TCE Moderado a Grave Guia completo para manejo de pacientes com Traumatismo Cranioencefálico Moderado (Glasgow 9-12) e Grave (Glasgow <9), com foco na prevenção de lesões cerebrais secundárias, protocolos de neuroproteção e prescrições práticas. Paciente típico: Adulto jovem, vítima de trauma de alto impacto (acidente motociclístico, queda de altura, atropelamento), apresentando rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 9-12 ou <9), com ou sem sinais de hipertensão intracraniana.   🩺 Guia rápido ℹ️ Clique nos tópicos abaixo para ver detalhes História clínica típica # História Clínica Paciente trazido pelo SAMU após acidente motociclístico há ❓ minutos/horas Perda de consciência no local do acidente Glasgow atual: ❓ pontos (Ocular: ❓ / Verbal: ❓ / Motor: ❓) Vômitos: ❓ episódios Convulsão pós-traumática: ❓ Uso de anticoagulantes/antiagregantes: ❓ Alergias: nega # Exame físico REG, Glasgow ❓, pupilas: ❓mm / ❓mm, fotorreagentes: ❓ Hematomas/lesões em couro cabeludo: ❓ Otorragia/rinorragia: ❓ Sinal de Battle/Guaxinim: ❓ Resposta motora: ❓ Sinais de herniação: ❓ # HD - Traumatismo Cranioencefálico Moderado/Grave (Glasgow ❓) - Lesão expansiva intracraniana a esclarecer # Conduta - Manter via aérea pérvia (IOT se Glasgow ≤8 ou risco de via aérea) - Sequência Rápida de Intubação se indicado - Acesso venoso calibroso + reposição volêmica - Cabeceira 30-45° - TC de crânio URGENTE - Neuroproteção: evitar hipotensão, hipóxia, hipo/hiperglicemia, hipertermia - Manter PAs >100-110 mmHg - Solicitação de avaliação pela Neurocirurgia - Osmoterapia se sinais de HIC - Ácido tranexâmico se <3h do trauma - Internação em CTI Prescrição para paciente típico No pronto-socorro: # MEDIDAS GERAIS 01. Dieta Zero 02. Decúbito: Cabeceira elevada a 30-45° 03. Monitorização contínua (PA, FC, FR, SatO2, Glasgow) 04. Oximetria de pulso contínua 05. Glicemia capilar de 4/4h 06. Controle de sinais vitais de 2/2h # HIDRATAÇÃO VENOSA 07. Soro Fisiológico 0,9% 500mL EV de 12/12h Evitar hipovolemia e hipervolemia Ajustar conforme balanço hídrico # CONTROLE GLICÊMICO (Meta: 140-180 mg/dL) 08. Insulina Regular 100UI/mL SC conforme HGT: - HGT 181-200: 2 UI - HGT 201-250: 4 UI - HGT 251-300: 6 UI - HGT 301-350: 8 UI - HGT 351-400: 10 UI - HGT >400: 12 UI 09. Glicose 50% 20mL EV se HGT <70mg/dL Repetir HGT após 15 minutos # NEUROPROTEÇÃO E CONTROLE DE PIC 10. Manitol 20% 1,0g/kg (250mL) EV em 20 minutos SE sinais de hipertensão intracraniana Repetir se necessário a cada 6h 11. Solução Salina Hipertônica NaCl 3% 250mL EV em 30min ALTERNATIVA ao Manitol para controle de HIC # ÁCIDO TRANEXÂMICO (se <3h do trauma) 12. Ácido Tranexâmico 50mg/mL ATAQUE: 1g (4 ampolas) + 100mL SF0,9% EV em 10min MANUTENÇÃO: 1g (4 ampolas) em 250mL SF0,9% EV em 8h # ANTICONVULSIVANTE (se convulsão pós-traumática) 13. Fenitoína 50mg/mL (ampola 5mL = 250mg) ATAQUE: 20mg/kg diluído em 250mL SF0,9% EV - 50kg: 4 ampolas + 250mL SF0,9% em 30min - 70kg: 5-6 ampolas + 250mL SF0,9% em 40min - 90kg: 7 ampolas + 250mL SF0,9% em 50min MANUTENÇÃO: 100mg (1 ampola/2mL) EV de 8/8h # SEDOANALGESIA CONTÍNUA (pós-IOT) 14. Fentanil 50mcg/mL Diluir 10 ampolas (25mL) em 225mL SF0,9% = 2mcg/mL Iniciar 1-5 mcg/kg/h em BIC 15. Midazolam 5mg/mL Diluir 10 ampolas (30mL) em 220mL SF0,9% = 0,6mg/mL Iniciar 0,05-0,1mg/kg/h em BIC # REVERSÃO DE ANTICOAGULAÇÃO (se em uso) 16. Vitamina K 10mg/mL – 01 ampola (10mg) + 50mL SF0,9% EV em 30min 17. Complexo Protrombínico (CCP) conforme INR INR 1,3-1,9: 10-20 UI/kg INR >2,0: 25-50 UI/kg # PROTEÇÃO GÁSTRICA 18. Omeprazol 40mg EV de 12/12h # PROFILAXIA TEV 19. Profilaxia mecânica (meia elástica + compressão pneumática) Profilaxia farmacológica CONTRAINDICADA inicialmente Para casa: TCE MODERADO A GRAVE NÃO TEM ALTA DO PRONTO-SOCORRO Paciente requer internação em CTI com: - Monitorização neurológica rigorosa - Controle de PIC - Suporte ventilatório se necessário - Acompanhamento neurocirúrgico   🏥 NO PRONTO-SOCORRO ⚠️ MANEJO E CUIDADOS INICIAIS ABCDE do trauma: Via aérea com controle cervical, ventilação, circulação, déficit neurológico, exposição Escala de Coma de Glasgow: TCE Moderado (9-12), TCE Grave (<9) Indicações de IOT: Glasgow ≤8, perda de reflexos protetores de via aérea, hipoxemia refratária, hiperventilação se herniação iminente Cabeceira elevada 30-45° para facilitar retorno venoso e reduzir PIC TC de crânio URGENTE em todos os casos de TCE moderado a grave Prevenção de insultos secundários: Evitar hipotensão (manter PAs >100-110 mmHg) Evitar hipóxia (manter SatO2 >94%) Evitar hipo e hiperglicemia (meta 140-180 mg/dL) Evitar hipertermia (meta <37,5°C na 1ª hora) Tratar convulsões prontamente Sinais de hipertensão intracraniana: cefaleia intensa, vômitos em jato, papiledema, anisocoria, bradicardia paradoxal, alteração do padrão respiratório Sinais de herniação: pupilas dilatadas/não reativas, postura de decorticação/descerebração, tríade de Cushing (HAS + bradicardia + bradipneia) Avaliação neurocirúrgica URGENTE em todos os casos Reversão imediata de anticoagulação se paciente em uso Suspensão de antiagregantes e anticoagulantes   SEQUÊNCIA RÁPIDA DE INTUBAÇÃO (SRI) Prescrição prática: PRÉ-OXIGENAÇÃO: O2 a 100% por 3-5 minutos ETOMIDATO 2mg/mL – Fazer 0,3mg/kg EV (paciente hemodinamicamente estável) CETAMINA 50mg/mL – Fazer 1,5mg/kg EV (se instabilidade ou broncoespasmo) SUCCINILCOLINA 100mg/10mL – Fazer 1-1,5mg/kg EV OU ROCURÔNIO 50mg/5mL – Fazer 1,0-1,2mg/kg EV FENTANIL 50mcg/mL – Fazer 3-5mcg/kg EV lento (opcional, pré-tratamento) Indicações: Glasgow ≤8 Perda de reflexos protetores de via aérea Hipoxemia refratária Necessidade de neuroimagem com paciente imobilizado Agitação psicomotora grave impedindo manejo Apresentações: Etomidato: ampola 2mg/mL (10mL) Cetamina: ampola 50mg/mL (10mL) Succinilcolina: ampola 100mg/10mL Rocurônio: ampola 50mg/5mL Fentanil: ampola 50mcg/mL (10mL) Via(s): 💉 EV Cuidados: Etomidato: cardioestável, ideal para hipotensão, pode causar mioclonias e supressão adrenal transitória Cetamina: evitar se hipertensão intracraniana isolada (discussão controversa), broncodilatador, pode aumentar PA e FC Midazolam: evitar em pacientes instáveis (causa hipotensão) Propofol: evitar em TCE grave (causa hipotensão importante) Succinilcolina: início rápido (45-60 seg), duração curta, contraindicada em queimaduras extensas, lesão medular >24h, rabdomiólise Rocurônio: início em 60-90 seg, duração 30-60 min Posicionar tubo 21-22cm na mulher, 23-24cm no homem Confirmar posição com ausculta + capnografia + Rx tórax   OSMOTERAPIA / CONTROLE DE PRESSÃO INTRACRANIANA Prescrição prática: Manitol 20% – 1,0g/kg (250mL para adulto de 70kg) EV em 20 minutos Manitol 20% – Repetir 0,25-0,5g/kg a cada 6h se necessário NaCl 3% (Solução Salina Hipertônica) – 250mL EV em 30 minutos NaCl 20% 20mL + SF0,9% 230mL = NaCl 3% caseiro Alternativas: Solução Salina Hipertônica NaCl 7,5% 250mL EV Indicações: Sinais de hipertensão intracraniana Sinais de herniação cerebral iminente Rebaixamento agudo do nível de consciência Anisocoria progressiva Deterioração neurológica aguda Apresentações: Manitol 20%: frasco 250mL NaCl 20%: ampola 20mL SF 0,9%: frasco 250mL/500mL Via(s): 💉 EV Cuidados: Manitol: verificar função renal, pode causar hipotensão inicial, evitar osmolaridade sérica >320 mOsm/L Uso prolongado de manitol pode levar a insuficiência renal NaCl hipertônico: monitorar sódio sérico (meta <160 mEq/L), risco de mielinólise pontina se correção muito rápida Contraindicações do manitol: insuficiência renal grave, hipovolemia não corrigida Efeito do manitol: início 15-30 min, pico 1h, duração 4-6h Não usar manitol e salina hipertônica simultaneamente, escolher um   SEDAÇÃO E ANALGESIA CONTÍNUA (pós-IOT) Prescrição prática: Fentanil 50mcg/mL – Diluir 10 ampolas (25mL) em 225mL SF0,9% = solução 2mcg/mL Iniciar 1-2 mcg/kg/h em BIC (70mL/h para 70kg) e titular conforme resposta Midazolam 5mg/mL – Diluir 10 ampolas (30mL) em 220mL SF0,9% = solução 0,6mg/mL Iniciar 0,05-0,1 mg/kg/h em BIC (8-15mL/h para 70kg) e titular Alternativas: Propofol 10mg/mL – 1,5-3mg/kg/h em BIC (neuroprotetor, mas causa hipotensão) Dexmedetomidina 200mcg/2mL – Ataque 1mcg/kg em 10min, manutenção 0,2-0,7mcg/kg/h Indicações: Todos os pacientes intubados com TCE Controle de agitação psicomotora Neuroproteção Adequação ventilatória Redução do consumo cerebral de O2 Apresentações: Fentanil: ampola 50mcg/mL (2mL ou 10mL) Midazolam: ampola 5mg/mL (3mL ou 10mL) Propofol: ampola 10mg/mL (20mL) ou 20mg/mL (50mL) Via(s): 💉 EV contínuo Cuidados: Meta sedação: RASS -2 a -3 (sedação leve a moderada) Avaliar necessidade de bloqueador neuromuscular se assincronia grave com VM Propofol: risco de síndrome da infusão do propofol (acidose, rabdomiólise, hipercalemia) se uso >48h em doses altas Fentanil: acumula em uso prolongado, pode causar rigidez torácica se infusão muito rápida Monitorar profundidade da sedação com escalas (RASS, Ramsay) Evitar sedação excessiva que impeça avaliação neurológica   ÁCIDO TRANEXÂMICO Prescrição prática: Ácido Tranexâmico 50mg/mL ampola 5mL (250mg) ATAQUE: 1g (4 ampolas) + 100mL SF0,9% EV em 10 minutos MANUTENÇÃO: 1g (4 ampolas) em 250mL SF0,9% EV em 8 horas Indicações: TCE moderado com menos de 3 horas do trauma Reduz mortalidade por sangramento intracraniano Benefício maior se administrado na primeira hora Apresentações: Ácido tranexâmico: ampola 50mg/mL (5mL = 250mg) Via(s): 💉 EV Cuidados: Contraindicação: história de eventos tromboembólicos recentes, coagulopatia Não administrar se >3h do trauma (sem benefício demonstrado) Efeitos adversos: náuseas, vômitos, trombose (raro) Reduz necessidade de transfusão Evidência: estudo CRASH-3   ANTICONVULSIVANTE Prescrição prática: Fenitoína 50mg/mL ampola 5mL (250mg) ATAQUE: 20mg/kg diluído em 250mL SF0,9% EV Paciente 50kg: 1000mg (4 ampolas) + 250mL SF0,9% em 30 minutos Paciente 70kg: 1400mg (5-6 ampolas) + 250mL SF0,9% em 40 minutos Paciente 90kg: 1800mg (7 ampolas) + 250mL SF0,9% em 50 minutos MANUTENÇÃO: 100mg (2mL) EV de 8/8h Alternativas: Ácido Valproico 100mg/mL – Ataque 20-40mg/kg EV, manutenção 1-2mg/kg/h Levetiracetam 500mg – Ataque 1000-1500mg EV, manutenção 500-1000mg 12/12h Indicações: Convulsão pós-traumática precoce (primeira semana) Profilaxia em TCE grave com fatores de risco (considerar) Apresentações: Fenitoína: ampola 50mg/mL (5mL = 250mg) Levetiracetam: ampola 500mg/5mL ou 1000mg/10mL Via(s): 💉 EV Cuidados: Fenitoína: infusão máxima 50mg/min (risco de hipotensão e arritmia), não misturar com glicose Monitorar nível sérico de fenitoína (meta 10-20 mcg/mL) Fenitoína: pode causar síndrome de Stevens-Johnson, hepatotoxicidade Levetiracetam: melhor perfil de segurança, sem necessidade de monitorização de nível sérico Profilaxia anticonvulsivante rotineira não recomendada além de 7 dias Benzodiazepínicos (midazolam, diazepam) para crise aguda   REVERSÃO DE ANTICOAGULAÇÃO Prescrição prática: VARFARINA: Vitamina K 10mg/mL – 01 ampola (10mg) + 50mL SF0,9% EV em 30min VARFARINA: Complexo Protrombínico (CCP) – conforme INR: INR 1,3-1,9: 10-20 UI/kg EV INR ≥2,0: 25-50 UI/kg EV HEPARINA: Sulfato de Protamina 50mg/5mL – 1mg para cada 100UI heparina EV lento (máx 50mg) DABIGATRANA: Idarucizumabe 2,5g/50mL – 2 frascos (5g) EV em bolus RIVAROXABANA/APIXABANA: CCP 50 UI/kg EV OU Andexanet alfa (se disponível) Indicações: TODO paciente com TCE em uso de anticoagulação Reversão URGENTE se sangramento intracraniano Apresentações: Vitamina K (fitomenadiona): ampola 10mg/mL (1mL) CCP: frasco 500UI ou 1000UI Protamina: ampola 50mg/5mL Idarucizumabe: frasco 2,5g/50mL Via(s): 💉 EV Cuidados: Vitamina K: início de ação lento (6-24h), sempre associar CCP se INR elevado CCP: risco trombótico, reconstituir conforme fabricante Protamina: administração lenta (máx 5mg/min), risco de hipotensão e anafilaxia Idarucizumabe: reversão específica para dabigatrana, efeito imediato NOACs (rivaroxabana, apixabana): não há antídoto específico disponível no Brasil, usar CCP Monitorar coagulograma após reversão   CONTROLE DE PRESSÃO ARTERIAL Prescrição prática: META: PAs >100 mmHg (pacientes 50-69 anos) META: PAs >110 mmHg (pacientes >70 anos) Noradrenalina 1mg/mL – Diluir 4 ampolas (16mg) em 234mL SF0,9% = solução 64mcg/mL Iniciar 0,05-0,2 mcg/kg/min em BIC e titular conforme PAM alvo Expansão volêmica: SF0,9% 500mL EV em bolus se hipovolemia Alternativas: Dopamina 50mg/10mL – Diluir 5 ampolas (250mg) em 220mL SG5% = 1mg/mL, 5-20mcg/kg/min Indicações: Manter pressão de perfusão cerebral adequada (PPC = PAM - PIC) Evitar hipotensão que piora lesão secundária PPC alvo: 60-70 mmHg Apresentações: Noradrenalina: ampola 1mg/mL (4mL) Dopamina: ampola 50mg/10mL Via(s): 💉 EV contínuo em acesso central (preferencial) Cuidados: Noradrenalina: vasoconstritor potente, preferir acesso central Monitorar PAM continuamente Corrigir hipovolemia ANTES de iniciar vasopressor Dopamina: pode causar taquicardia e arritmias Titular conforme resposta, desmame gradual   CONTROLE TÉRMICO Prescrição prática: Meta: Temperatura <37,5°C na primeira hora Dipirona 500mg/mL – 2mL (1g) + 18mL SF0,9% EV lento se Tax >37,5°C Compressas frias e medidas físicas Paracetamol 10mg/mL frasco 100mL – 1g (100mL) EV em 15min até 4x/dia Indicações: Hipertermia aumenta demanda metabólica cerebral e piora prognóstico Prevenir febre agressivamente Apresentações: Dipirona: ampola 500mg/mL (2mL) Paracetamol: frasco 10mg/mL (100mL = 1g) Via(s): 💉 EV Cuidados: Evitar hipotermia (<35°C) Investigar foco infeccioso se febre persistente Dipirona: infusão lenta para evitar hipotensão Paracetamol: dose máxima 4g/dia, hepatotóxico em doses elevadas   PROTEÇÃO GÁSTRICA E PROFILAXIA Prescrição prática: Omeprazol 40mg EV de 12/12h Profilaxia TEV mecânica: meia elástica + compressão pneumática intermitente Enoxaparina 40mg SC 1x/dia APÓS estabilização e confirmação sem expansão de hematoma (geralmente após 24-48h) Indicações: Prevenção de úlcera de estresse (Síndrome de Cushing) Profilaxia de TEV após estabilização Apresentações: Omeprazol: frasco 40mg Enoxaparina: seringa 40mg/0,4mL Via(s): 💉 EV (omeprazol) | 💉 SC (enoxaparina) Cuidados: Omeprazol: reconstituir com SF0,9% Enoxaparina: CONTRAINDICADA inicialmente (risco sangramento), iniciar após 24-48h se estável Profilaxia mecânica deve ser iniciada precocemente   🏠 PARA CASA TCE MODERADO A GRAVE NÃO RECEBE ALTA DO PRONTO-SOCORRO Estes pacientes requerem: Internação OBRIGATÓRIA em Centro de Terapia Intensiva Monitorização neurológica rigorosa com avaliações seriadas do Glasgow Controle invasivo de pressão intracraniana se Glasgow persistente ≤8 Acompanhamento neurocirúrgico para indicação cirúrgica se necessário Suporte ventilatório mecânico na maioria dos casos Neuroimagem de controle seriada (TC crânio) Reabilitação precoce assim que estabilizado   👨🏻‍⚕️ Orientações à família Prognóstico depende de múltiplos fatores: idade, Glasgow inicial, lesões associadas, tempo até atendimento, presença de pupila não reativa Glasgow é o melhor preditor de prognóstico: quanto menor, pior o prognóstico Possíveis complicações: Hipertensão intracraniana refratária Herniação cerebral Morte encefálica Sequelas neurológicas permanentes (déficits motores, cognitivos, comportamentais) Epilepsia pós-traumática Hidrocefalia Infecções (pneumonia, meningite) Tempo de internação: geralmente prolongado (semanas a meses) Reabilitação: essencial e pode durar meses a anos Sinais de melhora: aumento do Glasgow, abertura ocular espontânea, seguimento de comandos Sinais de piora: queda do Glasgow, midríase, perda de reflexos de tronco Necessidade de acompanhamento: neurologia, neurocirurgia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional Suporte psicológico: para paciente e família Possibilidade de medidas invasivas: DVE (derivação ventricular externa), craniectomia descompressiva   🔎 CID-10: S06.0 : Concussão cerebral S06.1 : Edema cerebral traumático S06.2 : Traumatismo cerebral difuso S06.3 : Traumatismo cerebral focal S06.5 : Hemorragia subdural traumática S06.6 : Hemorragia subaracnóidea traumática S06.4 : Hemorragia epidural S06.9 : Traumatismo intracraniano não especificado