprida 5mg/mL, 2mL (ampola) Ondansetrona 2mg/mL, 4mL (ampola) Via(s): 💉 EV | 💉 IM Cuidados: Evitar metoclopramida em doença de Parkinson Ondansetrona: risco de prolongamento QT   PROTETOR GÁSTRICO Prescrição prática: Omeprazol 40mg – diluir em 100mL SF0,9%, EV em 30 min, de 12/12h Pantoprazol 40mg – diluir em 100mL SF0,9%, EV em 15 min, de 12/12h Indicações: Profilaxia de úlcera de estresse em paciente crítico Apresentações: Omeprazol 40mg (frasco-ampola) Pantoprazol 40mg (frasco-ampola) Via(s): 💉 EV | 💊 Oral Cuidados: Evitar uso prolongado desnecessário   🏠 PARA CASA ATENÇÃO: Paciente com SEPSE NÃO recebe alta hospitalar. Necessita internação em UTI ou leito de cuidados intensivos até estabilização do quadro e resolução da disfunção orgânica. Se paciente apresentava apenas celulite/erisipela CLASSE I ou II (sem sepse) e respondeu bem ao tratamento inicial no PS:   ANTIBIÓTICO ORAL (7-10 dias) Prescrição: Cefalexina 500mg – 01 comprimido, VO, de 6/6h, por 7-10 dias Indicações: Continuação do tratamento após estabilização Apresentações: Comprimidos de 500mg Posologia: 500mg de 6/6h ou 1g de 8/8h por 7-10 dias Cuidados: Completar todo o curso mesmo com melhora dos sintomas Evitar em alergia a cefalosporinas Ajustar dose se insuficiência renal Alternativa(s): Amoxicilina + Clavulanato 875+125mg – 01 comprimido, VO, de 12/12h, por 7 dias Clindamicina 300mg – 01 cápsula, VO, de 6/6h, por 7 dias (se alergia a betalactâmicos)   ANTI-INFLAMATÓRIO Prescrição: Naproxeno 500mg – 01 comprimido, VO, de 12/12h após refeições, por 5 dias Indicações: Controle da dor e inflamação local Apresentações: Comprimidos de 500mg Posologia: 500mg de 12/12h por 5-7 dias Cuidados: Tomar sempre após as refeições Evitar em úlcera péptica ativa, insuficiência renal grave Atenção em idosos e hipertensos Alternativa(s): Ibuprofeno 600mg – 01 comprimido, VO, de 8/8h após refeições, por 5 dias   ANALGÉSICO/ANTITÉRMICO Prescrição: Dipirona 500mg – 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre Indicações: Controle de dor leve a moderada e febre Apresentações: Comprimidos de 500mg Posologia: 500mg a 1g de 6/6h, se necessário Cuidados: Não ultrapassar 4g/dia Evitar em neutropenia grave Alternativa(s): Paracetamol 750mg – 01 comprimido, VO, de 6/6h, se dor ou febre   👨🏻‍⚕️ Orientações ao paciente Sinais de alerta – RETORNAR IMEDIATAMENTE se: Febre persistente acima de 38°C após 48h de antibiótico Aumento progressivo da área de vermelhidão ou inchaço Formação de bolhas, secreção purulenta ou necrose Dor intensa ou desproporcional Falta de ar, dificuldade para respirar Confusão mental, sonolência excessiva Pressão baixa, tontura, desmaios Diminuição importante da urina Febre com calafrios intensos Vômitos persistentes Tempo de recuperação esperado: Melhora clínica visível em 48-72 horas de antibiótico Resolução completa em 7-14 dias Edema pode persistir por semanas Restrições de atividades: Repouso absoluto nos primeiros 3-5 dias Manter membro elevado acima do nível do coração sempre que possível Evitar ficar muito tempo em pé ou sentado sem elevação Retorno gradual às atividades após resolução do eritema Evitar exercícios intensos por 2 semanas Cuidados locais: Elevar o membro afetado ao dormir (travesseiros) Compressas frias podem ajudar no desconforto Não aplicar gelo diretamente sobre a pele Manter pele hidratada após resolução aguda Evitar curativos oclusivos Recomendações gerais: COMPLETAR TODO O CURSO DE ANTIBIÓTICO mesmo com melhora total Tomar antibiótico nos horários corretos Manter hidratação adequada (2-3L água/dia) Tratar portas de entrada: frieira (tinea pedis), micoses, rachaduras Controlar fatores de risco: diabetes, obesidade Usar meias de compressão se insuficiência venosa (após fase aguda) Cuidado com unhas e pele dos pés Evitar andar descalço Seguimento: Retorno em 48-72 horas para reavaliação Retorno precoce se sinais de alerta Acompanhamento com infectologia se infecção recorrente Avaliar necessidade de profilaxia secundária se ≥ 2 episódios/ano   🔎 CID-10: A41.9 : Septicemia não especificada L03.9 : Celulite não especificada A46 : Erisipela R57.2 : Choque séptico L08.9 : Infecção local da pele e do tecido subcutâneo, não especificada